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quarta-feira, 5 de março de 2008

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ISLAMISMO

ASHHADU AN LÁ ILAHÁ ILLALLÁH

Lá Iláha Il`Allah Muhammad Raçul Allah

“NENHUM DEUS SENÃO ALLAH, E MAOMÉ SEU MENSAGEIRO”.

Esta é uma série de estudos sobre as matrizes religiosas mundiais. Não há objetivo de crítica ou análise mas tão somente alguns breves relatos sobre o grupo religioso para efeito de complemento de estudos.

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O Islão, Islã, Islame ou Islamismo (em árabe: الإسلام) é uma religião monoteísta que surgiu no século VII, baseada nos ensinamentos religiosos de Maomé (Muhammad). Os seguidores do Islão são conhecidos como Muçulmanos. Em textos mais antigos, eram conhecidos como “maometanos”, mas este termo tem vindo a cair em desuso porque implica, incorretamente, que os muçulmanos adoram Maomé, o que torna o termo ofensivo para muitos muçulmanos. A palavra Islão significa “submissão”. Durante a Idade Média e, por extensão, nas lendas e narrativas populares cristãs, os muçulmanos eram também designados como mouros ou sarracenos.
Os ensinamentos de Maomé estão contidos no Corão, ou Alcorão (Qur’an, a palavra árabe para livro). Os muçulmanos acreditam que Maomé recebeu estes ensinamentos de Alá (a palavra árabe para Deus), por intermédio do anjo Jibreel (Gabriel) que Maomé depois recitou para que outros passassem a escrito, visto que o profeta era analfabeto. Além do Corão, as crenças e práticas do Islã baseiam-se na literatura Hadith, que para os muçulmanos clarifica e explica os ensinamentos de Maomé.
Uma vez que o Islã, à semelhança do judaísmo e do cristianismo, descende da tradição religiosa do patriarca bíblico Abraão, é classificado como uma religião abraâmica.

MAOMÉ: Maomé, nasceu em 570, na cidade de Meca. Orfão muito cedo começou por trabalhar como pastor. Aos doze anos começa a conduzir caravanas de camelos. Aos vinte dirige as as caravanas de uma viuva rica, sua prima, com quem acabará por casar cinco anos depois. Por volta de 610, na caverna de Hira, perto de Meca, terá sido visitado pelo anjo Gabriel, que lhe ordenou a sua missão e ditou os primeiros versículos do Alcorão. Maomé abandona a sua profissão de mercador e começou a pregar.

Devido ás perseguições que era vítima, em 622, foi obrigado a refugiar-se em Medina. Maomé era então um famoso chefe religioso, mas também num poderoso de chefe político-militar. Em 63O conquista Meca, tornando-a no centro da nova religião. Funda então um Estado teocrático, que alargou rapidamente o seu domínio a um crescente número de tribos árabes. Quando morre, a 8 de Junho de 632, nos braços da sua mulher preferida, deixa unificadas política e religiosamente um grande número de tribos árabes, mobilizadas para uma guerra santa que as levará de conquista em conquista até à Península Ibérica.

Islão e Islã são aportuguesamentos (segundo as normas, portuguesa e brasileira, respectivamente) da palavra árabe Islam, que significa “submissão (a Deus)” e que é descrita em árabe como um “Deen”, o que significa “modo de vida” e/ou “religião”. Possui uma relação etimológica com outras palavras árabes como Salaam, que significa “paz”. Muçulmano, por sua vez, é aportuguesamento da palavra árabe Muslim, relacionada com islam, que significa “vassalo” de Deus, e “aquele que se rendeu” ou se submeteu (a Deus). Os muçulmanos vêem a homenagem a Deus como sinal de distinção, e o termo não tem conotações negativas. Homenagear significa servir a vontade de Deus acima e para além dos objetivos pessoais de cada um.

2 - Crenças

O Islã ensina aos seus aderentes um certo número de crenças.

2.1 - Deus

A pedra basilar da fé islâmica é a crença estrita no monoteísmo. Deus é considerado único e sem igual. Cada capítulo do Corão (excepto dois capítulos) começa com “Em nome de Deus, o beneficente, o misericordioso”. Deus descreve-se na Sura al-Ikhlas, (capítulo 112): diz: “Ele é Deus o único, Deus o eterno. Ele nunca causou nem foi causado. Não há nenhum que se lhe compare.”

