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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Ministério Internacional Creciendo en Gracias


Um outro evangelho!

“Vocês são todos abençoados”, diz o líder, ao abrir a reunião. Em seguida, em meio a aplausos e murmúrios de frases nada convencionais, ordena que as pessoas digam que “esteja ativada a mente de Cristo”. Apesar de certas frases e a liturgia serem semelhantes à de algumas igrejas evangélicas, todavia, estamos diante de um dos grupos pseudocristãos mais perigosos que têm surgido nos últimos tempos: o Ministério Creciendo en Gracias [Crescendo em Graça], o qual, daqui por diante, chamaremos de MCG.

O MCG se mostra um movimento muito fértil em produzir heresias. Tais desvios doutrinários, por vezes, vêm camuflados com nomes atrativos, como, por exemplo, “cápsulas de graça”, que, segundo eles, nada mais são do que “o resumo de um fundamento da doutrina da graça que contém a posição tradicional e desviada dos religiosos.. .”.
Neste artigo, pretendemos expor os ensinos pregados por esse movimento para que o povo de Deus não seja “levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Ef 4.14).

Toda a nossa pesquisa está baseada no site oficial do MGC.

Origem do movimento

Seu idealizador foi o porto-riquenho José Luiz de Jesus Miranda, mais conhecido como “o apóstolo”, fundador e líder do MCG. Não nos deteremos em refutar todas as heresias concernentes à sua pessoa, mas somente as heresias que consideramos de maior importância para a manutenção da ortodoxia doutrinária.

A sede mundial do MCG fica em Miami, Flórida, EUA. Fundado por volta de 1986, o movimento chegou ao Brasil dez anos atrás, aproximadamente. 1 Atualmente, a central do movimento por aqui fica em Guadalupe, bairro do Rio de Janeiro, RJ. O MCG alega que está presente em todo o continente americano e na Austrália, perfazendo um total de 24 países. No Brasil, estão fixados em nove Estados, sendo que em São Paulo possui seis igrejas, as quais denominam “centros educativos”. Mantêm ainda vários programas de rádio e TV.

Um movimento excêntrico

Problemas com a hermenêutica

Pesquisando o MCG por meio de seus sermões, testemunhos e credos, fica fácil traçar o perfil doutrinário e a tendência psicológica do grupo. São pessoas que vivem sob a tutela de “revelações”. O próprio fundador alega ter recebido sua doutrina diretamente de Jesus: “A fé é uma ciência, olhe, essa ciência ninguém nesta terra conhece [...] nem eu a conhecia. O Senhor me comunicou, pessoalmente. ..”. O MCG usa e abusa de textos bíblicos de maneira inescrupulosa a ponto de truncar determinados versículos a fim de sustentar seus pontos de vista heréticos. Veremos isso nas distorções apresentadas mais adiante.

Problemas com a semântica

Fazem uso de uma semântica enganosa, pois, ao mesmo tempo em que exprimem suas doutrinas usando termos tipicamente cristãos, atribuem, contudo, significados totalmente diferentes, reinterpretando os termos bíblicos. Um exemplo disso é o que eles entendem pela palavra cristão: “... Ser cristão não é receber a Cristo como Salvador ou crer nele, mas, sim, receber e aceitar os ensinos que o apóstolo Paulo deixou como fundamento, e que agora o apóstolo José Luis de Jesus explica para a edificação do Corpo de Cristo”.

Semelhanças do MCG com as demais seitas

Unicismo

Não acreditam na Trindade. São modalistas. Para eles, Deus é uma só pessoa que se manifestou de três maneiras diferentes (também chamado de sabelianismo) . Dizem: “ Cremos que Deus é um, e um é o seu nome. O trinitarismo é uma falsa doutrina que pretende separar a pessoa de Jesus Cristo de Deus Pai como dois seres em separado. O unitarismo ensina que é só Jesus. Ao contrário, nós ensinamos que Jesus é também o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Três manifestações, porém, um só Deus”, semelhante ao que crêem os grupos Tabernáculo da Fé, Voz da Verdade e Igreja Local”.

Aniquilacionismo

De forma idêntica às testemunhas- de-jeová e aos adventistas do sétimo dia, são aniquilacionistas. Não crêem no inferno de fogo e chegam a afirmar: “Com respeito ao evangelho, quer dizer, às quatorze cartas que Paulo escreveu depois da cruz, nunca mencionou a palavra inferno, isto se deve ao fato de que o inferno não existe”.

Reencarnacionismo

Também acreditam na possibilidade da reencarnação: “Veja bem, a reencarnação é um recurso usado por Deus do jeito que Ele quer. Não é uma forma automática na vida do crente. É totalmente regulada por Deus”.

