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sexta-feira, 30 de março de 2007

Extraterrestre - A nova religião na Internet

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Publicado em 25|03 pelo(a) wiki repórter Márcio Pereira Soares, Planaltina-DF

Extraterrestre - A nova religião na Internet

Muitos estão se incluindo na religião Bíblia x Extraterrestres. Agora, a mania é o extraterrestre Ashtar Sheran. Ele seria o responsável pela cobertura e ajuda ao planeta Terra. Veremos a seguir uma carta a todos os moradores do planeta Shan, que é como ele chama a Terra:

A mensagem abaixo foi passada por Ashtar Sheran, comandante de uma equipe de extraterrestres cuja missão é de proteger o nosso planeta. Seu contingente está forte e solidamente baseado em algum lugar ao alcance da Terra, que ele chama de planeta SHAN. As mensagens vindas de Ashtar eram feitas por meios telepáticos, mas esta em especial veio por um outro método, conhecido por transcomunicação. Muito conhecido no meio espírita, a transcomunicação parte do princípio de que seres em outras dimensões podem se comunicar conosco usando equipamentos eletrônicos tais como aparelhos de TV, rádios, computadores e gravadores K7.

No caso específico desta mensagem, recebida em várias datas e locais diferentes, as informações foram captadas, de uma forma "ocasional", por gravadores de fita cassete quando se tentava gravar uma música. Uma das datas foi 4/12/1989. Há informações de que também foi psicografada.

"Amigos do planeta Shan, a Terra:

A nossa presença e a nossa intenção tornam-se cada vez mais claras para o número crescente de pessoas sem preconceito. Milhares de habitantes da Terra esperam com impaciência a nossa aparição visível.

Porque vocês tem razões de acreditar que somos capazes de realizar aquilo que vocês chamam de milagre, desejamos que seja compreendido com muita clareza que nós não temos nada em comum com charlatães incumbidos de provar a realidade de sua existência. Cada gesto nosso é concebido segundo um plano bem determinado. Falo em nome de todos nós, que estamos comprometidos nesta missão bastante ingrata de dar assistência aos habitantes assediados do planeta Shan. E é com imenso alívio que nós, sob formas etéricas, forma que nos é possível utilizar, podemos aterrissar simultaneamente em todas as partes do globo terrestre, pondo fim à absurda discórdia e aos ódios irreconciliáveis, que anulam o esforço comum para a paz.

As instruções que recebemos e os nossos princípios nos impedem, no entanto, de agir assim. Uma resolução prévia, tomada pelos próprios habitantes da Terra, deve preceder a nossa entrada maciça em cena. Peçam e receberão. Só então os nossos poderes superiores, que ultrapassam em muito os que vocês têm atualmente, poderão ser utilizados.

E pensem no fato da bomba H e outros explosivos terrivelmente perigosos. Uma coisa é fabricar e fazer explodir tais engenhos infernais. Mas onde está o mortal que resolveu o problema de evitar tais explosões ou de reduzir o seu alto efeito a nada? Tal pessoa não existe no planeta Shan. Como ousam então vocês liberar uma força de tal amplitude sem ter a menor idéia de como controlá-la? Só um caráter infantil pode conceber um procedimento tão insensato.

Terão ao menos observado seriamente os resultados terríveis ao nível da natureza?

Um grande número de mortais suficientemente inteligentes põem continuamente em movimento ondas de pensamentos e de sentimentos destrutivos. Essas vibrações perturbadoras percorrem longas distâncias e causam agitações no éter. Vocês pensam que essas discórdias geradas por vocês e por milhões de seus semelhantes não tem nenhum efeito sobre forças inanimadas? O que vocês chamam de doenças não existe em nossos planetas porque nós eliminamos as suas causas.

Uma vez que esses desejos e essas ações nefastas assim pesadamente carregadas se tornam nos reinos visíveis e invisíveis, as causas da guerra, como esperam os responsáveis poder escapar ao terror e às suas conseqüências? O que desejo deixar claro é que nós, homens do espaço, seja qual for o modo que possamos temporariamente servir, temos o compromisso, pelo juramento mais solene, de manter as leis universais, únicas responsáveis pela preservação da vida em todos os níveis de consciência. Um desvio dessas leis fixas e imutáveis, equivaleria à perda dos privilégios que conquistamos com os nossos esforços ininterruptos.

Gostaria, porém, de dar um conselho a vocês: moldem o mais possível a sua vida de acordo com os ensinamentos daqueles que desceram àTerra e entraram em contacto com os mortais, por meio de uma manifestação física. Na qualidade de amigo e colaborador de vocês, a serviço do Rei dos Reis, que age do alto, nós os saudamos e nos esforçaremos por libertá-los daqueles que procuram oprimí-los e submetê-los ao regime de dominação destrutiva.

Estamos vindo como defensores e libertadores. Para começar uma série de revelações, sobre o que acontecerá com a atividade daqueles que serão aprisionados em uma gaiola de carne, e dos que serão seus associados no plano terrestre. É preciso que vocês compreendam que seus amigos cósmicos possuem corpos de transposição, isto é, corpos que se podem manifestar sob diferentes formas, assim como a água pode se manifestar nos diferentes estados de vapor, de neve ou de gelo, segundo as condições atmosféricas naturais ou artificiais. É isso que nos permite ajudar os mortais. Como vocês às vezes esquecem, há guerras que se desencadeiam violentamente nos planos astrais simultaneamente com a sua expansão no plano terrestre. O fato de que tantos homens foram mortos, mas continuam a viver no plano astral com as mesmas metas e desejos, fará com que vocês compreendam a dificuldade de nossa tarefa. Atualmente, milhares de almas procuram seguir a senda da evolução espiritual. Se nós não interviermos, elas serão condenadas a ser arrastadas às sendas descendentes que levam à degradação. Não valerá a pena lutar durante alguns meses em um conflito desesperado entre as trevas e a luz, entre o ódio e a coragem sobre-humana, para assegurar aos homens atuais a possibilidade de prosseguir na sua evolução espiritual? Afirmo que a vitória não dependerá em absoluto de uma vantagem material nem de um número superior de armas que levam vossos sábios a pensar que atingiram um conhecimento profundo e que organizaram o poder secreto da energia cósmica. devo dizer que não é assim. Por um ato divino, como os mortais jamais viram até hoje, uma conclusão rápida e irrefutável porá fim a isso. Que o planeta de vocês deposite a sua confiança no único poder capaz de libertá-los de seu destino iminente, pois não está no poder de nenhum chefe terrestre por ordem em toda a Terra. O procedimento imposto pelo medo ou pela força nada vale dentro da lógica fria e da lealdade profunda em relação às concessões superiores. Uma longa e árdua campanha foi empreendida contra as forças negras que partem do invisível atingindo os habitantes terrestres e, sem serem por eles perseguidas, os pervertem, fixando-lhes deveres engenhosos, de uma maldade diabólica, a fim de submetê-los à mais abjeta escravidão sob seu comando único. Como conseqüência benéfica dessa campanha ininterrupta no plano astral emitida contra as forças negras e a hordas pervertidas dos mortais, tornou-se possível agora transferir essa batalha para o plano físico visível, onde os humanos podem mais eficientemente defender-se e onde os resultados são mais tangíveis. isso não poderá ocorrer sem desconforto físico e sem sofrimento, mas a vitória será obtida. Os mortais devem passar por suas provas.

Que importa o sofrimento de um bom número de vocês durante essa parte final da transformação do mundo, já que todos os que permanecerem justos e firmes, em qualquer campo em que se encontrem, compreenderão depois que prestaram um inestimável serviço ao Mestre e às suas legiões conquistadoras vindas do espaço? Eles terão assim permitido a essas legiões atravessarem a impenetrável densidade do envoltório etérico da Terra para trazer o triunfo e a força às potências amigas do planeta Shan. Operar-se-á, então, uma rápida mudança na superfície da Terra e nos seus habitantes. A cada hora as forças do mal desvendarão os seus desígnios e essas revelações levarão os humanos a uma decisão rápida: a de derrubar as falsas leis, substituindo-as por verdadeiras concessões de ação construtiva.

Assim a nossa presença e os nossos desígnios não tem outro fim, senão o de vir em auxílio de vocês, pois os seus guardiães invisíveis estão muito preocupados com o estado do planeta Shan. Nós somos dez milhões de homens do espaço, fartamente equipados com forças de natureza etérica, a fim de se oporem às intenções das forças destrutivas, tornando inofensivos seus meios. Sabemos quais as regiões da Terra que estão fadadas à destruição, e logo que apareça o perigo enviaremos a esses lugares vários milhares de "ventlah" - discos voadores. Para dar uma idéia de como vocês estão protegidos, poderia citar inúmeros fatos onde sabotagens premeditadas foram impedidas graças à vigilância dos nossos homens. Se ainda não se produziu a desintegração atômica em cadeia, não é porque seus sábios saibam utilizar os átomos. É porque nós temos tido um cuidado especial de purificar a atmosfera por meio de bolas de compostos químicos depois de cada explosão atômica. Os nossos meios de comunicação telepática e de observação visual, que englobam cada pessoa e cada lugar da Terra, estão ainda além da compreensão atual de vocês. As promessas, tantas vezes repetidas, de que aqueles que depositarem a sua confiança em Deus serão protegidos, são perfeitamente exatas.

O nosso aparecimento sob uma forma física com materialização de nossas naves aéreas, dependem das instruções que recebemos de bases que estão muito acima da estratosfera de vocês. Estas instruções são determinadas em grande parte pelos acontecimentos e pelas reações humanas. Outros fatores também desempenham um papel, como a influência planetária magnética, as condições astrais, as vibrações especiais provenientes das forças concentradas no interior do globo, ou das regiões onde os humanos despertam diante do perigo e fazem tentativas desesperadas para dele se livrar. Estas últimas considerações são talvez o elemento mais poderoso que leva as nossas forças para eles. Mas, vocês próprios, os humanos, devem tentar conquistar a sua liberdade antes que possamos vir em seu auxílio. Nós estamos vindo como libertadores ou defensores e esperamos instruções para uma missão mais agradável. Poderemos, então, misturar-nos livremente com vocês, iniciando-os em tantas delícias e em um bom número de privilégios que possuímos. Querem vocês, por sua própria colaboração, apressar esse dia feliz? Esperamos que sim!

Vocês querem acreditar firmemente em nossa existência, assim como em nosso desejo impessoal e desinteressado de serví-los? Quanto mais cedo esses dois fatores forem aceitos pelos homens em geral, mais rapida e facilmente poderemos atingir a nossa meta e menos vidas se perderão.

Estão nos apressando para salvar todas as almas que quiserem adaptar-se às transformações gloriosas exigidas pela Nova Era. Alguns de vocês serão retirados do seu planeta, afim de ajudar por algum tempo nos planos invisíveis, como milhares o fazem atualmente. Honra àqueles que por intuição divinamente inspirada, podem captar a verdadeira significação de nossa missão. Qualquer esforço de nossa parte, para adquirir seja o que for, dos valores do seu planeta Shan, seria imperdoavelmente vil, tendo em vista que uma grande parte dos habitantes do seu planeta está em lamentável situação de penúria e subnutrição. Temos a intenção de ampliar os seus recursos e não de diminuí-los. O contraste que há entre as condições harmoniosas de nossos próprios planetas e a desordem caótica que existe em toda a parte onde vemos a vida tal como ela é vivida no planeta Shawt, é extremamente doloroso de observar.

