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quinta-feira, 16 de agosto de 2007

A "Santa Muerte" deixou a foice e o martelo e adotou traços de mulher.

Cidade do México, 14 ago (RV) – A "Santa Muerte", um culto seguido por gente humilde, delinqüentes e narcotraficantes, no México, deixou a foice e a esquálida face cadavérica que a caracterizou durante quase meio século e adotou traços mais suaves e finos, na tentativa de ganhar fiéis.
"Estamos dando um novo contexto à devoção e, com isso, buscamos evitar os erros do passado, entre eles, o de que quando a "Santa Morte" nos concede algum favor, ela o cobra com a vida de um de nossos familiares; isso é totalmente falso" _ disse à agência de notícias espanhola, EFE, David Romo, da chamada "Igreja Católica Tradicional do México-EEUU", que não conta com nenhum reconhecimento oficial.
A "Santíssima Morte" _ como a chamam seus sequazes, foi rebatizada como "Anjo da Morte", numa concorrida cerimônia celebrada no último fim de semana. A novidade é que a também chamada "Niña Blanca" (Menina Branca) mostra agora uma face cândida, traços delicados e longos cabelos, em nítido contraste com a imagem dura e tenebrosa que a caracterizou por décadas: uma caveira vestida com roupas elegantes e portando numa das mãos e foice e, na outra, o globo terrestre.
David Romo _ que faz as vezes de guia espiritual e se faz chamar de "arcebispo" _ explicou que o "Anjo da Morte" é mencionado em várias passagens da Bíblia.
O culto à "Santa Morte" começou nos anos 40 do século passado, nos bairros pobres da capital mexicana, estendendo-se, depois, a todo o país, onde é praticado em capelas improvisadas.
Calcula-se que cerca de dois milhões de fiéis aderem a esse estranho e macabro culto.
Dezenas de adeptos rechaçaram a nova face da "Santa Morte" e se dizem indignados com a iniciativa da mudança.
Recentemente, o Arcebispado de Cidade do México declarou à imprensa que a Igreja Católica desconhece a figura da "Santa Morte". Além disso, num congresso sobre exorcismo, realizado há poucas semanas, no México, representantes da Igreja Católica disseram que esse culto é uma "porta que conduz ao Maligno" e recordaram que "adorar a morte" é idolatria.

Fonte: Rádio Vaticano

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