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quarta-feira, 9 de maio de 2007

Estudo mapeia terreiros de culto africano em Salvador

Estudo mapeia terreiros de culto africano em Salvador

Cleidiana Ramos
Salvador ficou conhecida como a cidade dos templos católicos, por conta da canção 365 igrejas, de Dorival Caymmi. Mas, se fosse para seguir a linha poética, ela, na verdade, seria a capital dos terreiros. A pesquisa Mapeamento dos Terreiros de Salvador, feita pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da Ufba (Ceao), em parceria com a prefeitura, identificou 1.296 deles, dos quais 1.138 foram cadastrados.

Do total encontrado, 25 se recusaram a responder o questionário e 133 estavam fechados por razões como líder religioso doente ou falecido, mudança de religião de quem comandava e destruição ou demolição de estrutura física.

Dividindo-se o total de terreiros pela população de Salvador, que é de pouco mais de 2,4 milhões de habitantes, segundo o IBGE, teria-se então um terreiro para cada grupo de 2.146 pessoas. O curioso é que, segundo o IBGE, em Salvador, apenas 11.959 pessoas praticam religiões de matrizes africanas, como o candomblé (8.926) e a umbanda (3.033), cujos espaços religiosos, segundo a pesquisa, totalizam 1,8%. Os dados são preliminares, pois foram computados até agora 55% das informações recolhidas, mas, segundo o coordenador do estudo, Jocélio Teles, diretor do Ceao e doutor em antropologia, eles estão dentro de uma margem de segurança para as conclusões.

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