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sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Igreja Católica: uma grande seita?

LEONARDO BOFF

Os acontecimentos ocorridos nos últimos meses dentro da Igreja Romano-Católica fazem suscitar a questão do risco de esta assumir claramente comportamentos de seita. Bento XVI está imprimindo um curso perigoso à Igreja Católica, provocando severas críticas não apenas de teólogos, mas de cardeais, de inteiros episcopados como o da França, de grupos de bispos da Alemanha e, espantosamente, de bispos da romaníssima Itália, além de outros líderes religiosos e de organismos ecumênicos mundiais.

Desde seu tempo de cardeal, tem tratado os grupos progressistas e os teólogos da libertação a bastonadas e com pele de pelica os conservadores e tradicionalistas, seguidores do bispo Léfèbvre, excomungado em 1988 e que, à revelia de Roma, ordenou bispos e padres. O Vaticano acabou por acatar seus seminários onde formam o clero no rito tradicionalista.

E, agora, acaba de atender a uma de suas demandas maiores: voltar à missa em latim do Concílio de Trento (1545-1563) com todas as limitações históricas, hoje inaceitáveis. Aí se reza "pelos pérfidos judeus" para que aceitem Jesus como Messias.

O mais grave ocorreu logo em seguida com a publicação de cinco questões sobre a Igreja, oriunda da Congregação da Doutrina da Fé e aprovada pelo papa, na qual se repete o que o então cardeal J. Ratzinger, em 2000, enfatizava no documento Dominus Jesus, verdadeiro exterminador do futuro do ecumenismo: a única Igreja de Cristo subsiste somente na Igreja Católica, fora da qual não há salvação.

As demais "igrejas" não o são, pois possuem apenas "elementos eclesiais" e a Igreja Ortodoxa, tida como uma expressão da catolicidade, foi rebaixada a simples igreja paticular. Estas posições reacendem a guerra religiosa quando todos estão buscando a paz, cuja realização é enfraquecida pela Igreja.

A Igreja está se isolando mais e mais de tudo. Sua base social são principalmente os movimentos, medíocres no pensamento e subservientes às autoridades; preferem a aeróbica de Deus a se confrontar com os problemas da pobreza e da injustiça. Uma Igreja se comporta como seita, segundo clássicos como Troeltsch e Weber, quando tem a pretensão absolutista de deter sozinha a verdade, quando se nega ao diálogo, rejeita o trabalho ecumênico e manifesta crescente autofinalização.

Nesse sentido, cabe lembrar que o Vaticano não assinou em 1948 a Carta dos Direitos Humanos, se recusou a entrar no Conselho Mundial de Igrejas porque ela se julga acima e não junto das demais igrejas, negou-se a apoiar a convocação de um Concílio universal de todos os cristãos na perspectiva da paz mundial, sob o pretexto de que cabe exclusivamente a Roma fazê-lo, proibiu a compra dos cartões do Unicef destinados à infância carente, alegando que esta entidade favorecia o uso de preservativos.

Ao lado disso, cresce o patrimônio imobiliário da Igreja que, segundo pesquisas (Adista 2/6/07), chega a 1/5 de todo o patrimônio italiano e romano. A especulação imobiliária e financeira rendeu ao Vaticano 1,47 bilhão de euros entre 2004-2005.

A estratégia doutrinal do atual papa é a do confronto direto com a modernidade, num pessimismo cultural inadmissível em alguém que deveria saber que o Espírito não é monopólio da Igreja e que a salvação é oferecida a todos. Não causaria espanto se alguns mais radicais, animados por gestos do atual papa tentassem um cisma na Igreja.

No século IV, quase todos os bispos aderiram à heresia do Arianismo (Cristo apenas semelhante a Deus). Foram os leigos que salvaram a Igreja, proclamando Jesus como Filho de Deus. É urgente atualizar esta história, dada a estreiteza de mente e o vazio teológico reinante nos altos escalões da Igreja.

Leonardo Boff, da Comissão da Carta da Terra, é teólogo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

O Bíblico Apóstolo Pedro Versus o Pedro do Catolicismo Romano

Apesar de os católicos romanos devotos reverenciarem grandemente o apóstolo Pedro - chamando-o de "primeiro papa", o ardente zelo religioso deles é indevido e sem base bíblica. Basta ler as palavras originais do apóstolo Pedro, conforme registradas nas Escrituras Sagradas, para se dar conta de diversos erros doutrinários nos ensinos do romanismo.

Zelo Religioso Inadequado

Esta estátua de "Pedro" é venerada pelos católicos em todo o mundo, ao ponto de o pé da estátua ter ficado desgastado pela quantidade de "beijos dos fiéis". Sim, os católicos amam Pedro tanto que desconsideram aquilo que ele disse ao íntegro Cornélio quando este "prostrando- se a seus pés, o adorou". Pedro disse: "Levanta-te, que eu também sou homem." (Atos 10:25-26).

Você poderia achar que, se os católicos romanos quisessem seguir a Pedro, eles iriam se interessar em saber o que ele realmente disse, mas acho que esse não é o caso. Deixe-me lhe dar um exemplo. O Catecismo da Igreja Católica n° 552 diz: "Por causa da fé que confessou, Pedro permanecerá a inabalável pedra da Igreja". Entretanto, Pedro escreve em suas epístolas que Jesus é a pedra que os edificadores reprovaram - não ele! Leia cuidadosamente as próprias palavras de Pedro:

"Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina. E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados." [1 Pedro 2:6-8]

Por que os "edificadores" católicos romanos não aprovaram Jesus como sua "pedra" quando o "primeiro papa" afirma que Jesus é a pedra? Eles fazem de Pedro sua "pedra" em vez de Cristo. O teólogo e historiador católico Peter DeRosa admite:

"Ouvir que os grandes pais da igreja não viam conexão alguma entre essa passagem (Mateus 16:18) e o papa é algo que pode abalá-los. Nenhum deles aplica 'Tu és Pedro' a qualquer pessoa, exceto a Pedro. Um após o outro, eles analisam: Cipriano, Origenes, Cirilo, Hilário, Jerônimo, Ambrósio, Agostinho. Eles não são exatamente protestantes. Nenhum deles chama o bispo de Roma de uma pedra ou aplica a ele especificamente a promessa das chaves. Isso é assustador para os católicos... As surpresas não param por aí. Para os pais, é a fé de Pedro - ou o Senhor em quem Pedro tem fé - que é chamado de a pedra, não Pedro." [Vicars of Christ (Vigários de Cristo), DeRosa, 24].

Esse entendimento original dos pais da Igreja Católica, como descrito acima, está absolutamente correto! Jesus declara a fé de Pedro n'Ele como a "pedra sobre a qual edificarei a minha igreja..." Além disso, as Escrituras claramente proporcionam essa compreensão e, uma vez que você entender, perceberá que os teólogos católicos romanos vêm nitidamente mentindo para os fiéis há mais de 1.000 anos.

Nas Escrituras originais, em Mateus 16:18, Jesus usa duas palavras para "pedra" na linguagem original. Essa diferença em palavras (NT: petros = pedra", e petra = uma enorme rocha) revela que Jesus não está baseando a Sua igreja na "pedra" de Pedro, mas em uma pedra muito maior, como o rochedo de Gibraltar (o próprio Jesus). Vejamos os versos 15-18 para assimilar o contexto:

"Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus." [Mateus 16:15-17]

Agora, o verso 18 contém a clara verdade:

"Pois também eu te digo que tu és Pedro [petros=pedra] , e sobre esta pedra [petra = uma pedra imensa, como o rochedo de Gibraltar] edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela." [Mateus 16:18]

Como você pode constatar, Jesus afirmou com clareza sobre qual "Pedra" estava edificando a Sua igreja: a confissão de fé que Pedro pronunciou no verso 17. Seu uso de duas palavras distintas para "pedra" claramente proíbe qualquer pessoa de sequer imaginar, crer ou ensinar, que Pedro era a "pedra".

Novamente, lemos o grande historiador e teólogo católico Peter DeRosa:

"Já observamos que nenhum pai da igreja pode achar qualquer sombra de ofício petrino nos grandes textos bíblicos que se referem a Pedro. A supremacia papal e a infabilidade, tão centrais na Igreja Católica hoje, simplesmente, não são mencionadas. Nenhum único credo, ou confissão de fé, nem catecismo, nem passagem nos escritos patrísticos contêm uma sílaba sobre o papa, menos ainda sobre a fé e doutrina sendo derivadas dele." [Vicars of Christ, DeRosa, 206; tradução nossa].

Assim, por admissão de um teólogo católico romano, os primeiros pais católicos nunca reivindicaram que Pedro fosse a pedra sobre a qual Jesus estabeleceria Sua Igreja! Uma vez que os católicos atribuem tanta ênfase às tradições da Igreja, por que ignoram essa importantíssima tradição da Igreja? Parece que são terrivelmente seletivos quanto às tradições que servirão de base para construírem sua Igreja moderna!