Devo dizer -lhes que a incapacidade de todos, salvo a de um punhado de homens, de poder captar pelo menos uma visão efêmera da mensagem espiritual do Mestre, que os teria libertado de toda a servidão material, representa uma cegueira que encheu nossos corações de angústia quanto à possibilidade de salvar a Terra da destruição total. Nós, que os vigiamos dos nossos postos de observação no espaço, perdemos toda a esperança de ver o planeta Shan - a Terra - escapar à sua morte. No que nos diz respeito, tínhamos resolvido esquecer a Terra de vocês. Mas para o seu Salvador, a coisa era diferente. Ele fez a promessa sagrada de que voltaria. Por isso, este mundo tenebroso será por Ele iluminado, apesar de todos os esforços das forças do mal para impedir este acontecimento. Temos confiança que esta promessa será cumprida, e nós nos submetemos inteiramente à direção suprema do Salvador Invisível de vocês.

Ele não virá em carne...

Quer essa assistência chegue visivelmente por meio de astronaves, cuja equipagem é constituída de seres poderosos, mostrando a sua autoridade pelo uso de forças desconhecidas dos mortais, quer esse auxílio venha por meios misteriosos e invisíveis, é certo todavia que os homens e mulheres que cumprem as missões para as quais nasceram sobre a Terra, receberão tudo o que for necessário para garantir o seu sucesso e para desempenhar o papel que lhes é destinado. Ninguém é capaz de avaliar no seu justo valor, a paciência e a maravilhosa indulgência com as quais Deus suporta a fragilidade dos humanos! Ninguém é capaz de medir seu desapontamento quando eles recusam aceitar o Seu perdão e a Sua misericórdia.

Tudo que se passa, sendo de natureza destrutiva, é o resultado da livre escolha do homem de ligar-se à senda da retrogradação que leva ao esquecimento. Esses seres retrógrados não podem existir no novo mundo que se cria atualmente. Nos próximos anos haverá milagres que levarão vocês a uma revisão das suas concepções sobre a natureza e a sua metamorfose. É inevitável uma era de purificação antes que se possa instaurar um sistema mais perfeito. Há meios para tornar menos dolorosa uma tal purificação e a eliminação destes resíduos inquietantes, embora, em diferentes partes do globo, só uma completa varredura fará desaparecer qualquer vestígio das antigas abominações e seus resíduos. Há, no entanto, inúmeros casos em que esforços determinados são levados à efeito por indivíduos, grupos ou movimentos, para uma reforma viva da Nova Era, esforços que impedirão medidas tão radicais. Nós atravessamos os países de ponta a ponta; encontramos uma multidão de pessoas íntegras, generosas e de espírito aberto. Tomamos nota de cada uma delas. Nós as observamos em casa, nos negócios, no trabalho, nas distrações, na riqueza e na desdita, em tempo feliz e por ocasião de desgraças. Em todas as ocasiões, elas ficaram calmas, cheias de recursos, dando coragem e força aos medrosos e aos fracos. Agradecemos a Deus por elas existirem. Há homens que nos consideram como destruidores.

Reflitam, pois, por alguns instantes e pensem em tudo o que os torna ansiosos, apavorados, infelizes e preocupados. O tempo, as marés do oceano, o ar que vocês respiram, o alimento que absorvem, a própria terra sobre a qual vocês andam, afetaram as relações humanas, os negócios, os governos, o comércio, a sociedade em geral, pois o seu magnetismo está carregado de nocividade. Todas essas coisas serão renovadas. No momento, nenhum esforço deve ser feito para se comunicarem conosco, salvo depois de um pedido especial nosso. No entanto, seria uma grande ajuda se vocês quisessem manter em relação a nós, sentimentos amistosos e de confiança, e pensamentos de boas vindas. As nossas forças encontrariam assim uma atmosfera bem adaptável ao seu trabalho, pois elas têm necessidade desses campos de luz para aterrissar e repousar por alguns instantes afim de poderem adaptar-se às condições e às vibrações que encontrarão ao cumprirem a sua missão. Conhecemos cada um de vocês e sabemos da simpatia daqueles que testemunham a nossa missão, e queríamos que vocês soubessem a ajuda que isto representa para nós. Ter avenidas luminosas, que nos permitirão atingir as regiões mais sombrias, onde se deve realizar tanto trabalho.

Estamos profundamente reconhecidos a vocês por sua compreensão e por sua benevolência.

Assinado - Ashtar

Comandante da Frota dos Homens do Espaço".

OS PROFETAS DO ÓBVIO

OS PROFETAS DO ÓBVIO
www.cacp.org. br

Um fato que se deve levar em conta quando se estuda a fenomenologia das seitas é seu contexto sociocultural onde ela se desenvolve. É sabido que muitos paradigmas doutrinários dentro destes movimentos se estruturaram por influencias externas.

Por exemplo, certas normas éticas que se observam em muitos grupos religiosos não passam do reflexo da cultura o qual está condicionado. Certos tipos de vestuários, hábitos, costumes alimentares e até saudações profundamente arraigados na estrutura ética das seitas, que as diferenciam, explica-se devido a estas influências.

Dentro de certo contexto podemos admitir, que a máxima popular que afirma ser o homem “o produto do meio onde vive”, possui seu quinhão de veracidade.

Em se tratando de movimentos sectários com forte reivindicação de religião revelada e caráter profético intensifica- se ainda mais esta dependência.

É que ao se estruturar como instituição religiosa tais movimentos tende a se adaptar aos condicionamentos sociais, adquirindo respeitabilidade social. Nesta nuança comportamental e organizacional os líderes de seitas procuram contextualizar suas revelações.

Ultimamente muitas delas tentando escoimar o estigma de misticismo apelam para um lado mais “científico” da religião. Procuram se auto afirmar com “absoluta” precisão científica. Esta nova mudança verifica-se facilmente na semântica e até no nome da seita. É este o caso da cultura Racional, Cientologia, Racionalismo cristão, Ciência cristã e outros.

Para impressionar os mais incautos procuram basear essa convergência com a ciência, em supostas “revelações divinas”, mas que com o passar dos anos se mostraram totalmente inadequadas com as novas descobertas científicas, provando assim, que tais revelações nada mais eram que o produto do meio científico que então prevalecia. Era apenas o reflexo do conhecimento do líder, não tendo nada a ver com revelações divinas. Veja abaixo apenas três exemplos disso

1. O ESPIRITISMO KARDECISTA

Allan Kardec o codificador do Espiritismo moderno é um exemplo típico deste fenômeno. Quando o espiritismo foi rejeitado pela ciência oficial no século XIX (O que é o Espiritismo p. 42), Kardec protestou da seguinte forma:

“Por sua natureza, a revelação espírita tem duplo caráter: participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica.”

Kardec relegou os relatos de Gênesis como “erros” e em seu lugar estabeleceu o Espiritismo:

“O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente” (A Gênese I,16)

Ao reclamar uma base filosófica e científica à sua religião ele procura estabelecer sua respeitabilidade.

É sabido que o pentateuco kardecista está fincado nas chamadas revelações dos espíritos. Tendo como guia tais célebres seres, kardec aventura-se em desvendar os mistérios do Cosmos. É assim que no livro A Gênese ele fomenta inúmeras especulações sobre a criação do mundo, baseada nas revelações de seus amigos do além. Não obstante, para a decepção dos espíritas, o que Kardec está a dissertar não passa dos rudimentos científicos de seu tempo que hoje não mais se sustentam.

No sexto capítulo de A Gênese, aparece uma nota de rodapé com os seguintes dizeres: “(1) - Este capítulo é textualmente extraído de uma série de comunicações ditadas à Sociedade Espírita de Paris, em 1862 e 1863, sob o título - Estudos uranográficos e assinadas GALILEU. Médium: C. F. Nota do Tradutor: Estas são as iniciais do nome de Camilo Flammarion.”

Segundo esta nota as revelações de todo o capítulo seis foram fornecidas pelo espírito do famoso astrônomo Galileu Galilei. O receptor mediúnico não menos inusitado era simplesmente Camilo Flammarion. Assim define certa obra sobre ele: “Camille Flammarion - Astrônomo francês. Fundador do observatório de Juvisy. Autor de um catálogo de estrelas duplas visuais. Contribuiu para a divulgação da astronomia com suas conferências. A pluralidade dos mundos habitados (1862), Astronomia popular (1879).” (Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.)

Pois bem, Flammarion era um cientista da época que serviu como médium auxiliar de Kardec. Certamente ele estava familiarizado com as descobertas científicas de seu tempo!

E Galileu? Agora, espírito desencarnado, com certeza conhecia muito bem o Cosmos, pois, segundo as revelações dadas pelos espíritos, estes seres desencarnados podem viajar em todos os mundos a velocidade do pensamento. Acrescenta-se que tais planetas segundo Kardec são habitados por populações de espíritos. Conclui-se daí que o espírito de Galileu estava apto a dar informações astronômicas confiáveis ao seu colega de ofício. Vejamos então o que o bom e velho Galileu revelou a Kardec através de Flammarion.

A lua

Galileu discursou bastante sobre a lua. Quando ainda vivo, na função de astrônomo, pesquisou muito este satélite. Por isso cremos ser ele mais que qualquer outro espírito, gabaritado a nos dar informações no mínimo realistas sobre ela, ainda mais agora, livre do seu invólucro, podia passear pelos rincões do universo sem nenhum empecilho e pesquisar o que quisesse! Vamos ver então o que disse Galileu:

a) A terra deu origem a lua

Ensina Galileu: “Um desses planetas será a Terra que, antes de se resfriar e revestir de uma crosta sólida, dará nascimento à Lua...”

Galileu está a ensinar que a terra deu origem a lua.

É preciso esclarecer que existem quatro teorias que prevalece hoje em dia a respeito do nascimento da lua. Esta que Galileu expôs, era justamente a que prevalecia na época de Kardec, a hipótese da separação. Sobre isso comenta a Enciclopédia Britânica “As primeiras teorias sobre a origem da Lua afirmavam que no início o satélite era parte da Terra, da qual se separou para constituir um corpo independente.”

(Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.),

Veja que esta foi uma das “primeiras teorias”, contudo, hoje em dia esta teoria já caiu por terra.

Descobertas novas pistas sobre origem da Lua”, este era o título de uma reportagem que apontavam novas pesquisas sobre a origem da lua: “Cerca de 65% da composição da Lua teve origem em um corpo espacial do tamanho de Marte que bateu na Terra há um mínimo de 4,533 bilhões de anos, segundo um novo estudo divulgado hoje.(http://noticias. terra.com. br/ciencia/ interna , 3 de julho de 2003)

Do ponto de vista científico todas estas teorias enfrentam dificuldades. Mas a teoria defendida pelo espiritismo se torna ainda mais complicadas quando sabemos que “por exemplo, três minerais foram descobertos na lua e são desconhecidos na terra” (Criação ou Evolução, John MacArthur p. 97 ed. Cultura Cristã 2004). Esse fato torna inviável tal teoria.

