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terça-feira, 31 de julho de 2007

Testemunhas de Jeová é uma Seita Não-Cristã

por

Mathew Slick

Como todas as seitas, a organização das TJ distorcem as doutrinas essenciais do Cristianismo. Ela nega a divindade de Cristo, a ressurreição física e a salvação pela graça. Para sustentar as suas doutrinas errôneas, a organização Torre de Vigia (que é a autora e mentora de toda teologia oficial das TJ) vem alterando a Bíblia para fazer com que ela diga o que eles querem.

Tipicamente, os cultos que usam a Bíblia para embasar suas posições caem em alguns erros de interpretação:

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Tirar os versículos e passagens de seu contexto imediato.
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Recusar-se a ler as passagens dentro do contexto bíblico completo.
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Inserir as suas pressuposições teológicas no texto.
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Alterar o texto bíblico para suprir as suas necessidades.
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Basear-se em um verso para interpretar um conjunto de outros.
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Trocar os significados das palavras.
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Proclamar que algumas passagens têm sentido figurado quando elas contradizem as suas doutrinas.
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Adicionar coisas à Palavra de Deus.


Adicionalmente, as seitas exigem de seus membros a freqüência regular aos seus "estudos bíblicos" semanais onde são repetidamente doutrinados com ensinos anti-cristãos. Eles fazem isso por meio da leitura das revistas Sentinela e Despertai!, que basicamente, mantém seus pensamentos cativos às doutrinas deles. Eles ensinam que serão perseguidos quando forem de porta em porta ensinar as suas falsas doutrinas e que, quando alguém os contrariar ou divergir deles, eles serão justificados por serem TJ. Eles dizem que são a única organização verdadeira na terra (assim como todas as seitas afirmam!). Eles são fortemente encorajados a ter apenas amigos e fazer negócios com pessoas dentro da organização, o que mantém as pessoas e idéias longe do exame externo. Eles ensinam a evitar aqueles que deixaram o seu grupo, mantendo assim, o outros afastados para que não questionem o porquê da sua saída. Eles são geralmente paranóicos, como eu pude testemunhar em uma sala de chat (IRC) onde, depois de fazer uma pergunta a respeito de um texto bíblico, fui banido. Subseqüentemente, meu nome foi passado para todas as outras salas de TJ, de onde eu fui banido da mesma maneira. Aparentemente, o exame das suas doutrinas não é permitido.

Primariamente, a organização das TJ é uma seita porque ela viola as três doutrinas essenciais do Cristianismo. A Bíblia diz que Jesus é Deus em carne, que jesus ressuscitou da morte no mesmo corpo em que Ele morreu e que a salvação é pela graça mediante a fé. O organização Torre de Vigia contraria todas as três.

A organização Torre de Vigia é uma seita não-cristã que usa o seu povo para proclamar suas falsas doutrinas, vender uma imensidão de literatura, e expandir suas garras nas vidas de seus seus membros e das suas famílias.

sábado, 28 de julho de 2007

Popularizada pelos astros de Hollywood, Cabala atrai novos adeptos

Popularizada por Madonna, Demi Moore e Britney Spears, a Cabala vem ganhando, a cada ano, novos adeptos, que, indiferentes aos modismos de Hollywood, buscam a espiritualidade em Safed, norte de Israel, a capital desta corrente mística do judaísmo. O centro Ascent organiza seminários de estudo da Cabala, cada vez mais populares entre os judeus e não-judeus que buscam encontrar respostas em textos esotéricos.
Sheree Sharan, de 31 anos, chegou de Chicago para mergulhar no clima desta cidade ultra-ortodoxa e respirar "sua energia". "Estava procurando a mística judaica e Safed é o quartel-general dos estudos da Cabala", explica.
Há dois anos Sheree se interessa por esta prática iniciada na Idade Média depois da publicação do Zohar, "O Livro do Esplendor", uma coleção de comentários esotéricos da Torá. A Cabala tem a fama de levar à loucura os que se afundam em seus mistérios. As interpretações esotéricas dos textos sagrados sempre fascinaram as pessoas mais sensíveis aos aspectos mágicos.
Devori Sacks, por sua vez, veio a Safed para se "centrar" nela mesma. "Quero me concentrar em mim, esquecer os aspectos materialistas da vida", conta esta nova-iorquina de 24 anos. Para ela, a Cabala "explica nosso comportamento, melhora nossa vida".
O rabino Mordechai Siev, diretor do programa em inglês do centro Ascent, afirma que entrar nos textos religiosos permite que os novos iniciados "se conectam com sua alma", mas adverte que "não estamos aqui para predizer os acontecimentos como crêem alguns".
O ponto culminante do seminário é a ascensão da lua. Os estudantes, junto a milhares de fiéis, perambulam pelo cemitério da cidade para visitar a tumba do mais conhecido dos cabalistas, o rabino Isaac Luria, também chamado de "Ari, o santo", morto em 1572.
Cabalista há 30 anos e convidado do centro, Schlomo Schwartz, que dá aulas em Los Angeles, assistiu como nos últimos anos o interesse pela Cabala vem crescendo. "A Cabala se tornou popular. Graças a Deus, Madonna a colocou nas primeiras páginas dos jornais", comemora, destacando que "os rabinos não são tão célebres como a Madonna, não aparecem na MTV".
Apesar de alguns rabinos agradecerem esta publicidade, eles também alertam contra os excessos e as práticas que parecem ser de um culto pagão, nem sempre desinteressado, ao ponto de preocupar as associações contrárias à seita na Europa. A tradição judaica impõe limitações draconianas ao estudo da Cabala, reservado apenas a judeus homens, com mais de 40 anos de idade e, sobretudo, que tenham estudado a fundo o Talmud em seu passado.
Endereço da matéria:http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=773739

Touro sagrado Shambo é sacrificado no Reino Unido após longa batalha legal

O animal, que tinha que ser sacrificado por ter adquirido tuberculose bovina, foi morto em um matadouro na quinta-feira à noite, depois que a Polícia conseguiu retirá-lo do templo hindu

