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quinta-feira, 19 de abril de 2007

À Guisa de Explicações

Queridos amigos e irmãos,

Gostaria de explicar a existência de algumas referências a medalhas, santos e santas, algumas igrejas e sites que são puras seitas e heresias, e outras coisas que aparecem nas propagandas do Google, que não deveriam nem constar.
Infelizmente, não tenho como controlá-las, pois elas surgem com base nos textos que coloco no blog, e na maioria das vezes são relacionados à religião e o critério do Google é relacionar de forma direta o que estou tratando com as propagandas que aparecem. É a propaganda relacional.
Como para manter este blog em funcionamento me demanda algum tempo, e como preciso compensar este tempo com algum recurso financeiro, o Google me faz isso, pois este anúncios são remunerados.
Como vocês podem me ajudar? Utilizando as ferramentas que o Google tem colocado em minha página à sua disposição: Pesquisar utilizando o Google, através do Blog; Instalando o Firefox e os demais programas que estão anunciados, através dos botões que estão aqui, (Google Pack) e acessando os links das propagandas que estão na barra de links do Google.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

VOCÊ É VULNERÁVEL ÀS SEITAS?
Por Lin Johnson

Todo ano, milhares de pessoas estão se filiando a uma nova seita. Um número surpreendente deles se dirá crentes evangélicos. Eles poderão ser amigos, parentes ou membros de sua igreja. E... é até possível que você esteja entre eles!
Nem sempre os crentes estão imunes às atividades e satisfação que as seitas oferecem. Contudo, as deserções poderão ser evitadas se estivermos alerta acerca das áreas vulneráveis e procurarmos dar alguns passos positivos no sentido de fortificar essas áreas. Um estudo sobre as seitas proeminentes, do ponto de vista das necessidades humanas, que elas preenchem, revela várias fraquezas entre os cristãos e suas igrejas, que colocam os crentes frente à sedução das seitas. Para descobrir se você é vulnerável a se tornar membro de uma seita, faça os seguintes testes:

1. Seu conhecimento bíblico e apologético
Depois de ouvir uma preleção introdutória da Igreja da Unificação (a seita do Rev. Moon), é possível entender como os crentes que ainda não conhecem o conteúdo e os princípios de interpretação da Bíblia possam ser fisgados facilmente. O preletor fazia citações ou referências a um ou outro versículo bíblico, a maioria das vezes retiradas do seu contexto, fazendo uma preleção que soava com uma lógica aparentemente válida.

Cristãos que são biblicamente ignorantes, ou que têm uma compreensão meramente superficial da Bíblia, são os primeiros candidatos para esses tipos de explicações. Exceto a maioria dos grupos orientais, tal como Hare Krishna, muitos membros das seitas citam numerosos "textos de prova" da Bíblia - retirados do contexto - para afirmar suas doutrinas.

As testemunhas de Jeová são famosas por sua habilidade de confundir seus oponentes, citando dezenas de versículos que parecem apoiar sua teologia estranha. Todavia, freqüentemente, os crentes não são hábeis para sustentar biblicamente suas próprias convicções e confrontar os falsos ensinamentos e interpretações impróprias. Outros são atraídos por "novas revelações" de seitas como a Igreja Apostólica da "Santa Vó Rosa" ou o profeta William Soto Santiago.

Exame individual:
O que você crê a respeito das doutrinas básicas (Bíblia, Trindade, Deus, Homem, Salvação, Espírito Santo, Igreja, Escatologia, Anjos), e por que crê assim? Você consegue sustentar suas convicções usando a Bíblia? Você está envolvido pessoalmente com um estudo diário e sistemático da Bíblia? Você conhece os princípios de uma sólida interpretação bíblica? Você lê livros e toma aulas de teologia, apologética e exposição bíblica?

Exame para a liderança da igreja:
Na sua pregação, o que tem mais ênfase e autoridade: a Bíblia ou as experiências espirituais? Você ensina as doutrinas básicas da fé cristã aos novos convertidos? Você tem planos de ensinar teologia, métodos de estudo bíblico, hermenêutica (interpretação bíblica) e apologética (a defesa da fé), nos sermões, Escola Dominical, escola bíblica de férias, ou outras aulas especiais?

2. Sua doutrina no dia-a-dia
A maior atração do Templo do Povo de Jim Jones era a aparente integração dos fiéis e o estilo de vida, que resultou em ação na ajuda para suprir as necessidades da comunidade. A igreja também demonstrava unidade com a integração racial. O Rev. Moon e a Igreja da Unificação têm atraído milhares de jovens em idade universitária porque ele promete aos seus seguidores uma maneira revolucionária para resolver os problemas do mundo e vencer o comunismo - o qual havia profetizado que suplantaria a democracia - como sabemos essa profecia falhou. Outros incontáveis jovens seguem a Igreja Mórmon porque ela oferece uma sociedade cooperativa que cuida das necessidades de seus adeptos através dos seus serviços de "bem-estar". Muitas pessoas procuram centros espíritas e terreiros de umbanda para resolver seus problemas particulares pelos conselhos que recebem das entidades espirituais.

Em contraste, as verdadeiras igrejas cristãs têm muitas vezes se desviado para uma doutrina divorciada da vivência prática do dia-a-dia. Em muitos casos, os cristãos falham em aplicar as verdades da Bíblia aos problemas do povo de uma maneira prática. Estamos tão inquietos quanto ao caminhar para um "evangelho social", que muitas vezes acabamos perdendo o equilíbrio entre a pregação do Evangelho e o socorro àqueles que passam necessidades.

Exame individual:
Você aplica o ensino bíblico à sua vida diária? Você já desenvolveu uma ética social cristã baseada na Bíblia? De que maneira você está envolvido em ajudar a suprir as necessidades de outra pessoa ou grupo - por exemplo: favelados, crianças abandonadas, ou viciados? Os seus amigos não crentes e vizinhos o conhecem como alguém que se preocupa com suas vidas e não apenas com suas almas?

Exame para a liderança da igreja:
Você ensina que a vida cristã é uma maneira completa de viver, que não enfatiza apenas o aspecto espiritual? Você encoraja as pessoas a demonstrar a fé ajudando outras pessoas? Você encoraja pessoas de outras raças ou níveis sociais a freqüentar sua igreja, ou não as recebe?

3. Seu senso de comunidade dentro da igreja local
Os crentes ex-membros do Templo do Povo testemunham que a amizade e o senso de comunidade os atraíram para aquela seita. Os moonistas demonstram tanta intimidade, polidez e amizade, que muitos jovens solitários querem aderir ao grupo. Outros são seduzidos pelos Meninos de Deus, atualmente conhecidos como A Família, por causa das promessas de segurança e relacionamentos íntimos - e até sexuais - sem aparentes compromissos.

Os mórmons aprendem vários métodos de ganhar novos adeptos pela amizade usando o folheto "Preciso de um Amigo". Ao menos na aparência, muitas seitas oferecem amor fraterno, sustento e aceitação. Achando sua igreja fria, e que não se preocupa com seus membros, ele se volta para outros grupos onde se sentirá mais confortável, íntimo e reconhecido.

Exame individual:
Com que freqüência você dá as boas-vindas aos visitantes de sua igreja e os contata durante a semana? De que forma você procura demonstrar amor fraternal às pessoas solitárias, com problemas, e doentes de sua igreja? Você convida pessoas ou famílias com quem você raramente mantém comunhão para jantar em sua casa, ou os visita caso faltem ao culto? Você compartilha seus conflitos e falhas com membros de sua igreja? Os irmãos de sua comunidade podem contar com você para enfrentar as duras provas da vida?

Exame para a liderança da igreja:
Você reserva tempo toda semana para que os membros da igreja possam compartilhar suas alegrias e necessidades uns com os outros? O que você está fazendo para promover um ambiente onde os membros sintam-se à vontade para compartilhar seus conflitos e falhas? Você incentiva as pessoas a comunicar suas dúvidas e procura ajudá-las a resolvê-las? Você conhece as necessidades do seu povo? O que você está fazendo para suprir estas necessidades?

4. Imaturidade ou amortecimento espiritual
Muitos crentes professos, que acabam entrando para uma seita, são crentes novos que não foram discipulados, ou são crentes antigos que se tornam bebês espirituais. A imaturidade os fez presas fáceis de seitas que usam a Bíblia e possuem um linguajar evangélico.