Preexistência dos espíritos

Semelhante à crença mórmon, acreditam na preexistência dos espíritos. Na verdade, acreditam que os anjos não são nada mais que espíritos sem corpos e os seres humanos, anjos com corpos. Referindo-se aos adeptos do grupo, dizem: “Os membros desta família sabem que existiam em condição de anjos antes da fundação do mundo”.

Adão como Satanás

Para eles, Adão foi Satanás encarnado. Ao morrer na cruz, Jesus aniquilou o pecado de Adão que seria a obra do diabo; ou seja, o diabo e o pecado não existem mais, foram aniquilados. “Deus depositou no primeiro homem o espírito de Satanás; ou seja, Adão era Satanás...”.

Deificação do homem

Assim como os localistas e os novaerenses, também acreditam que são deuses: “Você é um espírito criado por Deus à sua imagem e semelhança, porque Deus teve filhos, e Deus os chamou de deuses. Diga: SOMOS DEUSES...”.

Peculiaridades doutrinárias do MCG

Afirmam que existem dois evangelhos: um falso (o da circuncisão), pregado por Pedro e os demais apóstolos, e outro verdadeiro (o da incircuncisão) , pregado por Paulo e agora por José Luiz de Jesus;

Fazem diferença entre Jesus de Nazaré e Jesus Cristo. Dizem: “É por isso que Paulo ensinava a servir àquele que ressuscitou e não a Jesus de Nazaré, que foi o corpo de Cristo (Rm 7.4). Em outras palavras, servir a Jesus Cristo ressuscitado é colocar-se depois da cruz e imitar a Jesus de Nazaré é colocar-se antes da cruz”. E mais: “O evangelho diz que, para darmos fruto para Deus, devemos ser do ressuscitado. Se você é de Jesus de Nazaré dá fruto, porém, para os homens, porque a doutrina de Jesus de Nazaré produz fé fingida”.

Tentam fazer uma antítese entre o evangelho pregado por Paulo e o evangelho pregado dos demais apóstolos, principalmente Pedro e João. Referindo-se a Pedro, afirmam: “Paulo profeticamente disse: ‘Com a minha partida, entrarão lobos vorazes que não perdoarão o rebanho’ (At 20.29). E mais: “Que antes da vinda do Senhor se manifestaria a apostasia, o iníquo (2Ts 2.4). Quem se opôs ao sacrifício de Jesus (Mt 16.21-23), quem se opôs ao evangelho de Paulo (Gl 2.11-14)? Pedro, o mesmo que deu a mão a Paulo em sinal de companheirismo e que, em seguida, Paulo repreendeu por ser hipócrita (Gl 2.9-14). Foi por isso que Paulo disse que o mistério da iniqüidade já estava em ação (Pedro), mas havia quem o deteria (Paulo), até que fosse tirado do meio (2Ts 2.7)”.

Referindo-se a João, afirmam, no mesmo fôlego: “Quando um crente é iluminado, ele entende que o diabo já não existe mais, que o pecado foi aniquilado, que está morto à lei, que foi Deus quem o escolheu antes da fundação do mundo, que é santo e está sem mancha diante do Senhor. Do contrário, ele chama esta revelação de blasfêmia, heresia. E mais, porque João não foi iluminado por esta palavra, ele chamou Paulo de anticristo, porque Paulo ensinava a não imitar a Jesus de Nazaré, mas a Jesus Cristo, o ressuscitado (Rm 7.4)”. Sustentam, ainda, que somente o apóstolo Paulo recebeu a revelação do evangelho da graça.

Segundo o MCG, as igrejas cristãs foram somente aquelas fundadas a partir do apóstolo Paulo. As demais, ainda na concepção deles, eram todas seitas judaicas, não tendo nada a ver com o evangelho de Cristo.

Não batizam, não tomam a santa ceia e não incentivam os membros ao arrependimento de pecados, pois entendem que tudo isso deve ser deixado de lado. Para que possam sustentar tal absurdo, argumentam que essas coisas são apenas rudimentos da doutrina de Cristo que ficaram para trás.

Neomarcionismo

Sem dúvida, o senhor José Luiz pretende reviver, com todo o vigor, as antigas heresias marcionitas. É o neomarcionismo redivivo em pleno século XXI.

Marcião foi um presbítero do século 2o que, no esforço de afastar e eliminar do cristianismo todos os elementos judaicos das Escrituras do Novo Testamento, com o objetivo de “desjudaizar” a religião cristã, elaborou uma depuração dos escritos neotestamentá rios. Rejeitou os evangelhos de Marcos, Mateus e João. Forjou seu próprio cânone com textos selecionados do evangelho de Lucas e das cartas paulinas, muitas delas mutiladas. Para ele, nenhum dos apóstolos havia entendido perfeitamente a doutrina de Jesus, com a exceção de Paulo. Por isso, Paulo, para Marcião, é o apóstolo por excelência, pois recebeu de Jesus, por revelação, o verdadeiro evangelho. Fazia, ainda, distinção entre o deus mau do Antigo Testamento com o deus bom do Novo Testamento.