O touro sagrado Shambo, que estava com tuberculose, foi sacrificado após uma longa batalha legal entre a comunidade hindu de Gales e o Governo do país, confirmaram hoje as autoridades galesas.
O animal, que tinha que ser sacrificado por ter adquirido tuberculose bovina, foi morto em um matadouro na quinta-feira à noite, depois que a Polícia conseguiu retirá-lo do templo hindu no qual os monges tinham trancado o touro para evitar seu sacrifício.
Os agentes tiveram que recorrer a uma ordem judicial para retirar o touro do templo da congregação de Skanda Vale, na localidade de Camarthen, depois que os monges da irmandade impediram os veterinários de levar o animal.
Dentro e fora do centro religioso, mais de cem simpatizantes e monges hindus vindos de vários lugares, entre eles Nova Zelândia e Suíça, rezaram esperando um milagre para que as autoridades permitissem a Shambo continuar vivo.
A Polícia teve que retirar à força vários monges que ficaram ao redor do touro sagrado, filmado o tempo todo por uma câmera que emitia imagens suas em tempo real através da internet.
Segundo o Governo galês, a autópsia feita em Shambo confirmou que estava com tuberculose. Outros animais da congregação hindu podem ter se contagiado e também deveriam ser executados.
O touro sagrado ficou em meio a uma disputa entre a comunidade hindu e as autoridades judiciais e políticas da região, que se contradiziam sobre as medidas que deveriam ser tomadas devido à doença do animal.
Shambo, de 6 anos, provocou há dois meses e meio uma batalha judicial entre a congregação de monges e as autoridades da região. O Executivo de Gales decidiu inicialmente sacrificar o animal, mas a comunidade britânica hindu recorreu no fim de junho à Justiça galesa, que lhes deu razão.
No entanto, na segunda-feira os juízes do Tribunal de Apelação do Reino Unido, a quem o Governo galês recorreu, afirmaram que a medida que as autoridades de Gales tomaram para proteger a saúde pública e prevenir que a doença se propague era "justificada".
Como último recurso, os advogados de Skandavale tinham solicitado uma segunda prova que determinasse, de forma conclusiva, que o animal sofria de tuberculose bovina, uma possibilidade que a Assembléia galesa rejeitou na terça-feira.
Fonte: Agência EFE

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Terapia do abraço

Terapia do abraço

Religiosa indiana que já abraçou 30 milhões de pessoas no mundo vem ao Rio e famosas entram na fila para ganhar carinho

Sabrina Grimberg

Rio - Dá para imaginar uma fila de pessoas só para ganhar um abraço? É isso que vai acontecer quando a indiana Mata Amritanandamayi — conhecida como Amma — desembarcar no Rio terça-feira para um encontro de três dias. A intenção é atender a todos e abraçar cinco mil pessoas — e já tem muita gente famosa disposta a enfrentar a fila.

Já foram 30 milhões de pessoas abraçadas, mas que ninguém espere obter milagres: “Não se pode afirmar isso. O objetivo é tocar as pessoas, despertar o potencial delas”, descreve Maria do Carmo Allesina, executiva do Amma Brasil, que também descarta a expressão ‘abraço curativo’.

A atriz Maitê Proença e a escritora Fernanda Young são admiradoras da líder humanitária e espiritual, que tem como base de sua filosofia o amor incondicional e o trabalho voluntário.

“Finalmente vou ter a chance de abraçá-la”, comemora Maitê, que em 2002 esteve no Ashram (mosteiro) de Amma na Índia: “Ela estava lá e tive a esperança de ganhar o abraço, mas ela não desceu. Agora vai”. Já Fernanda estuda o hinduísmo há dez anos e pretende driblar o caos aéreo para ir ao evento — que é gratuito e acontece nos dias 31, 1 e 2. “Como moro em São Paulo, conto com poderes sobrenaturais para pegar a ponte aérea. Vou sem nenhuma intenção, não quero pedir nada. Levo uma vida boa, feliz e desejo ritualizar a minha fé. Tenho certeza que o que ganhamos, nesses casos, fogem aos olhos”, aposta.

Quem já passou pela experiência prefere guardar para si. “O abraço não tem nada a ver com o ‘free hug’ (abraço grátis) praticado por aí. É maravilhoso. Cada pessoa tem uma sensação diferente”, diz Maria do Carmo, que já viu de perto a bênção individual de Amma, na Itália. No encontro foram oito mil pessoas abraçadas em 30 horas: “Ela ficou sem dormir, sem levantar, sem comer”.

Ana Maria Braga não poderá ir, mas acompanha o trabalho humanitário da indiana. “Ela é maravilhosa, uma avatar do amor, veio para abrir o coração das pessoas para o amor incondicional” , afirma. Amma ficou conhecida ao arrecadar 46 milhões de dólares e fazer trabalho voluntário para as vítimas da tsunami, que atingiu o Sul da Índia, em 2005.

Exorcistas afirmam: New Age e talismãs abrem a porta para o Demônio

  • Participar da corrente espiritual New Age ou usar talismãs, entre outras formas de entrar em contato com o 'mundo das trevas', pode fazer com que o demônio se apodere do corpo e da mente do pagão em questão, disse no México Francesco Bamonte, reconhecido exorcista católico italiano.

"A ação extraordinária do demônio tem três causas possíveis", explicou Bamonte, autor do livro 'Os danos do espiritismo', durante o III Congresso Nacional de Exorcistas organizado a portas fechadas de 16 a 20 de julho pela Arquidiocese do México.

"A primeira tem a ver com a própria culpa, quando são tomadas atitudes supersticiosas ou se pratica o ocultismo, além de pertencer a seitas satânicas ou esotéricas, envolver-se na corrente New Age ou acreditar no poder dos talismãs, das pirâmides de energia, na cartomancia, no tarô", alertou o exorcista, segundo informou a Arquidiocese do México.

A segunda "pode ser causa de um malefício elaborado ou mandado realizar por uma terceira pessoa, e a terceira pode ser um chamado especial de Deus para que a pessoa ofereça seu sofrimento nas garras do demônio pela salvação de outras almas", disse o mestre da Universidade Pontifícia Regina Apostolorum de Roma .

A "infestação", definida pela Igreja católica como "a moléstia do demônio sobre coisas e objetos inanimados, como por exemplo passos de pessoas que não são vistas ou sons de campainhas que não existem" é outro dos "graus de ação do demônio", segundo Bamonte.

Outro grau, afirmou Bamonte, é "a humilhação diabólica, que consiste em agressões físicas que o diabo exerce sobre uma pessoa e que se manifesta com arranhões, golpes, chagas, purulências, incisões na pele e demais danos corporais sem explicação natural".

Uma "obsessão demoníaca" também pode se manifestar, segundo o católico italiano, atormentando "a imaginação e a memória do homem com idéias, imagens e sensações obsessivas com o objetivo de manipular a vontade da pessoa, levando-a a cometer atos irracionais e destrutivos, como o suicídio ou o assassinato".

