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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Livro revela o maior segredo da História: Jesus não morreu crucificado

Escreveu do próprio punho sua defesa no Tribunal Romano;
Era um líder político que queria tomar o poder e expulsar os invasores da Palestina;
Liderava apóstolos que pertenciam a grupos políticos distintos;
Tinha em Judas Iscariotes seu seguidor mais violento e radical ideologicamente.

A imagem do Cristo nunca mais será a mesma depois de Os manuscritos de Jesus, o novo livro de Michael Baigent. O consagrado autor de O Santo Graal e a linhagem sagrada - livro que inspirou O Código Da Vinci, de Dan Brown - faz novas revelações impressionantes sobre a História de Jesus: ele não foi crucificado; era um líder político interessado no poder; e, bom de retórica, redigiu do próprio punho sua defesa diante do Tribunal Romano.

Baigent se baseia em um documento jurídico romano, de 45 depois de Cristo, em que um certo Jesus ben Josef, imigrante da Galiléia e proprietário de terras condenado por Pôncio Pilatos, faz declarações surpreendentes a respeito de sua natureza divina. Apesar da celebração e veneração seculares ao redor da figura de Jesus, o autor assegura que a sua trajetória de vida e as circunstâncias que o levaram à morte foram extremamente mitificadas.

Historiador da religião e um dos maiores especialistas no assunto, Baigent teve acesso a arquivos ocultos, registros de sociedades secretas, documentos maçônicos e coleções particulares de comerciantes de antiguidades e de seus clientes para analisar o clima político em que Jesus nasceu e cresceu, examinando não apenas os conflitos entre romanos e judeus, mas a luta entre as diferentes facções do movimento zelote, partido judeu de oposição aos romanos.

Entre os Apóstolos e discípulos de Jesus havia gente destas várias facções, o que contraria a idéia de uma homogeneidade de pensamento à mesa da Santa Ceia. Judas Iscariotes, tratado pelo Evangelho como o grande traidor do grupo, era membro de uma facção radical, mais violenta. Da compreensão do processo político da época vem a necessidade de observarmos Jesus sob um prisma diferente daquele mítico, que alicerça a fé cristã.

Baigent aborda ainda as migrações da família de Jesus e sua subseqüente exposição a outras culturas, das quais assimilou influências já no início da vida, que o distinguiram perante seus contemporâneos. Outro ponto muito interessante das revelações deste livro é a identificação das inconsistências nos relatos da maioria dos historiadores daquela época, incluindo Josefo, Plínio e Tácito.

A descrição pormenorizada de lugares conhecidos por sua importância nos acontecimentos desse período histórico, explorados e estudados há mais de vinte anos por Baigent, também oferece ao leitor uma série de detalhes que o ajudam a compor o mapa das revelações. Todas essas evidências sobre a vida e a morte de Jesus, reunidas e divulgadas neste livro, podem reformular toda a trajetória do pensamento ocidental.

Depois de 22 anos da publicação de O Santo Graal e a linhagem sagrada - que acaba de ser relançado pela Nova Fronteira - Baigent refaz e aprofunda a trajetória de suas pesquisas, refletindo sobre outros aspectos obscuros da vida de Jesus, transmitidos e consagrados há vários séculos.


MICHAEL BAIGENT nasceu em 1948, na Nova Zelândia, e se formou em psicologia. Desde 1976 mora na Inglaterra, onde se tornou especialista em história da religião. É autor de muitos livros importantes que desafiam a maneira como percebemos o passado, entre eles Ancient Traces e From The Omens Of Babylon. Escreveu também vários livros com Richard Leigh, inclusive o best-seller O Santo Graal e a linhagem sagrada e A herança messiânica (ambos com Richard Leigh e Henry Lincoln), Intrigas em torno dos manuscritos do mar Morto, O templo e a loja e A Inquisição.

http://www.approach.com.br/nucleos/release_cli_nome.jsp?codArticle=2223&codBusiness=1

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