Esses ensinamentos são hoje apregoados por José Luiz de Jesus, que os confirma com a seguinte declaração: “Você não pode conhecer a Deus na lei. Imagine você. Esse Deus do Antigo Testamento. Deus não é assim. Esse é um lado de Deus. Esse é o lado mau de Deus, porque Deus é bom e Deus é mau”.

É interessante que a semelhança entre os dois sistemas é idêntica até mesmo nos pormenores. É sabido que Marcião foi o primeiro a formular um cânon pessoal, enquanto o senhor José Luiz divide arbitrariamente a Palavra de Deus da seguinte forma: Escrituras (escritos do Antigo Testamento), História (os quatro evangelhos e o livro de Atos) e Evangelho (somente as epístolas paulinas, inclusive Hebreus).


Adão e Satanás são a mesma pessoa?


“Como caíste do céu [...] Como foste lançado por terra...” (Is 14.12-16).
Os adeptos do MCG acreditam que este texto aponta para Adão, o qual seria o próprio Satanás. Dizem que a palavra “cortado”, em certa tradução, está errada. O certo seria “foste formado”.

Resposta apologética

Antes de tecermos quaisquer comentários sobre isso, é bom lembrar que a Bíblia sempre compara Satanás com a antiga serpente, o dragão, o leão (2Co 11.3,14; Ap12.9; 20.2), mas nunca com Adão. A serpente é a mesma que tentou Adão e Eva (Gn 3). Portanto, a gênese da queda envolveu três personagens: Adão, Eva e a serpente, influenciada por Satanás. Outro fato que deve ser considerar é que o capítulo inteiro é uma continuação da profecia contra o império da Babilônia (Is 13.1; 14.4). Quem caiu foi o rei da Babilônia (Is 14.8), monarca que debilitava as nações (Is 14.12) e era soberbo (Is 13.19). A história nos relata que os reis babilônicos tinham todas essas características de grandeza (Dn 4.22); mas, por fim, foram abatidos (Cf. Is 14.23 com Is 47.10). O “homem” do qual fala o verso 16 não pode ser Adão, porque, em sua época, não havia reinos ou nações. Adão não tinha cidades e muito menos fazia pessoas cativas (v.17). Mas isso se encaixa perfeitamente com o rei da Babilônia, usado no texto como figura de Satanás.

Pedro foi inimigo de Paulo?

“... Mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” (Gl 1.6-8).

Declaram que este texto refere-se aos apóstolos, principalmente Pedro, que queriam perverter o evangelho de Paulo.

Resposta apologética

Certamente, o apóstolo Paulo está-se referindo à repreensão dada a Pedro em Gálatas 2.11. Mas daí construir uma aversão entre o evangelho de Paulo e o evangelho de Pedro é ser desonesto com o contexto bíblico, até porque este incidente foi tão irrelevante que Lucas não o menciona em seu livro: Atos dos Apóstolos. Havia, na igreja, muitos da circuncisão (At 10.45; 15.5). O próprio Pedro teve problemas com alguns deles (At 11.2). Este incidente, talvez, explique o receio na atitude de Pedro em Gálatas 2.12. O que Paulo condenava, ao que parece, era o fanatismo de alguns (Fl 3.2) e não o ministério da circuncisão que lhes fora confiado (Cl 4.11). Paulo chega a reconhecer os dois ministérios como sendo de procedência divina (Gl 2.7,8). Dois ministérios, mas um mesmo evangelho.

Paulo se submeteu à igreja-mãe, em Jerusalém (At 15.2,3.22), e quando menciona aqueles “que pareciam ser alguma coisa” (Gl 2.6), parece referi-se aos mesmos que se diziam da parte de Tiago (Gl 2.12), mas que não foram enviados por este (At 15.24). Paulo, depois do incidente com os da circuncisão em Antioquia, subiu a Jerusalém para decidir sobre essas questões teológicas com os apóstolos e obteve deles todo o apoio, inclusive o de Pedro (At 15. 23-29). Portanto, a censura de Paulo em Gálatas 1.6,7 não é dirigida aos apóstolos, mas aos da falsa circuncisão (Tt 1.10), dos quais Pedro também foi vítima.

Não ao batismo e ao arrependimento?

“... Deixando os rudimentos da doutrina de Cristo...” (Hb 6.1,2).

Acreditam que este texto os isenta do batismo e do arrependimento. O batismo seria um rudimento a ser abandonado de vez pelos cristãos.