Mas, como muitos desses sinais podem ser confundidos com doenças mentais, Bamonte pediu aos sacerdotes exorcistas mexicanos que avaliem cada caso "com a maior prudência possível", principal objetivo do encontro.

O motivo é que a cada 10 mil pessoas que dizem estar possuídas pelo demônio, apenas uma esteja talvez aprisionada pelo "maligno". Além disso, o rito católico para exorcizar é muito diferente do que se vê nos filmes de Hollywood, argumentou o pároco mexicano Jesús Aguilar.

O falecido Papa João Paulo II, por exemplo, como sacerdote "fez apenas três exorcismos", lembrou Aguilar.

Os sinais "de uma real possessão diabólica são falar, compreender, escrever e ler idiomas desconhecidos pela pessoa; conhecer circunstâncias impossíveis de serem sabidas pelo possesso, como pecados do exorcista ou outra pessoa; possuir força desproporcional e sobretudo a aversão pelo sagrado: a Deus, à Igreja, etc", explicou Bamonte.

Com uma população de 105,8 millones de habitantes, o México conta com mais de 80 milhões de católicos.

jg/ap/sd

segunda-feira, 23 de julho de 2007

CULTOS ABERRANTES


A proliferação de manifestações religiosas exóticas

Por Paulo Cristiano, do CACP

O que você diria de pessoas que adoram legumes, bebem sua própria urina, se alimentam de luz e/ou ainda adoram astros da mídia? Que perderam a razão? Que são visionárias ou devotas? Independente do que sejam, o certo é que todos os anos milhares de pessoas em todo o mundo trocam sua religião oficial por cultos estranhos. Essas novas seitas caminham paralelamente com as grandes religiões e possuem objetivos pouco claros,

provocando desvios comportamentais autênticos e atitudes patológicas extremamente preocupantes.

O último censo do IBGE mostrou que 2,3% da população brasileira professa uma “outra religiosidade” . Fanáticos religiosos não faltam no mundo atual, por isso um grupo de autoridades do Chile, comissionadas para investigar o fenômeno, chegou à conclusão de que o perfil de uma seita envolve fanatismo, obediência incondicional, exclusividade do grupo e liderança messiânica. Mas há alguns grupos (ou seitas) que se destacam devido às suas práticas anômalas, promovendo cultos com elementos que se afastam dos padrões convencionais. Sabemos que devemos respeitar aqueles que pensam e crêem diferente de nós, afinal, a liberdade religiosa é uma questão que toca a todos, indistintivamente. No entanto, não podemos confundir as coisas, a ponto de sermos ingênuos e tolerar as ações irracionais de tais grupos e seus cultos excêntricos.

Culto

O termo “culto” denota basicamente dois possíveis significados inter-relacionados:

1) Adoração ou homenagem a uma divindade.

2) Ritual ou liturgia; ou seja, o modo de exteriorizar esta adoração.

A primeira significação refere-se à natureza do culto propriamente dito, enquanto a segunda traduz a formalização que pode ou não estar associada com o pensamento e doutrina que emerge dele.

O culto está essencialmente ligado à religião, e como esta possui uma conotação de ligação do indivíduo à divindade (do latim religare), o culto atua então como o meio pelo qual se consegue pôr em prática a religião.

Também se enquadram neste contexto a adoração devotada às forças da natureza, aos animais e aos astros celestes.

Quando um culto gera uma seita

Um culto pode gerar uma seita quando determinado grupo de pessoas se reúne de modo organizado, ou, talvez, quando parte desse grupo se desintegra, formando subgrupos dissidentes. Neste caso, temos, na acepção do termo, uma seita.

A terminologia sofreu várias modificações morfológicas em sua etimologia através dos tempos. De partido ou facção, recebeu uma conotação pejorativa de não-ortodoxia, doutrina falsa, crença heterodoxa. No contexto cristão, refere-se a toda e qualquer doutrina (pensamento ou prática) que contraria a Palavra de Deus.

À psicoteologia das seitas, encontra-se ligado o fenômeno do fanatismo, conseqüência da contracultura pregada por elas. Nestas últimas décadas, tem havido uma superpromoção desses cultos. Enquanto uns são amplamente aceitos na sociedade, outros são marginalizados. Enquanto alguns causam grande sofrimento, outros são aparentemente benéficos ou até patéticos.

Absurdos teológicos

Os absurdos ou aberrações são o mesmo que distorções, anormalidades, defeitos que se apresentam. As seitas produzem incessantemente tais desvios teológicos e muitas delas podem até conduzir seus fiéis ao suicídio coletivo. Steve Hassan, ex-membro da seita do reverendo Moon (Igreja da Unificação), hoje pesquisador de cultos e seitas que realizam algum tipo de controle mental, explica o porquê de as pessoas aceitarem facilmente uma doutrina aberrante.

Segundo ele, “as seitas operam na personalidade da pessoa, desligando-a de sua vida anterior, fazendo-a redefinir suas crenças e valores de acordo com as normas estipuladas pelo grupo”.1

A seguir, breves exemplos dos cultos anômalos desses novos movimentos religiosos.

Cultos excêntricos

É incrível como as pessoas estão propensas a exercer fé nos mais estranhos tipos de deuses. Quando tocamos neste assunto, obviamente nos vem à mente alguns exemplos de cultos anormais, porém, os exemplos que seguem são tão excêntricos que desafiam os limites do que consensualmente denominamos de anormal. Vejamos:

Culto à cebola

Existe um grupo em Paris, França, que cultua a cebola. É isso mesmo. Estamos falando de um legume, considerado pelos adeptos como “bulbo divino”. A liturgia do culto é a seguinte: as pessoas se reúnem em volta de uma cebola e vão descascando- a lentamente, camada após camada, até chegarem ao talo, que, segundo crêem, é a parte mais importante do ritual. O indivíduo que estiver em concentração e contemplar a sagrada gastronomia, alcançará a pureza espiritual.2

Adoradores do umbigo

Este culto também gira em torno da meditação, sendo que, desta vez, o deus venerado é o ventre, ou melhor, o umbigo. Dentro do templo, com as portas fechadas e um ambiente repleto de incenso, sob um calor quase insuportável, o grupo (também francês) se concentra em seus próprios umbigos. Acreditam que, pela meditação profunda, poderão regredir, por meio do seu próprio cordão umbilical, até o umbigo de Adão, onde, dizem, encontrarão a paz do paraíso original.3

