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terça-feira, 20 de março de 2007

O filme A PAIXÃO DE CRISTO do ponto de vista Bíblico

O filme A PAIXÃO DE CRISTO do ponto de vista Bíblico

JesusSite

Diante de tanto alarde feito pela mídia em relação ao filme católico de Mel Gibson sobre a crucificação de Cristo, resolvemos apresentar os três textos abaixo de autores diferentes, possibilitando assim, que você leitor, analise o filme do ponto de vista bíblico, pois em meio as fortes emoções causadas entre aqueles que têm assistido ao filme, muitos não tem observado certos detalhes que nitidamente apontam para as doutrinas e ensinamentos católicos.

Embora muitos textos que nos chegaram tenham dado destaque à questão do anti-semitismo que o filme supostamente estaria fomentando, entendemos que não é este o ponto central, mesmo porque a crucificação de Cristo teve como objetivo a nossa salvação e Jesus foi morto pelos nossos pecados, ressuscitando ao terceiro dia, para Honra e Glória de Deus Pai. Portanto, seria nos abster de nossa responsabilidade, como pecadores, dizer que os judeus ou os romanos tenham sido os culpados. Vale lembrar que a ressurreição deveria ser o fato destacado e comemorado, e não a morte.

Defensores da película alegam que Gibson gastou 25 milhões de dólares do próprio bolso. Isto não deveria ser motivo de surpresa para ninguém, afinal ele é um cineasta experiente e certamente previu que receberia dezenas de vezes mais o que investiu, tanto que em apenas três semanas de exibição já faturou mais de 10 vezes do que o investido e isto apenas nos EUA.

Em várias cidades, salas de cinema têm sido locadas por equipes de várias denominações evangélicas, católicas, e até espíritas, tornando a exibição da fita algo ecumênico. Isto aliado ao fato de a fita transmitir uma enxurrada de doutrinas católicas levou-nos a publicar este alerta. Entendemos com isto, estar mantendo nosso compromisso com a verdade - aquela que liberta segundo nosso Senhor Jesus, o Cristo.

Unidos em Cristo,
Equipe do JesusSite






O livro no qual Mel Gibson se baseou

Na foto acima, veja a capa do livro de Anne Catherine Emmerich, freira alemã que viveu entre 1774 e 1824 e que em suas visões e reflexões teria relatado as últimas horas de Jesus a caminho da crucificação, foi quem inspirou Mel Gibson na construção de um filme que é suposto ser um relato fidedigno da morte de Cristo.

O filme de Gibson na verdade não passa de uma interpretação cinematográfica católica das últimas horas de Cristo o qual os Evangelhos nunca relataram. A conhecida e venerada Anne, a freira que é considerada visionária, profetiza e que esteve com o místico sinal do estigma nas mãos foi a principal fonte de Mel Gibson em sua inspiração para relatar o filme, ele próprio confirma tal fato em vários setores da comunicação. No entanto, ele diz que: "O Espírito Santo estava trabalhando através de mim neste filme." Mas em outro lugar diz: "Ela me passou dados que eu nunca teria pensado." (The New Yorker, 09/15/03). Em suas visões ela viu os protestantes sofrendo mais que os católicos no purgatório porque ninguém oferece missas ou rezas para eles. Nos últimos 12 anos da vida de Anne é alegado que ela se alimentou somente da hóstia... O livro de Anne em que relata a vida de Cristo em imagens e situações, apontando o papel de Maria como co-redentora junto com Cristo, é evidenciado no filme de Gibson. Gibson foi também influenciado por Mary de Agreda (1602-1665), uma freira católica e mística visionária. Ela foi sempre tomada em transes, o que a levou a ensinar pessoas em línguas estranhas. Em seu livro Mística Cidade de Deus, Agreda oferece muitos detalhes sobre Maria e a paixão de Cristo que não estão na Bíblia...