Resposta apologética

Mal interpretado pelos adeptos do MCG, o texto em referência não diz o que eles afirmam dizer. O que o escritor está dizendo tem sua razão em Hebreus 5.12-14. Todos os itens alistados nos versos 1 e 2 são os passos iniciais de quem ainda é novo convertido. Em contrapartida, pelo tempo que já estavam no evangelho, deveriam ser mestres. Mas, metaforicamente, ainda estavam se alimentando com “leite”; ou seja, com as primeiras doutrinas cristãs, da necessidade de se arrependerem dos pecados, de se batizarem, de terem fé em Deus, de ouvirem falar que haverá um juízo final, etc., ensinamentos voltados aos novos convertidos e não aos cristãos amadurecidos na fé, no conhecimento e na graça de Deus. Em verdade, já estava na hora de tais cristãos irem além dessas doutrinas e prosseguirem para a maturidade (perfeição) espiritual, tendo em vista as tribulações que estavam passando.

O texto não desobriga nenhum cristão da observância do batismo e das outras doutrinas, antes, está alertando quanto o perigo de alguém estacionar naquilo que aprendeu. Se negarmos o batismo e o arrependimento, baseados nesse texto, teremos de negar também o juízo final, a fé em Deus e a ressurreição, coisas que os adeptos do MCG ainda crêem estarem em vigor.

Não existe mais pecado?

Pelo fato de não enfatizarem o arrependimento, acabam tolerando algumas práticas imorais. Dizem que não pecamos mais, porque Jesus destruiu nossos pecados de uma vez por todas (Hb 9.26).

Em resposta a uma pergunta relacionada à aceitação de homossexuais no MCG, e se os mesmos, vivendo na imoralidade, teriam a possibilidade de ser salvos, vejamos o que disseram: “Também é importante esclarecer que algumas manifestações carnais (bebedices, práticas homossexuais, iras, etc.) não podem, de maneira nenhuma, afetar a nossa posição em Cristo (Hb 10.14), tampouco afetar a nossa salvação: ‘Porque pela graça sois salvos, por meio da fé’ (Ef 2.8); as debilidades da carne não são tomadas em conta pelo Senhor, já que Ele vê o nosso crescimento espiritual e não a nossa atividade carnal”.

Resposta apologética

O apóstolo Paulo constantemente incentivava os crentes ao arrependimento (2Co 7.6-10). Além disso, a palavra aniquilar, athetesis, no texto grego em pauta, não quer dizer destruição. Ela vem de atheteo, que significa “pôr de lado”, “desprezar”, “negligenciar” , “opor-se à eficácia de alguma coisa”, “anular”, “tornar sem efeito”, “frustrar”, “rejeitar”, “recusar”, “fazer pouco caso”. De fato, Jesus anulou os nossos pecados na cruz, mas isto não quer dizer que o homem não peca mais e, por isso, não precisa de arrependimento. Isso não é verdade. O próprio Paulo reconhecia que era pecador (1Tm 1.15).

Considerações finais

Infelizmente, algumas questões não foi possível responder aqui. O emaranhado de desvios sustentados pelo MCG poderia nos render um livro sobre o grupo. Esgotar o assunto, porém, não foi o nosso objetivo. Como percebemos, o MCG não passa de mais uma seita (entre tantas outras) que está pregando outro evangelho com outro Jesus (2Co 11.4).

O que expusemos neste artigo é uma pequena parte das inúmeras heresias que o movimento propaga, porém, cremos que tal abordagem seja o suficiente para alertar os verdadeiros cristãos, para que não se deixem enganar por “estes ventos de doutrinas” (Ef 4.14), especialmente pela roupagem evangélica que a maioria das seitas apresenta.

Estejamos atentos e engajados na perseguição da graça e do conhecimento de Deus (2Pe 3.18). Esses elementos caminham juntos e é prejudicial à vida cristã privilegiar um em detrimento do outro. O exagero geralmente conduz ao erro. A verdadeira graça, tal como é pregada nas Escrituras, nos conduzirá ao conhecimento, e este, por sua vez, será a ferramenta que sempre utilizaremos para rejeitar toda e qualquer tentativa de distorção da graça divina.


Fontes de referência:

http://www.brazil. creciendoengraci a.com

Desafio das seitas. Ano IV, nº 13 – 1º trim. 2000, p.12.

Desafio das seitas. Ano IV, nº 14 – 2º trim. 2000, p. 4.

Revista El Apostolado. Outubro/ 1998.

Legião da Boa Vontade


Diz-nos parte do poema do fundador da LBV, Alziro Zarur: "Por que odiarmos nós a Satanás, se ele, também, é criação divina?...Por que não transformar num bom amigo a Satanás, em vez de o combater? Amigos meus, oremos por Satã, amemo-lo de todo coração, e respondamos sempre com o perdão aos males que nos faça, hoje e amanhã. E, um dia, todos nós iremos ver Satanás redimido, a trabalhar por aqueles que veio tresmalhar dos rebanhos de Cristo, e reviver! Porque se assim, amigos, não quiserem aqueles que se chamam "os cristãos", lavemos, desde já as nossas mãos, ante às iniqüidades que fizeram. Por mim, com honra, eu amo Satanás, meu pobre irmão perdido nos infernos, com este amor dos sentimentos ternos, pra que ele, também receba a paz". (Mensagem De Jesus Para os Sobreviventes, Poema completo: p.130/132/133) .