Crentes que estão vivendo para si mesmos em vez de se submeterem ao senhorio de Cristo podem ser fisgados por qualquer grupo que for simpático aos seus desejos carnais. Outros crentes são enganados por seitas como o Tabernáculo da Fé de William Branham. Muitas vezes, nossa ênfase acerca da sã doutrina tem tido a tendência de extinguir a alegria da fé cristã. Alguns têm perdido o equilíbrio da Igreja do primeiro século entre a ortodoxia e o gozo da nova vida em Cristo.

Exame individual:
Você está crescendo em sua fé? É Cristo o Senhor de sua vida, ou você está vivendo para si mesmo? Há equilíbrio entre doutrina e prática em sua vida? Você expressa a alegria de ser salvo?

5. Diminuição da ênfase da doutrina do sacerdócio do crente
Quase não existem ministros profissionais remunerados no mormonismo, qualquer membro tem pelo menos uma responsabilidade na seita. De fato, muitos milhares de seus jovens sentem-se honrados em gastar dois anos em serviço missionário de tempo integral. Todas as testemunhas de Jeová batizadas são ministros, e fazem visitas de porta em porta e 'doutrinam' nas praças várias horas por semana. Os novos moonistas são usados quase que imediatamente nas ruas para levantar fundos e fazer recrutamento. Nas seitas mais populares, cada pessoa individualmente faz parte do ministério, ela é importante e necessária.

Muitas igrejas evangélicas, em contraste, perderam a visão da doutrina do sacerdócio do crente. De acordo com a Bíblia, os cristãos são iguais perante Deus, e cada um tem a responsabilidade de servi-lo. Mas, em vez de todos os membros se envolverem no trabalho, freqüentemente apenas um pequeno número está exercendo o ministério. Os jovens, procurando por meios de expressar o seu idealismo, podem ser forçados a fazê-lo fora de suas igrejas.

Novos convertidos, geralmente não são solicitados para ajudar nos trabalhos da igreja. Há, também, uma tendência entre os cristãos de fazer os pastores e líderes de seminários de "gurus". Não exercendo seus privilégios e responsabilidades de estudar diretamente a Bíblia, eles aceitam sem raciocinar o que é pregado e ensinado. Alguns crentes habitualmente citam o que disseram outros homens, substituindo a Bíblia por suas palavras, como autoridade final. Esta atitude fortalece os meios para que um líder de uma seita possa dominar uma pessoa ou até uma congregação inteira.

Exame individual:
Você sabe qual é o seu dom espiritual? Como você o está usando? Você tem pelo menos uma responsabilidade na igreja? Você compara aquilo que lhe ensinam com a Bíblia? Você está centralizado na Bíblia ou num líder eclesiástico?

Exame para a liderança da igreja:
Como você está ajudando cada membro a descobrir e usar o seu dom espiritual? Todos os seus membros têm deveres e responsabilidades na igreja? Quais oportunidades de participação nos serviços da igreja estão à disposição para serem feitos por jovens ou novos convertidos? Quantas oportunidades você oferece para o seu povo tirar dúvidas sobre seus sermões e palestras?

6. Colapso da família
A desintegração da união familiar tradicional e o conflito das gerações na sociedade moderna não estão limitados aos não-crentes. A migração populacional dos meios rurais para os grandes centros urbanos tem colaborado para acelerar este processo. O colapso da família está se tornando cada vez mais proeminente entre os cristãos, tornando os jovens mais vulneráveis.

Os pais freqüentemente estão muito ocupados com seus empregos e atividades sem fim na igreja, para poder gastar tempo com a família. Em alguns lares cristãos, a comunicação e o saber ouvir entre os membros da família são raros. As crianças observam os seus pais falando de forma mais "bondosa" no templo do que em casa, e imediatamente os classificam de hipócritas.

Adolescentes e jovens em idade escolar, que recebem pouca atenção em casa, tendem a seguir grupos que possuem uma imagem de família. A seita Moon, a Família, e muitas seitas afro-brasileiras são grupos ávidos para compadecer-se por alguém nessa situação. Eles falam de seus grupos como famílias que oferecem tudo a uma pessoa que não está recebendo a devida atenção em casa. Com ênfase num forte programa de união familiar, o mormonismo atrai crentes que estão desiludidos devido à hipocrisia e a secularização que observam nas famílias cristãs.

Exame individual:
Quanto tempo você passa com sua família? Qual a sua melhor maneira de se comunicar e escutar os membros de sua família? Eles sabem que você os ama incondicionalmente, tanto com suas palavras como com suas ações? Pais, vocês mostram amor determinando regras e disciplina? Suas ações em casa refletem aquilo que vocês professam crer?

Exame para a liderança da igreja:
Você procura reservar pelo menos uma noite livre de todas as atividades e reuniões da igreja? Você incentiva as famílias de sua igreja a passarem tempo juntas? Que estímulo você oferece para que as famílias façam o culto doméstico?

7. Ignorância sobre as seitas
Muitas seitas são falsificações do Cristianismo. Num contato inicial com um membro A Família, ou outras seitas pseudocristãs, você concluiria facilmente que estaria falando com crente evangélico. Se um moonista bem doutrinado sabe que você é um cristão, ele vai tecer sua conversa de tal forma que soe como se fosse um cristão.

Outros, por falta de conhecimento, não percebem que certas entidades não sectárias - tais como a Ordem Rosa Cruz (AMORC), a Maçonaria, a Cultura Racional etc. - são de fato, religiões não cristãs. Algumas seitas orientais, como a Seicho-no-ie, e Arte Mahikari, aceitam pessoas de qualquer religião, facilitando assim o envolvimento de cristãos. Outras pessoas, até evangélicas, se envolvem com a astrologia, o "Método Silva", o uso de pirâmides, ou ioga, ignorando a origem ocultista delas. Contudo, a familiaridade com as doutrinas das seitas e seus métodos de recrutamento vai ajudá-lo a detectá-los e a livrar-se de ser enganado por eles.

Exame individual:
O que você sabe acerca das crenças e práticas das seitas mais destacadas? Você sabe como abordar os membros das seitas a fim de ganhá-los para Cristo? Você procura alertar seus familiares e amigos sobre o perigo das seitas para protegê-los?

Exame para a liderança da igreja:
Você dá aulas, ao menos uma vez por ano, aos membros de sua igreja sobre as doutrinas das seitas e como evangelizar os seus adeptos? Você informa ao seu rebanho sobre os novos grupos de seitas que estão ativos em sua região? Em que nível o alertar os santos está em seu ministério?

O Novo Testamento e os encontros fechados
Jesus levou seus discípulos para um retiro espiritual e cerca de 500 pessoas o acompanharam. Ele lhes ensinou as mesmas coisas. Não tinham eles grandes verdades conhecidas só por um grupo seleto. Paulo menciona que descrentes estavam presentes nas reuniões do Novo Testamento. 1 Co 14.16: "E se tu bendisseres apenas em espírito, como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes."

Não há evidência de Paulo ser doutrinado por meio de grupos de células. Não há evidências de que eles se sentaram com Paulo e lhe disseram que ele se submetesse à autoridade deles. Não há evidência de qualquer "programa de supersubmissão".

Fonte - revista Defesa da Fé - ICP

Ministério Internacional Creciendo en Gracias
Um outro evangelho!

Por Paulo Cristiano, do CACP

Vocês são todos abençoados”, diz o líder, ao abrir a reunião. Em seguida, em meio a aplausos e murmúrios de frases nada convencionais, ordena que as pessoas digam que “esteja ativada a mente de Cristo”. Apesar de certas frases e a liturgia serem semelhantes à de algumas igrejas evangélicas, todavia, estamos diante de um dos grupos pseudocristãos mais perigosos que têm surgido nos últimos tempos: o Ministério Creciendo en Gracias [Crescendo em Graça], o qual, daqui por diante, chamaremos de MCG.

O MCG se mostra um movimento muito fértil em produzir heresias. Tais desvios doutrinários, por vezes, vêm camuflados com nomes atrativos, como, por exemplo, “cápsulas de graça”, que, segundo eles, nada mais são do que “o resumo de um fundamento da doutrina da graça que contém a posição tradicional e desviada dos religiosos...”.

Neste artigo, pretendemos expor os ensinos pregados por esse movimento para que o povo de Deus não seja “levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Ef 4.14).

Toda a nossa pesquisa está baseada no site oficial do MGC.

Origem do movimento

Seu idealizador foi o porto-riquenho José Luiz de Jesus Miranda, mais conhecido como “o apóstolo”, fundador e líder do MCG. Não nos deteremos em refutar todas as heresias concernentes à sua pessoa, mas somente as heresias que consideramos de maior importância para a manutenção da ortodoxia doutrinária.

