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quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Budismo e Hinduísmo

O Hinduísmo surgiu há 4.000 anos, na Índia. Formou-se da junção de várias crenças, sem um fundador ou livro sagrado comum. Crê que há um Deus Supremo, que se manifesta em divindades menores, cada qual responsável por uma parte da vida. As três principais formam uma espécie de Trindade: Brahma (a criação), Shiva (a destruição) e Vishnu (a proteção). O Hinduísta mais famoso foi Gandhi, líder pacifista da independência da Índia. Hoje há mais de um bilhão de hinduístas no mundo.
O Budismo surgiu com o príncipe hinduísta Sidharta Gautama, que viveu há 2.600 anos. Insatisfeito com a religião e com a vida de sofrimento do povo, ele abandona o palácio e passa a viver na pobreza. Após intensa meditação, alcança o Nirvana, passando a entender todas as coisas e a ensinar como superar o sofrimento. Desde então é chamado de Buda, “o Iluminado”. Ele não é um Deus para ser adorado, mas um mestre a ser reverenciado. O budista mais famoso é o Dalai Lama, líder religioso que viaja o mundo pregando a compaixão e a paz. Hoje são mais de 300 milhões de fiéis no mundo, sendo 250 mil no Brasil.
Budistas e Hinduístas crêem que a vida está num eterno ciclo de nascimento, morte e renascimento. Por causa da mesquinhez do desejo humano, a vida é puro sofrimento. O objetivo da religião é libertar as pessoas desse ciclo, purificando a alma até alcançar o Nirvana ou identificação com Deus. Essa purificação acontece através da reencarnação: ao morrer, a pessoa nasce para outra vida, que pode ser melhor ou pior que a anterior, dependendo do carma que acumulou ao fazer o bem e praticar a religião.
No dia-a-dia da fé, budistas e hinduístas oram e meditam em templos ou diante de altares domésticos. Aí fazem oferendas de incenso, flores e comida. Muitos praticam a Yoga ou seguem conselhos de Gurus. Alguns meditam estimulando os chacras, pontos de energia espalhados pelo corpo que regem a saúde e o equilíbrio. No Oriente, muitos participam de festivais e rituais de purificação em lugares sagrados, como o banho no rio Ganges.
Os cristãos podem aprender do Hinduísmo e do Budismo a simplicidade de vida, a prática de meditação, o controle dos desejos e do consumismo, o uso religioso dos cinco sentidos do corpo, o respeito pela natureza e o estilo de vida “zen”, com sua visão de mundo pacifista e integral.
Os cristãos têm dificuldade de aceitar sua compreensão pessimista da vida, porque a Bíblia diz que Deus gosta de sua criação. A vida nunca é só sofrimento, porque Deus vive ao nosso lado. As idéias de carma e reencarnação são contrárias ao evangelho, porque cristãos não estão presos a nenhum ciclo de purificação, mas são livres em Cristo, que pode perdoar a todos, a qualquer hora, e transformar as pessoas já neste mundo, sem necessidade de esperar outra vida. A Bíblia diz que morremos só uma vez, e morremos por inteiro, sem uma alma ou qualquer coisa que sai de nós e continua vivo por aí. Todos morrem e esperam pelo dia da Ressurreição. O ideal cristão não é alcançar o Nirvana, mas ser alcançado por Deus e Sua Salvação.

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