O que pensarmos de uma religião, que apesar de usar a Bíblia, faz tamanha afirmação? O que pensar de uma pessoa que nos induz a louvar e bendizer Satanás? Jesus afirmou positivamente que o diabo é e sempre será o Pai da mentira (Jo. 8:44), deixando-nos certos de sua condenação eterna.

Leiamos:

"Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira (JO 8:44). "Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos(Mt.25: 41).

Vamos nesse estudo fazer alguns comentário sobre a parte religiosa da LBV, pois se a parte religiosa estiver em dias, as caridades serão apenas uma conseqüência boa e dentro de uma ética abençoadora, pois para tal somos transformados; "Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas(Ef.2:10) . Boas obras para Deus é, em primeiro lugar, atitudes de uma nova criatura e andar segundo a Palavra de Deus: "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo(II Cor.5:17). "De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida(Rm.6:4) . Ou seja, para agradá-lo precisamos não apenas ter boas obras, mas sermos as boas obras e isso envolve um comprometimento com a Sua Palavra: " Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho" (Sl.119:105) .

Nessa ótica bíblica vamos tomar a liberdade de observar as doutrinas dessa entidade.


HISTÓRICO

ALZIRO ZARUR

O nome do fundador da LBV é Alziro Elias Davi Abraão Zarur e nasceu aos 25 de dezembro de 1914, de pais sírios, católicos ortodoxos. Zarur considerava- se a reencarnação de Allan Kardec como declara no livro "Jesus - A Saga de Alziro Zarur II". Casou-se com Iracy de Abreu, criou o Partido Trabalhista Nacional - PTN e se candidatou à presidência da república, perdendo as eleições. Em 4 de março de 1949 lançou o programa "Hora da Boa Vontade" na rádio Globo do Rio. Lá criou a "prece do copo d'água" (hoje este gesto é imitado por algumas denominações evangélicas). Alziro Zarur citava textos bíblicos na Rádio e dentre eles repetia Lc.2:14: "Paz na terra para os homens de boa vontade"(versã o católica). Na verdade esse texto indica a boa vontade de Deus para com os homens no envio de Cristo a esse mundo - " Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens" (versão Almeida). O Texto usado na versão católica, se fosse o correto, não estaria dentro do contexto e da mensagem apresentada pelos anjos aos pastores.
A LBV foi fundada oficialmente em 7 de setembro de 1959 e se declarava uma organização criada pelo próprio Jesus Cristo (Religião do 3o milênio, p.95). E diziam ainda ser uma religião santíssima (idem p.115).


JOSÉ PAIVA NETO

Nascido a 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro, tornou-se em 1979, com a morte de Zarur, presidente da entidade, é jornalista, radialista e escritor. Sua infância e juventude foram marcadas por uma preocupação incomum com temas filosóficos, espirituais, sociais, políticos, científicos, econômicos e por um profundo senso de auxílio aos necessitados. Deixou de seguir a vocação pela medicina para dedicar-se, ainda jovem, à LBV. Foi sempre o auxiliar de Alziro Zariur, tendo o cargo de Vice Presidente. O crescimento da LBV chega a uma estimativa de 70.000% (dados da própria LBV).


A MÁQUINA DE ARRECADAR

Geralmente nos vemos diante de um pedido telefônico, feito por uma voz feminina muito delicada, elogiando-nos como cidadão de bem e se, como tal, não estaríamos dispostos ao pagamento mensal para o custeio de uma criança.

Certa senhora e amiga, evangélica e simples em seus costumes, de tanto receber telefonemas da LBV, sentiu-se constrangida a colaborar mensalmente, sendo que o débito era colocado na conta telefônica. Quando tomei conhecimento fiz duas coisas; expliquei sobre a parte doutrinária para ela e, depois, liguei para a Telefônica que me disse, até um tanto bruscamente, que não podia dar explicações, pois para tal precisaria enviar um ofício à diretoria da mesma.

O mais triste disso tudo não é fazer uma doação a uma determinada instituição, mas de sabermos que o dinheiro de muitos evangélicos têm servido para alimentar não só o físico mais a alma de milhares de crianças, que se tornarão espíritas praticantes num futuro próximo, agindo contrárias à Palavra de Deus. Que possamos ajudar as nossas crianças de rua, mas que nessa ajuda elas estejam recebendo também um bom alimento espiritual.