Mas as revelações bombásticas de Galileu não param por ai.

b) Existe água na lua

Ele afirmava ainda que a Lua possuía água, veja:

“Daí, duas naturezas essencialmente distintas na superfície do mundo lunar: uma, sem qualquer analogia com o nosso, porquanto lhe são desconhecidos os corpos fluidos e etéreos; a outra, leve, relativamente à Terra, pois que todas as substâncias menos densas se encaminharam para esse hemisfério. A primeira, perpetuamente voltada para a Terra, sem águas e sem atmosfera, a não ser, aqui e ali, nos limites desse hemisfério subterrestre; a outra, rica de fluidos, perpetuamente oposta ao nosso mundo. (1)”

Recentemente a NASA fez uma descoberta surpreendente quando orbitou o pólo sul lunar, lá encontraram gelo de água, sem nenhum proveito à vida.

Contudo creio que a idéia de Kardec e seus “espíritos superiores” ao declararem que a parte oculta da lua era “rica em fluídos”, ou água, foram em parte influenciada pelas pesquisas do italiano Giovanni Battista Riccioli, que em Almagestum novum (1651) utilizou pela primeira vez o nome mar para designar as zonas escuras e uniformes da superfície do satélite. (Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.)

Essa concepção de que havia água na parte oculta da lua e a palavra “mar” para nomeá-las foram os elementos principais na formulação “científica” do espírito de Galileu.

Hoje, depois das inúmeras viagens e explorações espaciais, que não eram possíveis na época de Kardec, sabemos que não existe água fluídica em nenhuma das duas partes da lua.

c) A lua é habitada

Para dar um embasamento científico à revelação do desencarnado Galileu, a nota de rodapé dos editores vai mais além, afirmando que a própria lua é habitada:

“(1) “...Os fluidos vivificantes, gasosos ou líquidos, por virtude da sua leveza especifica, se encontrariam acumulados no hemisfério superior, perenemente oposto à Terra. O hemisfério inferior, o único que vemos, seria desprovido de tais fluidos e, por isso, impróprio à vida que, entretanto, reinaria no outro. Se, pois, o hemisfério superior é habitado, seus habitantes jamais viram a Terra, a menos que excursionem pelo outro, o que lhes seria impossível, desde que este carece das condições indispensáveis à vitalidade.”

Em que pese o repisar do óbvio, é bom esclarecer que nunca foi encontrado nenhum tipo de vida, e muito menos inteligente, na lua. Estas crenças refletem apenas a cosmovisão de épocas obscuras da ciência.
Mas para o espiritismo não só a lua era habitada, mas até mesmo os demais
Planetas:

“reconheceu-se que os planetas são mundos semelhantes à Terra e, sem dúvida, habitados, como esta” (A Gênese V, 12)

Saturno, Júpiter e Marte

Prosseguindo nosso ilustre astrônomo desencarnado também discursou sobre algumas descobertas “científicas” que fez a respeito de outros astros, veja:

a) Os satélites de Júpiter

A respeito das descobertas de Galileu diz Kardec: “Decorrido um século, em 1609, Galileu, natural de Florença, inventa o telescópio; em 1610, descobre os quatro (1) satélites de Júpiter”

E uma nota de rodapé acrescenta: “(1) Nota da Editora, à 16ª edição, de 1973: Depois de Galileu, os astrônomos descobriram mais oito; são conhecidos atualmente, portanto, 12 satélites de Júpiter (4 deles com movimento retrógrado).”

Ora, se o propósito do espírito mensageiro era dar conhecimento científico quanto às incógnitas da criação, por que ele escondeu fatos relevantes, que hoje faria da mediunidade espírita referência científica no mundo da astronomia?

É que Júpiter não tem apenas quatro satélites, mas 16.

Ora, se como diz Kardec, que os espíritos passeiam pelos mundos, porque então Galileu furtou o espiritismo de tamanha credibilidade, e não relatou todos os satélites a Flammarion?

Ou permaneceu, Galleu, na mesma ignorância em que se desencarnou?

b) O sólido anel de Saturno

Galileu afirmou que “Desde a época da sua formação, esse anel se solidificou, do mesmo modo que os outros corpos planetários.”

As descobertas sobre este planeta começaram realmente por Galileu em 1610 que descobriu os satélites maiores e seus anéis. Mas para Galileu, naquela época, os anéis foram interpretados como um planeta tripartido.

Quarenta e nove anos depois o holandês Christiaan Huygens definiu aquelas esferas como um anel o qual circuncidava o planeta, mas “Huygens acreditava, porém, que o anel era sólido e espesso. A descoberta de uma lacuna entre dois anéis de Saturno, por Domenico Cassini, pôs em dúvida a possibilidade de existência de um anel sólido. Em 1789 Pierre-Simon Laplace publicou então uma teoria segundo a qual os anéis eram compostos de muitos elementos menores.”

Portanto, os anéis de Saturno não são sólidos como ensinava o espírito de Galileu.

c) Nenhum satélite em Marte

26. – “O número e o estado dos satélites de cada planeta têm variado de acordo com as condições especiais em que eles se formaram. Alguns não deram origem a nenhum astro secundário, como se verifica com Mercúrio, Vênus e Marte (2), ao passo que outros, como a Terra, Júpiter, Saturno, etc., formaram um ou vários desses astros secundários.”, dizia o espírito cientista.

Galileu quando vivo era hábil observador dos astros, foi ele quem descobriu as manchas solares, as montanhas da Lua, os quatro satélites de Júpiter, os anéis de Saturno e as fases de Vênus.

Mas parece que depois de desencarnado não conservou a mesma perspicácia do qual era dotado quando em vida, pois 15 anos após ter dado esta revelação, os cientistas descobriram dois satélites em Marte. Tanto é que a própria editora espírita se encarrega de corrigir o espírito do cientista na nota de rodapé:

“(2) Nota da Editora: Em 1877, foram descobertos dois satélites de Marte: Fobos e Deimos.”

Pobre Galileu, talvez tenha se cansado (pois não é fácil visitar tantos planetas habitados assim não é verdade?) e nem ao menos percebeu que Marte tinha dois satélites, deixando assim seu amigo Kardec em maus lençóis.

Os Cometas

Mas as erratas científicas não param por ai, veja a concepção de cometas dada por Galilei a Kardec através do médium:

a) A fluidez dos cometas

“A natureza fluídica, já bem comprovada (cap. VI, nº. 28 e seguintes), que lhes é própria afasta todo receio de choques violentos, porquanto, se um deles encontrasse a Terra, esta o atravessaria, como se passasse através de um nevoeiro.”

Kardec está a rechaçar a idéia supersticiosa de seu tempo de que os cometas são maus presságios. Para isso fundamenta-se nas declarações científicas de Galilei de os cometas serem constituídos de fluídos, e se porventura um deles colidisse com a terra, ela “o atravessaria, como se passasse através de um nevoeiro.”

Mais uma vez o espírito do renomado astrônomo deixou a desejar, pois os cometas podem causar grandes estragos se colidirem com planetas como a terra. Um exemplo disso foi o choque de fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9 contra Júpiter em 1994. Somente alguns fragmentos deste cometa foi capaz de causar explosões que chegaram a atingir mil Km acima da superfície do planeta com uma energia liberada dez mil vezes maior que o arsenal nuclear disponível hoje na terra. Imagine se estes pequenos fragmentos de cometa houvessem atingido a terra! Imagine a tragédia que causaria! Mas para Kardec e seus amigos cientistas do além não há porque se preocupar, pois os cometas são fluídicos e se dissipariam como nevoeiro!

Parafraseando Kardec diríamos: “Uma de duas: ou a Ciência está em erro, ou tem razão. Se tem razão, não pode fazer seja verdadeira uma opinião que lhe é contrária. Não há revelação que se possa sobrepor à autoridade dos fatos.”

Depois de tudo isso é fácil concluir que aquelas mensagens registradas no capítulo seis do livro “A Gênese”, não foram dadas por nenhum espírito cientista, mas eram frutos da concepção científica do médium Flammarion que por sinal era o único espírito que conhecia astronomia naquela sessão.

Ora, seria bom demais se tudo isso fosse verdade! Imagine quantos milhões de dólares gastos em pesquisas não seriam poupados na NASA, somente com uma consulta mediúnica?!

Mas depois de Galileu ninguém mais resolveu baixar mais em nenhum centro espírita para revelar os segredos do universo. Cadê Isaac Newton, Einstein e tantos outros brilhantes cientistas que faleceram? Porque eles não vêm revelar as incógnitas que andam perturbando nossos cientistas a respeito do Cosmos?

2. O ADVENTISMO DO SÉTIMO DIA

Em 1846 Ellen White teve uma " visão " do sistema solar, onde muitas coisas lhe foram reveladas, dentre elas temos as seguintes:

- Ela obteve conhecimento da existência de outros mundos habitados;

- As pessoas destes mundos eram semelhante aos habitantes da terra, só que mais altos, nobres e majestosos;

- Encontrou Enoque, passeando em um desses mundos;

- Que essas pessoas viviam debaixo da lei ou dos mandamentos de Deus;

- Que dois destes planetas tinham quatro e sete luas.

Diz ela:

“O Senhor me proporcionou uma vista de outros mundos. Foram-me dadas asas, e um anjo me acompanhou da cidade a um lugar fulgurante e glorioso. A relva era de um verde vivo, e os pássaros gorjeavam ali cânticos suaves. Os habitantes do lugar eram de todas as estaturas; nobres, majestosos e formosos. Ostentavam a expressa imagem de Jesus, e seu semblante irradiava santa alegria, que era uma expressão da liberdade e felicidade do lugar. Perguntei a um deles por que eram muito mais formosos que os da Terra. A resposta foi:

- Vivemos em estrita obediência aos mandamentos de Deus, e não caímos em desobediência, como os habitantes da Terra.

Vi então duas árvores. Uma se assemelhava muito à árvore da vida, existente na cidade. O fruto de ambas tinha belo aspecto, mas o de uma delas não era permitido comer. Tinham a faculdade de comer de ambas, mas era-lhes vedado comer de uma. Então meu anjo assistente me disse:

- Ninguém aqui provou da árvore proibida; se, porém, comessem, cairiam.”

Prossegue: “Então fui levada a um mundo que tinha sete luas. Vi ali o bom e velho Enoque que tinha sido trasladado. Em sua destra havia uma palma resplendente, e em cada folha estava escrito: "Vitória." Pendia-lhe da cabeça uma grinalda branca, deslumbrante, com folhas, e no meio de cada folha estava escrito: "Pureza", e em redor da grinalda havia pedras de várias cores que resplandeciam mais do que as estrelas, e lançavam um reflexo sobre as letras, aumentando-lhes o volume. Na parte posterior da cabeça havia um arco em que rematava a grinalda, e nele estava escrito: "Santidade." Sobre a grinalda havia uma linda coroa que brilhava mais do que o Sol. Perguntei-lhe se este era o lugar para onde fora transportado da Terra. Ele disse:

- Não é; minha morada é na cidade, e eu vim visitar este lugar.