Veja o que diz o boletim Vidanet ano 5 n.º 226:
“Viemos a Fátima, rezar e pedir orações. Mel Gibson também esteve aqui para rezar aos pés de Nossa Senhora e implorar a sua intercessão para ultrapassar todos os obstáculos e poder concluir o filme” (James Caviezel, em entrevista à revista Stella, da Congregação das Religiosas Reparadoras de Nossa Senhora das Dores de Fátima. O ator interpreta Jesus no filme A paixão de Cristo).


Situações do filme inexistentes nos Evangelhos:

1) Jesus todo sujo de barro no cabelo e face no jardim do Getsemany apesar de ter acabado de estar na última Ceia com os discípulos.

2) Jesus é espancado quando capturado pelos soldados no jardim sem ter sido antes apresentado perante o sumo sacerdote. A corrente que foi usada para prendê-lo poderia muito bem segurar um navio ao porto.

3) Satanás aparece (fisicamente) várias vezes no filme bem como uma serpente.

4) Briga na rua entre romanos e judeus, e Cristo sendo brutalmente espancado enquanto levava a cruz.

5) Jesus é jogado de uma ponte com uma enorme corrente e uma grossa corda e depois mais espancamentos.

6) Ele aparece com um olho todo "esbugalhado", parecendo que lutou com Silvester Stalone.

7) Crianças jogam pedras em Judas.

8) Exagerada e injusta ênfase no sadismo de judeus e romanos em seu ódio para com Cristo.

9) Gibson vai ao extremo ao passar a mensagem de que o povo judeu foi iníquo, mau e vil para com Cristo, nunca passando a imagem que inúmeros judeus O aceitaram.

10) Um terremoto que derruba até o templo.

11) Jesus e Simão levando a cruz juntos.

12) Grande quantidade de sangue nunca mencionada nos evangelhos.

13) A participação constante de Maria em todo o filme junto de Cristo como orientadora sugere precisamente o que novos teólogos católicos pregam: Que Maria é co-redentora da humanidade junto com Jesus, algo totalmente estranho aos evangelhos.

14) Maria aos pés de Jesus e depois segurando Seu corpo após a morte é precisamente como retrata o famoso quadro de Michelangelo, pietà, tão presente nas igrejas católicas.

15) Maria é vestida não como uma judia do primeiro século, mas como uma freira da Idade Média.

16) Maria apela à esposa de Pilatos, Cláudia, para que os soldados romanos protejam seu filho da multidão dos judeus.

17) A brutalidade e violência intensa sugerida ao longo do filme têm a ver com a interpretação cinematográfica do realizador do filme não com o relato bíblico. Afinal muito sangue e violência é certeza de cinemas cheios!




Mais situações do filme anti-bíblicas:

a) Jesus confronta-se com Judas antes de sua prisão;

b) Quando eles estão escoltando Jesus após sua prisão, os soldados penduram-no em uma ponte com correntes e então puxam-no de volta com muita brutalidade;

c) A Mulher de Pôncio Pilatos dá algumas roupas a Maria que servem para enxugar o sangue de Jesus derramado no chão;

d) Um corvo fere o olho do ladrão que não se arrependeu na cruz;

e) Sangue jorra do lado de Jesus como uma cachoeira após o soldado perfurá-lo com a lança.

f) No Getsêmane, Jesus esmaga a cabeça da serpente, levando os pecados naquele lugar, conforme o evangelho Mórmon. A Bíblia, entretanto, ensina que os nossos pecados foram levados sobre o madeiro (I Pedro 2:24) e Satanás ainda será esmagado em tempo futuro (Romanos 16:20).

g) Em cena no meio do filme Jesus disse: “Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém VAI ao Pai senão por mim”, em lugar de dizer, “ninguém VEM ao Pai”. Onde está a divindade do Mestre?

h) Ao ser pregado na cruz, o braço direito de Jesus é esticado, dando a entender que se quebrou para chegar ao lugar onde a mão deveria ser pregada. Tal heresia é uma afronta a João 19:33 a 36. O olho direito de Jesus fica fechado desde os primeiros açoites. Tais características, braço direito ferido + olho direito danificado, são do Anti-Cristo, conforme Zacarias 11:15-17!

i) Na ressurreição Jesus aparece nu, mas a Bíblia não diz que ele se mostrou aos discípulos dessa forma. Na sua volta, pelo contrário, ele está vestido, de acordo com Apocalipse 19:13.