2.2 - Profetas

O Islã ensina que Deus pode revelar a sua vontade à humanidade através de um anjo; esses recipiente da revelação são os chamados profetas. O Islão faz uma distinção entre “profetas” e “mensageiros”. Apesar de todos os mensageiros serem profetas, nem todos os profetas são mensageiros.
Para os muçulmanos a lista dos profetas inclui Adão, Noé, Abraão, Moisés, Jesus e Maomé, todos eles pertencentes a uma sucessão de homens guiados por Deus. Maomé é visto como o ‘Último Mensageiro’, trazendo a mensagem final de Deus a toda a humanidade sob a forma do Corão. Mensageiros e profetas foram enviados a todas as nações e civilizações, e a cada mensageiro foi dado um livro para essas pessoas. Estes indivíduos eram humanos mortais comuns; o Islã exige que o crente aceite todos os profetas, não fazendo distinção entre eles. No Corão é feita menção a vinte e cinco profetas específicos. Os muçulmanos acreditam que Maomé foi um homem leal, como todos os profetas, e que os profetas são incapazes de ações erradas (ou mesmo testemunhar ações erradas sem falar contra elas), por vontade de Alá.

2.3 - O dia do julgamento

Outras crenças chave incluem o Dia do Julgamento, Céu e Inferno, os Anjos, os Jins (uma espécie de seres invisíveis), a existência de magia (a sua prática é estritamente proibida), o perigo do mau olhado (também proibido), e a misericórdia, a sabedoria e a força do todo-poderoso Deus. Céu, inferno e juízo final: Deus é soberano juiz, manda os bons para os céus (jardim de delícias, onde há leitos, bebidas que embriagam, carnes de pássaros, virgens adolescentes apaixonadas…) e os maus para o inferno (onde existe vento que queima, escuridão e fumaça).

2.4 - Práticas Pré-Islâmicas

Algumas crenças e comportamentos islâmicos são semelhantes a práticas pré-islâmicas nativas da Península Arábica - em particular a hajj e três de suas práticas associadas: circundar a Kaaba, beijar a Pedra Negra (conhecida também como Hajar el Aswad), e o apedrejamento do Diabo nas proximidades de Meca.

2.5 - Revelações do Corão

Os muçulmanos acreditam que o Corão foi revelado a Maomé quando Alá (Deus) enviou um anjo para lhe ditar uma série de revelações. Então, Maomé recitou isto aos seus companheiros, muitos dos quais se diz terem memorizado e escrito no material que tinham à disposição. De acordo com a tradição islâmica, Maomé era analfabeto, as revelações a Maomé foram mais tarde reunidas pelos seus companheiros e seguidores em forma de livro. Maomé é considerado o profeta final, enviado para pregar a mesma mensagem que os profetas do Cristianismo Jesus e do Judaísmo Moisés (e possivelmente o Zoroastrianismo) e outras religiões antigas.

3 - Os seis elementos da crença

Há várias crenças partilhadas por todos os muçulmanos:
1 - Deus (em Árabe, Alá)
2 - Anjos
3 - Livros (enviados por Deus)
4 - Mensageiros (enviados por Deus)
5 - Dia do julgamento
6 - Autoridade Religiosa
Não há uma autoridade oficial que decide se uma pessoa é aceite ou excluída da comunidade de crentes. O Islã é aberto a todos, independentemente de raça, idade, género, ou crenças prévias. É suficiente acreditar na doutrina central do Islã. Isto é formalizado pela recitação da chahada, o enunciado de crença do Islã, sem o qual uma pessoa não pode ser considerada um muçulmano. Como ninguém pode abrir o coração do próximo para ver o que há dentro, é suficiente acreditar e dizer que você é muçulmano e comportar-se de modo apropriado a um muçulmano para ser aceite na comunidade do Islã.
4- Os cinco deveres de cada muçulmano

Os cinco pilares do Islã são 5 deveres básicos de cada muçulmano:
1 - a recitação e aceitação do credo (Chahada)
2 - Reza diária (Salat ou Salah)
3 - pagar dádivas rituais (Zakat ou Zakah)
4 - observar o jejum no Ramadão (Saum ou Siyam)
5 - azer a peregrinação a Meca (Hajj ou Haj)
Pelo menos uma seita de muçulmanos acredita que a Jihad, significando luta interior contra Satanás (jihad maior) ou luta externa (jihad menor), é o “sexto pilar do Islã”. Outros grupos consideram “A fidelidade ao Imam” o chamado sexto pilar do Islã.
Os seguintes grupos acham-se muçulmanos, mas não são considerados como tal pelos outros:
Os Ahmaddiya
Os Druzos
A Nação do Islão
Os Zikris
As seguintes religiões são de certa forma uma evolução do Islão, mas consideram-se religiões independentes com leis e instituições distintas:

Fé Bahá’í
Sikhismo
Yazidi

Outros aspectos importantes da crença Islâmica não foram abordadas aqui, como é o caso do mês de Ramada,, a perigrinação a Meca, a questão dos jejuns, a questão da lei Islâmica para problemas nacionais. A questão do homem e mulher na cultura Islâmica, tal qual o judaísmo, deriva do respeito a seus livros sagrados. Sugiro uma leitura desses aspectos para um entendimento maior dessa religião.

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