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quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Acusado de chefiar 'seita de vampiros' nega culpa

Jovens relataram à polícia que recebiam mordidas no pescoço.
Homem disse que vai processar pais dos jovens em busca de indenização.

Depois que a Polícia Civil fechou o cerco contra ele, o homem de 27 anos suspeito de chefiar uma seita que prometia imortalidade a jovens de Presidente Prudente, a 565 km de São Paulo, se apresentou na 4° Delegacia de Polícia da cidade e foi interrogado por mais de duas horas. Negou que tenha mordido pescoços e bebido sangue de 16 jovens que integram a comunidade Anjos Rebeldes, da cidade paulista, da qual é o chefe.
"Os moleques já tinham marcas, e se eu tivesse mordido teria arrancado uma parte do pescoço de alguém", explicou o ajudante geral contra o qual foram registrados três boletins de ocorrência. Quanto a chupar o sangue dos menores, o ajudante disse que isso é mentira e que prefere outras bebidas: "Prefiro suco de uva e vinho", ironizou. Os pais acusam o homem de obrigar seus filhos a beberem o próprio sangue. "Era um 1/3 do copo com sangue. Isso vicia", contou o delegado Dirceu Gravina, que interrogou cinco adolescentes.
O delegado suspeita que o "vampiro" usou uma prótese dentária com dois caninos que acredita estar escondida na casa do acusado. O ajudante negou que é namorado de uma das garotas e disse que vai processar os pais que o acusam. "Querem me ferrar. É tudo mentira. Quero ser indenizado", afirmou. Ele acrescentou que "é do bem" e que o objetivo dos Anjos Rebeldes é ajudar os outros. "Integro o grupo, mas sou das Igrejas Messiânica e da Graça", contou, explicando que participa de jogos de RPG interpretando Dimitri, o salvador da Terra.

Promessa de transformação

Jovens relataram que, para entrar no grupo, era necessário receber uma mordida no pescoço. Pelo menos 16 jovens, segundo a polícia, participaram da espécie de ritual. Eles cortavam o próprio corpo em uma praça da cidade durante os encontros da seita. Três boletins de ocorrência foram registrados pelos pais dos adolescentes na delegacia.
A polícia começou a investigar o caso depois da queixa do pai de dois jovens. Desconfiado do comportamento dos filhos, o homem descobriu que eles faziam parte de uma seita cujo chefe se apresentava como vampiro. Os dois adolescentes, de 13 e 15 anos, tinham marcas de dentes no pescoço. Um deles havia cortado o braço depois de convencido pelo chefe da seita de que não sangraria.
Uma adolescente de 15 anos contou ao G1 que fazia parte da seita e o homem pretendia levar os jovens “a um castelo” no próximo domingo (11). “A gente ia embora porque ele prometia um castelo onde nós seríamos muito felizes”, disse. O homem atraía os adolescentes, segundo ela, dizendo que eles teriam dinheiro e imortalidade.
O primeiro encontro da adolescente com o homem foi em um shopping da cidade. “Ele contou umas histórias para a gente e eu não acreditei. Falou que, para entrar na seita, precisava morder o pescoço. Eu confiei, porque ele é uma pessoa inteligente, culta. Até gostava dele”, afirmou.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL173419-5605,00.html

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