Ele percorria o lugar como se realmente estivesse em sua casa. Pedi ao meu anjo assistente que me deixasse ficar ali. Não podia suportar o pensamento de voltar a este mundo tenebroso. Disse então o anjo:

- Deves voltar e, se fores fiel, juntamente com os 144.000 terás o privilégio de visitar todos os mundos e ver a obra das mãos de Deus.” (Vida e Ensinos pág. 96-98)

Analisando a visão

Se Ellen White se aventurasse apenas a descrever tal visão de modo geral, sem especificar concretamente, tudo bem. Mas para sua infelicidade e derrocada ela quis particularizar e explicar quais eram esses mundos, e aí ela cava sua própria sepultura.

Quando ela teve essa visão a sra. Truesdail, que fazia parte do movimento, estava presente. Ela descreve como a sra. White viu pessoas altas e majestosas que moravam em Júpiter ou Saturno.

" A Irmã White estava muito fraca de saúde, e enquanto foram oferecidas orações ao lado dela, o Espírito de Deus repousou sobre nós. Notamos logo que ela era insensível a assuntos terrestres. Esta era sua primeira visão do mundo planetário. Depois de contar as luas de Júpiter em voz alta, e em seguida as de Saturno, ela deu uma descrição bonita dos anéis. Ela disse então, ' Os habitantes são pessoas altas, majestosas, ao contrário dos habitantes de terra. O Pecado nunca entrou aqui. '" (Taken from Mrs. Truesdail's letter, Jan 27, 1891)

Em 1847, ela e seu esposo Tiago White publicaram essa visão, reafirmando que ela viu realmente os planetas Júpiter e Saturno e depois que saiu da visão poderia dar uma descrição clara de seus satélites, apesar de nunca ter aprendido astronomia. (A Word to the Little Flock, p. 22)

A visão foi tão clara que ela conseguiu ver as luas de cada planeta. Segundo o pioneiro J.N. Loughborough, ela disse que durante a visão estava vendo 4 lua, o que foi identificado com Júpiter pelo pastor Joseph Bates, e outro que possuía sete luas, também identificado por Bates como Saturno. (Great Second Advent Movement, p. 258)

Ora, Ellen White havia dito que foram lhe dada asas para voar de um planeta a outro. Nestas condições extraordinária de viajar pelo sistema solar ela teria plena capacidade de descrever de modo minucioso tais astros. Mas foi isso que ocorreu? Vejamos:

Ela descreve que Júpiter tinha quatro luas, mas hoje sabemos que Júpiter possui 16 satélites ao todo. Ela também afirmou que Saturno tinha sete luas, mas sabemos que os cientistas já descobriram no mínimo 18 satélites em Saturno.

Ora, como ela poderia ter errado em coisas tão básicas a respeito destes planetas, quando seu marido havia dito que ela, após a visão, poderia “dar uma descrição clara de seus satélites”?

E o que dizer das pessoas altas, majestosas e formosas destes planetas?

É verdadeira essa descrição? Há realmente pessoas altas, majestosas que moram em Júpiter e Saturno? Isto poderia até ter parecido plausível às pessoas em 1846, mas hoje já não mais se sustenta diante das descobertas científicas envolvendo estes planetas. O que sabemos é que as condições em ambos os planetas são extremamente inospitaleiras à vida.

1. Estes planetas não têm nenhuma superfície sólida como a terra. As superfícies consistem em um mar de hidrogênio líquido.

2. A pressão atmosférica é milhões de vezes maior que a terra. A pressão é bastante forte para esmagar os metais mais resistentes.

Numerosas sondas espaciais que usam tecnologia avançada examinaram estes planetas e não descobriram qualquer vestígio de vida, nem mesmo uma simples minhoca existe lá.

3. Nenhuma planta. Nenhum animal e muito menos pessoas altas e majestosas. Nada mais que hidrogênio, hélio e outros gases.

A sra. White viajou de modo sobrenatural de Júpiter Saturno para ver as " pessoas " altas, majestosas que vivem lá, mas inexplicavelmente ela deixou de notar os seguintes detalhes:

  • Pelo menos mais 12 luas em Júpiter
  • Pelo menos mais 11 luas em Saturno
  • Pelo menos 9 das luas de Urano
  • Os anéis ao redor de Júpiter
  • Os anéis ao redor do Urano

Por que ela viu só o que astrônomos já tinham visto?

Quando sra. White teve essa visão era conhecimento comum que Júpiter tinha apenas quatro luas. O quinto satélite não havia sido descoberto até 1892. Como vimos há 16 luas pelo menos. Outrossim, naquela época haviam descoberto em Saturno sete luas.

A visão de Ellen White não revelou nada que não poderia ter sido obtido em um livro de Astronomia ou até mesmo de um artigo de jornal da época! A única diferença entre o que a sra. White viu e o que os astrônomos viram pelo telescópio é sobre essas " pessoas " altas e majestosas!

Imagine se ela tivesse contado para Bates que Júpiter tinha quatro luas grandes e 12 luas menores! O dom profético dela teria sido sem dúvida confirmado nas gerações futuras. Infelizmente, ela perdeu esta grande oportunidade. Imagine se ela houvesse anunciado que Júpiter tinha anéis!

Depois de considerar o que ela viu e o que ela não viu, nós lhe fazemos esta pergunta: Era esta uma visão de Deus ou apenas conhecimento astronômico da época?

A Verdadeira razão de tudo


Parece que a verdadeira razão desta visão fora para impressionar o marinheiro Joseph Bates que até então se posicionara contra as manifestações “sobrenaturais” de Ellen White. Sem dúvida os White sabiam que Bates era apaixonado por astronomia. Levantando a hipótese de que Ellen era ignorante em assuntos astronômicos, então tais conhecimentos legitimavam seu dom como profetisa e visionária da novel seita, perante Bates.

Isto posto é impossível acreditar no que Arnaldo Christianini afirmou em seu livro “Subtilezas do Erro” na página 35.

“Os Testemunhos orais ou escritos da Sra. White...tudo quanto disse e escreveu foi,...cientificame nte correto...”

3. A IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS (Mórmon)

O Sol e a Lua são habitados?

Juntando-se à Kardec Joseph Smith, fundador e profeta da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias, havia afirmado que o sol e a lua eram habitados:

“Quase todas as grandes descobertas dos homens, no último meio século, de uma ou outra forma, direta ou indiretamente, têm contribuído para provar que Joseph Smith é um profeta. Já nos idos de 1837 eu sei que ele disse que a lua era habitada por homens e mulheres como nessa terra, e que eles alcançavam uma idade maior que a nossa – viviam até quase 1000 anos. Ele descreve os homens como tendo em média aproximadamente dois metros de altura, e vestindo-se quase uniformemente, num estilo próximo aos dos Quakers” (Holiver B. Huntington, Young Women’s Journal, 1892, vl.3, p. 264. )

“...Assim é também é com relação aos habitantes do sol. Pensais vós que ele é habitado? Eu penso que sim. Pensais que há lá qualquer tipo de vida? Nenhuma dúvida a respeito, ele não foi feito em vão.” (Brighan Young, Journal of Discourses, vol.13, p.271. – Citado em Porque Abandonei o Mormonismo, Thelma Granny Geer, p. 181 ed. Vida)

A ciência desmascara mais um falso profeta

Segundo a teologia mórmon, acredita-se que os mundos são habitados, por seres humanos que se tornaram deuses. Desta maneira Smith chegou ao cúmulo do absurdo em dizer que a lua e o sol eram habitados. É claro que ele nunca imaginaria que o homem pudesse um dia pisar na lua e desmascarar sua falsa afirmação, provando assim que ele não passava de mais um falso profeta.


Bibliografia

Kardec, Allan. A Gênese – Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Salvador Gentile, Araras: Instituto de Difusão Espírita, 8ª ed., 1995.
Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Tradução de J. Herculano Pires. São Paulo: Dederação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP), 7ª ed. 1994.
Kardec, Allan. O Que é o Espiritismo. Tradução de Salvador Gentile, Araras: Instituto de Difusão Espírita, 26ª ed. 1974.
White, Ellen G. Vida e Ensinos. Santo André: Casa Publicadora Brasileira, 7ª ed. 1979.
Princípios do Evangelho, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1995.


Por Paulo Cristiano da Silva , é presbítero da Igreja Evangélica Assembléia de Deus e há mais de dez anos pesquisador de seitas;palestrante co-fundador e vice-presidente do CACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisas). É membro da comissão revisora do curso teológico do Instituto Bíblico das Assembléias de Deus em São José do Rio Preto(IBADERP) . Já desenvolveu pesquisas e escreveu artigos e livros sobre temas relacionados à fé cristã em diversos periódicos evangélicos e seculares. Dentre os muitos publicados na revista Defesa da Fé. Leciona Heresiologia, Angelologia e Novo Testamento na Faculdade de Teologia da Assembléia de Deus do Calvário (FATAC). É autor do livro “Desmascarando a Idolatria”, ainda sem data prevista para lançamento.

Morre filho de criadores de seita que proíbe amamentação

27 de março de 2007 - 18:51

Morre filho de criadores de seita que proíbe amamentação


Pais foram indiciados nesta terça-feira em Manaus por maus tratos ao bebê

Liège Albuquerque


MANAUS - Um bebê morreu no domingo, 25, com graves sinais de desnutrição por conta da crença dos pais, criadores de uma seita, a "Aliança Eterna", que prega a não doação de sangue e de leite humano da mãe para o filho.

A criança de quatro meses morreu na casa onde morava com os pais, Francisco Ferreira de Souza, de 43 anos, e Emedir Rodrigues da Silva, de 31, e foi levada ao Instituto Médico-Legal (IML) segundo um dos legistas com a aparência e peso de um "feto de seis, sete meses abortado".

O casal foi indiciado nesta terça-feira, 27, na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente em Manaus por maus tratos ao bebê. Francisco e Emedir têm ainda três filhos, duas meninas de 10 e 12 anos e um menino de dois. A denúncia da morte do bebê e de que era não era alimentado adequadamente foi de vizinhos. A causa mortis da criança, de acordo com a necrópsia do IML, foi asfixia por bronco-aspiração, ou seja, ele morreu sufocado pelo próprio vômito.

De acordo com a delegada titular Linda Gláucia Moraes, em cinco anos na delegacia, ela não havia ficado tão chocada com um crime. "O corpinho do bebê era de dar pena e os depoimentos inacreditáveis: uma mãe dizendo que não podia dar leite ao bebê porque era como dar seu sangue e sua religião não permitia", disse.

Emedir, segundo a delegada, negou que maltratasse o filho e que, se ele tinha morrido, seria "por vontade de Deus". O mais grave, para a delegada, era que o casal não tinha condições financeiras para comprar leite para bebês. "Assim, a criança morta era alimentada com uma espécie de mingau com água e trigo ou farinha de mandioca, segundo a mãe".

O casal poderá perder a guarda dos três filhos à Justiça. Na segunda-feira, 26, os três foram encaminhados à Central de Resgate da Criança e Adolescente da Zona Oeste de Manaus, no bairro da periferia onde mora o casal. A medida, segundo a delegada, foi necessária para resguardar a integridade das crianças. Além dos possíveis maus tratos aos três foi descoberto que os dois mais velhos nunca freqüentaram a escola e são analfabetos.