Já pensou meu amigo leitor o seu filho chegando em casa dizendo que Satã é seu irmãozinho e que o ama de todo coração? Não nos enganemos, a caridade tem que ser completa, por isso disse Jesus: " Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus"(Mt.4:4) . O TEMPLO DA LBV

O Templo: Inaugurado em 21 de outubro de 1989, em Brasília, por J. P. Neto. É o monumento mais visitado da capital do Brasil (Livro: "As Profecias Sem Mistério", PVN, p.215).Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica da LBV: Inaugurado pelo Diretor-Presidente da LBV, em 25 de dezembro de 1994, em Brasília. O ParlaMundi da LBV é chamado pela imprensa brasileira de Parlamento dos Espíritos, porque Paiva Neto assim o definiu: "O Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, que erguemos com o indispensável auxílio do Povo, ao lado do Templo da LBV,... manterá suas portas abertas a todos os seres de Boa Vontade, na matéria ou fora dela. Ele propõe a conciliação universal de todo o conhecimento humano e espiritual, numa poderosa força a serviço dos povos".

Paiva Neto, pelo que vemos, gastou uma boa quantidade de dinheiro na construção desses prédios religiosos, não sabemos quanto foi gasto, mas temos certeza, pelo que conhecemos de construção, que AQUELE PRÉDIO DARIA PARA CUSTEAR MUITAS CRIANÇAS. Outra questão fundamental, seria saber se o povo, que sempre contribuiu especificamente para obra social, estava informado de que a sua contribuição estava sendo destinada para a suntuosa construção do Templo da LBV, pois afirma Paiva Neto: " que erguemos com o indispensável auxílio do Povo". Não me lembro de propagandas avisando o povo sobre tais gastos com essas construções.


O TEMPLO E O ECUMENISMO PROMOVIDO PELA LBV


A respeito do Templo de Deus e porque a LBV é a "Religião de Deus" lemos o seguinte: "Que templo é esse no versículo 15?(capítulo 7 de Apocalipse). Tudo indica, pelo seu papel altamente solidário, que se trata do Templo do Ecumenismo Irrestrito, que a Legião da Boa Vontade levantou em Brasília"( As Profecias sem Mistério, P. Neto, p.193)

Bom, em primeiro lugar, o Templo citado no contexto do cap.7 de Apocalipse é o céu onde Deus habita e a partir do seu trono delibera todas as diretrizes universais. Em segundo, se a LBV entendesse a Bíblia verdadeiramente e conhecesse o evangelho de Cristo, jamais gastaria dinheiro com tamanho "descalabro Ecumênico" para promover um ato anti-bíblico - O ECUMENISMO IRRESTRITO. Nem Jesus e nem a sua Palavra, nunca ensinaram ao seu povo ser ecumênicos, mas sempre se preocuparam em ser o contrário: " Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações"(Dt.18: 9); " Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso" (IICor.6:14- 18). O que o texto das sagradas Escrituras nos ensina a fazer é o contrário do ensinado pela LBV e, dentro da idéia Bíblica, separar-se (tornar-se santo) do mal e de todas as religiões que não professem crer nos ensinamentos de Deus, é o mandamento do Senhor. É claro que não vamos discriminar as outras expressões de religiosidade, pois cada um pode expressar sua fé da maneira que lhe bem parecer, mas biblicamente falando é nos apresentado uma única opção - DEVEMOS SERVIR A DEUS DENTRO DE UMA PERSPECTIVA BÍBLICA. A apologia que estamos fazendo acontece pelo fato do uso indevido da Bíblia por essa religião. Não podemos nos esquecer que o diabo até aceita dividir a sua glória, mas o nosso Deus é bem diferente: "Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura"(Is. 42:8). Queremos que você leitor entenda, que de acordo com as Escrituras Sagradas, religião de Deus é aquela que prega a santificação(consagraçã o), pois sem isso ninguém verá à Deus (Hb.12:14).


JESUS CRISTO VOLTARÁ NO TEMPLO EM BRASÍLIA


Assim afirma a LBV, dando a entender que na sua volta, Cristo virá sobre Brasília: "Quando Jesus voltar encontrará erguido o Templo da Boa Vontade, o TBV"( As Profecias sem Mistério, P. Neto, p.193). Mais uma vez equivoca-se a LBV e, com tais afirmações, mostra sua ignorância em relação à Palavra de Deus. Jesus Cristo, quanto voltar fisicamente( Mt.24:27) , virá sobre Israel, no Monte das Oliveiras, leiamos: "e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito" (Zc.12:10); "... e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio..."(Zc. 14:4); " Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória"(Mt.24: 30). O ponto de referência mundial que serve de base para os acontecimentos bíblicos é a nação de Israel. O próprio Senhor mandou que observássemos nesta direção: " Aprendei, pois, esta parábola da figueira (simbolizando a nação de Israel): Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão" (Mt.24:32, parênteses nosso). Que o leitor não se deixe passar por desconhecedor da verdade. Essa grande obra assistencial, que tanto empolga e até realiza bons trabalhos sociais, é uma grande camuflagem para uma nova religião e, como de costume das seitas, o "único" ou "mais certo caminho" à Deus.