Paulo reitera, em sua epístola aos Coríntios, que Jesus é a pedra:

"E beberam todos da mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo." [1 Coríntios 10:4]

Como, então, podem os homens levar a sério a reivindicação do romanismo de que Pedro é a "pedra inabalável"? Tudo o que podemos encontrar nos escritos de Pedro sobre a sua própria posição entre os apóstolos está em 1 Pedro 5:1: "Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles..." Também temos o testemunho de Paulo, que disse que Pedro era o "apóstolo da circuncisão" (isto é, dos judeus). Veja:

"E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram; antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão (porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios). E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que me havia sido dada, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão." [Gálatas 2:6-9]

Está muito claro nas Escrituras que Pedro não é pedra da igreja.

O apóstolo Pedro era um homem casado, cuja mulher o acompanhava enquanto ele pregava o Evangelho. Mateus 8:14 diz: "Ora, tendo Jesus entrado na casa de Pedro, viu a sogra deste de cama; e com febre." E novamente em 1 Coríntios 9:5: "Não temos nós direito de levar conosco esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?" Note que ele menciona "o direito" de levar a esposa crente. Mas com que direito a hierarquia do romanismo tirou o direito que Deus deu aos seus próprios apóstolos? Não seria razoável concluir que, se a hierarquia romanista fosse realmente a "sucessora de pedro", eles teriam o direito de levar consigo uma esposa?

Roma deu ouvidos às "doutrinas de demônios" em vez de às suaves doutrinas de Jesus Cristo, exatamente como as Escrituras previram em 1 Timóteo 4:1-3:

"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças." [1 Timóteo 4:1-3]

Nenhum Poder para Depor Reis

Em 1075, o papa Gregório VII publicou um decreto chamado Dictatus, que listava 27 poderes que todos os papas possuíam, na qualidade de "sucessores de Pedro". Entre esses poderes listados lemos: "Que possa ser permitido a ele [o papa] depor imperadores" e, "que ele possa absolver os súditos da lealdade a homens perversos". Ora, como o "sucessor de Pedro", não deveríamos ter nenhuma dificuldade em achar a mesma doutrina ou crenças nos escritos de Pedro. Depôs ele imperadores e nos liberou de servir a esses homens?

É claro que não! Na verdade, ele ensinou exatamente o oposto!

"Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos." [1 Pedro 2:13-15]

Com certeza, não parece que Pedro e Gregório VII estejam na mesma página bíblica! Em vez de ensinar os seguidores que eles teriam o poder de se opor e de destronar os reis, Pedro nos exorta "sujeitai-vos. .. quer ao rei, como superior" porque "assim é a vontade de Deus"! Então por que chegou Gregório à conclusão de que ele tinha o direito de depor reis? Peter DeRosa, em seu livro Vicars of Christ: The Dark Side of the Papacy (Vigários de Cristo: O Lado Tenebroso do Papado), diz que Gregório VII estava buscando vingar Gregório VI, que foi deposto e humilhado pelo rei Henrique III, em 1046.

"Gregório VII estava determinado a destronar príncipes de uma vez por todas. Para ele, todos eram corruptos. Eles mereciam menos respeito do que o mais avarento exorcista, que pelo menos expulsava demônios e não lhes dava hospitalidade principesca. Os monarcas somente desejam dominar, dizia esse senhor dos pontífices. Seria necessária uma indecente magnanimidade da parte de Deus para poupar qualquer um deles do fogo eterno. Tudo o que eles fazem é enraizado no orgulho, contudo o que têm eles a oferecer? Um rei moribundo virá ao mais humilde padre do campo para se confessar. Quando veio uma mulher laica a algum imperador para pedir o perdão de Deus? Onde está o imperador que possa garantir salvação ou criar o corpo e o sangue de Cristo com um movimento de seus lábios? Um homem sem cérebro pode ver que os padres são superiores aos reis. Então, o quanto acima de todos eles está o papa, o sucessor de Pedro? Não seria o seu dever reduzir o tamanho dos príncipes e dar-lhes uma lição de humildade? Essa memória vívida fez com que esse homem de vontade inflexível desprezar toda a autoridade civil e, um dia, firme nesse propósito, ele teria a sua vingança." (pg 57-58; tradução nossa).

O papa Gregório VII não estava interessado nas palavras de Pedro porque o seu próprio orgulho o cegava. Na realidade, tão cheio de orgulho estava o papa que ele canonizou a si mesmo. Ele também foi o papa que alegou que a igreja romana "nunca erra, nem pode errar até o fim dos tempos". Todavia, ele errou quando disse que tinha a autoridade como "sucessor de Pedro" para depor imperadores, em vez de se submeter a eles, como é a vontade de Deus, como Pedro ensinou claramente.

Comparando os Ensinos do Apóstolo Pedro com o Dogma da Igreja Católica

Parece que seja qual for o assunto que você escolher para lidar, a vida e os escritos de Pedro testificam contra o catolicismo romano. Examinemos o que Pedro escreveu em suas epístolas e comparemos com as práticas e doutrinas de Roma. Vamos começar com os ensinos de Roma de que a palavra de Deus e a tradição são iguais. De acordo com o Catecismo n° 82:

"Daí resulta que a Igreja, à qual estão confiadas a transmissão e a interpretação da Revelação, não deriva a sua certeza a respeito de tudo o que foi revelado somente da Sagrada Escritura. Por isso, ambas devem ser aceitas e veneradas com igual sentimento de piedade e reverência." [Catecismo da Igreja Católica n° 82]

E novamente, no Catecismo n° 97:

"A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só sagrado depósito da Palavra de Deus..." [Catecismo da Igreja Católica n° 97]

Observe como o Catecismo de Roma coloca a sua "Sagrada Tradição" antes da "Sagrada Escritura". Na verdade, Roma quer que você acredite e confesse que as tradições católicas também são a "palavra de Deus" e deveriam ser "aceitas e honradas" com a mesma devoção e reverência que alguém tenha pela Bíblia. Não somente estão eles desobedecendo o mandamento de Deus que nenhum homem pode adicionar ou retirar qualquer coisa de Sua palavra, como também não estão ouvindo ao seu "primeiro papa", Pedro.

Iniciando em 1 Pedro 1:9-12:

"Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas. Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar." [1 Pedro 1:9-12]

Observe que Pedro está dizendo que "o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas" foi profetizado há muito tempo, séculos antes de Jesus iniciar Seu ministério. Onde isto coloca as tradições que Roma continuamente "evoluiu" (alterou) ao longo dos séculos? Em 1 Pedro 1:18-25, lemos:

"Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado. " [1 Pedro 1:18-19]

Por que Pedro não exaltou a tradição como sendo igual à palavra de Deus? Pedro escreveu que devemos estar confirmados "na presente verdade".

"Por isso não deixarei de exortar-vos sempre acerca destas coisas, ainda que bem as saibais, e estejais confirmados na presente verdade." [2 Pedro 1:12]

Estar confirmado significa não alterar a "presente verdade". Novamente, esse é um testemunho contra o catolicismo, que admite prontamente que suas doutrinas e práticas mudaram -"evoluíram" - ao longo do tempo.

Aqui estão somente alguns poucos exemplos da contínua evolução das práticas pagãs trazidas para dentro da Igreja Católica Romana, a partir do ano 310:

* As rezas pelos mortos foram introduzidas no ano 310

* Acender velas, em 320 [NT: uma prática pagã]

* Culto aos santos, em aproximadamente 375

* A missa foi instituída em 394

* O culto a Maria começou a ser desenvolvido por volta do ano 432

* Os sacerdotes começaram a usar paramentos especiais em 500

* A doutrina do purgatório foi introduzida em 593

* O culto em latim (mais tarde removido) foi ordenado em 600

* A reivindicação da supremacia papal fincou pé em 606

* As festas em honra à Virgem Maria iniciaram em 650

* O costume de beijar os pés do papa foram introduzidos em 709

* O culto às imagens e relíquias foi autorizado em 788

* A invenção da água benta ocorreu por volta de 850

* A canonização dos santos foi formalizada em 993

* As festas pelos mortos foram introduzidas em 1003

* O celibato clerical foi declarado em 1074

* O dogma da infabilidade papal foi anunciado em 1076

* As contas para rezas foram introduzidas em 1090

* A doutrina de que há sete sacramentos foi introduzida em 1140

* A venda de indulgências começou em 1190

* A hóstia substituiu o pão da comunhão em 1200

* O dogma da transubstanciaçã o foi adotado em 1215

* A confissão auricular foi instituída em 1215

* A adoração da hóstia começou em 1220

* A Ave Maria foi introduzida em 1316

* O cálice deixou de ser servido aos leigos em 1415

* A doutrina do purgatório foi decretada oficialmente em 1439

* A tradição romana foi equiparada ao mesmo nível das Escrituras em 1546

* Os apócrifos foram incorporados ao cânon em 1546

* A imaculada conceição da Virgem Maria foi anunciada em 1854

* A doutrina da infabilidade papal foi proclamada em 1864

* A presença pessoal corpórea da Virgem no céu, em 1950

Todas essas doutrinas que foram criadas estão gritantemente distantes da "presente verdade". Como Roma não percebeu tudo isso? Por que reivindicar que seguem a Pedro como sua "pedra" e ainda assim ignoram seus ensinos?