A delegada comunicou a ocorrência ao juiz da Infância e Juventude do Amazonas, Rafael Romano, ao Conselho Tutelar da Zona-Oeste, e ao Ministério Público do Estado.

Pureza

A reportagem do Estado foi nesta terça até a casa dos pais da criança. Dizendo ser Emedir, ao ouvir a identificação da reportagem, uma voz feminina atrás da porta gritou que "não iria conversar com gente que não entendia a linguagem da pureza".

Uma vizinha afirmou que teria sido uma das denunciantes do crime contra o bebê. "As crianças maiores não podem brincar com as outras crianças, não vão à escola, não têm televisão, rádio ou livros em casa. Não podem ficar com os pais, que saem todas as noites para o culto deles e deixam os filhos trancados", disse.

Segundo ela, o culto à seita fundada há dez anos por Francisco não tinha muitos seguidores no bairro, mas reunia muitas pessoas em um barracão próximo à casa. "Inclusive gente com carrões importados", contou. De acordo com ela, os vizinhos agora lamentam não ter feito a denúncia antes. "Nós (a vizinhança) não agüentávamos mais ouvir o bebê chorando de fome e os maiores chorando baixinho".



Fonte: www.estadao.com.br

Trocas simbólicas entre a Universal e a Umbanda

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Quinta-feira, 29 de março de 2007 | Correio-e: edelbehs@alcnoticias.org

BRASIL

Trocas simbólicas entre a Universal e a Umbanda

SÃO LEOPOLDO, 29 de março (ALC) – A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) apropriou-se de símbolos da Umbanda, como o descarrego, o sal grosso e a arruda, trouxe-os para dentro do seu culto, alegando que eles foram criados por Deus, mas que através de uma manifestação sombria esses elementos acabaram nas religiões afro-brasileiras.
A constatação é de Antonio Vieira, que apresentou dissertação de mestrado na Universidade de São Paulo (USP), em fevereiro, sob o título “Filho-de-santo ou filho-de-encosto? Conflitos e aproximações nas disputas simbólicas entre Igreja Universal do Reino de Deus e Umbanda”. Ele sustentou, na dissertação, que há trocas simbólicas entre as duas manifestações religiosas.
A Umbanda, explicou Vieira em entrevista ao Instituto Humanitas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), vai tentar trazer de volta os seus símbolos para o terreiro, mas ela não tem uma consolidação institucional nem capacidade de difusão de sua mensagem como a Universal. “Não conheço nenhuma rádio ou TV umbandista”, disse, referindo-se à rede de emissoras vinculadas à IURD.
As religiões, afirmou Vieira para o IHU, precisam se diferenciar, principalmente quando estão ficando muito parecidas. A IURD mostra que talvez seja até muito parecida com a Umbanda, mas existe uma diferença essencial: a Universal entende que cultua Deus enquanto a Umbanda cultua o demônio.
A Universal acredita que ela é portadora dos bens de salvação e oferece o local mais seguro para a pessoa se afastar da influência do diabo e encontrar a salvação. Mesmo presenciando histórico de preconceito e intolerância na família, pois uma avó sua é mãe-de-santo, Vieira condena conclusões apressadas da mídia em relação à IURD.
“Muitas vezes, a imprensa tem um certo tratamento com relação à Igreja Universal que é um pouco cruel”, afirmou. Ele vê na IURD um sistema religioso bem estruturado, com uma mensagem particular que faz todo o sentido para os seus fiéis, e diz que seus pastores não são um bando de aproveitadores, como muitas vezes se ouve por aí.
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quinta-feira, 29 de março de 2007

A Igreja Adventista do Sétimo Dia é Uma Seita?

A Igreja Adventista do Sétimo Dia é Uma Seita?

Centro Apologético Cristão de Pesquisas - CACP

A IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA É UMA SEITA?

Há algumas décadas atrás esta pergunta seria sem sentido no meio evangélico, e a resposta seria um uníssono, SIM. Entretanto, de alguns anos para cá a coisa tem mudado e tornado polêmica a questão da identidade cristã da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD). Nisto as opiniões se dividem, para alguns líderes evangélicos, esta igreja não passa de uma denominação comum com pontos doutrinários excêntricos, infelicitada por alguns erros do passado, mas sem se enquadrar na classe sectária, para outros porém, as diferenças existem, mas são poucas e não são fortes o bastante a ponto de nos separar. Para esses, essa religião é autenticamente cristã; ainda outros (a maioria) se colocam na defensiva, acreditando que o movimento adventista não passa de uma igreja pseudocristã com doutrinas heterodoxas e, portanto precisa ser evitada pelos evangélicos.

Percebe-se que hoje em dia as opiniões são mais notadamente variadas do que, digamos, 30 anos atrás. Esta questão tem gerado acirrados debates no meio evangélico. O pivô de tudo isso é a maciça campanha que vem sendo empreendida pelos adventistas já há alguns anos com o intuito de limpar sua imagem negativa herdada do passado e se aproximar dos evangélicos. O ecumenismo pregado por eles tem dado certo, pois muitos têm se aproximado dos adventistas não mais com olhos preconceituosos mas como irmãos que apesar de terem suas diferenças doutrinárias e litúrgicas podem, não obstante, ter normalmente comunhão uns com os outros. A rede de comunicação “ADSAT” e a rádio “Novo Tempo”, tem conseguido prodígios nesta área. Não é raro ouvirmos evangélicos das mais variadas denominações participarem de programas adventistas e serem tratados como irmãos. Há até aqueles que pedem cursos bíblicos por correspondência para estudarem em seus lares. O programa “A Voz da Profecia” e “Está Escrito”, juntamente com as pregações de Alejandro Bullon, faz enorme sucesso hoje em dia entre os evangélicos, sem falar é claro, dos conjuntos musicais como o “Prisma” e do quarteto “Arautos do Rei”, que tem circulado livremente nos lares de nossos irmãos e até mesmo em livrarias evangélicas. Também a liderança da IASD, tem promovido estudos para pastores evangélicos com objetivo de “esclarecerem” sua fé e desfazer a animosidade que existe entre ambos; ano passado no Nordeste foi realizado um Congresso pela liderança adventista com a participação de 154 pastores evangélicos. (1)

Ultimamente esta preocupação (da imagem do adventismo) tem sido exposta por diversos líderes adventistas, como por exemplo, Rubens S. Lessa, redator-chefe da “Revista Adventista” que no editorial da edição de 12/99 sob o título, “A Cara da Igreja Adventista”, tenta passar ao leitor a imagem de uma igreja cristã, evangélica até. Diz ele: “Alguns nos tacham de judeus; outros de fanáticos, retrógrados e fora de época. E HÁ OS QUE NOS CONSIDERAM APENAS UMA SEITA.” (ênfase nossa). Essa preocupação também foi repetida nas edições de 03/2001 e 04/2001, nas entrevistas com os Drs. Sidney Storch Dutra, reitor da Universidade de Santo Amaro e George R. Knight, escritor e teólogo adventista.

Muitos no entanto acham que esta é a conclusão mais plausível a que podemos chegar dentro de um contexto comparativo entre adventistas e evangélicos. Diz certo pastor batista: “Não existe base para supormos que esta igreja possa posar como evangélica, outrossim não medimos palavras em dizer que tranqüilamente podemos enquadrar o movimento Adventista do Sétimo Dia no rol das seitas pseudocristãs”.

POR QUE OS ADVENTISTAS?

Há adventistas e até evangélicos que ficariam chocados com a afirmação acima. E muitos talvez estejam a indagar: Porque vincular o nome da IASD há um título tão depreciativo como este? Não possuem eles ótimos serviços sociais, como hospitais, escolas, grupos filantrópicos como os “Desbravadores” e tantos mais? Não crêem na Trindade e na Bíblia como fazem os demais cristãos evangélicos? Certamente que sim, podemos elogiar os adventistas por tudo isso, e não lhes tiramos os méritos e valores. Contudo, a questão é muito mais profunda e séria do que se pensa, colocando-se em outro patamar, ou seja, o teológico-doutrinário. Não podemos aferir um movimento religioso por sua “filantropia religiosa”, ou por sua tênue camada doutrinária, enquanto a maior parte da crença de tais movimentos, choca-se gravemente contra as verdades fundamentais do Cristianismo histórico-ortodoxo que se encontram na Bíblia. Caso não fosse assim, poderíamos também aceitar o Catolicismo Romano, o Espiritismo Kardecista e tantos outros que sobrepujam a IASD. A questão é que hoje em dia está muito em voga o relativismo e o ecumenismo que trazem como estandarte, a pregação do amor. Os defensores de tal ideologia costumam dizer que: “Não importa as diferenças se o que nos une mesmo é o amor e a comunhão”, “a doutrina não é tão importante assim”, dizem eles. Embora isso pareça inócuo e atrativo, um amor não estruturado nas verdades das escrituras sagradas é apenas um produto da natureza humana...(2) (Mary Schultze). Afinal de contas a verdade cristã integral não pode ser sacrificada por coisas tão secundárias como essas!

LOBOS EM PELE DE OVELHA

A pergunta que forçosamente surge em nossas mentes é: O que pretende a Igreja Adventista com esse ecumenismo todo? Apenas comunhão com outras igrejas? Limpar a imagem do movimento que por anos foi taxado pejorativamente de seita? Ou existe algo mais por de trás de tudo isso? Apesar de toda esta “abertura” promovida pela IASD com o intuito de transparecer comunhão entre os dois grupos, os verdadeiros objetivos, entretanto continua sendo o proselitismo desleal por parte dos adventistas. Não pense o leitor que estamos sendo radicais e equivocados em nossa analise, pois os fatos falam por si. É a velha história da tartaruga e do escorpião – a natureza! O modus operandi e o modus vivendi da IASD, o que chamo de natureza da igreja, não lhe permite persi mudanças significativas rumo a uma igreja tipicamente evangélica. Há alguns fatores a priori que contribuem para isso. Vejamos:

1. A IASD considera-se singular: Pondere na declaração a seguir: “Sim, eu creio no futuro brilhante deste movimento porque não somos uma simples igreja entre as demais, porque somos o remanescente de Deus neste tempo do fim” (Revista Adventista Março/2001, pág. 10 - grifo nosso). “...sem terem compreendido a natureza profética do movimento adventista, muitos desses membros vêem a Igreja Adventista apenas como mais uma denominação evangélica, que se distingue vagamente das demais denominações por ainda crer no sábado...” (Revista Adventista Junho/2001, pág. 15)

Sim, eles acreditam que são a única igreja verdadeira de Cristo, como costumam dizer , são: “os remanescentes”. O certificado de batismo dos adventistas vem com onze (outros ainda com 13) perguntas na parte de trás para que o candidato ao batismo possa responder antes de adentrar as águas batismais. Das onze perguntas a última é formulada da seguinte maneira: “Crê que a Igreja Adventista do Sétimo Dia constitue a Igreja remanescente, e deseja ser aceito por ela para fazer parte de seus membros?”. Uma nota no começo do cartão diz: “As seguintes perguntas devem ser respondidas, afirmativamente, diante da Igreja, pelos candidatos ao batismo”(grifo nosso). Em outras palavras, quem não confessar que eles são os “remanescentes” não pode ser batizado!