O QUE PENSA A LBV SOBRE A BÍBLIA?


"...Que a fé dos cristãos míopes é refutar fatos concretos, e justificar contradições na Bíblia dos Hebreus. Senhor, não creio que este Livro Santo tenha , todo ele, inspiração Divina porque tua santíssima doutrina não pode rebaixar-se tanto e tanto!". (Livro da LBV: "Mensagem de Jesus Para os sobreviventes, pág.179,180).

É lamentável o que certas religiões fazem com a Palavra de Deus; mormonismo, espiritismo, jeovismo... e a LBV, usam a Bíblia para enganar o verdadeiro povo de Deus, citando o que lhes interessa e chutando para escanteio o que lhes tira a autoridade. A LBV, como todos as religiões equivocadas à respeito da Bíblia, faz a mesma coisa e sofisma POR QUE DEVEMOS CRÊR NA BÍBLIA?

- “Quando vieres traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, especialmente os pergaminhos (que eram os livros santos que formaram a Bíblia)” (II Tm.4:13 – parênteses do autor)

- “sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo” (II Pedro 1:20 -21)

O apóstolo Pedro diz que as Escrituras foram inspiradas e vieram da parte de Deus. Os apóstolos deixaram as orientações básicas, que formam o fundamento apostólico, que é o Novo Testamento, junta com o Velho Testamento, para que a Igreja se direciona-se por essa Escritura. O Velho Testamento e o Novo Testamento, que compõem a Palavra de Deus, são o fundamento e a última palavra em relação a vida da Igreja em todos os tempos. Leiamos;

- “Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei eu como sábio construtor, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” (I Coríntios 3:10-11).

- “...por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito(A Bíblia)...” (I Coríntios 4:6 – parênteses do autor).

- “edificados sobre o fundamento dos apóstolos (Novo Testamento) e dos profetas(Velho Testamento), sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina” (Efésios 2:20 – parênteses do autor ).

Veja, o evangelho de Jesus Cristo, não é de qualquer jeito como querem os líderes da LBV, que, como os espíritas, se declaram a última a revelação de Deus e possuidores da verdade. Para começar, Jesus disse que a Palavra de Deus era a verdade (João 17:17), deve ser por isso que tantas religiões querem que os seus escritos sejam tal, mas a Bíblia é o único fundamento do cristianismo verdadeiro. Paulo disse que “NINGUÉM PODE LANÇAR OUTRO FUNDAMENTO”, ou seja, os livros de Kardec, Alziro Zarur, Paiva Neto e seja lá quem for, não foram e nunca serão fundamentos das doutrinas cristãs. No cristianismo não há novas revelações (I Coríntios 2:10), pois Deus já se revelou através de Jesus (Hebreus 1:1). O que temos a fazer é ler, entender e aceitar a Palavra de Deus. Na carta aos Efésios, Paulo deixa claro que o verdadeiro cristianismo é fundamentado nos ensinamentos dos apóstolos e nos profetas, ou seja, no Velho e no Novo Testamento, pois é lá que encontramos as profecias, as doutrinas e os ensinamentos únicos e sublimes de Jesus Cristo. Paulo levava tão a sério os ensinamentos aplicado por ele e os demais apóstolos que, na carta aos Coríntios, declara: “para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito”. É lógico que Paulo estava falando do Velho Testamento que estava escrito e já era considerado Sagrado e do Novo Testamento, que em sua época estava praticamente todo escrito. Os cristão só têm uma bússola - A BÍBLIA.


NEGAM A DIVINDADE DE JESUS CRISTO

Afirma a LBV: "...Jesus, o Cristo de Deus, não é Deus nem jamais afirmou que fosse Deus". (Jesus - A Saga de Alziro Zarur II, pág.112).

O Senhor Jesus, em sua forma humana, nunca disse ser o Deus - Pai, mas sempre as Escrituras reiterou a sua divindade:

“Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (Jo.5:18).

“de quem são os patriarcas; e de quem descende o Cristo segundo a carne, o qual é sobre todas as coisas, Deus bendito eternamente. Amém” (Rm.9:5).

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo.1:1).

Os textos acima são mais que necessários para provarmos a Deidade de Jesus Cristo, ou seja, O Filho é tão Deus como o Pai e o Espírito Santo (Mt.28:19, II Cor.13:13, Ef.4:4-6, I Jo.5:7). O Deus dos Cristãos é Trino - Pai, Filho e Espírito Santo. Mais uma vez a LBV mostra-se uma religião fora dos parâmetros da cristandade.


A LBV É UMA RELIGIÃO ESPÍRITA

Declara Alziro Zarur: "Só a reencarnação e os séculos - expiação, reparação, e progresso - poderiam preparar as inteligências e os corações..." (Jesus - A Saga de Alziro Zarur II, pág.259).