Continuemos. Roma ensina, em seu Catecismo n° 85:

"A tarefa de dar uma autêntica interpretação da Palavra de Deus, se é em sua forma escrita ou na forma da Tradição, foi delegada ao magistério vivo somente da Igreja". [Catecismo da Igreja Católica, n° 85]

Como "sucessora de Pedro", a hierarquia romana alega que ela, sozinha, (isto é, o Magistério católico) tem o direito de interpretar as Escrituras, dizendo-se a única e grande intérprete da Bíblia. Essa é uma das mais importantes doutrinas usadas pelo Magistério para silenciar a todos que ousam questionar suas distorções das Escrituras! Você não pode discutir com os católicos usando as Escrituras, porque eles negam que você possa interpretar o que está escrito. Você ouvirá argumentos como: "Esta é a sua interpretação! ", ou "Não é assim que a Igreja Católica interpreta essa Escritura".

Sim, por interpretação particular, Roma faz as Escrituras dizerem o que ela bem entende, e ninguém tem o direito de questionar a sua autoridade. Curiosamente, Roma usa 2 Pedro 1:20-21 para negar a cada homem e a cada mulher o direito de interpretar o que eles lêem diretamente. Entretanto, essa parte da Escritura testifica contra Roma!

"Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo." [2 Pedro 1:20-21]

Veja, não foi Roma que nos deu essa palavra, foi Deus! O Salmo 68:11 diz: "O SENHOR deu a palavra; grande era o exército dos que anunciavam as boas novas." Como foi Deus quem deu a palavra, é Deus quem interpreta Sua própria palavra! "...Não são de Deus as interpretações? " [Gênesis 40:8]. Jesus nos disse para examinarmos as escrituras. Ele abriu o entendimento para a Sua palavra após a ressurreição! "Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras." [Lucas 24:45]

Deus - que não pode mentir - fez esta promessa:

"Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras." [Provérbios 1:23]

Foi Pedro contra a palavra de Deus e ensinou que somente ele e seus sucessores tinham o direito de interpretar particularmente as Escrituras? Em todas as epístolas de Pedro, há alguma prova de que ele ensinou que cada homem e cada mulher deveriam vir a ele e aos seus sucessores para conhecer o que a Bíblia diz? Sabemos que Paulo nunca ensinou isso em suas epístolas. Na realidade, ele diz que não foi ensinado por homens, mas pela revelação direta do próprio Salvador:

"Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo." [Gálatas 1:11-12]

Ele então prossegue e diz:

"Portanto ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso; seja Paulo, ou Apolo, ou Cefas; seja o mundo, seja a vida, seja a morte; seja o presente, seja o futuro; tudo é vosso. E vós de Cristo, e Cristo de Deus." [1 Coríntios 3:21-23]

Paulo é muito claro aqui que todas as coisas são nossas por meio de Jesus, de tal forma que não nos gloriemos nos homens. Como Paulo foi, de fato, instruído "pela revelação de Jesus Cristo", e não a recebeu de homens, nem foi ensinado por homens, então também temos essa promessa, e não precisamos dar glória a outros homens como se nós não tivéssemos recebido essas coisas.

Então, estava Pedro em desacordo com Paulo? Não! Pedro disse que as epístolas de Paulo eram "Escritura":

"E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição." [2 Pedro 3:15-16]

Ensinou Pedro que os homens deveriam vir a ele e aos seus sucessores se quisessem conhecer a interpretação de alguma coisa?

Primeiro, sabemos que Pedro chamou as epístolas de Paulo de "Escrituras" [2 Pedro 3:15-16]. Então sabemos que ele concordava com o que Paulo ensinava. Analisemos dois versos específicos para ver se há algum grupo de elite de homens que dominam sobre outros homens:

1) "Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?" [1 Coríntios 1:12-13]

2) "Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais?" [1 Coríntios 3:4]

Você notou que Cefas (isto é, Pedro) não é mencionado primeiro em 1 Coríntios 1:12? Por que não? Se estivéssemos todos fundados em Pedro como nossa "pedra", não seria essa a ocasião perfeita para mencionar o seu nome? Se Paulo tivesse desejado destacar que todos estavam sob a liderança de Pedro, ele teria estabelecido essa questão de uma vez por todas! Paulo diz que todos pertencemos a Cristo! Paulo afirma que Jesus é o fundamento e a pedra da igreja.

"Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo." [1 Coríntios 3:11]

"E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo." [1 Coríntios 10:4]

Significa isso que Paulo e Pedro estavam em desacordo? Essas são questões importantes que aqueles de nós que ousam ir contra Roma e lêem e interpretam as Escrituras devem perguntar! Obviamente, a hierarquia romana não está respondendo porque, de qualquer forma, ela não tem de responder aos leigos que não têm poder para interpretar coisa alguma. Quão conveniente!

Mas Pedro responde à pergunta:

"E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação." [1 Pedro 1:17]

No verso acima, Pedro nos diz que todos nós podemos invocar a Deus, que não faz acepção de pessoas. Pedro também diz, nos versos a seguir, que devemos confiar nossas almas a Jesus, sem mencionar que devemos confiar nossas almas à igreja! Acima de tudo, Pedro nos diz como somos nascidos de novo!

"Portanto também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe as suas almas, como ao fiel Criador, fazendo o bem." [1 Pedro 4:19]

"E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá." [1 Pedro 5:10]

"Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada. " [1 Pedro 1:23-25]

Pedro nos diz que somos nascidos de novo pela palavra, a mesma Palavra pela qual o Evangelho é pregado, a qual foi predita no Antigo Testamento para ministrar em todos nós!

"Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar. Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo." [1 Pedro 1:10-13]

Pedro nos alerta para que lembremos "das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador" [2 Pedro 3:2] e que nós "temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos" [2 Pedro 1:19]. Ele também nos encoraja: "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo" [1 Pedro 2:2] Aqui, Pedro nos exorta a lermos a Palavra de Deus e a estarmos atentos a ela! Entretanto, Roma usa 2 Pedro 3:16 para desencorajar o povo de tentar ler e estudar as Escrituras:

"E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição." [2 Pedro 3:16]

Observe que são os indoutos e inconstantes que torcem as Escrituras para a sua própria destruição. Mas a exortação é que leiamos e estudemos, como mencionado nas Escrituras anteriores. Não devemos ser indoutos e inconstantes. O último verso (3:18) diz: "Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo." Se estudarmos e crescermos em conhecimento, não seremos indoutos nem inconstantes.

Como Roma reivindica ser a grande e particular intérprete, ela torna os homens prisioneiros de suas próprias interpretações particulares. Um bom exemplo disso é a engenhosa interpretação de Roma sobre João 6:53, em que torna o Calvário inacessível a todos os homens, exceto para aqueles que se aproximam de um padre católico romano.

"Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos." [João 6:53]

A Igreja Católica Romana ensina que as palavras de Jesus são "literais" (se isso fosse verdade, a hóstia não "conteria o sangue") em contradição ao verso 63, em que Jesus explica que as palavras não são literais: "O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida." Como (no entendimento católico romano) a pessoa é proibida de interpretar o que Jesus disse (isto é, "as palavras que eu vos disse são espírito"), então essa pessoa é forçada a adotar a interpretação do romanismo (isto é, que as palavras são literais) ou se arriscar a ser rotulada como herege. Roma ensina que você só pode obter o "corpo e sangue" literais comparecendo perante um padre em uma Missa católica, onde ele, miraculosamente, transforma o pedaço de pão em "Deus" por meio de um ato chamado "transubstanciaçã o". Lembre-se, Jesus disse, "se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos" [João 6:53] Então, se você tiver de comer literalmente Jesus para ter "vida em si mesmo", e se o único lugar para obter o "corpo e o sangue" literais de Cristo for por meio dos padres católicos romanos, então agora você é um prisioneiro de Roma e sua salvação depende dela. Se ela o privar da "carne e do sangue", você perecerá. Vê o quão fácil é interpretar particularmente a Escritura e assim escravizar todos os homens para si mesmo?

Novamente, quão conveniente! Tivessem os católicos a permissão de estudar e interpretar, poderiam ler todo o livro de João, e então veriam as seguintes palavras:

"E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. ... Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia." [João 6:35,40]

Ao considerar a Eucaristia católica, fico imaginando por que Roma não tomou literalmente as palavras de Jesus em Mateus 15:17:

"Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora?" [Mateus 15:17]

Todas essas doutrinas adicionais - a maioria delas originárias do paganismo - continuamente evoluíram ao longo dos anos e estão a uma gritante distância da "presente verdade", na qual Pedro aconselhou que nos firmássemos. Ele também advertiu a respeito do aparecimento de falsos mestres e falsos profetas.