2. A IASD acredita ser portadora exclusiva da mensagem apocalípca: Sob a pergunta: “O senhor considera que somente a Igreja Adventista do Sétimo Dia irá cumprir Mateus 24:14, ou outras denominações também ajudarão a cumprir essa missão?”. O senhor Kinight já citado, responde que sim, mas argumenta que, “Apocalipse 14, que é uma mensagem distintivamente adventista.”

Em uma outra entrevista, o mais novo diretor-geral da Casa Publicadora Brasileira, órgão da IASD, incentiva euforicamente dizendo: “...a grande e maravilhosa mensagem dos três anjos deve ser levada avante, agora como nunca antes. O mundo deve receber a luz da verdade por meio do ministério evangelizador da palavra, contida em nossos livros e periódicos...Façamos o mundo ver que aqui estão ‘os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus’ (Apoc. 14:12).” (Revista Adventista, Fevereiro/2001 pág. 6)

Tudo isto contribue para que o orgulho denominacional cresça ainda mais afastando este movimento dos demais grupos evangélicos.

3. Orgulho Denominacional: Discursando sobre a história do povo adventista o teólogo adventista Alberto R. Timm declara: “As novas gerações de conversos entravam para a igreja com tal convicção da verdade que dificilmente abandonavam a fé. Os adventistas eram respeitados e até temidos pelos demais evangélicos, devido ao seu profundo conhecimento bíblico. Os próprios adventistas chegavam mesmo a se vangloriar de que uma das evidências de possuírem a verdade era o fato de que seus membros, se alguns deles deixassem a igreja, não se uniam a nenhuma outra denominação.” (Revista Adventista Junho/2001, pág. 15 - grifo nosso)

Esta declaração reflete a concepção que os adventistas por anos a fio possuíam (e possuem) sobre sua identidade exclusiva como “o povo de Deus”. Não é raro encontrarmos este orgulho em diálogos com membros dessa igreja. Consideram-se superiores aos demais evangélicos, pois acham que lá encontraram “toda a verdade”. Isto está estampado no rosto de seus líderes, norteia suas publicações e por fim já está acimentado nas mentes dos membros, de que só eles detem a verdade completa da mensagem divina. Tanto é, que quando alguém se converte ao adventismo, não se diz que a pessoa aceitou a Cristo, ou recebeu a mensagem do evangelho, mas que abraçou a mensagem adventista, recebeu a mensagem adventista e outras expressões semelhantes, insinuando com isso que a mensagem que pregam é diferente da que é pregada pelas demais denominações evangélicas. Temo que os adventistas estejam se enquadrando em II Cor. 11:4 e Gálatas 1:6,8.

4. Proselitismo desonesto: Depois de entendermos a cosmovisão adventista fica fácil de percebermos que o proselitismo feito por eles entre os evangélicos, é apenas uma conseqüência dos postulados teológicos expostos e defendidos por tais. Os princípios desse movimento os impelem à prática do proselitismo, pois acreditam piamente que todas as demais denominações estão erradas, se não declaradamente, pelo menos é o que fica subtendido. Por mais que os líderes dessa igreja protestem, e em nome de um pseudoecumenismo neguem o que foi exposto aqui, contudo os fatos são testemunhas irrefutáveis, e contra fatos não existem argumentos! Vejamos então como se portam nossos “irmãos” adventistas para com as demais igrejas evangélicas das quais desejam tanto se aproximarem. Não é raro lermos em seus periódicos manchetes acompanhadas de alto teor entusiástico como as que seguem:

TÍTULOS EM MANCHETES
“BATIZADO EX-PENTECOSTAL”

“Joel Ferreira da Silva, que durante dez anos foi pastor da Igreja O Brasil para Cristo.” (Revista Adventista - Agosto de 1996)

EX-PENTECOSTAIS SÃO BATIZADOS
“Como resultado de um trabalho sistemático, realizado.., onze pessoas da Igreja Assembléia de Deus em Várzea Grande foram batizadas...” (ibdem)

Na “Revista Adventista” de Abril/2001 na pág. 24, sob o título, “Voz da Profecia batiza novos conversos no Acre”, relata a história de um pastor batista que apesar de já ser convertido a Cristo encontrou “nova luz através dos cultos adventistas” e foi rebatizado.

Outra reportagem diz: “Uma igreja batista, com pastor e membros, está estudando a Bíblia, de acordo com a mensagem adventista, e já dedica o dia de sábado exclusivamente à comunhão com Deus. Como resultado desse reavivamento, a previsão é de que cerca de 100 pessoas sejam batizadas até o fim do ano”. (Revista Adventista - Maio/2001, pág. 32 – grifo nosso)

OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS?

Parece que o ditado de Maquiavel é o lema preferido da IASD, pois usam de meios desonestos para conseguirem aliciar membros e líderes de igrejas evangélicas que por falta de conhecimento de suas doutrinas e uma boa dose de ingenuidade, são presas fáceis desses falsos irmãos. (Gálatas 2:4)

Vários são os meios usados pelos quais os adventistas trabalham para alcançarem seus objetivos nada éticos. Eis alguns deles:

· Seminários para pastores. Uma das táticas que está dando certa são os seminários criados para pastores evangélicos em todo o Brasil. Cartas são enviadas para diversas denominações evangélicas convidando seus pastores para uma palestra de estudo bíblico (É a mesma tática usada pela seita do reverendo Moon) Tais eventos, se constituem, sem sobra de dúvidas, em verdadeiras arapucas. Como a maioria dos pastores evangélicos não possuem formação teológica adequada, são entorpecidos com os malabarismos teológicos que por sua vez vem empacotados com uma linda fraseologia ecumênica mas que na verdade são astutamente elaborados para conseguirem, sob a máscara de “esclarecimento de pontos doutrinários distintivos para uma melhor compreensão da fé adventista” , arrebanhar novos conversos. Veja para que fim se destina a “Revista Ministério”!

Este periódico adventista, de março de l997, inda que a sua publicação é feita com o propósito de dar informes sobre o “Seminário para Pastores Evangélicos”. Com isso procura “constituir uma ponte para aproximação do ministério evangélico, mostrando-lhe o que crê e prega a Igreja Adventista”. Essa revista “é o principal elo dessa ligação, devendo ser enviada àqueles pastores cujos endereços forem conseguidos”. Prossegue a revista: “... pelo que revelam as profecias, a intolerância para com a nossa igreja...não será totalmente erradicada nos meios protestantes, o plano tem dado certo. Em muitos lugares aquela idéia de que os adventistas são uma seita legalista vai sendo banida, e até batismos de pastores de outras denominações já foram efetuados”. (o grifo é nosso) Perceberam o entusiasmo dos adventistas nesse desejo de se aproximarem dos evangélicos? Leia novamente: “...e até batismos de pastores de outras denominações já foram efetuados”.

· Escolas. Outro exemplo de crassa ignorância por parte do povo evangélico é o fato de que muitos deles, matriculam seus filhos em colégios adventistas pensando que isto é de pouca importância. Mas o que eles não sabem é que além de causar confusão na mente da criança que cresce dividida entre os ensinos da escola dominical e os de tais colégios, os pais também, além das crianças, são candidatos em potencial para o rebatismo, como mostra esse artigo logo abaixo:

“O casal Sandra e Eurico...eram pentecostais e aceitaram o adventismo, após a leitura do livro O Terceiro Milênio, recebido da Escola Adventista de Joinville, SC, onde os filhos estudam. A escola desenvolveu vários projetos educativos e evangelísticos ao longo do ano”. E prossegue, “Como resultado, já foram batizadas 11 pessoas” (Revista Adventista Dezembro/99, pág. 22) É para isso que servem as escolas adventistas!

· Literatura. Outra grande arma dos adventistas são suas literaturas. O diretor do Ministério de Publicações da Divisão Sul-Americana, declara que: “...a literatura é um poderoso instrumento de pregação e que a Igreja deve cada vez mais se envolver nessa obra.” (Revista Adventista Julho/2001, pág. 11) E sabe por que isso? Simplesmente porque os seus colportores-evangelistas, como são chamados, conseguem adentrar livremente em nossas igrejas e lares e vender seus livros sem nenhum empecilho. A abordagem começa de maneira sutil, com livros interessantes de conteúdo até inofensivo, capaz de despertar o interesse da pessoa na área da saúde como é o caso da revista, “Vida e Saúde” e de livros como: “Recursos Para Uma Vida Natural” e “Os Campeões são Vegetarianos”, outros na área da alimentação também são apresentados . Tudo isso à primeira vista é muito bom, acontece porém, que após ganhar a confiança da pessoa, esta fica à mercê das inúmeras heresias empurradas posteriormente pelos colportores. Tais literaturas são apenas “iscas” para abrir caminho às inúmeras heresias doutrinárias que vão ser aceitas e digeridas na próxima visita culminando no rebatismo. A “Revista Adventista” de Maio/2001 na pág. 7 trás os dados do ano 2000 sobre a “influência” da obra de publicações realizada pela IASD. O último dado é: “Batismo pela influência da literatura.............56.792”, e citam como apoio sua profetisa, Ellen G. White: “ O mundo deve receber a luz da verdade por meio do ministério evangelizador da Palavra em nossos livros e periódicos.”-Testemunhos Seletos, vol.3,pág.311.

Não está na hora de nossos líderes e pastores zelarem mais pelo rebanho do Senhor? Não deveria de haver uma triagem em nossas editoras e livrarias? Sabemos que até editoras evangélicas andam de mãos dadas com os adventistas como é o caso da consagrada “Editora Betânia”, que infelizmente acabou lançando um livro do pastor adventista Alejandro Bullon. O mesmo que em seu livro “O Terceiro Milênio” taxa os que guardam o domingo como dia do Senhor de estar selado pela Besta do Apocalipse. Cuidado com a literatura adventista povo de Deus!

MEIAS VERDADES

O ÁLIBI ADVENTISTA

Geralmente quando são pressionados a provar que não são uma seita, os adventistas apelam para o fato de que o conhecidíssimo Walter Martin, que foi fundador do “Christian Research Institute” o I.C.P dos EUA, doutor em teologia e autor do Best Sellers , “O Império das Seitas”, deu razões para não incluir a IASD em sua obra. Este tipo de argumento foi citado pelo pastor adventista Marcos de Benedicto na antiga revista “Vinde” de Setembro/97 na página 82 e mais recentemente numa matéria (Revista Adventista Abril/2001, pág. 10) que teve como objetivo refutar a reportagem da revista “Eclésia” que analisou as diferenças entre Adventistas X Evangélicos. Mas será que pelo fato desse teólogo não citar a IASD em seu livro é prova cabal dela não ser uma seita ? Claro que não! Também é verdade que ele não citou a Igreja Católica. Pergunto: Será que os adventistas concordariam que a Igreja Católica não é uma seita, pura e simplesmente por este fato? Demais disso temos uma declaração de Martin que se constitue em grande embaraço para os apologistas adventistas. Ora, todos sabemos que a maior expoente e difundidora da doutrina do “sono da alma” é sem dúvida a IASD. Mas veja como Martin denomina tais movimentos que defende tal doutrina. Diz ele: “Semelhantemente a outras SEITAS que ensinam que, após a morte do corpo, a alma entra numa espécie de sono, as Testemunhas de Jeová...” (O Império das Seitas Vol. I pág. 90 ed. Betânia) (destaque nosso).