A Paixão de Cristo - E agora?
por: HÉLIO de Menezes Silva
Sola Scriptura TT

Nunca escrevi um artigo tão apaixonado. Os Protestantes, lamentavelmente, há muito deixaram de protestar. Digo isso porque assisti ao filme “A Paixão de Cristo” em 19 de março, na estréia nacional. Todavia, tenho acompanhado a controvérsia em torno da película desde antes de sua avant-première nos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, no dia 25 de fevereiro. Tanto os detratores quanto os propagadores estão apaixonados, defendendo com unhas e dentes seus pontos de vista. Obviamente há os que tentam conciliar os lados, mas estes incorrem no pecado de ficar em cima do muro.

É verdade que Deus nos ensinou: "Examinai tudo. Retende o bem." (I Tessalonicenses 5:21). O problema é que, infelizmente, a maioria cristãos "examinadores" do trabalho de Mel Gibson tem sucumbido diante da montagem hollywoodiana e se esquecem de checar a fonte sobre a qual foi inspirado o trabalho. Os bereanos eram exímios examinadores, mesmo tendo como mestre o próprio apóstolo Paulo: "Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim." (Atos 17:11). Neste artigo, quero admoestá-lo a se tornar um cristão bereano, que não se impressiona com a embalagem, mas avalia à luz da Bíblia todo e qualquer conteúdo.

São muitas as veias pelas quais poderíamos passar, até chegar ao coração dos resultados práticos de "A Paixão de Cristo". Não está em pauta o aparato técnico, o desempenho dos personagens, a fotografia. Apesar de ser um cinéfilo, deixo a tarefa em boas mãos, com a Dra. Ivana Bentes, especialista na sétima arte, com quem tive o privilégio de estudar Cinema e Teoria da Comunicação na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também está fora de questão a liberdade poética da criação, o que deixo com o Dr. Fernando Fragoso, outro professor e amigo que fiz na UFRJ, o qual me ensinou Redação para Rádio, TV e Cinema.

Atenho-me apenas ao breve exame das fontes em que se baseou Gibson para escrever o seu roteiro. "A Paixão de Cristo" é uma mescla de passagens bíblicas com as VISÕES de Anne Catherine Emmerich, venerável freira agostiniana extática e estigmatizada que viveu entre 8 de setembro de 1774 e 9 de fevereiro de 1824, quando morreu em Dulgen, Alemanha. Catherine via, literalmente, as almas padecendo no Purgatório e rezava por elas. Ela alegava também ter visto, literalmente, a Paixão de Jesus Cristo desde o Getsêmane até a cruz. Tudo isto foi registrado no livro "The Dolorous Passion of Our Lord Jesus Christ" (A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo). Gibson, católico ferrenho, à beira de cometer suicídio, leu a obra e dela tirou as cenas que não constam no relato bíblico. Algumas distorções à Palavra de Deus também vieram daquele livro, ou seja, doutrinariamente o filme é corrompido desde a fonte.

Obviamente, não é preciso ter QI 160 para notar que se trata de uma produção católica, feita por católicos, inspirada num livro católico, cheia da Tradição e doutrina católicas, que pavimenta mais uma rodovia de volta a Roma, via ecumenismo. Basta um pouco de bom senso e o mínimo de base bíblica para ver os erros contra a Palavra de Deus. Os Protestantes, terrivelmente, como já disse, não protestam mais, pelo contrário, saem do cinema (como vi fartamente) chorando emocionados e tecendo elogios à película de Gibson. É lastimável que pastores não só endossem, mas também comprem sessões inteiras, destinadas a mostrar aos seus fiéis "um relato perfeito dos sofrimentos de Jesus Cristo".