Ingestão de excrementos

Algumas seitas esotéricas, para adquirirem o que chamam de qualidades místicas (como, por exemplo, poder, força física e espiritual), ensinam a beber a própria urina. Até mesmo o padre Joseph Dillon, 53 anos, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida (SP), ficou conhecido por dizer em entrevistas que a urina seria a “água da vida”. Essas práticas irracionais, do ponto de vista bíblico e científico, têm levado muitos a crer que ingerindo urina conseguirão força espiritual. Inclusive, há até congressos internacionais sobre o assunto. Mas muitos não se contentam em “deliciar-se” somente com sua própria urina, preferindo também comer as próprias fezes, como é o caso de algumas seitas hindus.4

Veneradores do sexo

“Nós temos um deus sexy, uma religião sexy e um líder muito sexy, com um grupo de jovens seguidores extremamente sexy. Se você não gosta de sexo, que vá embora enquanto pode”. Esta é uma das doutrinas centrais da seita que ficou conhecida por muito tempo como Meninos de Deus, hoje Família do Amor. Seu líder, que se identifica como MO, pregava o sexo livre, inclusive para a prática de um evangelismo que denominam de “pesca coquete”. Defendem a prática homossexual e a prostituição. É o “vale-tudo” do sexo no recrutamento de adeptos. Por isso, a seita foi denunciada e perseguida em vários países e continua sob investigação da Polícia Federal.5

Igreja da Eutanásia

De acordo com este grupo religioso, os problemas do mundo são todos causados pelo excesso de população. Então, a solução “óbvia” proposta seria a redução da população. Mas como? Pelo suicídio, eutanásia, sodomia, aborto e canibalismo. Como não poderia deixar de ser, esse grupo também professa fé em elementos extravagantes. Crêem em extraterrestres e se dedicam a práticas mórbidas.6

Adoradores da luz

Tal grupo possui um corpo de crenças doutrinárias essencialmente esotérico. Acreditam que não precisam mais comer. Segundo eles, “comida é veneno”, por isso se “alimentam” exclusivamente da luz do Sol. Por outro lado, a rejeição ao nosso tipo de alimentação, como dizem, pode provocar um poder espiritual capaz de fazê-los ter visões de seres espirituais, além de viagens astrais. Este ascetismo fanático tem levado alguns praticantes à morte. O pior de tudo é que tentam mesclar essa doutrina perigosa com os ensinamentos bíblicos, dizendo que Jesus também a praticava. Tais ensinamentos, contudo, são alheios à doutrina cristã.7

Os seguidores da “Bíblia Branca”

A Igreja Mundial do Criador é um grupo racista fundado em 1971, na Flórida, por Ben Klassen, ex-corretor de imóveis. É um dos movimentos que mais crescem nos EUA, segundo o jornal The New York Times. São partidários da filosofia de Adolf Hitler e possuem um livro chamado White Bible [Bíblia Branca], no qual pregam o ódio contra os judeus e os negros, e defendem a supremacia da raça branca. Baseado nesta nefasta ideologia, Benjamin Nathaniel Smith, membro ativo de extrema direita da seita, que chegou a alterar seu nome para August Smith porque considerava seu nome “excessivamente judeu”, assassinou um coreano, cinco judeus e três negros. A justificativa? Ele os considerava “pessoas sujas”. A seita possui sites espalhados pela Internet, onde convida crianças para seu evangelho de horror.

Cultos às celebridades

Os termos “adorar” e “ídolo” possuem uma conotação estritamente religiosa. Contudo, em seus significados clássicos, foram sendo gradativamente alterados, pela mente popular, com o surgimento da mídia televisiva. Muitos fãs fanáticos de astros do cinema e do esporte têm mesclado a devoção pelo artista com a fé religiosa. Alguns destes ídolos estão sendo literalmente adorados nos altares de templos religiosos que lhes são dedicados. Vejamos alguns exemplos:

Idólatras de Elvis Presley

Parece que a frase “Elvis não morreu” é muito mais que um simples chavão, pelo menos para os fãs religiosos da “Igreja Presleyteriana” . A home page do grupo mostra desde testemunhos de graças recebidas de adeptos até os 31 mandamentos de Elvis. Tal igreja foi fundada em 1998, na Austrália, após a líder e fundadora, Anna, ter tido uma experiência mística com o rei do rock. E, hoje, conta com algumas congregações espalhadas pelos EUA e possui até um “teólogo”, o dr. Edwards, responsável pela parte doutrinária.

Entre as muitas práticas esdrúxulas exigidas pelo grupo, destacamos as seguintes:

• Pelo menos uma vez na vida os adeptos deverão peregrinar até Graceland.8

• Todos devem possuir em casa os 31 preceitos de Elvis, que incluem receitas de comida.

• Devem incentivar, diariamente, as crianças a elogiar o cantor já falecido.

Mas os disparates não param por aí. Determinado sacramento, uma paródia da santa ceia, é feito com carne moída e pudim de banana. Os hinos, é claro, são alusões ao ex-roqueiro, e tudo isso recheado de muito rock-and-roll. 9

Veneradores de Raul Seixas

Talvez não tão organizado como o do roqueiro norte-americano, o raulseixismo é um movimento que está ganhando cada vez mais perfil de grupo esotérico. Em muitos fãs-clubes, já se perdeu o limite entre a admiração e a veneração. E não é para menos, pois Raul Seixas tinha tudo a ver com religião. Suas músicas só começaram a fazer sucesso quando o compositor, hoje bruxo (é assim que ele se autodenomina) , Paulo Coelho passou a compô-las. Noventa por cento das músicas de Raul faziam alusão a temas religiosos, principalmente esotéricos. Seu último trabalho recebeu o título de “A panela do diabo”.

“Chegar a ser parecido com religião é uma coisa meio sobrenatural” , avalia a socióloga Juliana Abonizio. “Os raulseixistas realizam quase uma peregrinação rumo ao autoconhecimento [...] Para a Cidade das Estrelas, uma pousada terapêutica coordenada pelo Instituto Imagick, vão alguns dos fãs de Raul. Não se trata de religião, mas as obras do cantor estão entre as bases do Imagick, segundo o presidente do instituto, Arsênio Hipólito Jr. Na pousada, o objetivo é intensificar a luz de cada pessoa, inclusive por meio da reprogramação mental”.10

Discípulos de Jedi

Mais de 70 mil pessoas na Austrália declararam ser seguidoras de Jedi. A religião foi criada baseando-se nos filmes de Star Wars, o famoso Guerra nas estrelas, de George Lucas, o “papa” da ficção científica hollywoodiana. Talvez tudo não passe de uma brincadeira de fanáticos cinematográficos, que promoveram uma enxurrada de e-mails incentivando os fãs a votarem no censo religioso como seguidores de Jedi.