A VERDADE DOS FATOS

O fato é que na época (1956), o Dr. Martin juntamente com Donald Grey Barnhouse, entrevistaram vários líderes adventistas em sua Associação Geral localizado em Takoma Park, Maryland, sobre as principais doutrinas distintivas que a IASD professava. O resultado desta pesquisa resultou em um livro de 720 páginas que foi revisado por 250 líderes do adventistas chamado “Seventh-Day Adventists Answer Questions on Doc­trine, an Explanation of Certain Major Aspects of Seventh­Day Adventist Belief (Adventistas do Sétimo Dia Respon­dem a Perguntas sobre Doutrina, uma Explicação de Certos Aspectos Principais da Crença Adventista do Sétimo Dia) - Review and Herald Publishing Association, Washington, D.C., 1957”.

No célebre livro “O Caos das Seitas” de autoria de J. K. Van Baalen traz a seguinte explicação: “A refutação, porém, não se fêz esperar e veio decisivamente à medida que, um após outro, os defensores evangéli­cos da fé rejeitaram os artigos tanto de Barnhouse como de Martin na revista Eterníty e sustentaram que o ASD:

1) jamais denunciou sua pseudo-profetisa Ellen G. White;

2) jamais se retratou de alguma de suas doutrinas falsas, nem

3) jamais renunciou sua exclusão perene do Reino — quer agora ou finalmente — de todos quantos deixam de aceitar seus dogmas. Uma lista parcial de escritores du­rante o referido tempo de confusão consta do nosso Chris­tianity Versus the Cults (O Cristianismo vs. as Seitas), págs. 100-102.”

Mesmo assim “Houve, contudo, sérias controvérsias no seio da IASD devido ao livro, dando origem a dois movimentos: o tradicional e o evangélico. O primeiro recusava-se a abrir mão das posições acima, pois aceitá-las comprometeria a exclusividade da IASD como o remanescente, a única e verdadeira igreja de Cristo. O segundo advoga os conceitos expressos no Questions on doutrine. Estes não queriam deixar a IASD, apenas queriam uma reforma nas questões teológicas nada ortodoxas. Muitos desses, porém, por pressões internas, deixaram a IASD. Diante de tudo que foi dito acima, conclui-se que o adventismo com o qual o Dr. Martin dialogou e aceitou como cristão não é mais o mesmo que presenciamos aqui no Brasil.”. ( Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo, edi. Vida – pág. 194)

AS HERESIAS ADVENTISTAS

E o próprio Lessa nos dá a razão quando diz: “Às vezes, pensamos que a imagem que as pessoas pintam ao nosso respeito tem que ver apenas com as diferenças doutrinárias ou nossa filosofia de vida, como sábado, questão anímica, alimentação, aparência pessoal, etc. Logicamente, essas coisas definem boa parte de nossa fisionomia. Não podemos negar as cores e facetas de nossas doutrinas distintivas” (destaque nosso)

Preste atenção na palavra “distintiva” usada por ele, e é justamente essa diferença doutrinária que abre um enorme abismo e separam ainda mais, evangélicos e adventistas. Eis algumas delas:

O Sábado:

“Santificar o Sábado ao Senhor importa em salvação eterna”. (Livro: Testemunhos Seletos, vol. III pág.22, EGW ed1956).

Assim quando os Adventistas teimam que a guarda do Sábado é indispensável para nossa salvação, não é porque estejam estribados na verdade Bíblica, mas sim nas alucinações da Sra. E.G. White. Essa cidadã declara que a guarda do Sábado constitui o selo entre Deus e o seu povo nos dias atuais: “Que é, pois, a mudança do Sábado, senão o sinal da autoridade da igreja de Roma – “a marca da besta”; “O selo da lei de Deus se encontra no quarto mandamento... Os discípulos de Jesus são chamados a restabelecê-lo, exaltando o Sábado...”(Livro: O Grande Conflito, Ed. condensada, 1992, pag. 267 e 269)”.

Diante do exposto, fica claro que não é assim como alguns pastores afoitamente declaram que, entre nós e os Adventistas, só o que nos separa é a guarda do Sábado, como se fosse questão secundária. Para nós sim, é questão secundária (Rm. 14:5-6). Para os AD não: é questão de salvação ou perdição.

O Sono da Alma :

Afirmam que, depois da morte, somos reduzidos ao silêncio. Que morte é morte mesmo, incluindo a própria alma. Ao morrer, o homem deixa realmente de existir.

Isso é uma inverdade, pois declarou o Senhor Jesus: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos” (Mt.22:32).

Lc.23.43 - hoje estarás comigo no Paraíso
Dessa forma, analisando as palavras de Jesus, é impossível admitir, com base nessa passagem, que o malfeitor arrependido está deitado em sono inconsciente. Ambos morreram naquele dia, Jesus desceu às partes mais baixas da terra (Ef 4.8-10) e pregou aos espíritos em prisão (1 Pe 3.18-20), enquanto o malfeitor arrependido foi ao Paraíso. O mesmo lugar para onde Jesus foi e levou cativo o cativeiro (Ef 4.8). A vírgula depois da palavra hoje é um antigo artifício usado por todos os hereges da antiguidade que procuraram negar a sobrevivência da alma, para advogar a crença do sono da alma. Na verdade essa passagem ensina que a teoria do sono da alma é uma teoria falsa, essa passagem ensina que a salvação é pela fé, o grande baluarte da doutrina de Paulo (Rm 1.17; Ef 2.8-9; Tt 3.5). A promessa de Jesus foi que naquele mesmo dia o malfeitor arrependido estaria com Ele na glória. Do contrário, a palavra hoje ali seria mais do que supérflua. Sem contar que de quebra a teoria do Juízo Investigativo fica desqualificada com a verdade deste texto.(BA)

A Expiação de Cristo:

Aqui se encontra um dos erros mais grosseiro da doutrina adventista. Tentando corrigir o erro de Miller, que afirmava que Jesus voltaria em 1844 - sobre o Templo em Jerusalém, o Sr. Hiram Edson e a Sra. E. G. White inventaram o engodo de que Cristo voltou mesmo em 1844, não para a terra, como pensava Miller, mas para algum outro lugar próximo a terra, e esse lugar não poderiam ser outro senão o “santuário celeste”. Chegaram a essa conclusão por não haver templo ou santuário no suposto dia marcado para a volta de Cristo (“O Conflito dos Séculos” p.247,248,249, 1935). Ora, segundo eles, quando Cristo entrou no santuário celeste, a porta foi fechada. Cristo está fazendo um “juízo investigativo”, examinando tudo e mostrando ao Pai Celestial aqueles que têm os méritos de gozar dos benefícios da expiação. Os demais, se não aceitarem nas doutrinas da Igreja Adventista, não têm chance de se salvar, pois a verdade está com eles. Dessa maneira de pensar deduzimos que, segundo eles, a expiação não foi realizada na cruz do calvário, e sim está sendo feita no “santuário”. Não durante a paixão de Cristo, mas em 1844. Não pela graça salvadora, mas pelas obras da carne (Ef.2:8,9). Não pela aceitação de Cristo, mas das doutrinas e do comprometimento das normas da Igreja Adventista, pois para eles, Cristo tem apenas o título de “Salvador”. Devemos nos unir a Ele, unir a nossa fraqueza à sua força, nossa ignorância à sua sabedoria. Então, como vemos e sentimos, Cristo é o nosso cooperador, e, motivados pelo seu exemplo, devemos fazer boas obras em prol da nossa salvação, e isso começa na observância fiel da guarda do Sábado. Veja o que é Admitido pela Igreja Adventista: “Nós discordamos da opinião que a expiação foi efetuada na cruz, conforme geralmente se admite” (Heresiologia – EETAD, Pág.122).

A Purificação do Santuário:

Jesus Cristo hoje está fazendo o "Juízo Investigativo" que consiste na purificação do santuário. EG White inventou a idéia de que no Velho Testamento os pecados do povo eram transferidos durante o ano todo para dentro do santuário e o sacerdote, no dia da expiação (que ocorria uma vez por ano), entrava diante da arca da aliança, pegava os pecados do povo e colocava sobre o bode emissário (Lv.16) e que à partir de 1844 Cristo estaria fazendo a mesma coisa, investigando quem deverá ser salvo ou não, assim terminando o que ele começou na Cruz. Ou seja: Com esse raciocínio os adventistas declaram que Jesus não terminou a obra na Cruz. Vejam: "Uma das verdades mais solenes, e não obstante mais gloriosas, reveladas na Escritura Sagrada, é a da segunda vinda de Cristo, para completar a grande obra da redenção"..."A intercessão de Cristo no santuário celestial, em prol do homem, é tão essencial ao plano da redenção, como o foi Sua morte sobre a cruz. Pela Sua morte iniciou essa obra, para cuja terminação ascendeu ao Céu, depois de ressurgir"... " nos conduz através do ministério final do Salvador, ao tempo em que se completará a grande obra para salvação do homem"... "O anúncio: “Vinda é a hora do Seu juízo” – aponta para a obra finalizadora do ministério de Cristo para a salvação dos homens"..."A intercessão de Cristo no santuário celestial, em prol do homem, é tão essencial ao plano da redenção, como o foi Sua morte sobre a cruz. Pela Sua morte iniciou essa obra, para cuja terminação ascendeu ao Céu, depois de ressurgir"... (Grande Conflito, pg. 299; 489; 428; 435; 489).

O Ano de 1844:

O fundador desta controvertida seita, Pr. W.Miller (que na verdade era leigo), afirmou que Jesus voltaria em 1843. Quando isto fracassou, seus seguidores anunciaram que um ligeiro erro tinha ocorrido e então fixou o tempo do fim para outubro de 1844. As pessoas venderam casas e móveis, e ficaram aguardando o fim, ansiosas. No dia previsto, o povo reuniu-se no topo dos telhados e das montanhas, aguardando o evento. Contudo, o passar do tempo provou que Miller estava errado. Cristo não veio no dia indicado e nem virá em qualquer outro dia marcado, pois a Palavra de Deus é claríssima: “Quanto, porém, ao dia e à hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu nem o Filho, senão o Pai” (Mc.13:32; At.1:2). Miller se arrependeu por esse erro, mas os seus adeptos continuaram e o resultado dessa inconseqüência é a Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas variantes. Como podemos crer que esta obra é de Deus vendo como ela começou? A Bíblia diz que Deus não é de confusão (ICor.14:33) e como aceitar que Ele esteja nesse meio tão confuso?

Depois do fracasso da suposta volta de Cristo, declarou o Pr. Miller: “Sobre o passado de minha visa pública, eu francamente reconheço meu desapontamento... Nós esperávamos a vinda pessoal de Cristo para aquela época, e, agora, argumentar que não estávamos enganados, é desonesto. Nós nunca deveríamos ficar envergonhados por confessar nossos erros. Não tenho confiança em nenhuma das novas teorias que surgiram fora do movimento, especialmente de que Cristo veio como Noivo, de que a porta da graça se fechou, de que a sétima trombeta soou então, ou de que houve o cumprimento da profecia em algum sentido”. (História da Mensagem do Advento, p. 410, 412).