Estou concluindo a leitura do livro de Emmerick que, numa nota de rodapé, traz a seguinte afirmação, com o aval da Igreja Católica: "As visões de Anne Catherine foram inspiradas por Deus." Isto já seria informação suficiente para deixar qualquer cristão bíblico mais atendo do que o normal. A maior parte das cenas do filme de Gibson que não constam nos relatos bíblicos foram tiradas do livro de Emmerick, ou seja, são tão inspiradas quanto a Palavra de Deus, segundo a Igreja de Roma. Eis alguns trechos, que têm sido aceitos pelos evangélicos sem qualquer questionamento:

1) Jesus confronta-se com Judas antes de sua prisão;

2) Quando eles estão escoltando Jesus após sua prisão, os soldados penduram-no em uma ponte com correntes e então o puxam de volta com muita brutalidade;

3) A Mulher de Pôncio Pilatos dá algumas roupas a Maria que servem para enxugar o sangue de Jesus derramado no chão;

4) Um corvo fere o olho do ladrão que não se arrependeu na cruz;

5) Sangue jorra do lado de Jesus como uma cachoeira após o soldado perfurá-lo com a lança.


Há muitas heresias em “A Paixão de Cristo” (veja uma lista abaixo). A guisa de exemplo, vejamos apenas a primeira cena, uma intermediária e duas últimas:

1) No Getsêmane, Jesus esmaga a cabeça da serpente, levando os pecados naquele lugar, conforme o evangelho Mórmon. A Bíblia, entretanto, ensina que os nossos pecados foram levados sobre o madeiro (I Pedro 2:24) e Satanás ainda será esmagado em tempo futuro (Romanos 16:20).

2) Em cena no meio do filme Jesus disse: “Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém VAI ao Pai senão por mim”, em lugar de dizer, “ninguém VEM ao Pai”. Onde está a divindade do Mestre?

3) Ao ser pregado na cruz, o braço direito de Jesus é esticado, dando a entender que se quebrou para chegar ao lugar onde a mão deveria ser pregada. Tal heresia é uma afronta a João 19:33 a 36. O olho direito de Jesus fica fechado desde os primeiros açoites. Tais características, braço direito ferido + olho direito danificado, são do Anti-Cristo, conforme Zacarias 11:15-17!

4) Na ressurreição Jesus aparece nu, mas a Bíblia não diz que ele se mostrou aos discípulos dessa forma. Na sua volta, pelo contrário, ele está vestido, de acordo com Apocalipse 19:13.


A Bíblia já não é mais suficiente? Precisamos ver na tela para crer que Jesus sofreu mesmo daquele jeito? Precisamos ver para ter uma vida santa?

Precisam os pecadores verem para se converterem? E antes do cinema, como se arrependiam? Como pôde a Igreja sobreviver sem este “poderoso instrumento” de comunicação durante 19 séculos? Não estou sendo radical, apenas lógico e bíblico.

Mas, alguém ainda pode argumentar: Temos que levar o Evangelho a todos, de todos os modos disponíveis! Tudo bem, mas o Evangelho de quem? Não podemos confundir alhos com bugalhos, sob o pretexto de pregar a Palavra. O Evangelho católico é TOTALMENTE DIFERENTE do Evangelho bíblico! São doutrinas irreconciliáveis! Se defendemos a fé entregue de uma vez por todas aos santos (Judas 3) e vivemos por ela (Romanos 1:17) somos "fanáticos", se não a defendemos e não a praticamos somos "hipócritas".

Realmente, não se pode agradar o mundo com seus infinitos “argumentos”, que tentam justificar seus próprios erros. Nada tenho contra os católicos, mas tudo contra as DOUTRINAS ERRÔNEAS provenientes e endossadas por Roma.

Seja um bereano! Examine as Escrituras! “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles.” (Isaías 8:20)





Jesus, não aconselhável para menores
por: Harold Segura C., SAN JOSÉ, Costa Rica, Março 25, 2004
© Agencia Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)

Leio, intrigado, que milhares de jovens mexicanos se uniram numa campanha contra a decisão tomada pela Direção Geral de Rádio, Televisão e Cinematografia (RTC) que proíbe menores de 18 anos de assistirem "A Paixão de Cristo". A RTC classificou o filme com um "C" por entender que ele contém imagens com alto grau de violência.