"E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita." [2 Pedro 2:1-3]

Nada Também de Purgatório

Pedro diz que os falsos mestres iriam até mesmo negar o Senhor que os resgatou. Isso nos leva a outra doutrina de Roma que evoluiu, a doutrina do "purgatório". No cristianismo, acreditamos que Jesus expiou os nossos pecados e nos purificou de toda injustiça (Hebreus 1:3; 1 João 1:9). Não obstante, Roma nega que o Senhor resgatou os homens e ensina que eles precisam fazer a expiação dos seus próprios pecados no fogo do purgatório. No catecismo da Igreja Católica n° 1472, lemos:

"Para compreender esta doutrina e esta prática da Igreja, é preciso admitir que o pecado tem uma dupla conseqüência. O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, conseqüentemente, nos toma incapazes da vida eterna; esta privação se chama 'pena eterna' do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no estado chamado 'purgatório'. Esta purificação liberta da chamada 'pena temporal' do pecado. Essas duas penas não devem ser concebidas como uma espécie de vingança infligida por Deus do exterior, mas, antes, como uma conseqüência da própria natureza do pecado. Uma conversão que procede de uma ardente caridade pode chegar à total purificação do pecador, de tal modo que não haja mais nenhuma pena." [Catecismo da Igreja Católica n° 1472]

O catolicismo realmente ensina que um homem ou uma mulher deva encomendar uma missa para ser rezada por um familiar, por meros US$ 25. É claro, não há nenhuma garantia de que "as graças da Missa que você comprou" irão para a pessoa escolhida. Isso faz cada membro voltar repetidamente para comprar mais e mais missas pelos mortos. Isso é uma extorsão financeira, um embuste grosseiro. Deus nos advertiu, por meio dos escritos de Pedro, como Roma usaria os homens.

"E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita." [2 Pedro 2:3]

Os pobres católicos romanos, que gastam seu precioso dinheiro para encomendar Missas em favor de seus familiares queridos que já morreram estão sendo tratados como "mercadoria" .

Se eles estivessem atentos aos ensinos de seu primeiro "papa", saberiam que não somos comprados com coisas corruptíveis:

"Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado. " [1 Pedro 1:18-19]

Você observou que, além de a epístola de Pedro denunciar a encomenda de missas para os mortos como uma farsa, ela também trouxe à tona a questão da tradição dos "pais"? É isso mesmo, Pedro chama as tradições de "vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais". Pedro está descrevendo o catolicismo romano! Não é maravilhoso e surpreendente? Deus sabia de antemão que o catolicismo viria a estar fundado nas vãs conversas recebidas por tradição dos pais e usou Pedro para expor isso! A que Deus extraordinário nós servimos! E esse não é o único exemplo! É incrível como Deus usou Pedro para expor todas as mentiras de Roma. Continuemos.

Roma ensina que o batismo lava o pecado. O Catecismo da Igreja Católica n° 1265, ao dizer que "o batismo não somente purifica de todos os pecados..." contraria Pedro, o seu "primeiro papa".

"Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo." [1 Pedro 3:21]

O catolicismo é conhecido pelas suas falsificações. Por sete séculos, "os gregos chamaram Roma de a casa das falsificações" [Vicars of Christ, DeRosa, 59]. A Doação de Constantino, os Decretos de Isidoro e o Credo dos Apóstolos foram, todos, falsificações e algumas das maiores obras católicas foram baseadas em falsificações, incluindo o Código de Direito Canônico, de Graciano, e a Suma Teológica, de São Tomás de Aquino.

Freqüentemente, os "santos" de Roma são expostos como os deuses das religiões antigas. "São" Cristóvão é um bom exemplo. Durante anos, Roma ensinou as pessoas a rezarem para "São" Cristóvão para fazerem uma viagem segura. Eventualmente, Roma admitiu que não existiu esse santo, e que era só uma fábula baseada no deus pagão Baco. Analogamente, o rosário foi fundamentado em uma fábula, contudo Roma continua a enganar as pessoas e permite que elas cultuem a "Deus" dando ouvido a fábulas. Mas o "primeiro papa" de Roma, Pedro, disse:

"Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade." [2 Pedro 1:16]

Em 1 Pedro 4:15, lemos:

"Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios." [1 Pedro 4:15]

Já sabemos a partir da história que inúmeros papas, cardeais, bispos, padres e monges foram assassinos, ladrões e malfeitores, mais do que os pagãos. A última linha nessa Escritura é a que eu acho mais interessante. A frase, "que se entremete em negócios alheios", sem dúvida, descreve de forma acurada o confessionário católico-romano. Um padre gasta o seu tempo intrometendo- se em assuntos das outras pessoas, ouvindo cada detalhe sujo e os pecados que cada homem, mulher ou criança comete. Apenas imagine o trabalho de cada padre em ouvir os pecados de sua congregação, e então executar o julgamento desses pecados conforme ele achar que seja uma penitência "justa". O padre católico ouvirá os pecados de uma mulher casada, pecados sobre os quais o próprio marido dela talvez não tenha menor idéia. Uma criança pode expressar que teve pensamentos ruins sobre sua sexualidade. Alguém pode imaginar por que há tanta pedofilia entre os padres? É fácil se aproveitar dos fracos quando isso pode ser feito secretamente no confessionário. Mas, louvado seja Deus! Essa prática horrorosa e degradante é condenada nas epístolas de Pedro.

Missa: O Sacrifício Contínuo

A Missa é o mais ofensivo ritual católico. Ela nega o sacrifício perfeito e realizado uma única vez por Jesus Cristo para o perdão de nossos pecados (confira Hebreus 10:10). As epístolas de Pedro também lidam com esse assunto. Em 1 Pedro 3:18, lemos:

"Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito." [1 Pedro 3:18]

Roma tem uma eterna vítima em um sacrifício contínuo, que nunca termina. Você sabia que alguém que continua a sacrificar Jesus novamente não pode obter a salvação até que pare com isso? Leia com atenção:

"Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério." [Hebreus 6:4-6]

A Bíblia ensina que o sofrimento de Jesus na cruz foi a epítome da vergonha e da desgraça pública. Assim, como a missa é literalmente uma recriação da morte de Jesus na cruz, Roma está continuamente expondo o Filho de Deus ao vitupério. [NT: Vitupério = ofensa à dignidade ou honra de alguém, insulto] Por isso, ninguém que participa de uma missa pode ser salvo enquanto não parar de participar desse serviço religioso e passar a confiar unicamente no sacrifício de Jesus Cristo para a sua salvação. Ao instituir a missa, Roma privou milhões de pessoas desavisadas, desde o ano 394, de sua própria salvação pessoal!

O Culto a Maria

Outra doutrina que evoluiu foi o culto à "Virgem Maria". As aparições aumentaram a prática de oferecer rezas para e por intermédio de Maria, freqüentemente por que as aparições requerem isso. Um bom exemplo é a aparição em Fátima, Portugal, onde "Maria" assegurou aos fiéis católicos que Deus queria que uma igreja fosse erigida em sua honra. Essa é a mesma aparição que disse às três crianças que "Muitos estão indo para o inferno porque não há ninguém para fazer sacrifícios por eles". Se os membros da hierarquia católica tivessem lido o que Pedro disse, poderiam ter discernido que essa aparição foi obra de demônios. Pedro disse que ouviu a voz de Deus vinda do céu, mas nós temos "mui firme a palavra dos profetas"!

Em 2 Pedro 1:17-19, lemos:

"Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo; e temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações." [2 Pedro 1:17-19]

Que testemunho contra o catolicismo! Roma deu atenção à voz blasfema de demônios que lhe disseram que "não havia ninguém para fazer sacrifícios pelos pecados". Jesus é o único que podia fazer sacrifício pelos pecados, e Ele já fez na cruz, de uma vez por todas! Jesus pagou o preço integral pelos pecados do mundo! É absolutamente absurdo que Roma tenha sancionado a aparição de Fátima como verdadeiramente "Maria" e "Jesus". Em que ponto será que eles vão passar a ouvir seu "primeiro papa"? Eles deveriam dar atenção à "palavra firme". Então teriam conhecido que nenhum homem precisa ir para o inferno porque o perfeito sacrifício já foi realizado, e de uma vez por todas, como Pedro escreveu em sua epístola!

Outras Doutrinas-Chave Rejeitadas pelo Vaticano

Roma rejeita a doutrina da "segurança eterna" em Jesus Cristo, apesar de 1 Pedro 1:4-5 ensinar claramente que nossa herança está reservada nos céus.

"Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo." [1 Pedro 1:4-5]

Pedro também fala sobre homens corruptos que falam "coisas mui arrogantes de vaidades", pelas quais prometem liberdade aos homens, mas são "eles mesmos servos da corrupção" (2 Pedro 2:18-19). Novamente, isso descreve o catolicismo romano. Enquanto prometem liberdade aos homens, servem aos ídolos que levam os seus aderentes ao inferno. Exatamente como no Antigo Testamento:

"Porém sucedia que, falecendo o juiz, reincidiam e se corrompiam mais do que seus pais, andando após outros deuses, servindo-os, e adorando-os; nada deixavam das suas obras, nem do seu obstinado caminho. Por isso a ira do SENHOR se acendeu contra Israel..." [Juízes 2:19-20a]

"O rei profanou também os altos que estavam defronte de Jerusalém, à mão direita do monte de Masite, os quais edificara Salomão, rei de Israel, a Astarote, a abominação dos sidônios, e a Quemós, a abominação dos moabitas, e a Milcom, a abominação dos filhos de Amom." [2 Reis 23:13]

Pedro nunca fala de um sacerdócio especial em que homens possam transformar um pedaço de pão em "Deus". O que Pedro diz é que todos nós somos sacerdotes!

"Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo." [1 Pedro 2:5]

Roma é notória por colocar homens em pedestais e transformá-los em "santos", ou dar-lhes títulos lisonjeiros (Jó 32:21-22), ignorando o fato de que todos os crentes em Jesus Cristo são santos, de acordo com a palavra de Deus. Pedro nos diz que Deus não faz acepção de pessoas: "E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas..." [1 Pedro 1:17]

É interessante que é Pedro quem nos lembra do pecado de Balaão que, amando o prêmio da injustiça, ensinava Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel. Destarte, Pedro está descrevendo com perfeição a hierarquia católica:

"Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição; os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça." [2 Pedro 2:14-15]

Quando falamos de práticas avarentas, não é difícil ver o purgatório como uma relevante fonte de coleta de dinheiro pelo pecado. Mas Roma tem muitos caminhos para arrecadar dinheiro e transformar homens em mercadorias, desde cobrar por cada ritual realizado até a venda de ídolos como rosários, escapulários, estátuas, etc. Matar homens considerados "hereges" e confiscar suas propriedades foi outro meio fácil de arrecadar por avareza. Tomás de Aquino, um dos maiores teólogos de Roma, firmou que os "hereges deveriam ser executados". (Vicars of Christ, DeRosa, 60)

Obviamente, Roma não mais classifica os cristãos como hereges, mas chama-os de "irmãos separados". Quando Roma queimou "irmãos separados" na estaca e torturou aqueles que amavam a Jesus e abraçavam o verdadeiro evangelho, não estava obedecendo ao seu "primeiro papa", Pedro, que exortou a "acrescentar à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade":

"E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, e à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos, nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo." [2 Pedro 1:5-8]

"Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro." [1 Pedro 1:22]

Novamente, tenho de imaginar como torturar e matar "irmãos separados" pode ser amor fraternal não fingido, ou amor com um coração puro. A única coisa fervorosa em Roma é o seu desejo de odiar os "irmãos separados", matá-los ou silenciá-los. Ao mesmo tempo que matar aqueles que discordam nunca foi cristianismo genuíno, os pagãos quase imediatamente voltam-se para a espada. Veja como Jesus admoestou Seus discípulos acerca dessa questão:

"... e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada, Mas não o receberam .... E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia." [Lucas 9:52-56]

Dos próprios lábios de Jesus ouvimos que Ele não espera que Seus seguidores matem aqueles que não querem recebê-Lo ou ao evangelho! O espírito de Cristo não é o da vingança física, mas da longanimidade e do amor. Mas, o espírito do catolicismo romano mostrado ao longo de séculos de Inquisição, é do abismo, não dos céus. Caso você pense que a moderna Roma já mudou sua roupagem, lembre-se que o papa Bento XVI foi o chefe do Ofício da Inquisição antes de ascender ao papado.

A Roma moderna produzirá a segunda besta do Apocalipse 13, versos 11-18. Essa besta executará todo o poder e sinais da primeira besta e forçará toda a humanidade a receber a "marca da besta" ou ser morto. Enquanto a Roma histórica matou dezenas de milhões durante a Inquisição, o moderno pontífice romano, agindo como o bíblico Falso Profeta, matará centenas de milhões, quando os capítulos finais da história mundial finalmente acontecerem.

Os Escândalos do Romanismo

Muitos escândalos atingiram a igreja católica ao longo dos séculos, mas Roma tende a silenciar a história, reescrevendo- a. Hoje, os escândalos não são tão facilmente apagados pela caneta. Roma foi forçada a pagar milhões de dólares de indenização pelos crimes dos padres pedófilos. Sodomia dentro dos seus próprios quadros e a AIDS também se tornaram problemas alarmantes para Roma.

Não é interessante que Pedro menciona Sodoma e Gomorra e o julgamento que receberam?

"E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente." [2 Pedro 2:6]

Obediência cega é exigida de todos que ingressam no catolicismo romano. Roma é famosa pelos seus dizeres "Ao entrar no catolicismo, deve-se deixar a razão, como uma lanterna, à porta". Agora, meu amigo, essas não são as palavras de alguns "protestantes" com raiva de Roma por suas mentiras, são as suas próprias palavras! Apelo aos católicos para que retornem, peguem de volta a sua "razão", que deixaram à porta quando entraram no sistema religioso do romanismo, e avaliem o que acabaram de aprender, à luz das Sagradas Escrituras. Tenha em mente as palavras de nosso Senhor em Isaías 1:18: "Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR."

Se o "primeiro papa", Pedro, não está de acordo com o sistema católico romano, então é hora de deixar essa igreja e buscar a verdade eterna - o tipo de verdade que levará você ao céu com segurança, e para sempre!

O simples fato que esse sistema religioso terrivelmente pagão possa agora estar em ascendência, graças aos esforços promocionais da mídia de massa, políticos de influência em todo o mundo, mais líderes cristãos apóstatas, é outro enorme sinal dos tempos, que aponta para o aparecimento em breve do Anticristo (a primeira besta) e seu Falso Profeta religioso (a segunda besta).

Autora: Rebecca A. Sexton

Tradução: Eliane

Data de publicação: 22/12/2006

Transferido para a área pública em 31/5/2007

Texto revisado por: V. D. M. - Campo Grande / MS

A Espada do Espírito: http://www.espada. eti.br/n2042. asp

Muçulmanos levam novos convertidos ao cristianismo para mesquita

Muçulmanos do distrito de Nilphamari e missionários islâmicos estrangeiros estão levando cristãos convertidos há pouco tempo a mesquitas para forçá-los a voltar ao islã. O evangelista e pastor Sanjoy Roy disse que 27 cristãos que acabaram de se batizar foram forçados a se reconverterem. Outros 14 novos cristãos enfrentam forte pressão por parte de aldeões e missionários do Tabligh Jamat.

"Os muçulmanos ainda estão nos ameaçando e dizendo que eles mudarão nossa fé", disse o pastor Sanjoy ao Compass. "Nós solicitamos proteção para a polícia, mas o comissário do distrito não aceitou nosso pedido."
A polícia providenciou oito oficiais para proteger os cristãos no dia 28 de julho, mas suspendeu a operação no dia 5 de agosto.
Desde então os muçulmanos da aldeia de Durbachari começaram a capturar e arrastar todos os cristãos convertidos (apenas os homens) para uma mesquita a fim de se reconverterem ao islã, enquanto outros os forçavam a assinar ou recolhiam a impressão digital deles para o preenchimento de documentos oficiais.
No dia 26 de julho, segundo uma fonte local, os muçulmanos locais e missionários do Tabligh Jamat reuniram em um pátio alguns dos cristãos que tinham sido batizados em um rio no dia 12 de junho.
Usando um microfone, os muçulmanos ameaçaram com violência, caso eles não deixassem a nova fé para trás.
Os muçulmanos lhes perguntaram por que eles tinham se tornado cristãos e, furiosos, disseram que Bangladesh era um país muçulmano "onde você não pode mudar sua fé pela própria vontade”.

A ousadia de ser cristão

Eles disseram: "Como vocês ousam se tornarem cristãos em um país muçulmano?" . Depois do incidente, segundo a fonte, alguns crentes foram para a delegacia de polícia local em busca de proteção, mas a polícia não atendeu aos pedidos.
Os cristãos geralmente são trabalhadores por empreitada que precisam de novas oportunidades a cada dia para que possam alimentar suas famílias. Só que os aldeões muçulmanos estão retendo trabalho para eles, segundo fontes cristãs.
Os muçulmanos locais também estão destruindo as casas deles e levando itens de primeira necessidade das famílias.
"Algum deles deixaram a aldeia por medo", disse uma fonte cristã. "Eles não podem pegar peixe no rio, comprar ou vender qualquer coisa nos mercados por causa da pressão de vizinhos."

