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sábado, 30 de junho de 2007

Hoje é um SÁBADO de 2007! Você está preparado?

Hoje é sábado, dia de dormir até mais tarde, não é mesmo?
Nada disso!
Segundo uma famosa telepregadora (que há pouco tempo era "missionária", depois tornou-se "pastora", e agora já é "apóstola"), um grandioso acontecimento poderá acontecer ainda hoje!
Não me diga que você ainda não sabe!
A tal profetisa afirmou "profeticamente" que...
Está curioso, mesmo?
Ela disse que...
Tchan, tchan, tchan, tchan...
Ela disse, nada mais, nada menos, que...
"CRISTO VOLTARÁ EM UM SÁBADO DE 2007, NOS PRIMEIROS SETE MESES DO ANO".
Isso significa que você pode se afastar da presença do Senhor durante a semana toda e retornar na sexta-feira! Comece agora mesmo a fazer uma consagração especial, pois a profecia diz respeito a “um sábado” de 2007! E hoje é sábado! O que você está esperando? Está devendo para alguém? Está de mal de alguém? Corra, pois hoje é sábado!
Bem, falando sério, não é a primeira vez que alguém tenta estabelecer a data ou o momento da Segunda Vinda de Cristo. É claro que todos os cristãos sinceros esperam ansiosamente a Jesus Cristo, pois Ele mesmo garantiu que “... aparecerá se­gunda vez (...) aos que o aguardam para a salvação” (Hb 9.28). Mas não cabe a nós fazer previsões quanto ao retorno do Senhor.

Miller, Russel e Rutherford

Em 1831, Willian Miller afirmou que Jesus voltaria em dezembro de 1843. Apesar de Ellen G. White ter afirmado depois que ele “... foi um homem especialmente escolhido por Deus para iniciar a proclamação da vinda de Cristo” (O Grande Conflito, p. 316), o prognóstico de Miller falhou. Mas ele refez os cálculos por várias vezes, prevendo que Jesus voltaria em 1844, 1847, 1850, 1852, 1854, 1855, 1863 e 1877. Todas as suas predições fracassaram.
No começo do século XX, o fundador da seita Testemunhas de Jeová, Charles T. Russel, garantiu que a volta de Jesus se daria em 1914. Mais tarde, resolveu adiá-la para 1918. Após a sua morte, em 1916, seu sucessor, Joseph Rutherford, fez novos cálculos e adiou o advento para 1925. Hoje, os líderes da seita proclamam que Cristo já voltou “em espírito”, em 1914, como Russel havia predito em princípio...

Mensageiros do Apocalipse

Depois de Miller, Russel e Rutherford, foi a vez de Willian Branham, heresiarca do Tabernáculo da Fé, profetizar acerca da Segunda Vinda de Jesus. Branham pregava que seu ministério perduraria até 1977, ano do aparecimento do Senhor. No entanto, para a frustração de seus seguidores, o “Mensageiro do Apocalipse”, como era chamado, morreu em 1965!
Em 1988, Edgar Whisenant, um engenheiro norte-americano, lançou um livro cuja tônica era o tempo do arrebatamento: Tempo Emprestado: 88 Razões Por Que o Arrebatamento se Dará em 1988. Apesar do título sensacionalista, Whisenant não se cansava de afirmar que se baseara em “cálculos matemáticos precisos”.

A despeito do livro quebrar todos os recordes de venda, levando as pessoas a crerem na predição, o óbvio aconteceu: Jesus não veio. Tranqüilo, Whisenant pediu desculpas aos leitores, afirmando que cometera um pequeno erro: fizera seus cálculos até 1988 sem levar em conta o ano zero, considerando apenas 99 anos do primeiro século. Com essa argumentação, predisse que Jesus viria, na verdade, só em 1989...
Descobriu-se posteriormente que Whisenant, que se dizia o “senhor dos cálculos”, era péssimo em Matemática. Ao ser perguntado sobre o número de livros que vendera, respondeu: “Entre 4,5 e 6,5 milhões”... Ora, uma pessoa acostumada a trabalhar com números “precisos” jamais consideraria insignificante uma diferença de dois milhões!
No início da década de 1990, na Coréia do Sul, entrou em cena Bang-Ik Ha, um jovem “profeta” da Missão Taberah que tinha razões “muito convincentes” para afirmar que Jesus viria em 8 de outubro de 1992. Ha não chegara a essa conclusão apenas por meio de cálculos matemáticos: ele mesmo fora ao céu vá­rias vezes, recebendo de Deus mensa­gens específicas sobre o futuro do planeta Terra.
Por meio de panfletos e do livro O Último Plano de Deus, a Missão Taberah divulgou em todo o mundo a notícia. Quando chegou a tão esperada data, porém, a história se repetiu... Sem ter desculpas para dar aos revoltados seguidores, a Missão encerrou suas atividades.

Cálculos mirabolantes

Em 1994, Harold Camping, do ministério norte-americano Family Radio, publicou o livro 1994?, pelo qual qual afirmava que Jesus voltaria em 6 de setembro do referido ano. Camping, um engenheiro, afirmava, com base em cálculos mirabolantes, que Deus tinha uma linha do tempo, desde Gênesis até Apocalipse, sendo possível determinar “exatamente” o dia da vinda de Cristo...
No mesmo período, alguns teólogos, utilizando o sistema cronológico de James Ussher, que posiciona a Criação em 4004 a.C., afirmaram que o advento seria no início do sétimo milênio, contando a partir da Criação. Associando o descanso de Deus (Gn 2.3) ao Milênio, utilizaram a ope­ração aritmética 6000-4004, concluindo que Jesus viria em 1996. Mas, com as novas des­cobertas arqueológicas, já existe um sistema cronológico mais atualizado, que posiciona a Criação em 4173 a.C. Assim, a operação seria: 6000-4173=1827. Nesse caso, Jesus teria vindo em 1827?
Mas as experiências negativas acima não são suficientes para convencer os “senhores dos cálculos” de que é impossível prever o tempo da vinda de Cristo. Atualmente, se tem empregado o texto de Oséias 6.2 para afirmar que, como cada dia profético equi­vale a mil anos, Cristo voltará no terceiro dia (Milênio), isto é, no ínicio do século XXI.

Afinal, quando Jesus voltará?

De acordo com a Bíblia, “... a res­peito daquele dia e hora nin­guém sabe...” (Mt 24.36). Em suas cartas aos Tessalonicenses, cujo assunto chave é o arrebatamento, Paulo disse: “... acerca dos tempos e das épocas, não ne­cessitais de que se vos escreva...” (1 Ts 5.1). O apóstolo conhecia a expressa proibição de Cristo: “Não vos pertence saber os tempos (...) que o Pai estabeleceu...” (At 1.7).
Portanto, nestes últimos dias, o importante é saber que a qualquer momento “... a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Co 15.52). O alerta de Jesus está ecoando cada vez mais forte: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir” (Mt 25.13).

Ciro Sanches Zibordi

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