A sede mundial do MCG fica em Miami, Flórida, EUA. Fundado por volta de 1986, o movimento chegou ao Brasil dez anos atrás, aproximadamente.1 Atualmente, a central do movimento por aqui fica em Guadalupe, bairro do Rio de Janeiro, RJ. O MCG alega que está presente em todo o continente americano e na Austrália, perfazendo um total de 24 países. No Brasil, estão fixados em nove Estados, sendo que em São Paulo possui seis igrejas, as quais denominam “centros educativos”. Mantêm ainda vários programas de rádio e TV.

Um movimento excêntrico

Problemas com a hermenêutica

Pesquisando o MCG por meio de seus sermões, testemunhos e credos, fica fácil traçar o perfil doutrinário e a tendência psicológica do grupo. São pessoas que vivem sob a tutela de “revelações”. O próprio fundador alega ter recebido sua doutrina diretamente de Jesus: “A fé é uma ciência, olhe, essa ciência ninguém nesta terra conhece [...] nem eu a conhecia. O Senhor me comunicou, pessoalmente...”. O MCG usa e abusa de textos bíblicos de maneira inescrupulosa a ponto de truncar determinados versículos a fim de sustentar seus pontos de vista heréticos. Veremos isso nas distorções apresentadas mais adiante.

Problemas com a semântica

Fazem uso de uma semântica enganosa, pois, ao mesmo tempo em que exprimem suas doutrinas usando termos tipicamente cristãos, atribuem, contudo, significados totalmente diferentes, reinterpretando os termos bíblicos. Um exemplo disso é o que eles entendem pela palavra cristão: “... Ser cristão não é receber a Cristo como Salvador ou crer nele, mas, sim, receber e aceitar os ensinos que o apóstolo Paulo deixou como fundamento, e que agora o apóstolo José Luis de Jesus explica para a edificação do Corpo de Cristo”.

Semelhanças do MCG com as demais seitas

Unicismo

Não acreditam na Trindade. São modalistas. Para eles, Deus é uma só pessoa que se manifestou de três maneiras diferentes (também chamado de sabelianismo). Dizem: “ Cremos que Deus é um, e um é o seu nome. O trinitarismo é uma falsa doutrina que pretende separar a pessoa de Jesus Cristo de Deus Pai como dois seres em separado. O unitarismo ensina que é só Jesus. Ao contrário, nós ensinamos que Jesus é também o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Três manifestações, porém, um só Deus”, semelhante ao que crêem os grupos Tabernáculo da Fé, Voz da Verdade e Igreja Local”.

Aniquilacionismo

De forma idêntica às testemunhas-de-jeová e aos adventistas do sétimo dia, são aniquilacionistas. Não crêem no inferno de fogo e chegam a afirmar: “Com respeito ao evangelho, quer dizer, às quatorze cartas que Paulo escreveu depois da cruz, nunca mencionou a palavra inferno, isto se deve ao fato de que o inferno não existe”.

Reencarnacionismo

Também acreditam na possibilidade da reencarnação: “Veja bem, a reencarnação é um recurso usado por Deus do jeito que Ele quer. Não é uma forma automática na vida do crente. É totalmente regulada por Deus”.

Preexistência dos espíritos

Semelhante à crença mórmon, acreditam na preexistência dos espíritos. Na verdade, acreditam que os anjos não são nada mais que espíritos sem corpos e os seres humanos, anjos com corpos. Referindo-se aos adeptos do grupo, dizem: “Os membros desta família sabem que existiam em condição de anjos antes da fundação do mundo”.

Adão como Satanás

Para eles, Adão foi Satanás encarnado. Ao morrer na cruz, Jesus aniquilou o pecado de Adão que seria a obra do diabo; ou seja, o diabo e o pecado não existem mais, foram aniquilados. “Deus depositou no primeiro homem o espírito de Satanás; ou seja, Adão era Satanás...”.

Deificação do homem

Assim como os localistas e os novaerenses, também acreditam que são deuses: “Você é um espírito criado por Deus à sua imagem e semelhança, porque Deus teve filhos, e Deus os chamou de deuses. Diga: SOMOS DEUSES...”.

Peculiaridades doutrinárias do MCG

Afirmam que existem dois evangelhos: um falso (o da circuncisão), pregado por Pedro e os demais apóstolos, e outro verdadeiro (o da incircuncisão), pregado por Paulo e agora por José Luiz de Jesus;

Fazem diferença entre Jesus de Nazaré e Jesus Cristo. Dizem: “É por isso que Paulo ensinava a servir àquele que ressuscitou e não a Jesus de Nazaré, que foi o corpo de Cristo (Rm 7.4). Em outras palavras, servir a Jesus Cristo ressuscitado é colocar-se depois da cruz e imitar a Jesus de Nazaré é colocar-se antes da cruz”. E mais: “O evangelho diz que, para darmos fruto para Deus, devemos ser do ressuscitado. Se você é de Jesus de Nazaré dá fruto, porém, para os homens, porque a doutrina de Jesus de Nazaré produz fé fingida”.

Tentam fazer uma antítese entre o evangelho pregado por Paulo e o evangelho pregado dos demais apóstolos, principalmente Pedro e João. Referindo-se a Pedro, afirmam: “Paulo profeticamente disse: ‘Com a minha partida, entrarão lobos vorazes que não perdoarão o rebanho’ (At 20.29). E mais: “Que antes da vinda do Senhor se manifestaria a apostasia, o iníquo (2Ts 2.4). Quem se opôs ao sacrifício de Jesus (Mt 16.21-23), quem se opôs ao evangelho de Paulo (Gl 2.11-14)? Pedro, o mesmo que deu a mão a Paulo em sinal de companheirismo e que, em seguida, Paulo repreendeu por ser hipócrita (Gl 2.9-14). Foi por isso que Paulo disse que o mistério da iniqüidade já estava em ação (Pedro), mas havia quem o deteria (Paulo), até que fosse tirado do meio (2Ts 2.7)”.

Referindo-se a João, afirmam, no mesmo fôlego: “Quando um crente é iluminado, ele entende que o diabo já não existe mais, que o pecado foi aniquilado, que está morto à lei, que foi Deus quem o escolheu antes da fundação do mundo, que é santo e está sem mancha diante do Senhor. Do contrário, ele chama esta revelação de blasfêmia, heresia. E mais, porque João não foi iluminado por esta palavra, ele chamou Paulo de anticristo, porque Paulo ensinava a não imitar a Jesus de Nazaré, mas a Jesus Cristo, o ressuscitado (Rm 7.4)”. Sustentam, ainda, que somente o apóstolo Paulo recebeu a revelação do evangelho da graça.

Segundo o MCG, as igrejas cristãs foram somente aquelas fundadas a partir do apóstolo Paulo. As demais, ainda na concepção deles, eram todas seitas judaicas, não tendo nada a ver com o evangelho de Cristo.

Não batizam, não tomam a santa ceia e não incentivam os membros ao arrependimento de pecados, pois entendem que tudo isso deve ser deixado de lado. Para que possam sustentar tal absurdo, argumentam que essas coisas são apenas rudimentos da doutrina de Cristo que ficaram para trás.

Neomarcionismo

Sem dúvida, o senhor José Luiz pretende reviver, com todo o vigor, as antigas heresias marcionitas. É o neomarcionismo redivivo em pleno século XXI.

Marcião foi um presbítero do século 2o que, no esforço de afastar e eliminar do cristianismo todos os elementos judaicos das Escrituras do Novo Testamento, com o objetivo de “desjudaizar” a religião cristã, elaborou uma depuração dos escritos neotestamentários. Rejeitou os evangelhos de Marcos, Mateus e João. Forjou seu próprio cânone com textos selecionados do evangelho de Lucas e das cartas paulinas, muitas delas mutiladas. Para ele, nenhum dos apóstolos havia entendido perfeitamente a doutrina de Jesus, com a exceção de Paulo. Por isso, Paulo, para Marcião, é o apóstolo por excelência, pois recebeu de Jesus, por revelação, o verdadeiro evangelho. Fazia, ainda, distinção entre o deus mau do Antigo Testamento com o deus bom do Novo Testamento.

Esses ensinamentos são hoje apregoados por José Luiz de Jesus, que os confirma com a seguinte declaração: “Você não pode conhecer a Deus na lei. Imagine você. Esse Deus do Antigo Testamento. Deus não é assim. Esse é um lado de Deus. Esse é o lado mau de Deus, porque Deus é bom e Deus é mau”.