Para que se tornasse uma doutrina, era preciso que dez mil pessoas professassem a “fé Jedi”. Mas o caso vem surpreendendo as autoridades, já que 0,30% da população australiana diz acreditar em tal “força”, a fonte de poder dos cavaleiros “Jedis”. O jedaísmo prega os princípios de algumas religiões, como, por exemplo, a busca pelo autocontrole e pela iluminação. Sua estrutura assemelha-se às filosofias orientais, mas com valores cristãos. Por isso, não será estranho se algum dia ouvirmos alguém orar a “Saint Luke Skywalker”!

Adoradores de Maradona

Torcedores argentinos fanáticos resolveram radicalizar. Promoveram o ex-jogador Diego Maradona, ainda em vida, de “rei” do futebol a “deus” de uma seita denominada “Igreja Maradoniana”, também conhecida como “A Mão de Deus”, uma referência ao gol que o atleta marcou em 1986 contra a Inglaterra.

O grupo possui menos de mil adeptos. Foi fundado em outubro de 2002, em Paso Sport, na cidade do Rosário. O único objetivo é a exaltação de Maradona. Já possuem um templo, um calendário religioso para marcar os eventos principais da vida do craque, que se dividem em a.D (antes de Diego) e d.D (depois de Diego), e alguns hinos. Para não se sentirem inferiores às outras igrejas, resolveram criar também sua própria “bíblia”, intitulada “Eu sou o Diego do povo”, uma biografia do ex-jogador.

Como é possível alguém exercer fé nestes absurdos?

Como são possíveis tamanhos absurdos? Devem estar se perguntando os leitores de Defesa da Fé. Haveria alguma explicação plausível concernente à tendência megalomaníaca dentro desses caóticos grupos religiosos e seus cultos aberrantes? Alguns estudiosos do assunto, como o professor Moraleda, que, entre outras matérias, leciona antropologia religiosa, dizem que essa tendência é fruto da aplicação de técnicas de controle mental.

Quanto a essa questão, declarou o professor: “... há nelas (nas técnicas mentais) uma tendência bem visível de constituir-se em organizações autoritárias e fortemente estruturadas. O passo para o fanatismo é fácil de se dar. A seita destrutiva se organiza como agrupamento totalitário, no qual se utilizam técnicas de persuasão coercitiva (que constrange alguém a fazer algo) e controle mental, para conseguir a total submissão dos indivíduos ao líder e a entrega sem reservas à idéia coletiva; por seu caráter alienante, são grupos potencialmente destruidores da personalidade dos membros”.11

Cremos, portanto, que a origem de todas essas heresias está fincada no âmbito espiritual. As pessoas estão cansadas da fé que professam e, para a maioria, sua religião tem-se tornado fria e impessoal. Não há vida, não preenche a necessidade básica de seus membros. O modo alternativo de crença e prática das seitas é extremamente atrativo para alguns. As seitas oferecem um mundo alienado, porém, personalizado. Lembre-se, o homem é “incuravelmente religioso” (Paul Sabatier), portanto, “precisa ter um Deus, ou, então, criará um ídolo” (Martinho Lutero).

O que expomos foram apenas alguns exemplos que pesquisamos, entre muitos, os quais não caberiam neste artigo. Os grupos apontados satisfazem às solicitações, por e-mails, que o ICP recebe diariamente em seu Departamento Teológico.

Devemos ficar atentos ao perigo que as seitas e seus cultos representam para a sociedade, de modo geral. Felizmente, muitos governos já estão tomando providências a respeito. Como cristãos, temos a tarefa de alertar sobre toda e qualquer manifestação religiosa que contrarie as verdades bíblicas. Eis o motivo deste texto!


Notas de referências:

1 http://www.malagrin o.com.br/ online/olmwaco. HTML

2 Porque Deus condena o espiritismo, Jefferson Magno Costa, CPAD, p. 216-7.

3 Ibid.

4 Revista Defesa da Fé, nº 40.

5 www.cacp.org. BR

6 http://www.churchof euthanasia. org/

7 Revista Defesa da Fé, nº 43.

8 Nome da mansão que Elvis Presley comprou para seus pais, em 1957, na cidade de Menphis, no Estado do Tennessee, EUA.

9 http://www.geocitie s.com/presleyter ian_church/ home.html

10 http://www.correiod abahia.com. br/2004/03/ 24/noticia. asp?link= not000090074. XML

11 As seitas hoje, José Moraleda, Ed. Paulus, p. 10-1


Paulo Cristiano, é presbítero da Igreja Evangélica Assembléia de Deus e há mais de dez anos pesquisador de seitas;palestrante co-fundador e vice-presidente do CACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisas). É membro da comissão revisora do curso teológico do Instituto Bíblico das Assembléias de Deus em São José do Rio Preto(IBADERP) . Já desenvolveu pesquisas e escreveu artigos e livros sobre temas relacionados à fé cristã em diversos periódicos evangélicos e seculares. Dentre os muitos publicados na revista Defesa da Fé. Leciona Heresiologia, Angelologia e Novo Testamento na Faculdade de Teologia da Assembléia de Deus do Calvário (FATAC). É autor do livro “Desmascarando a Idolatria”, ainda sem data prevista para lançamento.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Lojinha Gospel (ou Loja dos Horrores)

Depois de uma pequena olhada nas esquisitices da igreja moderna, resolvi montar minha lojinha gospel. Abaixo segue minha lista de produtos com uma breve descrição.

Berrante gospel – Mais conhecido como Shofar, mas, como eu dou valor ao que é brasileiro, prefiro de chamar pelo nome que nossos boiadeiros chamam. O berrante gospel é feito de chifres de carneiro e serve para invocar a presença do espírito santo (com letra minúscula mesmo). Vou confidenciar aqui um segredo. O meu será feito aqui no Brasil mesmo, mas para ter um status mais santo, vou alardear que esse é feito lá em Israel por uma família de levitas que ainda existe por lá. Pensei em mandar os levitas daqui fazerem isso, mas os levitas brasileiros só sabem cantar.

Óleo ungido do Monte das Oliveiras – Esse não é um óleo qualquer. Embora seja produzido com a soja que é plantada no Brasil, vou fazer todo mundo acreditar que é do monte das oliveiras. Mas espera um pouco.... Mas se vou dizer que é do Monte das Oliveiras não pode ser óleo. Já sei! O nome será Azeite ungido do Monte das Oliveiras. Com ele você poderá ungir sapatos, retratos, roupas íntimas, carteira de trabalho, muros dos bairros, etc...

