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sábado, 28 de julho de 2007

Popularizada pelos astros de Hollywood, Cabala atrai novos adeptos

Popularizada por Madonna, Demi Moore e Britney Spears, a Cabala vem ganhando, a cada ano, novos adeptos, que, indiferentes aos modismos de Hollywood, buscam a espiritualidade em Safed, norte de Israel, a capital desta corrente mística do judaísmo. O centro Ascent organiza seminários de estudo da Cabala, cada vez mais populares entre os judeus e não-judeus que buscam encontrar respostas em textos esotéricos.
Sheree Sharan, de 31 anos, chegou de Chicago para mergulhar no clima desta cidade ultra-ortodoxa e respirar "sua energia". "Estava procurando a mística judaica e Safed é o quartel-general dos estudos da Cabala", explica.
Há dois anos Sheree se interessa por esta prática iniciada na Idade Média depois da publicação do Zohar, "O Livro do Esplendor", uma coleção de comentários esotéricos da Torá. A Cabala tem a fama de levar à loucura os que se afundam em seus mistérios. As interpretações esotéricas dos textos sagrados sempre fascinaram as pessoas mais sensíveis aos aspectos mágicos.
Devori Sacks, por sua vez, veio a Safed para se "centrar" nela mesma. "Quero me concentrar em mim, esquecer os aspectos materialistas da vida", conta esta nova-iorquina de 24 anos. Para ela, a Cabala "explica nosso comportamento, melhora nossa vida".
O rabino Mordechai Siev, diretor do programa em inglês do centro Ascent, afirma que entrar nos textos religiosos permite que os novos iniciados "se conectam com sua alma", mas adverte que "não estamos aqui para predizer os acontecimentos como crêem alguns".
O ponto culminante do seminário é a ascensão da lua. Os estudantes, junto a milhares de fiéis, perambulam pelo cemitério da cidade para visitar a tumba do mais conhecido dos cabalistas, o rabino Isaac Luria, também chamado de "Ari, o santo", morto em 1572.
Cabalista há 30 anos e convidado do centro, Schlomo Schwartz, que dá aulas em Los Angeles, assistiu como nos últimos anos o interesse pela Cabala vem crescendo. "A Cabala se tornou popular. Graças a Deus, Madonna a colocou nas primeiras páginas dos jornais", comemora, destacando que "os rabinos não são tão célebres como a Madonna, não aparecem na MTV".
Apesar de alguns rabinos agradecerem esta publicidade, eles também alertam contra os excessos e as práticas que parecem ser de um culto pagão, nem sempre desinteressado, ao ponto de preocupar as associações contrárias à seita na Europa. A tradição judaica impõe limitações draconianas ao estudo da Cabala, reservado apenas a judeus homens, com mais de 40 anos de idade e, sobretudo, que tenham estudado a fundo o Talmud em seu passado.
Endereço da matéria:http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=773739

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