É interessante que a semelhança entre os dois sistemas é idêntica até mesmo nos pormenores. É sabido que Marcião foi o primeiro a formular um cânon pessoal, enquanto o senhor José Luiz divide arbitrariamente a Palavra de Deus da seguinte forma: Escrituras (escritos do Antigo Testamento), História (os quatro evangelhos e o livro de Atos) e Evangelho (somente as epístolas paulinas, inclusive Hebreus).

Respondendo algumas heresias do MCG

Adão e Satanás são a mesma pessoa?

“Como caíste do céu [...] Como foste lançado por terra...” (Is 14.12-16).

Os adeptos do MCG acreditam que este texto aponta para Adão, o qual seria o próprio Satanás. Dizem que a palavra “cortado”, em certa tradução, está errada. O certo seria “foste formado”.

Resposta apologética

Antes de tecermos quaisquer comentários sobre isso, é bom lembrar que a Bíblia sempre compara Satanás com a antiga serpente, o dragão, o leão (2Co 11.3,14; Ap12.9; 20.2), mas nunca com Adão. A serpente é a mesma que tentou Adão e Eva (Gn 3). Portanto, a gênese da queda envolveu três personagens: Adão, Eva e a serpente, influenciada por Satanás. Outro fato que deve ser considerar é que o capítulo inteiro é uma continuação da profecia contra o império da Babilônia (Is 13.1; 14.4). Quem caiu foi o rei da Babilônia (Is 14.8), monarca que debilitava as nações (Is 14.12) e era soberbo (Is 13.19). A história nos relata que os reis babilônicos tinham todas essas características de grandeza (Dn 4.22); mas, por fim, foram abatidos (Cf. Is 14.23 com Is 47.10). O “homem” do qual fala o verso 16 não pode ser Adão, porque, em sua época, não havia reinos ou nações. Adão não tinha cidades e muito menos fazia pessoas cativas (v.17). Mas isso se encaixa perfeitamente com o rei da Babilônia, usado no texto como figura de Satanás.

Pedro foi inimigo de Paulo?

“... Mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” (Gl 1.6-8).

Declaram que este texto refere-se aos apóstolos, principalmente Pedro, que queriam perverter o evangelho de Paulo.

Resposta apologética

Certamente, o apóstolo Paulo está-se referindo à repreensão dada a Pedro em Gálatas 2.11. Mas daí construir uma aversão entre o evangelho de Paulo e o evangelho de Pedro é ser desonesto com o contexto bíblico, até porque este incidente foi tão irrelevante que Lucas não o menciona em seu livro: Atos dos Apóstolos. Havia, na igreja, muitos da circuncisão (At 10.45; 15.5). O próprio Pedro teve problemas com alguns deles (At 11.2). Este incidente, talvez, explique o receio na atitude de Pedro em Gálatas 2.12. O que Paulo condenava, ao que parece, era o fanatismo de alguns (Fl 3.2) e não o ministério da circuncisão que lhes fora confiado (Cl 4.11). Paulo chega a reconhecer os dois ministérios como sendo de procedência divina (Gl 2.7,8). Dois ministérios, mas um mesmo evangelho.

Paulo se submeteu à igreja-mãe, em Jerusalém (At 15.2,3.22), e quando menciona aqueles “que pareciam ser alguma coisa” (Gl 2.6), parece referi-se aos mesmos que se diziam da parte de Tiago (Gl 2.12), mas que não foram enviados por este (At 15.24). Paulo, depois do incidente com os da circuncisão em Antioquia, subiu a Jerusalém para decidir sobre essas questões teológicas com os apóstolos e obteve deles todo o apoio, inclusive o de Pedro (At 15. 23-29). Portanto, a censura de Paulo em Gálatas 1.6,7 não é dirigida aos apóstolos, mas aos da falsa circuncisão (Tt 1.10), dos quais Pedro também foi vítima.

Não ao batismo e ao arrependimento?

“... Deixando os rudimentos da doutrina de Cristo...” (Hb 6.1,2).

Acreditam que este texto os isenta do batismo e do arrependimento. O batismo seria um rudimento a ser abandonado de vez pelos cristãos.

Resposta apologética

Mal interpretado pelos adeptos do MCG, o texto em referência não diz o que eles afirmam dizer. O que o escritor está dizendo tem sua razão em Hebreus 5.12-14. Todos os itens alistados nos versos 1 e 2 são os passos iniciais de quem ainda é novo convertido. Em contrapartida, pelo tempo que já estavam no evangelho, deveriam ser mestres. Mas, metaforicamente, ainda estavam se alimentando com “leite”; ou seja, com as primeiras doutrinas cristãs, da necessidade de se arrependerem dos pecados, de se batizarem, de terem fé em Deus, de ouvirem falar que haverá um juízo final, etc., ensinamentos voltados aos novos convertidos e não aos cristãos amadurecidos na fé, no conhecimento e na graça de Deus. Em verdade, já estava na hora de tais cristãos irem além dessas doutrinas e prosseguirem para a maturidade (perfeição) espiritual, tendo em vista as tribulações que estavam passando.

O texto não desobriga nenhum cristão da observância do batismo e das outras doutrinas, antes, está alertando quanto o perigo de alguém estacionar naquilo que aprendeu. Se negarmos o batismo e o arrependimento, baseados nesse texto, teremos de negar também o juízo final, a fé em Deus e a ressurreição, coisas que os adeptos do MCG ainda crêem estarem em vigor.

Não existe mais pecado?

Pelo fato de não enfatizarem o arrependimento, acabam tolerando algumas práticas imorais. Dizem que não pecamos mais, porque Jesus destruiu nossos pecados de uma vez por todas (Hb 9.26).

Em resposta a uma pergunta relacionada à aceitação de homossexuais no MCG, e se os mesmos, vivendo na imoralidade, teriam a possibilidade de ser salvos, vejamos o que disseram: “Também é importante esclarecer que algumas manifestações carnais (bebedices, práticas homossexuais, iras, etc.) não podem, de maneira nenhuma, afetar a nossa posição em Cristo (Hb 10.14), tampouco afetar a nossa salvação: ‘Porque pela graça sois salvos, por meio da fé’ (Ef 2.8); as debilidades da carne não são tomadas em conta pelo Senhor, já que Ele vê o nosso crescimento espiritual e não a nossa atividade carnal”.

Resposta apologética

O apóstolo Paulo constantemente incentivava os crentes ao arrependimento (2Co 7.6-10). Além disso, a palavra aniquilar, athetesis, no texto grego em pauta, não quer dizer destruição. Ela vem de atheteo, que significa “pôr de lado”, “desprezar”, “negligenciar”, “opor-se à eficácia de alguma coisa”, “anular”, “tornar sem efeito”, “frustrar”, “rejeitar”, “recusar”, “fazer pouco caso”. De fato, Jesus anulou os nossos pecados na cruz, mas isto não quer dizer que o homem não peca mais e, por isso, não precisa de arrependimento. Isso não é verdade. O próprio Paulo reconhecia que era pecador (1Tm 1.15).

Considerações finais

Infelizmente, algumas questões não foi possível responder aqui. O emaranhado de desvios sustentados pelo MCG poderia nos render um livro sobre o grupo. Esgotar o assunto, porém, não foi o nosso objetivo. Como percebemos, o MCG não passa de mais uma seita (entre tantas outras) que está pregando outro evangelho com outro Jesus (2Co 11.4).

O que expusemos neste artigo é uma pequena parte das inúmeras heresias que o movimento propaga, porém, cremos que tal abordagem seja o suficiente para alertar os verdadeiros cristãos, para que não se deixem enganar por “estes ventos de doutrinas” (Ef 4.14), especialmente pela roupagem evangélica que a maioria das seitas apresenta.

Estejamos atentos e engajados na perseguição da graça e do conhecimento de Deus (2Pe 3.18). Esses elementos caminham juntos e é prejudicial à vida cristã privilegiar um em detrimento do outro. O exagero geralmente conduz ao erro. A verdadeira graça, tal como é pregada nas Escrituras, nos conduzirá ao conhecimento, e este, por sua vez, será a ferramenta que sempre utilizaremos para rejeitar toda e qualquer tentativa de distorção da graça divina.


Fontes de referência:

http://www.brazil.creciendoengracia.com/.Ver links “Estudos”, “Calqueo”, “Cápsulas”, “Perguntas”, “Testemunhos” (2003), “Perguntas e Respostas” (2003) e “Cremos”.
Desafio das seitas. Ano IV, nº 13 – 1º trim. 2000, p.12.
Desafio das seitas. Ano IV, nº 14 – 2º trim. 2000, p. 4.
Revista El Apostolado. Outubro/ 1998.