Anel efatá – Não é assim que se escreve no hebraico, mas se eu escrever ephatah, como é transliterado do hebraico, talvez alguém pense que não sei escrever direito. Com esse anel todas as portas fechadas se abrirão. Com ele no seu dedo, você diz a palavrinha mágica: “abracadabra”, quer dizer, "efatá" e as portas serão abertas. Sempre bom ter um no dedo caso você perca as chaves da casa ou do carro. Eles serão feito de latão, porque é mais baratinho, mas direi que é de um latão retirado numa mina perto do monte Sinai, pois assim terá mais credibilidade. Com certeza esse anel abrirá muitas portas financeira, principalmente as minhas.

Cajado de Moisés - Bem menor que o cajado original, mas com poderes ainda maiores. A primeira remessa foi feita de metal, mas já vi que foi um erro. Metal dura muito, daí ninguém compra mais. A próxima será feita de cristal, pois além de mais caro, corre o risco de quebrar e aumentarão os meus lucros. Com esse cajado você vai poder abrir os mares que surgirem na sua frente. Mas tome cuidado! Os mares que esse cajado abre não são aqueles com água salgada. Se alguém morrer tentando atravessar a praia de Copacabana a culpa não será da minha lojinha. A pedido da minha esposa que nasceu no nordeste do Brasil, concentrarei minhas vendas por lá, pois sempre que faltar água, basta ferir alguma pedra com ele e ter muita fé. Se a água não brotar da rocha, a culpa é sua que não teve fé. Uma coisa é certa: esse cajado vai encher a minha piscina de água.

Bandeira Jeová Nissi – É uma bandeirinha pequena com uma frase de efeito no meio. Ainda está em fase de produção. Estou pensando em escrever a seguinte frase: “Eu decreto a minha vitória”. Toda vez que você estiver diante dum problema, é só você agitar a bandeirinha que sua vitória será garantida. Ela só não funciona contra o bicho papão.

Arca do Conserto – A original era escrita com C, mas a minha é com S por dois motivos. Primeiro a original já está ultrapassada mesmo, pois Jesus Cristo inaugurou uma nova época na história da revelação de Deus para o homem. Segundo, concerto está ligado a apresentação de música e sempre que essa arca for evocada, nos cultos ou em casa, deverá ser feita com muito louvor, de preferência, aqueles mantras gospel repetitivos. Com essa arca você vai poder trazer sempre a glória de Deus para perto, onde quer que você esteja. Mas de novo eu digo, se a glória de Deus não chegar, a culpa é sua que não teve fé.

Manual dos caçadores – Este livro ensinará a você como caçar deus. Depois de caçá-lo, você aprenderá como aprisioná-lo, mas isso será ensinado no segundo volume da série. Se eu mostrar tudo no primeiro, perde a graça (e o lucro também). Depois de prender deus você poderá fazer dele o que quiser. Pode decretar, exigir o que é seu por direito e outras coisas mais. Ah! Esqueci de falar. O nome deus está escrito assim em minúscula pois é só esse deus que você vai conseguir caçar depois de ler o meu livro. Estão dizendo por aí que quem caça Deus é por que ainda não foi alcançado pela graça, mas eu não me preocupo com isso.

Estou pensando em outros produtos para comercializar na minha lojinha. Por enquanto você pode fazer seus pedidos escrevendo para: Loja dos horrores – Rua da soberba Religiosa, 66, Bairro dos perdidos que não foram achados, Cidade dos Prazeres (os meus é claro).

... Fim do anúncio da lojinha ...

Voltando pra minha realidade, só posso pensar: Seria cômico, se não fosse trágico, mas essa é a realidade de algumas “igrejas”. Vende-se de tudo em nome de Deus, criando uma atmosfera mística onde o povo é levado a gastar o seu dinheiro com aquilo que não é pão e dentro do lugar que deveria ensinar o contrário disso. Há ainda uma infinidade de “produtos” que são comercializados por aí. Pior que esses, que se pode tocar, são aqueles que estão na esfera das idéias.

Tenho saudades de Jesus entrando no templo e derrubando as bancas dos mercadores. Nós, como igreja, somos os representantes de Jesus na terra. Derrubar a banca dos vendedores modernos é nosso dever.
Fonte: http://ronildobrites.blogspot.com/

Heinn?


terça-feira, 17 de julho de 2007

Igreja vai investigar santa que supostamente verte mel em Campo Grande

Fiéis dizem que mel 'escorre' de imagem de Nossa Senhora de Fátima / Divulgação
Dezenas de pessoas vão à casa onde fica a imagem todos os dias.
Grupo de padres e parapsicólogos vai analisar o fenômeno.



A Igreja Católica vai investigar o caso da imagem de uma santa que supostamente verte mel em Campo Grande. O líqüido começou a aparecer há dois meses, segundo os fiéis.

Todos os dias, dezenas de pessoas se reúnem em volta da imagem de Nossa Senhora de Fátima, na casa de uma família católica. A imagem tem 50 centímetros e é feita de gesso. Os donos não quiseram dar entrevista.

A Igreja Católica em Campo Grande está formando um grupo de trabalho com padres e parapsicólogos que, ainda nesta semana, vai até a residência onde está a imagem da santa. O grupo quer ver de perto o que está acontecendo e só então vai tomar uma posição oficial sobre o assunto.

O padre Adaílton Miorin, assessor de comunicação da Arquidiocese de Campo Grande, diz que os donos da imagem participam do movimento católico há quase 40 anos. Ele recomenda cautela aos fiéis que visitam a imagem e acreditam que está acontecendo um milagre. "Existe o fenômeno. Cabe-nos agora, a partir de uma série de reflexões, análise, estudos e muita cautela, descobrir se é de fato um fenômeno científico, um acontecimento que a ciência possa explicar ou se, de fato, é manifestação de Deus."
Fonte: Agora MS

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Lei pune com 10 anos de prisão quem matar vacas no norte da Índia


O Governo do estado de Uttaranchal, no norte da Índia, aprovou uma lei que estabelece até 10 anos de prisão para quem matar uma vaca, animal sagrado na religião hindu, informou hoje o jornal "The Hindu".
A nova lei, aprovada pelo Parlamento de Uttaranchal, prevê ainda uma multa de 5 a 10 mil rupias (? 90 a 180) para o culpado. Também proíbe a venda e consumo de carne de vaca na região e estabelece sanções para quem deixar os animais soltos nas ruas após a ordenha, criando assim o perigo de algum acidente.
A norma foi aprovada a pedido do partido nacionalista hindu Bhartiya Janata (BJP), que governa Uttaranchal. Um dos pontos principais de sua agenda política é a conservação das tradições hindus.
O Partido do Congresso, que governa a Índia, votou contra a lei, que considerou uma imposição sobre os gostos pessoais.
A vaca é considerada um animal sagrado pelos hindus em toda a Índia. Mas cidades como Nova Délhi toleram o seu sacrifício e consumo por membros de outras religiões.