O Remanescente:

“... Nesta época, quando somos mandados chamar a atenção para os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, vemos a mesma inimizade que se manifestava nos dias de Cristo. Acerca do povo remanescente de Deus, está escrito: E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto de sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo - Apoc. 12:17” (O Desejado de Todas as Nações – P. 42; EGW). “O texto fala do remanescente da descendência da mulher. Admitindo-se que a mulher constitui um símbolo da Igreja, sua descendência seria os membros individuais que compõem a Igreja em qualquer tempo; e o “restante” da sua descendência seria a última geração de cristãos, nu os que estiverem vivendo na Terra por ocasião da segunda vinda de Cristo. O texto também declara que essas pessoas “guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”; e no capítulo 19, verso 10, é explicado que “o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”, o qual constitui, entre os dons, aquele que tem sido denominado “o dom de profecia” (I Cor. 12:9 e 10)” (Patriarcas e Profetas; P.32; EGW)

Os adventistas são extremamente exclusivistas e se acham a única e a remanescente Igreja de Cristo na Terra. Entretanto, a Igreja de Cristo não é composta pela denominação "x" ou "y", mas pelo povo do Senhor que estão arrolados nos céus.

“Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo.1:12)

“Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos; à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb.12:22-23)

“e sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e para ser cabeça sobre todas as coisas o deu à Igreja, que é o seu corpo, o complemento daquele que cumpre tudo em todas as coisas” (Ef.1:22). Hb.3:6, Itm.3:15

“..., saibas como se deve proceder na casa de Deus, a qual é a igreja do Deus vivo, coluna e esteio da verdade” (I Tm.3:15).

“mas Cristo o é como Filho sobre a casa de Deus; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança” (Hb.3:6)

A compreensão dos textos acima é simples. Você aceita a Jesus Cristo como seu Salvador e se torna filho de Deus. Quando você se torna filho se transforma em casa de Deus, em morado do Espírito Santo (ICor.3:16) e sendo “casa de Deus” você é automaticamente a Igreja de Jesus Cristo na Terra. Essa Igreja representa o corpo do Senhor movendo-se na terra e fazendo a obra do Pai. É lógico que quando Jesus voltar para buscar a sua Igreja (Jo.14:1-3, I Ts.4:13-18), Ele não vai levar uma parte do seu corpo e deixar a outra, mas como disse Paulo; “estaremos com Ele” (Fil.1:23).

Naquele dia será uma grande festa entre o noivo e a sua “Igreja noiva” (II Cor.11:2, Ef.5:23-27).O Apóstolo Paulo escreveu a maior parte das epístolas do N.T. e nunca fez separação entre o povo que servia a Deus, mas sempre chamava todos os servos de Deus de Igreja de Jesus e mostrava a certeza de um dia estarmos com o Senhor, por isso seja fiel e esteja pronto para o toque trombeta. Aleluia!!! (leia: Rm.16:16, I Cor.1:2, I Cor.16:19, II Cor.1:1, Gl.1:2, Cl.4:15, I Ts.1:1, II Ts.1:1, I Tm.3:5, I Tm.5:16, Fl.1:2).

O Espírito de Profecia (Ellen G. White):

A posição que essa escritora goza no meio adventista é impar. Somente ela possui o “Espírito da Profecia”. Não só os adventistas reconhecem sua autoridade religiosa inquestionável, mas a própria escritora declara de si mesma: “Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de seus profetas e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio do testemunho do Seu Espírito. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falassem a Seu povo a respeito da sua vontade...” (Testemunhos Seletos – Vol.II, pág.276). (Ou seja, a autora se coloca acima dos próprios apóstolos de Cristo quando declara que no seu tempo, o tempo em que ela tinha as suas “revelações”, Deus falava mais seriamente).

O Bode Emissário:

No dia da expiação o sumo sacerdote, havendo tomado uma oferta da congregação entrava no lugar santíssimo com o sangue desta oferta e o aspergia sobre o propiciatório, diretamente sobre a lei, para satisfazer às suas reivindicações. Então, em caráter de mediador, tomava sobre si os pecados e os retirava do santuário. Colocando as mãos sobre a cabeça do bode emissário, confessava todo esses pecados, transferindo-os assim, figuradamente, de si para o bode. Este os levava então, e eram considerados como para sempre separados do povo. (O Grande Conflito, p. 420, 24ª edição - 1980). Verificou-se também que, ao passo que a oferta pelo pecado apontava para Cristo como um sacrifício, e o sumo sacerdote representava a Cristo como mediador, o bode emissário tipificava Satanás, autor do pecado, sobre quem os pecados dos verdadeiros penitentes serão finalmente colocados. ... Quando Cristo, pelo mérito de seu próprio sangue, remover do santuário celestial os pecados de seu povo, ao encerrar-se o seu ministério, Ele os colocará sobre Satanás, que, na execução do juízo, deverá arrostar a pena final. (Idem, p. 421).


Na verdade, admitir que Cristo tomará nossos pecados do santuário celestial no final do Juízo Investigativo e os lançará sobre Satanás, implica que seu sacrifício na cruz para remover nossos pecados não foi eficaz. Se Cristo vai lançar nossos pecados sobre Satanás, por que sofreu por eles na cruz? Se, por outro lado, Jesus levou nossos pecados na cruz, como na verdade o fez, por que Satanás deve sofrer por ele?

O texto referido e citado pelos Adventistas para tal afirmativa herética é Lv. 16:8, que diz: “E Arão lançará sortes sobre os dois bodes: uma sorte pelo Senhor, e a outra sorte pelo bode emissário”. Vejam a explicação do texto pelo Dr. Mecnair, autor da Bíblia Explicada: “A verdade é que os dois bodes são uma oferta pelo pecado (vrs. 5) e, evidentemente, uma dupla representação de Cristo, e o ponto principal é que os pecados pelos quais o primeiro morre são levados embora pelo segundo. Tudo isso é bastante simples, e não precisa de idéias esquisitas, que somente obscurece o sentido. Assim o bode não é de modo algum enviado a Satanás”

O Inferno:

Agora o príncipe das trevas, operando por meio de seus agentes (os pastores que pregam sobre a existência do inferno), representa a Deus como um tirano vingativo, declarando que Ele mergulha no inferno todos os que não Lhe agradam, e faz com que sempre sintam a Sua ira; e que, enquanto sofrem angústia indizível, e se contorcem nas chamas eternas, Seu Criador para eles olha com satisfação.Assim o príncipe dos demônios reveste com seus próprios atributos ao Criador e Benfeitor da humanidade. A crueldade é satânica. Deus é amor” (O Grande Conflito; p.534 – EGW - parênteses nosso).

O ensino de Jesus foi claro sobre o inferno: Mt 13.41-42, 49-50; 22.13; 24.50-51; 25.30, 41, 46; 26.24; Mc 9.45, 47-48; Lc 12.4-5; 13.27-28. A palavra aionios, que aparece na Bíblia, designa: a eternidade de Deus (Ap 4.9; Rm 16.26); a felicidade do povo de Deus (Mt 25.46; Jo 10.28); a glória eterna (2 Tm 2.10; 2 Co 4.17; Hb 9.15; 2 Co 5.14, 18) e futura punição dos ímpios (Mt 25.46; 2 Ts 1.9).

Jesus é o Arcanjo Miguel :

EG White afirma em seu livro - Os Patriarcas; pág. 366, que Jesus é o Arcanjo Miguel: "Ainda mais: Cristo é chamado o Verbo de Deus. João 1:1-3. É assim chamado porque Deus deu Suas revelações ao homem em todos os tempos por meio de Cristo. Foi o Seu Espírito que inspirou os profetas. I Ped. 1:10 e 11. Ele lhes foi revelado como o Anjo de Jeová, o Capitão do exército do Senhor, o Arcanjo Miguel. Foi Cristo que falou a Seu povo por intermédio dos profetas".

A Bíblia apresenta muitas diferenças entre Jesus e Miguel:

· Jesus é criador ( Jô 1.3 ) , Miguel é criatura ( Cl 1.16 )

· Jesus é Adorado por Miguel ( Hb 1.6 ), Miguel não pode ser adorado ( Ap. 22.8-9 )

· Jesus é o Senhor dos Senhores ( Ap. 17.14); Miguel é príncipe( Dn 10.13)

· Jesus é Rei dos Reis; Miguel é príncipe dos Judeus (Dn 12.1).

Há, portanto, clara distinção entre Jesus e Miguel. Jesus é o Filho de Deus, e Miguel é anjo: Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai e Ele me será por Filho? E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem ( Hb 1.5-6 ); Portanto fica claro aqui a superioridade de Jesus, e a falta de conhecimento destes que se dizem “estudadores” da Bíblia.

A Natureza Pecaminosa de Jesus:

O Adventismo declara que: Em sua humanidade, Cristo participou de nossa natureza pecaminosa, caída (....) De sua parte humana, Cristo herdou exatamente o que herda todo o filho de Adão – uma natureza pecaminosa (Estudos Bíblicos. CPB. P. 140/41).

Jesus foi concebido pelo Espírito Santo no ventre de Maria (Lc 1.30), diferenciando-se de todos os homens que nasceram em pecado (Sl 51.5). O texto em questão declara que Jesus era santo, inocente, imaculado e separado dos pecadores. Uma pergunta que resta: como admitir que a deidade absoluta pudesse habitar no corpo humano corrompido? (Cl 2.9). Esse Cristo de natureza pecaminosa é outro Jesus (2 Co 11.4).

Dieta alimentar:

“... Muitos alegam... que a carne é essencial; mas é devido a ser o alimento desta espécie estimulante, a deixar o sangue febril e os nervos excitados, que assim se lhes sente a falta. Alguns acham tão difícil deixar de comer carne, como é o ébrio o abandonar a bebida... (livro: A Ciência do Bom Viver, p.268,271)” (idem, p.21). Mais uma vez a indução, agora de que a carne é “estimulante, deixa o sangue febril e os nervos excitados”. Parece-nos que a Sra. EGW quer insinuar que comer carne é ficar propenso ao pecado, mas ironicamente e sem querer fazer algum argumento contra a benção que são os vegetais, o pecado entrou no mundo e uma fruta foi usada para fazer a sedução que colocaria Eva em “xeque mate”; “Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu”(Gn.3:6). Ou seja, o pecado entrou no mundo e nesta trama diabólica um fruto foi usado e o sacrifício de um animal (carne), que tipificava a morte de Cristo, foi a redenção de Eva e Adão. Outro caso foi o de Jacó (usurpador) que seduziu seu irmão com uma sopa de lentilha e o enganou (Gn. 25:34). É claro, o Diabo pode lançar mão de muitas coisas para seduzir e enganar a humanidade, mas daí afirmar que comer carne é pecado ou que é requisito para entrar na pátria celestial é extrapolar com a exegese e mutilar a hermenêutica. Que Deus nos guarda de sermos enredados por tamanhos engodos.

Matéria elaborada pelos apologistas:

Presb. Paulo Cristiano
Pr. João Flávio Martinez
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