Paulo Cristiano, é presbítero da Igreja Evangélica Assembléia de Deus e há mais de dez anos pesquisador de seitas;palestrante co-fundador e vice-presidente do CACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisas). É membro da comissão revisora do curso teológico do Instituto Bíblico das Assembléias de Deus em São José do Rio Preto(IBADERP). Já desenvolveu pesquisas e escreveu artigos e livros sobre temas relacionados à fé cristã em diversos periódicos evangélicos e seculares. Dentre os muitos publicados na revista Defesa da Fé. Leciona Heresiologia e Novo Testamento na Faculdade de Teologia da Assembléia de Deus do Calvário (FATAC). É autor do livro “Desmascarando a Idolatria”, ainda sem data prevista para lançamento.

COMUNIDADE JESUS, A VERDADE QUE MARCA

REALMENTE TEM A MARCA DA VERDADE A

COMUNIDADE JESUS, A VERDADE QUE MARCA?

Por Natanael Rinaldi

O resultado do último censo realizado pelo IBGE veio trazer motivo de regozijo para todos os evangélicos do Brasil por meio da informação de que o número de evangélicos cresceu enormemente e que já atinge o número aproximado de 30 milhões de fiéis. Esse crescimento vertiginoso é algo alvissareiro e já foi objeto de reportagem de capa da revista VEJA e outras revistas e jornais conceituados.

Entretanto, existe algo temeroso nesse crescimento assombroso do povo evangélico. É um número incontável de novas igrejas formadas, principalmente entre os pentecostais, com nomes estranhos que em alguns casos se torna até motivo de pilhéria. Dentre os nomes estranhos denominacionais cada qual procura dar um título que aparentemente mais se aproxime da Bíblia como prova da ortodoxia doutrinária dessa novel igreja. Apontamos, como exemplo específico, o título de igreja que se diz evangélica e que se auto denominou COMUNIDADE EVANGÉLICA JESUS, A VERDADE QUE MARCA. Como dissemos, poderia existir título denominacional melhor para identificar uma igreja ortodoxa? Pelo título, poderíamos reconhecer nos mórmons uma igreja verdadeira, como reivindica, quando adota o nome de IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS? Não! Jesus ensinou que somente os frutos identificam a árvore. Árvore boa produz frutos bons. Árvores más produzem frutos maus. Que fruto produz a COMUNIDADE EVANGÉLICA, JESUS A VERDADE QUE MARCA?

Escândalo na TV

O ICP (www.icp.com.br) não costuma emitir opiniões sobre entidades religiosas por eventuais escândalos de líderes ou mesmo membros dessas entidades. Apenas quando o escândalo é resultado de ensinos específicos da própria entidade é que o ICP se pronuncia. Em nenhum momento nos ocorre a idéia de denegrir a imagem de qualquer pessoa.

Ultimamente o ICP tem sido procurado por irmãos de várias denominações que, ouvindo o programa radiofônico A Marca da Verdade, A Verdade que Marca, se mostram preocupados com o que está ocorrendo com muitas famílias até então estáveis, mas que, depois de ouvir esses programas radiofônicos, estão em vias de desagregação. E por quê? Que ensino é esse desastroso que, em vez de unir a família, procura separá-la? Tais irmãos estão ouvindo o Pr. Araújo ensinar que sexo entre marido é mulher é prostituição, exceção feita apenas quando o ato sexual tem a finalidade de procriação. Filhos dessas famílias, membros dessa comunidade, que sentem que seus pais não estão obedecendo à orientação traçada pelo Pr. Araújo são aconselhados a abandonar seus pais. Passam a residir em casas alugadas pela igreja e tratam seus progenitores com desrespeito e até com palavras agressivas chamando suas mães de “prostitutas do lar”. .

As emissoras de TV-Bandeirantes e VTV-RedeTV, nos dias 28 a 30 de outubro de 2002, em grandes manchetes, noticiaram o que ocorre na citada igreja presidida pelo Pr. Araújo. Lamentável que esse pastor se apresentasse numa das entrevistas com o rosto encoberto por uma toalha para não ser reconhecido. Com repetições de algumas gravações de fitas K-7 dos ensinos desse pastor no seu programa de rádio, registramos as seguintes declarações:

Pr. Araújo (voz dele)

“Quantos hoje tem consciência de que há prostituição em casa, na cama?”

Pr. Araújo (voz dele)

“Então desgraçado, já que você não consegue se manter vai se prostituir em casa que é melhor. Porque a revelação mostra que o lar, isto é, a cama do casal deve ser sem pecado”.

Pr. Araújo (voz dele)

“Um homem que não tem personalidade. Parece rapariga de zona. Este cidadão parece uma quenga. Uma cadela. Só uma cadela no cio faz o que ele fez”.

Pr. Araújo (voz dele)

“O Senhor ligou para me afrontar. Tá ouvindo seu porco. Imundo. Eu não te devo nada!”

Pr. Araújo (voz dele)

“Se o programa não presta, por que o senhor está ouvindo, seu cachorro”.

Denúncia na TV

Observe neste diálogo o ensino desastroso do Pr. Araújo que tem dado margem à desagregação familiar:

Jovem:Pastor: o que eu faço com o meu pai? Eu gosto tanto dele. Foi ele que me deu a vida”.

Pastor: Mentira! Ele não te deu nada. Ele te botou nesse mundo porco, imundo é para você pecar e ser filho do diabo. A vida quem está te dando é Cristo para salvá-lo para a vida eterna. Então pega teu pai e diga: o senhor não aceita a Cristo como seu Salvador? Pai, sinto muito, bye, bye.

Jovem:Pastor, o senhor está me mandando sair da minha casa?”.

Pastor: Sim, eu não, mas Cristo.

Jovem: “Pastor, E minha mãe? Gosto dela! Ela sofreu tanto, me carregou no ventre nove meses. Ela me deu a vida!”.

Pastor:Mentira! Ela te botou no pecado”.

Ensinos do pr. Araújo

1.Os que chegam a praticar relações sexuais como marido e mulher, legalmente casados, são constrangidos a confessarem como foi que se deu o ato sexual, relatando as posições tomadas durante o ato. O ato sexual, entre marido e mulher, só se torna legal se for para procriação. O marido que faz sexo com sua mulher faz dela uma “prostituta do lar”.

2.Os filhos são orientados a chamar a mãe de “prostitutas” e, em caso de reincidência de atos sexuais dos pais, os filhos são aconselhados a abandonarem a casa da família e passar a viver sob à dependência da própria igreja.

3.Os ensinos sobre Deus é que o Deus do Velho Testamento, chamado Jeová, na verdade, é o Diabo. É um Deus mau, que habita em trevas. É o causador de todo o sofrimento humano.

4. O Deus do Velho Testamento não é o Pai de Jesus, do Novo Testamento.

5. A Trindade é definida como sendo três dimensões. Só aceitam Jesus e o Espírito Santo

6.O Velho Testamento foi abolido.

7.O batismo nas águas é efetuado com efeito salvífico, pois os pecados são cancelados apenas na ocasião do batismo e não no momento da conversão.

8.O batismo nas águas, de qualquer igreja, deve ser rejeitado porque os que efetuaram o batismo são homens do pecado.

9.Orientam aos que se filiam à comunidade a fazer uma oração de renúncia abjurando o deus falso Jeová.

8.Estamos vivendo dentro da Grande Tribulação.

O fundador

O Pr. Cícero Vicente de Araújo é apenas conhecido através de seus programas radiofônicos A Marca da Verdade, A Verdade que Marca e declarou em sua defesa na TV ter um rebanho de 15 mil pessoas. Quem era ele antes da sua conversão? Vejamos o que ele nos diz do seu passado. “Quantas vidas destruí por causa da prostituição! Olho para trás com vergonha. Sinto que fui instrumento dos demônios por causa do meu egoísmo. Sinto indignação de mim mesmo, fui instrumento do egoísmo sexual”.

Sua conversão se deu na Igreja Evangélica Fundamento Apostólico (IEFA). Conforme sua declaração ainda em programa de rádio, foi consagrado ao pastorado em 17 de maio de 1996, no templo da IEFA na congregação do Tatuapé, bairro da Capital Paulista. Ficou, depois disso, por mais dois anos nela até que veio fundar sua Comunidade. O fundador e pastor presidente da IEFA era o Pr. Olavo Pereira Silveira que foi mentor espiritual do Pr. Araújo durante o tempo que permaneceu na IEFA. Uma característica do Pr. Olavo era reunir seus obreiros em sítio de sua propriedade e lá ministrar ensinos denominados por ele como “mistérios revelados”. Depois que seus obreiros assimilavam bem suas “revelações” e estavam dispostos a transmiti-los pessoalmente, como também fazer sua defesa diante de opositores, então o ensino era comunicado a toda IEFA. Cabe aqui um parêntese na biografia do Pr. Araújo. O ICP recebeu a carta que ora passa a ser transcrita, em parte.

