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quarta-feira, 12 de setembro de 2007

A Igreja Católica Apostólica Romana

A Igreja Católica Apostólica Romana tem cerca de 1,1 bilhão de fiéis, congregando 17% da população do planeta, sendo a maior igreja do mundo. A maior concentração de fiéis está nas Américas do Sul e Central, sendo 130 milhões no Brasil, 70% da população. Institucionalmente está organizada ao redor do Bispo de Roma, o Papa, na linha sucessória do apóstolo Pedro. A direção das igrejas nacionais e locais está a cargo do clero composto por Cardeais, Bispos, Padres, Frades, Irmãs e Irmãos. Internamente a Igreja convive com inúmeras Ordens e Congregações diferenciadas, como Jesuítas e Franciscanos, além de movimentos internos como Carismáticos e Comunidades Eclesiais de Base. Teologicamente compartilha com as demais Igrejas as doutrinas cristãs clássicas, como Trindade, Salvação através de Jesus Cristo e a Bíblia como norma de fé. Compartilha também as regras para a vida de fé dos fiéis, com grande apelo para cultos ou missas, oração e devoção doméstica, além da prática da caridade e socorro aos necessitados. Seu último Concílio Geral, o “Vaticano II”, em 1962, inseriu significativas reformas na Igreja Católica Romana, como o aprofundamento da leitura da Bíblia, a opção preferencial pelos pobres e a abolição das missas em Latim.
Outros 300 milhões de fiéis congregam a Igreja Católica Ortodoxa, um conjunto de igrejas nacionais orientais, especialmente na Rússia, Grécia, Turquia e Bulgária. Sua origem é o Cisma ocorrido no ano 1.054, que dividiu o Cristianismo em dois grupos: um ocidental, fiel a Roma, outro oriental, fiel ao Bispo de Constantinopla. Na questão política, ortodoxos passam a rejeitar a autoridade do papa romano como sucessor de Pedro, e a considerar todos os bispos nacionais com poderes iguais – são chamados “Patriarcas”. Os ortodoxos passariam a usar o idioma grego para as missas, em substituição ao latim romano. A divisão teológica ocorreu na forma de entender a Trindade: Ortodoxos consideram que o Espírito Santo provêm apenas de Deus Pai, e não do Pai e do Filho, como crêem os demais cristãos.
O Catolicismo aproxima-se do Protestantismo no testemunho de Jesus Cristo como Salvador do Mundo, nas confissões cristãs do Credo Apostólico, na celebração dos sacramentos do Batismo e da Santa Ceia, na busca da justiça e do bem comum e no aprofundamento do estudo da Bíblia. No Brasil a Igreja Católica é oficialmente ecumênica, integrando organismos como o CONIC.
O Catolicismo distancia-se do Protestantismo na devoção aos santos e a Maria, no uso de imagens em igrejas e casas, nas práticas de peregrinação a lugares sagrados e no uso dos escritos dos “pais da igreja” como orientação de fé ao lado da Bíblia. Dificuldade de diálogo também ocorre devido ao lugar que o catolicismo reserva às igrejas evangélicas no plano de salvação de Deus, relegando-as oficialmente à condição de “comunidades”, e não propriamente Igrejas. Por outro lado, algumas igrejas evangélicas hostilizam católicos com a pecha de tradicionais e idólatras, o que gera tensão no diálogo.

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