Oferta de dinheiro

Edward Ayub, um líder cristão de Bangladesh, disse que estava gravemente preocupado com as táticas usadas pelos muçulmanos, as quais chamou de “tirania social e religiosa."
“Alguns cristãos mudam de fé por causa da pressão social, não do fundo de seus corações”, disse ele ao Compass.
“A conversão forçada não é o caminho para qualquer que seja a religião. É um abuso flagrante aos direitos religiosos e uma violação à Constituição de Bangladesh, onde está escrito que todo cidadão tem a liberdade para praticar ou mudar de religião".
Outro líder cristão local, Albert Adhikari Hirak, disse que um clérigo muçulmano o questionou repetidamente e ameaçou Barek Ali, um motorista de 35 anos, "perguntando quanto dinheiro ele recebeu para se converter e exigindo que ele abandonasse a fé.
"Tento me reunir com os crentes, mas os muçulmanos locais estão vigiando todos os meus movimentos”, disse Barek. O motorista negou que tenha recebido incentivos monetários.
Barek Ali disse que ainda tem fé em Cristo. “Moradores locais estão pondo muita pressão em mim e me ameaçando a me tornar muçulmano", disse ele. "Estou como um fugitivo da fé.”

Fonte: Portas Abertas

Igreja vai se manifestar por carta sobre fenômeno de santa

O arcebispo da Arquidiocese de Campo Grande, Dom Vitório Pavanello, vai encaminhar no fim da tarde desta terça-feira uma carta à imprensa manifestando a posição oficial da Igreja Católica sobre o suposto milagre da imagem da Nossa Senhora de Fátima que transpira mel. A informação foi repassada ao Midiamax pelo padre Adailton Miorim, assessor de imprensa da Arquidiocese.

Nesta manhã, o acerbispo Dom Vitório esteve reunido com o bispo Dom Eduardo Pinheiro da Silva e padres da Cúria Metropolitana para discutir sobre o suposto fenômeno. A imagem de Nossa Senhora de Fátima vem transpirando mel desde o dia 16 de maio na residência localizada na Rua Domingos Marques, número 1.623, Bairro Vilas Boas, em Campo Grande.

Será repassada à imprensa uma carta contendo, inclusive, orientações para todos os católicos sobre o suposto milagre. Na última sexta-feira, o empresário José Rezek, 68 anos, decidiu proibir o acesso de bispos e padres em sua casa, inclusive estendendo uma faixa com o aviso na frente de sua residência com os seguintes dizeres: “Fica expressamente proibida a entrada de bispos e padres de qualquer ordem no recinto”.

Desde a noite de sábado, equipes da Polícia Militar estão pernoitando na casa de Rezek para garantir a segurança. O casal Rezek já vinha sofrendo ameaças por causa do suposto milagre da santa e da quantidade de pessoas que se aglomeram diariamente no local.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Heinn?

Sabonte de Arruda?

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

A unção do riso

Pr. Joaquim de Andrade

I - INTRODUÇÃO

Atualmente há em todo o planeta distintos "avivamentos". Um dos mais notórios é o das religiões orientais, particularmente do hinduísmo. O mundo ocidental está vendo nestes últimos dias uma invasão de gurus, lamas tibetanos, mestres iluminados, e uma infinidade de técnicas de meditação, yoga e cursos para alcançar "graus elevados de consciência".

Em meio a tudo isto temos uma ala do movimento carismático (também chamado de neo-pentecostal) que decidiu ter sua própria versão comercial do misticismo oriental para não ficar atrás da conquista das massas. Este novo fenômeno religioso se chama "O Avivamento do Riso", "A Unção do Riso", "A Bebedeira Espiritual", "A Bênção de Isaque" e "A Bênção de Toronto".

Devem ser bem poucos os cristãos que no Brasil a esta altura ainda não ouviram falar da "Experiência de Toronto". Até o programa Fantástico, da Rede Globo, apresentou reportagem especial sobre a "Bênção de Toronto". Uma onda de manifestações físicas, incluindo prostrações, estremeções e especialmente riso tem assolado, e ainda assola, as igrejas em várias partes do mundo.

II - O FENÔMENO DE TORONTO E SUAS RAÍZES

A. A expressão:

O nome "Benção de Toronto", ou "Unção do Riso", como prefiro chamá-la, tem sido aplicado a estes fenômenos porque a mais importante erupção destas manifestações ocorreu na Igreja Vineyard do Aeroporto de Toronto. Na verdade, não há nada que seja novo nestes fenômenos.

B. Suas Raízes:

Rodney Howard-Browne, segundo todos os estudos que existem a respeito do fenômeno, a figura mais respeitada atrás do controvertido fenômeno. Ele é considerado o "barman de Deus".

C. Principais Promotores

Nos Estados Unidos a maioria dos pregadores da prosperidade como, por exemplo: Oral e Richard Roberts, Pat Robertson, Paul Crouch, Kenneth Copeland, Francis e Charles Hunter, Benny Hinn. Temos ainda na Inglaterra Colin Day (que já esteve várias vezes no Brasil), Breed Flooker (que também já esteve no Brasil). São muitos os pregadores no Brasil que foram influenciados por esta nova onda ao ponto de hoje termos várias empresas de turismo fazendo vôos turísticos para Toronto levando vários pastores brasileiros para visitar a Igreja Vineyard do Aeroporto de Toronto.

III - DIVINO OU DEMONÍACO?

A comunidade evangélica em todo mundo está dividida a este respeito. Uns consideram esta experiência um sinal divino ainda que reconheçam que não tem respaldo bíblico, nem na história do cristianismo.

Outros embora a considerem demoníaco, reconhecem que algo acontece (algo sobrenatural), porem, descartam totalmente a possibilidade que seja de origem do Espírito Santo; mas que se trata, crêem, de algo parecido com uma manifestação de terreiro de candomblé, umbanda ou até um transe como acontece nas reuniões dos gurus da Nova Era. Veja (I Co 14:29; I Ts 5:21; I Jo 4:1ss.)

IV - BEM VINDOS AO CIRCO DA ALEGRIA

Os cultos promovidos pelos pregadores são de aparência igual a qualquer culto numa igreja carismática ou pentecostal. Muito louvor e na hora da mensagem começam a falar que algo novo vai acontecer na vida das pessoas que ali estão, e que elas serão cheias de alegria naquela noite.

Em meio às pregações começam a ouvir aqui ou ali pessoas rindo de uma forma incontrolável, algumas pessoas começam a dar gargalhadas ao ponto de caírem no chão incontroláveis.

A chamada Igreja Vineyard do Aeroporto de Toronto é uma comunidade carismática que enfatiza as experiências místicas mais do que a Palavra de Deus e os valores cristãos objetivos. têm sido um dos centros de atenção mundial ao que o "Avivamnento do Riso" se refere.

O que acontece nos cultos do pastor Randy Clark é bastante similar ao que acontece em todo mundo, apesar de existirem traços distintivos. Além das gargalhadas os participantes emitem sons de vários animais como "prova" de estar possuído por Deus.

Mulheres rugem como leoas, homens bufam como touros, e uivam como lobos, gritam como aves. Em muitos destes cultos há uma participação muito grande de padres e freiras católicas que também recebem esse "poder".

V - NEGANDO A BÍBLIA, A HISTÓRIA E A RAZÃO

É quase impossível que pessoas razoáveis e em sã juízo se deixem levar por este fenômeno. Ainda que seja normal o fato de o ser humano rir ao ouvir algo engraçado, pode ser considerado muitas vezes sintomas de demência a pessoa fazer isso sem causa alguma; muito mas se isto acontece por um período de tempo prolongado. Minha experiência ao visitar vários manicômios e hospitais psiquiátricos, é que a maioria dos seus internos chegaram ali com estes sintomas.

VI - TORCENDO OS FATOS

Se é praticamente impossível que uma pessoa em sua sã consciência participe do Avivamento do Riso, o mesmo podemos dizer de qualquer cristão que conhece a Palavra de Deus e a história dos avivamentos cristãos.

Sinceramente, o fenômeno da "Gargalhada Santa" não tem precedente algum, nem na Bíblia nem na História. Não só isso: é totalmente contrário e incompatível com os princípios que ensinou Nosso Senhor Jesus Cristo. Convencê-los do erro é outro assunto.

VII - OS FENÔMENOS DOS AVIVAMENTOS HISTÓRICOS

Os defensores dos fenômenos atuais astutamente lembram aos seus leitores que ocorreram fenômenos extraordinários nos avivamentos históricos. É verdade; no entanto, o mais estranho é que nenhum historiador de religião ou erudito de avivamento o tenha percebido em centenas de anos. Uma leitura atenta das evidências mostra que esses eram significativamente diferentes.

A. América do Norte

O nome que estão procurando associar hoje, na tentativa de defender o que está acontecendo, é Jonathan Edwards.

B. As Ilhas Britânicas

Um quadro similar emerge aqui, pois nos avivamentos todos os tipos de fenômenos se manifestaram. Todavia, de novo, os líderes dos avivamentos geralmente procuravam distinguir a obra de Deus da de Satanás, e desencorajar ou proibir as manifestações que pareciam originar-se de Satanás.