“CARTA ABERTA À IGREJA NO BRASIL”

Em carta aberta datada de 20 de outubro de 1997 o Conselho Diretivo da IEFA se dirigiu às igrejas evangélicas no Brasil comunicando o seguinte:

“Como pode ser de seu conhecimento, a IEFA – Igreja Evangélica Fundamento Apostólico - foi fundada em 1980 e tem buscado nestes 17 anos realizar a missão para a qual se sentiu chamada como parte do Corpo de Cristo.... “Infelizmente, nos últimos meses vínhamos experimentando algumas dificuldades internas no que tange ao governo e direcionamento de nossa igreja, PRINCIPALMENTE EM FUNÇÃO SURGIMENTO DE ALGUNS ESTUDOS RELATIVOS AOS NOMES E À NATUREZA DE DEUS E SUA MANIFESTAÇÃO NO VELHO TESTAMENTO. Esses estudos, iniciados e desenvolvidos PELO PASTOR OLAVO SILVEIRA PEREIRA, CAUSARAM BASTANTE POLÊMICA E ATÉ MESMO CONFUSÃO EM NOSSO POVO, PELO NÍVEL DE COMPLEXIDADE E QUESTIONAMENTO ASSOCIADOS AO ASSUNTO.”(o maiúsculo é nosso)

Declara mais a citada carta aberta que “... vimos com muita tristeza alguns de nossos irmãos mais caros, entre eles o próprio fundador da IEFA, desligar-se voluntariamente de nossa comunhão para dar prosseguimento a esses estudos.”

Soubemos, posteriormente, que o Pr. Olavo, como conclusão de suas pesquisas, publicou o livro JEOVÁ, FALSO DEUS? Este livro veio trazer o maior celeuma no meio evangélico. Jamais se podia imaginar que um pastor pudesse ter idéias sobre o Deus do Velho Testamento de modo tão oposto ao que é apresentado na Bíblia. É’ que o Deus do Velho Testamento, dentre seus vários nomes ou títulos, tem o de Jeová. (Sl 83.18). Pois não é que o Pr. Olavo identificou o Deus Jeová do Velho Testamento como a figura do Diabo e levou os membros da IEFA, que acreditaram seu estranho ensino, a abjurar publicamente esse Deus Jeová? Assim, ficou conhecido o ensino e transmitido no livro JEOVÁ, FALSO DEUS? que esse Jeová não é o Pai de Jesus. São duas entidades opostas. Esse ensino foi então absorvido pelo Pr. Araújo. Com entusiasmo ele declara suas “revelações” através de seus programas radiofônicos. Ora, tais “revelações” nada mais são do que ele absorveu do seu mentor espiritual – o Pr. Olavo. Os pastores evangélicos que discordam dos seus ensinos são tidos como ‘PICARETAS’. Vangloria-se o Pr. Araújo de nunca ter estudado em seminários ou faculdades teológicas.

Um certo jovem no programa de TV das emissoras já mencionadas declarou textualmente:

Disse-me ele que eu não poderia ficar na casa minha mãe porque ela era da igreja batista e servia a outro Deus, que é Jeová e ela serve ao diabo e se você ficar com ela também é do diabo e vai tudo para o inferno.”

Que absurdo! A mãe do jovem porque deixou a igreja do Pr. Araújo e passou a congregar-se numa igreja Batista foi acusada de adorar outro deus que é Jeová e por isso ela estava servindo ao diabo! Com essa acusação o Pr. Araújo isso queria que esse jovem abandonasse seu lar, o que ele não concordou.

Outro ensino ministrado pelo o Pr. Olavo, já de longa data, era a proibição do sexo entre marido e mulher sem a finalidade de procriação. Esse relacionamento era tido como sujo. Tal a freqüência na sua divulgação que muitos jovens recém unidos pelos laços do matrimônio dormiam em camas separadas para evitar o desejo sexual. Esse ensino sobre abstinência sexual entre marido e mulher era também indicado nos boletins dominicais sob o título “RENOVO”. O Pr.Araújo segue na mesma trilha.

Um dos ouvintes do programa do Pr. Araújo ligou para a rádio expondo seu dilema em família: seu nome era Carlos. Telefonou de Itapevi (São Paulo) dizendo que estava casado há três meses e que sua esposa não aceitava a “revelação” de dormir separadamente do esposo. Estava havendo brigas entre o casal, mas ele esperava que sua mulher viesse a aceitar a “revelação” do Pr. Araújo. Era revelação realmente dele ou absorvida do Pr. Olavo? Outro ouvinte telefonou quando ele está falando sobre o Espírito Santo e disse que ouviu o ensino sobre a proibição de sexos entre marido e mulher... É interrompido pelo Pr. Araújo, que pergunta: “Estamos falando sobre o Espírito Santo e você vem fazer perguntas sobre o sexo? O sexo é limpo ou sujo?” Responde o ouvinte: é sujo. “Então, o Espírito Santo pode habitar com o casal, se o Espírito Santo é limpo?” O ouvinte concordou então que deveria aceitar a “revelação”.

Outras declarações nos programas de TV foram ouvidas de esposas que já, há seis meses e até um ano, reclamavam de não terem sido procuradas pelos seus esposos porque estes haviam aderido à “revelação”.

Cabe aqui uma declaração bíblica: “Os tais profetas, ó Israel, são como raposas nos desertos. Viram a vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem: O SENHOR disse; quando o SENHOR não os enviou; e fazem que se espere o cumprimento da palavra. Porventura não tivestes visão de vaidade, e não falastes adivinhação mentirosa, quando dissestes: O SENHOR diz, sendo que eu tal não falei?”(Ez 13.4,6-7)

DECLARAÇÕES COMPROMETEDORAS DO LIVRO

1. “ Se Jeová é o autor das duas medidas de perfeição, então é mentiroso...”(p. 73)

NOTA: Jesus identificou o Diabo como o pai da mentira (Jo 8.44). Deus Jeová é apontado como o Deus da verdade, “Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me redimiste, SENHOR (JHVH) Deus da verdade.”(Sl 31.5). Só repetindo o que disse o profeta Isaías de tais pessoas que blasfemam de Deus, chamando-o de “mentiroso”. “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos.”(Is 5.21) Naturalmente estamos nos referindo à sabedoria de que fala Tiago, “... terrena, animal e diabólica.”(3.15)

2. “Jeová estréia no cenário da criação como Deus das maldições.” (p. 29)

3. “Muitos cristãos misturam as trevas de Jeová com a luz de Cristo, isto é, o joio com o trigo.” (p. 41)

4. “Jeremias, nas suas lamentações, acusa Jeová de ser um deus cruel, pois um verdadeiro Deus jamais se torna inimigo dos homens, especialmente de seus filhos, e jamais lança maldições.”(p. 55)

5. “Jesus declara que aqueles que aborrecem os inimigos são filhos de Jeová.”( (p. 55)

6. “Quando Jesus manda orar dizendo: ‘Não nos deixes entrar em tentação, ou cair em tentação. Mas livra-nos do mal’, pode ser entendido assim: não nos deixes cair na mão de Jeová ou na mão do diabo, porque os dois são tentadores. E quando: livra-nos do mal, também deve dizer: Livra-nos do mal do diabo e do mal de Jeová...” (p. 58)

7. “O que se pode esperar de um deus cuja lei manda apedrejar um homem sem lhe dar chance de arrependimento? Muitos crêem que Jeová é o Pai, e por causa do nascimento do Filho unigênito, ficou maravilhosamente bonzinho. Se aconteceu esse milagre, que revela que deus sofre mutações, por que então permitiu no Novo Testamento que os seguidores da lei mosaica apedrejassem Estêvão? Isto prova que Ele não mudou, pois quando era mau, endureceu o coração de Faraó e seu povo, e, quando ficou bom, por que não amoleceu o coração dos anciãos e escribas para não matarem Estêvão? Estêvão foi apedrejado pelos servos de Jeová.”(p. 62)

8. “Se um pai mau é incapaz de um comportamento cruel com o filho, que se pode dizer de um deus que age pior que o homem mau? Só mesmo se estiver interessado em macular o nome do Pai Celestial.”(p.62)

Seriam realmente seus estudos da Bíblia, por cerca de 40 anos, que levaram o Pr. Olavo a publicar esse livro estranho descrevendo o Deus do Velho Testamento como um deus mau, vingativo e identificado do Pai de Jesus? Ou teria ele absorvido os ensinos heréticos do famoso herético Marcion?

