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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Templos de Kuala Lumpur refletem riqueza arquitetônica e harmonia religiosa

Os templos islâmicos, budistas e hinduístas que foram erguidos em Kuala Lumpur, capital da Malásia, refletem a riqueza arquitetônica e a harmonia religiosa de uma cidade famosa pela modernidade de arranha-céus como as torres gêmeas Petronas.
Um destes exemplos é a mesquita Masjid Jamek, que, localizada em pleno centro, junto à Praça Merdeka ("Independência", em malaio), é um dos templos muçulmanos mais belos do país.
Construída em 1907, esta mesquita se eleva sobre uma pequena península na confluência dos rios Gombak e Kelang, de onde é possível observar as cúpulas e minaretes da construção, cuja tonalidade vermelha se destaca entre o jardim com esplendorosas palmeiras que a cerca.
Segundo o secretário de Masij Jamek, Azmil bin Haji Dawoud, este templo é um dos mais freqüentados, o que faz com que em muitas sextas-feiras, o dia sagrado para o Islã, os fiéis tenham de rezar até mesmo em suas ruas adjacentes.
No interior se encontra o mihrab, um nicho apontando em direção à Meca, construído em madeira, pedra, mármore e alabastro, e adornado com escritas em árabe e desenhos geométricos e florais.
A poucos quilômetros de Masij Jamek se encontra a colina de Batu Caves, onde está um dos templos hindus mais venerados fora da Índia, dedicado ao segundo filho de Shiva, Murugan, o Deus da Guerra especialmente reverenciado pelos tâmeis.
Uma imagem dourada desta deidade de 42,7 metros de altura protege as escadas de 272 degraus que levam à entrada do templo, de 100 metros de altura e 400 de comprimento.
O templo interior foi construído no interior de uma caverna em 1800, enquanto outros no exterior foram edificados no começo do século XX.
Os centros do exterior, adornados com pinturas e figuras hindus, são dedicados a Ganesh, deidade com rosto de elefante, e a Ram, mais conhecido como o "Deus Macaco".
"No décimo mês do calendário hindu, que costuma cair no final de janeiro ou princípio de fevereiro, os hindus realizam o Thaipusam, em homenagem à vitória de Murugan sobre o demônio Soorapadman", conta Sasi, um malaio da comunidade de origem indiana com 46 anos.
Milhares de fiéis, em penitência ou como oferenda, furam suas línguas, maçãs do rosto e a pele em outras partes do corpo com argolas nas quais penduram objetos como jarras ou objetos sagrados.
A procissão, que parte do templo Sri Mariamman, no centro de Kuala Lumpur, percorre oito quilômetros ao som de tambores e flautas até Batu Caves.
O pagode Thean Hou (Tinahou) é dedicado às deidades chinesas Ma Zu (também conhecida como Matsu - Deusa do Mar - ou Tianhou - Madre Celestial ou Deusa do Céu), Guan-Yin (Deusa da Misericórdia) e Shui Wei Sheng Niang (Deusa da Catarata).
A construção arquitetônica, em pleno centro de Kuala Lumpur, possui diversos telhados com os picos alçados por dragões, com variedades de vermelho e branco, que se destacam no alto da colina de Robsonhill.A tradição chinesa é refletida em toda a ornamentação, assim como as colunas, as cúpulas do teto, os murais, o jardim medicinal e o Caminho do Amor.
Apesar de o local ter sido fundado há apenas 22 anos, é um dos mais visitados por sua beleza arquitetônica e sua riqueza ornamental, além de ser um dos maiores templos chineses do Sudeste Asiático. EFE

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