Fonte: Agência EFE

sábado, 7 de julho de 2007

Para Igreja, imagem em árvore é engano


Trata-se de uma falácia (engano, logro). É uma fenda em forma de triângulo, no tronco de uma árvore, sem nenhuma prova de autenticidade’.
A frase é do padre Aparecido Donizetti Maciel, 40, da paróquia São Miguel Arcanjo, no Manoel Penna, na zona Leste, onde, há cerca de dois meses, no tronco de um ipê roxo, foi identificada imagem semelhante à Nossa Senhora Aparecida. O padre Aparecido fez questão de esclarecer que sua opinião não é isolada: reflete exatamente a posição da Igreja de Ribeirão Preto sobre o caso.
“Isso é mais produto da mente humana, uma manifestação do inconsciente. A mente tem força de criação e imaginação. A fenda, no tronco da árvores, que se assemelha à imagem de Nossa Senhora Aparecida, não tem fundamento religioso”, disse.
Mas isso não significa que o padre Aparecido irá desestimular visitas ao local ou repudiar os fiéis que levam flores e plantam árvores no oratório que está se formando ao redor do ipê roxo.
“Há pessoas que buscam resposta no sobrenatural, acreditam, têm sua fé e devem ser respeitadas. Mas a Igreja não pode se envolver nisso”.
Padre Aparecido é devoto de Terezinha de Jesus, uma santa que levou vida discreta, no silêncio de um mosteiro. “Terezinha se santificou nas pequenas coisas. Não operou nenhum milagre. Mas o seu convívio com Jesus foi intenso”.

O descobridor
Neil Fernandes, 48, afastado do emprego há dois anos em razão de duas hemorragias no cérebro, acha que recebeu uma Graça ao enxergar, pela primeira vez, a imagem no ipê roxo, no começo de janeiro. Estava no número 431 da rua José Jorge Freitas quando percebeu a descoberta. Devagar, os moradores do bairro começaram a visitar e fazer orações no local.

Moradores respeitam o achado
O bairro Manoel Penna existe há treze anos. Quando de sua fundação, o então prefeito Antõnio Palocci Filho determinou que suas ruas fossem arborizadas. Plantaram-se principalmente ipês. Num desses ipês roxos, de cerca de doze anos, está incrustada a imagem que lembra Nossa Senhora Aparecida. O bairro, próximo ao Novo Shopping, mostra construções recentes.
Nas imediações da rua José Jorge de Freitas, a duzentos metros da igreja de São Miguel Arcanjo, os moradores reverenciam a imagem que lembra Nossa Senhora.
“Acredito muito. Nós respeitamos e estamos zelando pelo oratório de Nossa Senhora”, diz o sargento PM da reserva Laércio Rodrigues, 62.
O oratório já tem até zelador: o jardineiro Aparecido Saran. Ele cuida das plantas e flores, limpa o lugar. É devoto da santa, de quem afirma ter recebido uma Graça. “Tinha três caroços no corpo, na região do peito. Pedi a Ela e hoje estou bem. Vou cuidar deste lugar até quando puder”, garante.
Em 2002, uma imagem igual a de NS Aparecida, refletida na porta de vidro na entrada da Fundação Hemocento, atraiu fiéis e curiosos aos montes. Na periferia de São Paulo, há cinco anos, a imprensa explorou bastante o surgimento de uma imagem da santa no vidro da janela de um casa. Durante uma semana, formaram-se longas filas de visitação.
Fonte: http://www.jornalacidade.com.br/geral/ver_news.php?pid=33&nid=56367

quarta-feira, 4 de julho de 2007

HEEINN???

terça-feira, 3 de julho de 2007

O Chimpanzé, nosso irmão

Urariano Mota

Publicado em La Insignia

Recentemente, toda a imprensa noticiou a espantosa descoberta: 99,4% dos genes do chimpanzé são semelhantes aos do homem. Da imprensa mais grave, que deseja nessa gravidade passar um ar sério, à imprensa mais popularesca, que se vê na alta reputação de imprensa popular, toda ela, grave ou vulgar, divulgou a nova sem restrição, mas sempre conforme o próprio estilo. Na de maior massa exibiram-se fotos de chimpanzé fêmea com lacinho vermelho na cabeça, na mais sisuda evitaram-se as fotos, mas os títulos foram bem sugestivos, como os do gênero, “Chimpanzés e Homens, tudo em comum”. De comum mesmo, na imprensa de todo gênero, só o sensacionalismo, a leveza mistificadora, acompanhados do inseparável engodo. Pois uma e outra na ânsia de destacar os 99,4% passavam por cima, em vôo rápido, da palavra “semelhante” da divulgação original de Morris Goodman, da Academia Nacional de Ciências, dos Estados Unidos. Escreviam-na, a “semelhança”, é certo, mas o corpo, o conjunto do noticiado, organizava o “semelhante” com o mesmo significado de idêntico.

Sensacionalismo à parte, pois é do espírito da média imprensa o sacudir o nosso torpor, para que nos suba à cabeça os melhores instintos de nossos ancestrais, sensacionalismo esquecido, seria bom uma viagem para o interior do espírito do chimpanzé da notícia. O que se divulgou sem discussão, repetido ao infinito, como um sucesso programado de hit parade, tentemos discutir agora.