MÁRCION DE SINOPE

Não se sabe a data de seu nascimento, embora seja sabido que ele faleceu em cerca de 165 A D. Nasceu ele em Sinope, no Ponto, Ásia Menor. Foi um influente mestre cristão que fundou uma escola gnóstica, que rivalizava com o cristianismo. Foi excluído em 144 A D. Seu movimento, no Ocidente, desapareceu cerca do século IV A D. Mas no Oriente, persistiu até o século VII A D.

Dentre outras, uma das idéias heréticas pregadas por Márcion e hoje pregadas como nova revelação:

Marcion rejeitava o Antigo Testamento como se o mesmo tivesse sido produzido pelo demiurgo, um deus justo e iracundo, que pôs o seu povo sob o império da lei. Esse demiurgo sob hipótese alguma seria o poder divino mais alto, mas seria apenas o Deus do Antigo Testamento; e este mundo, como sua criação, naturalmente tinha seus problemas, porquanto não fora criado pelo poder divino maior. O Deus do Antigo Testamento, segundo Márcion, precisa ser distinguido do Deus mais alto e Desconhecido da revelação neotestamentária. Não é isso o que o Pr. Araújo procura transmitir pelo seu programa de rádio?Declara: “só prego o que está no Novo Testamento.” (o negrito é nosso)

AUTORIDADE INVOCADA

Devemos ter presente que nós, os evangélicos de modo geral, reconhecemos a Bíblia Sagrada como autoridade inquestionável. Não é o que entende o Pr. Araújo. Diz ele: “O Espírito que me revela, prova minha autoridade espiritual. Procure a Comunidade. Sai fora da operação do erro !

Ora, a posição do Pr. Araújo não encontra respaldo na própria Bíblia que ele proclama aceitar. Essa posição é a que tem tomado a IGREJA CATÓLICA ROMANA. “Arroga-se ela ter recebido de Deus o poder exclusivo de ensinar e de interpretar as Sagradas Escrituras. Esta é, a nosso ver, talvez a maior façanha e a mais audaciosa pretensão do Catolicismo Romano!”(Catolicismo Romano à Luz da Bíblia, da História e da Razão, p. 154) As revelações recebidas pelo Pr. Araújo teriam maior autoridade do que a Bíblia? Segundo ele sim, pois coloca suas revelações com autoridade maior do que a Bíblia

Isso certamente contraria a própria Bíblia que aponta:

a)“Buscai no livro do SENHOR, e lede... (Is 34.16) Aqui temos o profeta Isaias ordenando que leiamos a Palavra de Deus e nela aprendamos a sua vontade.

b) “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.”(Jo 5.39) Estas palavras de Jesus não foram dirigidas ao Pr. Araújo, mas a todos, indistintamente.

c) “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, a qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. Sabendo primeiramente isto; que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.

Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” (2 Pe 1.19-21)

Pedro exorta seus leitores a estar atentos à Bíblia e proclama que ela não deve ser interpretada particularmente por um homem que se intitula pastor e que dá à Bíblia interpretação particular apoiado em suas “revelações”, principalmente quando essas supostas revelações contrariam a própria Bíblia. E por que? Com a suas novas revelações ele chega ao absurdo em anular o Antigo Testamento.

Diz o Pr. Araújo sobre o Velho Testamento : “Os judeus não ouvem os crentes pregando o Evangelho. Os judeus ouvem os crentes pregando o Velho Testamento. Sabe quando irão aceitar o Novo Testamento? Nunca!” Essa acusação não corresponde à realidade. Os evangélicos pregam sobre a Bíblia inteira do Gênesis ao Apocalipse. Fazem como ensinou Jesus depois de ressuscitado, “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.”(Lc 24.27)

Pedro, o apóstolo nos adverte contra heresias de perdição dizendo: “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” (2 Pe 2.10) São advertências a respeito de mestres dentro das igrejas que colocam suas “revelações”acima da autoridade da Bíblia.

REFUTAÇÕES DOS ENSINOS DO PR. ARAÚJO

a) Pecado e Confissão de Pecados:

O Pr. Araújo ensina que o homem pode liberar pecados, por isso, os pecados devem ser confessados aos evangelistas da sua comunidade. Caso não o façam não terão o poder de abandonar os pecados cometidos. Ensina ainda que por trás dos pecados existem espíritos que levam as pessoas a cometê-los. Com a confissão desses pecados são feitas orações e esses pecados então não se repetem. Quem não lhe confessar os pecados não pode obter perdão. Ao invés de usar a expressão católica “Confissão Auricular” usa a expressão “Liberar Pecados”, insinuando que essa confissão feita aos homens possibilita a descoberta de espíritos que levaram os crentes a pecar. Usando 1 Jo 2.1-2 ensina que a humanidade já havia sido perdoada por Deus, mas precisava confessar os pecados para homens justos. Como apoio da sua afirmação cita Jo 20.23. O texto em apreço declara, “Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e aqueles a quem os retiverdes lhes serão retidos.”

Sabemos que desde longa data a Igreja Católica, baseada no texto citado, reivindica o direito que os padres têm de perdoar pecados. Após ouvir a confissão auricular ele declara “Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” Em seguida estabelece uma penitência para o pecador. Ora, ora, agora vem um pastor ensina que os pecados devem ser-lhes confessados e aos seus evangelistas. Do contrário, os espíritos que estão por trás dos pecados, levarão os crentes a serem sempre derrotados e a voltar a cometer os mesmos pecados ou ainda outros maiores. A interpretação correta de Jo 20.23 não nos leva a isso. O poder de perdoar pecados não se deve entender senão no sentido declarativo. A mensagem do evangelho proclama, pela palavra de Cristo: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”(Mc 16.15-16) Ora, nenhum dos pregadores ao proferir essas palavras pode salvar ou condenar com elas. Apenas declara que, quem não satisfizer as condições de salvação por Cristo estipuladas, por si mesmo já se condenou. Bem como, quem atender à ordem de Jesus, é salvo, pela sua fé depositada nele. É o que disse Paulo ao carcereiro de Filipos, quando interrogado sobre o que deveria fazer para ser salvo. “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa.” (At 16.31). Assim, se não é o pregador quem condena ou quem salva, segue-se que ele não tem poder, de si próprio,nem para condenar nem para perdoar; portanto, seu poder é apenas declarativo. Tanto é assim que Jesus ao declarar ao paralítico, “Filho, perdoados estão os teus pecados”(Mc 2.5) o incriminaram como blasfemo. Disseram, “Quem pode perdoar pecados, senão Deus?”(Mc 2.7) No caso de Jesus eles não aceitaram sua declaração de ser Deus (Jo1.1; 10.30-33; 20.28), julgando-o mero homem e, para eles, a declaração de Jesus lhes parecia blasfêmia. (Catecismo Romano à Luz da Bíblia, da História e da Razão, p. 144).

Os judeus conheciam o Antigo Testamento onde consta o seguinte, “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro.”(Is 43.25) e logo não podiam aceitar a declaração de Jesus. E o que dizer então desse ensino católico de que homens podem perdoar pecados? Tanto é errado o ensino da confissão auricular como também o do Pr. Araújo de “liberar pecados” . Ademais, o coração do crente é o templo do Espírito Santo e jamais pode ser habitação de Satanás (1 Co 3.16) Lemos mais em l Jo 5.19, “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.”

Com relação Tg 5.16, “Confessai as vossas culpas uns aos outros...”, a confissão de pecados nesse texto tem conotação com às pessoas por nós ofendidas ou prejudicadas. Isto é visto em Mt 18.15, “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão.”

No caso de Mt 3.6, “E eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.”, as pessoas iam ao batismo de João e num ato público antes do batismo faziam suas confissões. Não havia nada parecido com a confissão de pecados em particular aos evangelistas desse pastor. Repetimos: confissão aberta e publicamente.

b) Proibição de Sexo dentro Casamento:

Expusemos linhas atrás que o Pr. Araújo dando seu testemunho de conversão revelou algo constrangedor do seu passado ligado ao sexo desenfreado; “Quantas vidas destruí por causa da prostituição! Olho para trás com vergonha. Sinto que fui instrumento dos demônios.” Expusemos também que essa intransigência, com relação ao sexo entre marido e mulher, era decorrente do ensino do seu mentor espiritual o Pr. Olavo. A interrupção do sêmen para evitar filhos interrompe a presença do Espírito Santo pois o ato sexual é sujo e existem pessoas que gostam da sujeira. Declara mais: “Segundo a essência de Satanás o homem só se preocupa em não ter filho.” Acrescenta mais sua crítica, “ Existem os que gostam da sujeira. Se o sexo não tiver a finalidade da procriação então serve para matar o sêmen do homem em vida. E´ uma vida e uma alma que está sendo morta.”