VIII - FENÔMENOS ACONTECENDO EM OUTRAS RELIGIÕES

O problema da unção do riso tem afetado não apenas o meio evangélico, mas também a outros movimentos religiosos, como por exemplo: Hinduísmo, Meditação Transcendental, seitas da Nova Era, além de técnicas de hipnose etc.

IX - REFUTAÇÃO BÍBLICA

Os que favorecem a "Experiência de Toronto" freqüentemente citam certos textos ou incidentes

bíblicos em apoio à sua causa. (Salmo 23:2)

A. Velho Testamento

Abraão caiu num sono profundo, conforme Gn 15:12

Saul em I Sm 19

II Cr 5:13,14

Daniel caiu amedrontado com o rosto em terra Dn 8:17

B. Novo Testamento

Caiam em adoração Mt 2:11ou para rogar-lhe socorro Mc 1:40

Caiam de medo Mt 17:6; Mt 28:4

A experiência de Pedro At 10:10

A experiência de João Ap 1:7

X - O PERIGO DO ENGANO

Um dos mais sérios perigos que defrontam o avivamento é a incapacidade demonstrada por líderes e liderados de discernir entre a obra de Deus nas almas dos homens e a obra do diabo no contra-avivamento.

A. A Necessidade de Discernimento

Há pelo menos meia dúzia de passagens no Novo Testamento que falam da astúcia e das manhas do maligno. (II Co 11:13, 14 e Ef 6:11).

B. O Mandado para Julgar

Não se deve confundir realidade com legitimidade. Numa época de experiências religiosas sem conteúdo, a atração exercida por fenômenos espirituais poderosos é muito maior do que a da sua legitimidade.

XI - DISCERNIMENTO E MENTE SÃ

Um dos aspectos mais estarrecedores dos pregadores é a seguinte exortação: "Não tente usar a sua mente para entender isto. Apenas o receba". Isso é completamente contrário ao ensino do Novo Testamento. O apóstolo Pedro, ao instar com seus leitores, e conosco, a que nos preparemos para servir a Deus, escreve: "Cingi os lombos do vosso entendimento"(I Pe 1:13 (RA), cf. 4:7; 5:8).

XII - CONCLUSÃO: CRISES E VALORES TEOLÓGICOS EM CAOS

A existência e popularidade do fenômeno conhecido como Avivamento do Riso deve preocupar qualquer pessoa sensata, mesmo que seja remota a possibilidade de que se deixe enganar por ele. Deve ser motivo de reflexão tanto para o pastor como para as ovelhas ver milhões de pessoas caindo na gargalhada santa ou latindo como cachorros, rugindo como animais e agindo como verdadeiros beberrões num show onde usam o nome de Deus.

Quantas pessoas podem deixar sua razão em troca de experiências místicas que as levam a um profundo caos teológico e intelectual. O fato é que este mesmo tipo de pessoa pode levar vidas aparentemente normais fora desses cultos religiosos e, ainda que alguns deles pretendam estudar de vez em quando a Bíblia, faz o assunto todavia mais preocupante, pois isto quer dizer que os princípios mais elementares da genuína espiritualidade e do raciocínio têm sido transtornados.

O perigo não tem limite e legitima a pergunta: Uma vez que uma seita pode induzir seus seguidores a praticarem o suicídio coletivo como aconteceu agora com 39 pessoas nos Estados Unidos, ou outras vezes induzir seus seguidores a entregar grande quantia de dinheiro, a latir, a babar como um louco sem motivo algum, o que acontecerá depois? Qual será a próxima experiência que nos oferecerão?

Já que têm sido removidos os limites de sã teologia e do sentido comum, a resposta é: Qualquer coisa. Nós estamos a mercê disto e mil tipos distintos de gurus carismáticos sem escrúpulos que têm acesso direto a consciência de seus seguidores.

Jim Jones, em Guiana, Mangayonon Butog, nas Filipinas, Park Soon Ja, na Coréia do Sul, David Koresh, em Texas, Luc Jouret, em Cantão de Friburgo e Marshall Appelewhite, no Rancho Santa Fé sobreenfatizaram as experiências subjetivas, anularam a razão seus respectivos adeptos e logo sobreveio a tragédia. Com o movimento Avivamento do Riso as portas estão aberta a todo tipo de abuso.

Haverá no século XXI uma religião mundial única que imponha as experiências subjetivas sobre a razão, a sã teologia e a verdade objetiva? Será substituído o cristianismo por técnicas metafísicas da Nova Era para induzir a estados alterados de consciência? Continuará enfatizando estranhas revelações em vez da Palavra de Deus? Continuará a presente tendência a utilizar a religiosidade como simples escalão para obter prazer através das experiências esotéricas? Seremos perseguidos pelos poderosos impérios desses gurus ao negarmos a reconhecer as tais experiências como divinas?

A resposta a temos todos aqueles que ainda têm raciocínio, famílias e valores cristãos que defender. Façamos algo para impedi-lo. Promovamos ativamente o genuíno cristianismo, o estudo sério da Bíblia e denunciemos claramente seus perigos e erros.

Pr. Joaquim de Andrade, Vice-presidente da AGIR (Agência de Informações Religiosas) e pastor da Igreja Batista Ágape de Vila Mariana.

O "desencapetamento total" é a atração da noite

Igreja "da fézada" executa muitos demônios nas noites de 'escuridão espiritual' - Foto: Revista Época

"Humilhantes rituais para ganhar fiéis pela TV baseiam-se em técnicas conhecidas para produzir um transe.

"Em pleno horário nobre da televisão, demônios e almas de má índole estrelam uma estranha atração, com ares de reality show". Leve seu salário e receba totalmente de grátis a "prece violenta" nas igrejas do "desencapetamento total"*, hi, hi, hi...

Quem não quer ser enganado por pastores evangélicos charlatões ou talvez queira tentar ajudar um ente querido seu que foi arrebanhado a estes verdadeiros teatros da "fézada", não deixe de ler estes quatro artigos da revista Época, conforme redigidos por Alexandre Mansur e Luciana Vicária. Boas risadas.

Em nome de Je$u$.

Blogado de:Notícias cristãs/ olhoderua.blogspot.com/2007/08/o-desencapetamento-total-atrao-da-noite.html

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Ex-empresaria fica pobre doando dizimo

Cristovaldo Rodrigues

Publicado no Jornal A Tarde

"Eles tomaram tudo de mim: casa, carro, emprego, e, por fim, o meu filho". Este desabafo foi feito anteontem, no Cemitério da Quinta dos Lázaros, pela ex-empresaria Marion Terra, mãe do adolescente Lucas Vargas Terra, assassinado, alem de ter o corpo carbonizado em um terreno na Avenida Vasco da Gama, em Salvador, referindo-se aos pastores da Igreja Universal do Reino de Deus.
A mulher que frequentava a IURD, no Rio de Janeiro, disse ter sido iludida e acabou dando tudo que tinha, a titulo de dízimos, na "Fogueira Santa do Monte Sinai" e outras reuniões da "prosperidade" . "De media empresaria, fui obrigada a me tornar uma cozinheira no restaurante de minha amiga na Itália, para tentar sobreviver. Para tomar esta decisão, praticamente me separei de minha família. o meu marido e meus filhos vieram morar em Salvador. Estávamos fugidos, diante das dividas que constituímos. Quando Lucas foi assassinado, eu estava na Itália", disse Marion.
O sepultamento de Lucas foi marcado por muita dor e emoção. a família e amigos se encarregaram de distribuir uma carta, com o cabecario "Servo de Deus assassinado e carbonizado. " Nesse documento, os pais de Lucas traçam o perfil do filho e extraiu do seu diário algumas frases: "Não posso passar um dia sequer sem evangelizar, preciso ganhar almas para Jesus, pois, quando Ele voltar não posso estar de mãos vazias!!!"
"Sou feliz porque tenho Jesus, por isto, viver para mim e Cristo e morrer e lucro!!!", Lucas era um jovem feliz, calmo, equilibrado, e obediente. Ele amava a vida, tinha muitos sonhos. O maior deles era ser obreiro e pastor", relata a carta dos pais do adolescente.
Lucas desapareceu na noite de 21 de marco, após a saída do culto do Espirito Santo, na Igreja Universal do Reino de Deus, no bairro Santa Cruz. Segundo as testemunhas, ele foi visto na companhia do pastor Silvio Roberto Santos Galiza, que o chamou "vamos, Lucas", porem não mais o garoto foi visto.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

HERESIAS NEOPENTECOSTAIS

Pr. Airton Evangelista da Costa

Pastores e demais líderes evangélicos começam a demonstrar
preocupação diante das extravagâncias que estão surgindo nos púlpitos
brasileiros. A cada dia que passa surgem novas práticas anti e
extrabíblicas. Não uso, como alguns, o eufemismo de classificar esses
descaminhos de "modismos". Coloco-os no rol das heresias.