O resumo da descoberta de Morris Goodman, publicado no site da Academia Nacional de Ciências, o www.pnas.org , fala em “semelhanças” de 99,4% em 97 genes de homens e chipanzés. Ora, o que esses números, 97 e 99,4% , querem mesmo dizer? Primeiro, que do total de genes humanos escolheram-se 97. Certamente, por serem os mais significativos da existência do homem, supomos. Segundo, que desses genes escolhidos, apenas 0,6% foram absolutamente diferentes dos genes do chimpanzé. Paremos aí. Alguém já se deu conta de que, a depender da área, da região escolhida, da amostra, os números percentuais variam? Por exemplo, e nos perdoem o exemplo grosseiro, se se comparam os números de dedos dessas espécies, homens e chimpanzés coincidem em 100% . No entanto, se se comparam a identidade, a semelhança íntima entre os dedos de ambas, a variação pode ir de 99, 98, 100 a 10, 5, 8, 3, 2 por cento. Isto porque, a esta altura, teríamos entrado no dificílimo reino de quantificar qualidades. (Vá lá, concedamos, por qualidades comprendemos “pistas orgânicas de evolução”.) Neste caso, os critérios, ainda que mais objetivos e transparentes pareçam, guardam sempre um traço de subjetividade, histórica ou pessoal. Que critérios elegeríamos, para serem comparados nos dedos, a sua superfície, a sua cor, o desenho da polpa, a sua estrutura íntima, ou .... , e qual desses critérios seria o caráter final, a natureza fundamental dos dedos? A depender disto, entre 0 e 100 a variação é infinita, ao gosto de quem o escolhe. Os números, quando não bem definidos, quando não referenciados com riqueza, em lugar do esclarecer, confundem. Pense-se, por exemplo, na quantidade de genes que um ser humano tem a mais que um rato. Não passa de 1% . Isto, 1% ! O que isto afinal quer dizer? Que escapamos por um triz de nos mover nos esgotos? Ou que 300 genes a mais, num universo de 30.000, são extraordinariamente mais significativos que todos os demais 29.700?

O comunicado da Academia, quase diria, pela repercussão acrítica, o comando da Academia fala em comparação de amostras de regiões semelhantes do DNA entre homens e macacos. O que por “semelhantes” quer mesmo dizer? Assim fala o comando: “Comparamos 90 kb de seqüência do DNA de 97 genes humanos com seus correspondentes seqüenciados de chimpanzés, gorilas ...”. (Numa rápida olhada, vê-se o quanto é importante o número 90 para a pesquisa do biólogo: 90 kb, 97 genes, 99,4% , 98,4% .) Quer isto dizer que foram comparadas as regiões semelhantes de 97 genes? Sim, é isto. Mas, calma, a dificuldade ainda não vencemos. O que é, onde reside, a se supor um lugar preciso, físico, determinado, onde reside mesmo essa semelhança? O Comunicado, ou o Comando, fala em regiões que sofreram seleção natural. O que é, se bem compreendemos, uma localização bastante vaga, ou tão precisa quanto “uma certa casa no planeta Terra”. Pois, reconheçamos, regiões que sofreram seleção natural são cada e todo e qualquer infinitésimo milímetro do organismo humano. Se não fomos criados de uma só vez por um sopro divino, cada ínfima parte do nosso ser é resultado de seleção, de luta, de sobrevivência da feliz reunião da sorte e do acaso.

Despercebida essa perigosa reflexão, que detém o avanço ligeiro do método discutível, fácil é passar para o passo seguinte, divulgado pelas melhores revistas, daquelas que ousam uma pose crítica. Assim se pronunciou esse instante raro de reflexão: “Com a chegada desse ‘novo’ parente ...” (sintomático, as aspas caem sobre o novo, não sobre o parente ), mas não nos interrompamos: “Com a chegada desse ‘novo’ parente, o próximo passo seria descobrir o 0,6% de diferença genética que torna o Homo sapiens capaz de compor músicas, construir prédios e fazer pesquisas científicas”. Ou esse primor de originalidade de outra revista: “O certo é que, graças a esse 0,6%, um ser humano – Beethoven – escreveu a Nona Sinfonia ...”. Percebam: são uns 0,6% muito revoltados, muito indignados contra os 99,4% ! Se falassem, gritariam: “Nós somos o sal, que tempera e faz artimanhas em pesquisas científicas”. Pois quando se levam em conta as diferenças cognitivas entre as espécies ... das duas, uma: ou essa pesquisa diz absolutamente coisa nenhuma, ou os chimpanzés têm uma forma tão avançada de pensamento que nos seus 0,6% de diferença se escondem. Nessa região que nos ocultam, zombam de nós, os humanos (até prova em contrário), zombam de nós, eles, os chimpanzés, rindo de nossa pretensão em nivelá-los a um mesmo gênero. Ora, o caso pode não ser o de incluí-los no gênero Homo. Talvez fosse o caso de nos incluir no privilégio do gênero deles, os Pan trogloditas.

Nos últimos tempos, temos sido cada vez mais assaltados por opiniões ligeiras, levianas, de cientistas que saem dos seus sapatos para emitir juízos universais. Já em O Gene da Burrice , e em Máquinas Inteligentes, discutíamos o profundo ridículo desses vôos sem asas. Mas desta vez a descoberta é mais ardilosa. Em lugar da simples e pura opinião, como a do prêmio Nobel que falava em isolar o gene da burrice, como se pudesse aprisionar num laboratório o processo social, ou como a do físico que discorria sobre máquinas que imitassem o pensamento, o que, convenhamos, em se tratando do dele não seria lucrativo para a máquina, desta vez o cientista nos brande 90 kb de pesquisa e uma conclusão amparada em números, em frios e exteriores percentuais.

Se nessa pesquisa não há fraude, como algumas vezes tem acontecido na história da ciência, conforme chamava atenção artigo publicado em La Insígnia, o Sobre girafas, mariposas, corporativismo científico e anacronismos didáticos, de Isabel Rebelo, se nessa pesquisa há somente um equívoco, um desnorteio de rumos, então seria a hora de uma volta à clássica discussão do que faz do homem um humano. Ou, antes, para ficar nos limites marcados por essa descoberta: seria a hora de se perguntar o que é que faz do chimpanzé um humano. Para os cientistas envolvidos nessa pesquisa não há dúvida: “Os genes, os genes”, seria a resposta. Já um romancista responderia: “A imaginação”. E completaria: “Não a do chimpanzé, mas a de quem trabalha sobre ele”. Ao que diria um produtor de televisão: “Sem dúvida, o lacinho vermelho na cabeça da fêmea da espécie. Isso dá uma graça especial à notícia”. Já os noticiaristas não teriam nenhum receio em observar: “Os 99,4%. Que mais querem? Pois 99,4 não são quase 100? E se a esses 99,4 você liga cientistas, gene, macaco e pesquisa, é fatal: é pura ciência”. Ao que completaria o seu editor, com água na boca: “Ciência ou não, o que importa? Esta é uma discussão sem sentido. O que vale é a versão, é a notícia. Chimpanzé e Homem, vizinhos, juntinhos. Um quadro desses é o que importa.”. Já o nosso adotado irmão dos 90 kb de pesquisa... Com os seus compridíssimos braços, entre olhinhos buliçosos, nos advertiria: - Eu, se escrevesse estas linhas, não diria o que você disse. Contra genes e bananas não há argumentos.

05-06-2003

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