Contrariando tal ensino, é preciso ter presente que a mulher normalmente produz um só óvulo durante cada ciclo menstrual. O óvulo tem uma vida ativa de apenas 24 horas e é somente durante esse período que pode ser fertilizado pelo espermatozóide. O espermatozóide consegue viver apenas cerca de 48 horas, após ser liberado no órgão feminino. É somente durante esse período de dois dias que ele pode fertilizar o óvulo. Assim, há apenas três dias por mês em que a relação sexual pode produzir uma gravidez – os dois dias que precedem a liberação do óvulo e todo o dia que segue esse evento. Se o casal consegue não ter relações sexuais durante esses dias, teoricamente não corre risco de engravidar. É bom deixar claro que a relação sexual no casamento não tem como propósito único a procriação. Foi por isso que Deus fez a mulher com um período fértil durante o mês. Se o ato sexual fosse apenas para conceber filhos, a mulher estaria pronta para engravidar todos os dias.” . Deus não quer que um casal coloque no mundo um número de filhos que não pode criar, educar e sustentar com dignidade. (Mensageiro da Paz, nov. 2002, p.11)

O que ensina a Bíblia sobre o prazer no ato sexual entre marido e mulher? Será realmente que a Bíblia ensina que sexo deve ser feito só para procriação? Vejamos o que diz a Bíblia:

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“Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente. E porque, filho meu, te deixarias atrair por outra mulher, e te abraçarias ao peito de uma estranha?” (Pv 5.18-20)

O que vemos então no texto em tela é que o sexo fora do casamento é impróprio e proibido por Deus, mas não o sexo dentro do casamento. Paulo recomenda abstenção do sexo dentro do casamento apenas quando os cônjuges entre si concordam na separação de corpos para um tempo de busca a Deus com mais intensidade. Isto é lido em 1 Co 7.5, “Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.” Exatamente contra o ensino desse pastor, uma separação de casais pode dar margem à tentação de levar um dos cônjuges ao pecado. Imagine um marido recém casado não poder dormir com sua legítima esposa? Se existe uma empregada simpática em casa, ele pode ser tentado a dormir com ela. Enquanto isso, diz a Bíblia, “ Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se entregam a prostituição (sexo antes do casamento) e aos adúlteros (sexo fora do casamento por parte de qualquer dos cônjuges), Deus os julgará.” (Hb 13.4) Esse ensino sobre abstenção sexual entre casados é considerado por Paulo como ensino de demônios: “Proibindo o casamento... (1 Tm 4.3)

C) Os filhos não devem respeitar os pais:

Declaração de um jovem, ex-membro:

“Ele disse que só aconselha os filhos abandonarem os pais quando o filho apanha.” Eu nunca apanhei da minha mãe e fui conversar com ele, pois me mandou chamar. Disse-me que eu não poderia ficar na casa minha mãe porque ela é da igreja batista e serve a outro Deus, que é Jeová e ela é do diabo e se você ficar com ela também é do diabo e vai tudo para o inferno. Minha mãe é uma pessoa digna, uma pessoa honesta.”

Ensina o Pr. Araújo que os filhos de casais que reconhecidamente durmam juntos e façam sexo como marido e mulher, não devem ser respeitados por seus filhos. Valendo-se de Mt 10.37, “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim”, recomenda aos filhos dessa situação a que abandonam suas casas e não mais reconheçam seus pais legítimos, passando ele a ser considerado pai desses jovens. Passam estes a morar em casas de membros ou casas alugadas pela igreja e assim não mais visitam os pais.

Deixam de lado o que Paulo ensinou em Ef 6.1-2, “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa.” “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou fé, e é pior do que o infiel.”(1 Tm 5.8)

Com relação a Mt 10.37 é preciso ter presente que Jesus não está ensinando a ter ódio contra a família. Mostra, sim, que o amor natural que temos pelos nossos parentes, em comparação com o amor que temos por Cristo e sua mensagem, não deve ser maior. Não é confronto entre amor e ódio. Não é ódio aos parentes comparados com o amor a Cristo. Comparemos agora o ensino de Cristo com o do Pr.Araújo sobre o procedimento que devem ter os filhos para com seus pais mesmo quando não compartilhem de suas idéias religiosas.

Um filho, membro da igreja do Pr. Araújo o interroga acerca do procedimento que deve ter com seus pais por estes não aceitarem sua ligação com essa Comunidade:

Em fita K-7 gravada e transmitida pela TV Bandeirantes no dia 30 de outubro de 2002 ouvimos:

“Pastor: o que eu faço com o meu pai? Eu gosto tanto dele. Foi ele que me deu a vida. Mentira! Ele não te deu nada. Ele te botou nesse mundo porco, imundo e para você pecar e ser filho do diabo. A vida quem está te dando é Cristo para salvá-lo para a vida eterna. Então pega o seu pai e diz: Pai, o Sr. não aceita a Cristo como seu Salvador? Pai, sinto muito, bai, bai. Pastor! o sr. está mandando sair da minha casa? Sim, eu não mas Jesus. E com respeito à sua mãe é recomendado dizer: E minha mãe? gosto tanto dela. Ela sofreu tanto. Me carregou no ventre nove meses. Ela me deu a vida.Mentira! Ela te botou no pecado...”

d) Batismo nas águas para perdão de pecados:

Ensina pr. Araújo que “o homem do pecado é o crente que se batizou dentro do ser humano. Pergunta ele: “Quem é o homem do pecado?” E responde: “O homem do pecado é o crente que se batizou debaixo da apostaria e quer se converter. Um batismo feito por um homem que está fora da “revelação” do Novo Testamento não tem validade. Não sabe que entrou debaixo do engano. O homem do pecado está dentro da igreja.”

Entende, então, que qualquer batismo realizado por pastores denominacionais, que não aceitam sua autoridade recebida por “revelações divinas”, são considerados como “homem do pecado”, expressão essa extraída de 2 Ts 2.3. Isso constitui uma blasfêmia! Ensinar que os pastores denominacionais são o “o homem do pecado”? Esta expressão se refere ao anticristo.

Pergunta aos seus ouvintes, “Será que o batismo dessas pessoas tem validade?” “São milhões de crentes que andam enganados!” E por que enganados no conceito do Pr. Araújo? Porque ele ensina o batismo regeneracional. O perdão de pecados não se dá no arrependimento como ensina o apóstolo Pedro ao dizer a multidão que se constrangeu com a sua pregação, “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.”(At 3.19)

Seguindo nas pegadas do seu mentor espiritual – Pr. Olavo – ensina que até o ladrão que estava ao lado de Jesus na cruz, foi batizado. Ensina que o ladrão tivera um encontro com Cristo e se tornara seu seguidor tendo sido batizado na ocasião. Depois se entregou às autoridades para pagar o seu débito com a sociedade. Foi condenado à morte de Cruz e lá chamou Jesus de Senhor. Assim, ele já era discípulo de Jesus e não se converteu na cruz. Morreu batizado. Entretanto, o texto paralelo de Mt 27.38-39, 44 aponta a situação dos dois ladrões: “E foram crucificados com ele dois salteadores, um à direita, e outro a esquerda. E os que passavam blasfemavam dele, meneando as cabeças. E o mesmo lhe lançaram também em rosto os salteadores que com ele estavam crucificados.” O ensino do Pr. Araújo de que o ladrão fora batizado antes da cruz, não tem o menor apoio da Bíblia. O batismo não salva e nem ajuda a salvar. O batismo é uma profissão de fé pública da nossa aceitação de Cristo. A salvação ocorre na confissão da aceitação de Jesus Cristo como Salvador pessoal, de acordo com Rm 10.9-10. O batismo segue-se à salvação. Disse Jesus em Mt 16.15-16: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem não crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” A parte do v. 16 é clara, “... quem não crer será condenado.” O texto não declara, “quem não for batizado será condenado”, mas estabelece que apenas será condenado quem não crer. Crendo realmente em Cristo haverá o desejo de atender à exigência de Jesus em Mt 28.19 de se batizar por imersão dentro da fórmula trinitária.

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