As críticas que antes corriam apenas à boca pequena, agora tomam
corpo e são divulgadas em sites de expressão. A Igreja Evangélica já
não pode calar diante de tamanha irracionalidade. Não desejamos ser
julgados pelo pecado de omissão. O povo brasileiro precisa saber que
tais tolices, como a seguir exemplificamos, estão à margem do
Evangelho que nos foi ensinado por Jesus. Na verdade, se trata de um
outro evangelho.

Em detrimento da Palavra, multiplicam- se os púlpitos festivos. Luzes,
coreografias, encenações inusitadas, objetos ungidos e mágicos,
entrevistas com demônios, amuletos, e outras mercadorias, tudo é
válido no desvario em que se envolvem pregadores e ouvintes.

A impressão que se tem é que o evangelho, da forma que foi anunciado
pelos apóstolos nos primeiros tempos, já não serve para os dias
atuais. Falar de pecado, arrependimento, perdão e santidade se tornou
antiquado, obsoleto, repreensível. É preciso entreter os ouvintes,
apresentar uma nova atração a cada semana, tudo semelhante ao que
vemos na sociedade consumista. Mas o que é preciso mesmo, e com
urgência, é botarmos a boca no trombone e denunciar o que estão
fazendo com o evangelho.

Ovelhas há que já perderam a noção do que é ser cristão. Não sabem
sequer por que Jesus morreu.

Têm o dízimo como meio de obter bênçãos espirituais e materiais. Não
conhecem o evangelho da renúncia, da resignação, do sofrimento, do
carregar a cruz, do contentar-se com o pouco. Certa vez conversando
com um jovem neopentecostal, ele disse: "Se sirvo a Jesus, quero ser
rico, ter uma boa casa e carro importado". Os anos se passaram e nada
disso aconteceu. Ele e seus pais pararam de ofertar e estão com a fé
em declínio. É o que está acontecendo: gazofilácios cheios, pessoas
vazias. O pai desse jovem me revelou que entrou nessa porque
acreditou nas entrevistas que falam de riqueza fácil. Agora ele
percebe que os que estão mais pobres não são convidados a falar de
sua pobreza.

São de arrepiar os relatos que se encontram no site
http://webbethel. com/gondim09. htm, de autoria do pastor Ricardo
Gondim. É difícil de acreditar que um grupo de cristãos, liderados
pelo pastor, alugue um helicóptero e, com dezenas de litros de óleo,
passe a ungir a cidade do Rio de Janeiro, derramando uma caneca de
óleo aqui, outra ali. Fico a meditar como o líder conseguiu envolver
irmãos de boa fé nesse projeto inusitado. O óleo da "unção" deve ter
caído em lugares pouco recomendáveis para o mister, tais como animais
mortos, fezes e valas fétidas.

Mais incrível é o uso de urina para demarcar território. Essa você
não vai acreditar. Está no referido endereço. Em Curitiba, um grupo
de irmãos, liderado pelo pastor da igreja, entendeu que deveria
demarcar seu território com urina, como fazem os leões e lobos. Após
beberem muita água para encher bem a bexiga, seguiram para pontos
estratégicos da cidade e passaram a URINAR. Quando li a notícia,
pensei que a palavra estivesse errada. Talvez fosse REUNIR. Mas era
urinar mesmo. Foram horas e horas urinando. O comboio de veículos
parava em pontos preestabelecidos, e, ali, a um sinal, um deles
aliviava a bexiga. Ora, esse tipo de lógica poderá levar irmãos a
situações mais degradantes ainda. Degradantes, patéticas e
irracionais. Algum irmão desse grupo poderá descobrir que determinada
espécie animal demarca seu território com suas próprias fezes.
Certamente não atentaram para o contido no Art. 233 do Código Penal
que trata da prática de "ato obsceno em lugar público", e estipula a
pena de detenção de três meses a um ano, ou multa. A jurisprudência
indica que a micção em lugar público configura o crime previsto no
referido Artigo, ainda que não haja intenção de vulnerar o pudor
público.

Pelas perguntas e respostas a seguir é possível comparar o evangelho
de ontem com o de hoje. Após ouvirem a pregação de Pedro, muitos,
compungidos, perguntaram: "Que faremos?" Pedro respondeu: "Arrependei-
vos", e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo" (At
2.37-38). A resposta, hoje, seria: "Participe das campanhas, faça o
sacrifício do dar tudo, e seja próspero". Atendendo à curiosidade de
Nicodemos, Jesus disse: "Quem não nascer de novo, não pode ver o
reino de Deus" (Jo 3.3). A resposta no outro evangelho: "Seja
dizimista fiel". Se alguém perguntasse a Tiago o que deveria fazer
para livrar-se dos encostos, ele prontamente diria: "Sujeitai-vos a
Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tg 4.7). A resposta do
evangelho festivo seria: "Use sal grosso, sabonete de descarrego,
vassouras, fitas, colares, cajados, pedras, e seja dizimista fiel".
Se o pecado do rei Davi - adultério e co-autoria num homicídio -
fosse nos dias de hoje, a culpa seria do encosto que estaria nele.
Uma série de exorcismos, cinqüenta quilos de sal grosso, uma dúzia de
sabonetes seriam necessários para pôr o encosto em retirada. Às
indagações sobre como ter o necessário à vida, Jesus respondeu: "Não
pergunteis que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis
inquietos. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos
serão acrescentadas" (Lc 12.29,31). A resposta no evangelho da
prosperidade: "Toque no lençol mágico".

O Apóstolo Paulo confessa que "orou três vezes ao Senhor" para que o
livrasse de um espinho na carne. Mas o Senhor, em vez de atendê-lo,
respondeu: "A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na
fraqueza". Reconhecendo a vontade soberana de Deus, Paulo se conforma
e continua com seu espinho. E declara: "Portanto, de boa vontade me
gloriarei nas minhas fraquezas", pelo que "sinto prazer nas
fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas
angústias por amor de Cristo. Pois quando estou fraco, então é que
sou forte" (2 Co 12.7-10). A orientação para esses casos, nos
púlpitos festivos, é a seguinte: "Exija de Deus seus direitos".
Sofredores como o Apóstolo, o servo Jó e muitos outros desconheciam
esse caminho "legal" para exigir direitos assegurados.

Pedir, do grego aiteõ, sugere a atitude de um suplicante que se
encontra em posição inferior àquele a quem pede. É esse o verbo usado
em João 14.13 - "E tudo quanto pedirdes em meu nome..." - e 14.14 -
"Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei". "Pedir", do
grego erõtaõ, indica com mais freqüência que o suplicante está em pé
de igualdade ou familiaridade com a pessoa a quem ele pede, como, por
exemplo, um rei fazendo pedido a outro rei. "Sob este aspecto, é
significativo destacar que o Senhor Jesus NUNCA usou o verbo aiteõ na
questão de fazer um pedido ao Pai", por ter dignidade igual Àquele a
quem pedia. (Jo 14.16; 17.9,15,20 - Fonte: Dic. VINE). Por essas e
outras, há muita gente confundindo alhos com bugalhos.

Repassa-se a idéia de que crente não deve chorar nem passar por
qualquer tipo de sofrimento. Crente deve ser próspero. A verdade, por
muitos desconhecida, é que a fidelidade a Deus não nos garante uma
vida livre de dores, aflições e sofrimento. Dizer que aos crentes e
fiéis dizimistas está garantia uma vida de flores, sem lágrimas, sem
luta espiritual, sem aperto financeiro, é conversa para boi dormir.
Jesus disse que seus seguidores deveriam carregar sua própria cruz,
caminhar por um caminho apertado e passar por uma porta estreita "No
mundo tereis aflições; na verdade todos os que desejam viver piamente
em Cristo padecerão perseguições" (Jo 16.33; 2 Tm 3.12). Era da
vontade de Deus que Paulo pregasse o evangelho em Roma. Apesar de sua
fidelidade a Deus, os caminhos lhe foram difíceis. Enfrentou
provações várias, naufrágio, tempestade, prisões.

Não podemos fazer ouvidos moucos à zombaria e piadas em torno
desse "outro evangelho". As pessoas tendem a nivelar todas as Igrejas
Evangélicas pelo que vê na televisão, ou pelo que vê num ou outro
culto. Eu pensaria da mesma forma se não fosse evangélico. É preciso
esclarecer a opinião pública sobre o que diz a Bíblia a respeito de
cada nova idéia extravagante. Que se façam ouvir as vozes e o
protesto dos líderes que defendem a pregação de um evangelho livre de
heresias e irracionalidade.

Sem conhecer a verdade bíblica se torna difícil detectar as heresias.
Ouça este conselho: não coma pela mão dos outros, mas examine você
mesmo se o que o seu pastor prega está de acordo com a Palavra. Se
você não estiver devidamente preparado para esse exame, consulte
outros irmãos. 19.01.2004

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