Na Argentina o filme poderá ser visto somente por maiores de 16 anos, e no Brasil, Chile, Peru e Costa Rica é permitido o ingresso para maiores de 14 anos. Seja como for, os menores ficarão de fora. O Jesus, de Mel Gibson, não é adequado para menores.

Juan José Hernández apelou da decisão. Ele é o diretor da 20th Century Fox, empresa encarregada de distribuir o filme no México. Hernández está indignado, porque acredita que todos os mexicanos devem assistir o filme por ser "esplêndido e altamente evangelizador".

O filme tem incendiado várias polêmicas. Uns a favor e outros contra, mas todos fazendo, à sua maneira, uma contribuição ao seu êxito comercial.

Os judeus reclamam por considerá-lo anti-semita; Billy Graham se comove até as lágrimas e o promove por ser "fiel aos ensinamentos da Bíblia"; alguns católicos o defendem com ardor de cruzados, enquanto outros o atacam por "ser repulsivo para o estômago".

Entre os evangélicos há os que opinam que é a melhor interpretação de Jesus dos evangelhos e uma oportunidade para a evangelização do mundo; outros o classificam "chocante" e cheio de heresias.

Na arena das discussões há lugar para todos. Intriga-me, em particular, o fato pelo qual as crianças não poderão vê-lo. Alegam os censores que a razão disso é a violência.

Jacob Pinheiro Goldberg, advogado brasileiro, entrou com demanda na Comissão de Direitos Humanos de seu país para que a exibição do filme seja proibida para menores de 18 anos. Ele argumenta que "para um garoto (o filme) pode criar repulsão, medo, indignação e até sentimento de desamparo".

Estou de acordo. O filme atenta contra os direitos dos menores. O sadismo das cenas e a selvageria como se apresentam os tormentos de Jesus convertem-no num massacre sensacionalista, digno do melhor "prêmio Oscar da brutalidade", como bem disse o professor de teologia Samuele Bacchiocchi.

Mas, Gibson não inventou a crucificação, dizem os defensores; todos sabemos que Jesus morreu, padeceu e foi sepultado. Jesus sofreu a crueldade de seus flageladores. E se essa história aconteceu, nada deveria evitar que fosse vista, argumentam.

A lógica é a mesma que adotam muitos meios de comunicação - imprensa, rádio, televisão e cinema - para explorar a crueldade da vida e a dor das vítimas expostas em toda sua nudez. Nessa lógica - ou ilógica mercantilista - vale tudo, inclusive a realidade levada ao limite para satisfazer as emoções dos consumidores ávidos por crueldade.

O filme adultera os quatro Evangelhos. Neles, "o fator sangue" não ocupa o espaço central dos relatos. A paixão - a dos textos bíblicos - não é um espetáculo sangrento; antes, enfoca no ato de amor que nos redime por meio do "sangue do novo pacto" (Mateus 26,28).

Esclareçamos: o sofrimento de Jesus foi extremo. O que Cristo temia no Getsêmani aconteceu no Gólgota. É certo. Padeceu a fúria desapiedada de seus torturadores, mas ainda assim esse fato de sangue não era o principal do anúncio apostólico. A proclamação não estava fundada na dramaticidade da história, mas em seu efeito salvador.

O sangue era anúncio, e não espetáculo. Diante da morte de um justo o sangue clama, como o de Abel (Lucas 11,51) ou de Zacarias (Mateus 23,25), ou dos profetas antigos (Mateus 23,34), ou o de milhares de torturados na América Latina e no mundo. O sangue clama justiça, e a justiça não se consente convertendo o ato injusto em entretenimento teatral. Tampouco é o caminho para a evangelização.

Bem fazem, então, ao pedir que se proíba a projeção do filme para crianças. Já existe violência, e muita. Defender-nos dela é causa cristã, ainda que, como neste caso, o protagonista seja nosso próprio Mestre.

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