A Bíblia jamais fez qualquer referência à palavra “reencarnação”, e, tampouco, confunde-a com a palavra “ressurreição”. Segundo o dicionário da Língua portuguesa, de F. S. Bueno, “reencarnação” é o ato ou efeito de reencarnar, pluralidade de existência com um só espírito; enquanto que a palavra ressurreição é: levantar, erguer, surgir, sair de um local ou situação para outra. No latim, “ressurreição” é o ato de voltar a vida, reanimar-se. Biblicamente, entende-se o termo ressurreição como o mesmo que ressurgir dos mortos. Para o cristianismo bíblico só existe a ressurreição. (Dicionário da Bíblia – Davis)

“E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo” (H.9:27).

É por isso que a LBV, como os espíritas, temem à Bíblia, pois Ela desmantela a sua teoria central, que é a reencarnação. Veja, o texto de Hebreus é claríssimo, o homem só morre uma vez, e por quê? Porque ele só nasce uma vez. E, ainda acrescenta; “vindo depois o juízo”, ou seja, a luz da Palavra de Deus não há espaço para a teoria da reencarnação. O texto deixa claro, que ao morrer, você será julgado, para ser salvo ou condenado, sem meios termos, é céu ou inferno.


CONCLUSÃO

Diante do explicitado fica a decisão do julgamento ao leitor atento. Entendemos que o lado social é muito importante e que religiões como a LBV faz até bem esse papel. Entretanto, a problemática é muita séria quando falamos de Bíblia e doutrina da salvação, ou seja, a LBV pode até ser uma boa religião, mas que não prega o caminho que leva o homem à Deus. Somente através da Palavra é que podemos conhecer o plano de salvação. Por isso, pense nisso.

Igreja Apostólica da Santa Vó Rosa


CONHECENDO O VERDADEIRO CONSOLADOR

Ex-adepto da Igreja Apostólica da Santa Vó Rosa, faz uma avaliação de seus 25 anos condicionado aos ensinamentos da seita. Depois de dificuldades para 'escapar' da seita, encontra ajuda por meio da leitura
da revista Defesa da Fé.
Durante 25 anos o irmão Anselmo freqüentou a Igreja Apostólica da Santa Vó Rosa. Inicialmente, seus pais ficaram envolvidos com o desenvolvimento da nova seita, depois sua mãe abandonou o movimento. Sua vida foi dividida em se dedicar aos ensinos e doutrinas da seita e sofrer devido aos problemas familiares desencadeados por divergências doutrinárias. Mas, finalmente, graças a Deus, ele foi alcançado pela luz do Evangelho.
Esta seita tem algumas características peculiares: Eles acham que o Espírito Santo literalmente é a própria pessoa da "Vó Rosa". E o seu primaz, sobrinho da "Vó Rosa", alega receber orientações da mesma, ou seja, isso caracteriza uma sessão mediúnica. Além disso, crêem na intercessão da Virgem Maria e "Santa Vó Rosa". Para maiores informações sobre essa seita, consulte as edições 14 (p. 39) e 15 (p. 6) da revista Defesa da Fé.
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DF- Como começou seu envolvimento com a Igreja Apostólica? (IA)

nselmo - Minha família se envolveu com esse movimento logo no seu início. Cresci acompanhando meus pais aos cultos. Para mim, parecia uma igreja evangélica, mas eu não tinha permissão de visitar outras igrejas. O sistema em que vivia era muito autoritário. Também notava que minha mãe se sentia desconfortável e sempre dizia que havia muito autoritarismo nas reuniões.
Minha mãe ficou algum tempo na seita, depois voltou ao Evangelho, hoje ela freqüenta uma congregação da Igreja Assembléia de Deus, aqui em São Paulo. Contudo, meu pai continua sendo um fiel adepto da Igreja Apostólica Santa Vó Rosa.
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DF - Como é o dia-a-dia de um membro da IA?

Anselmo - Existe um longo regulamento interno que orienta a vida do membro. Esperava-se que estivesse sempre nos cultos e uma ausência prolongada já poderia significar exclusão. Principalmente os jovens se sentem 'sufocados' com tantos ditames, sobre o que fazer e o que não fazer. Mesmo entre os jovens de uma congregação não pode haver recreação, nenhum entretenimento. Embora a IA tenha um sítio que foi doado para a igreja, não é permitida nenhuma recreação ali.
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DF - Como são os aconselhamentos, havia algum tipo de punição para os membros?

Anselmo - Um membro da IA é geralmente policiado, qualquer problema que chegasse aos ouvidos da "Vó Rosa", ou da missionária Odete, era suficiente para declarar exclusão, antes mesmo de conferir ao membro o direito de resposta. Geralmente diziam que - após a morte de "Vó Rosa" - ela havia aparecido ao primaz e declarado que tal membro deveria ser excluído. Quando os membros têm problemas familiares buscam a ajuda do primaz Aldo.
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DF - A "Vó Rosa" era autoritária?

Anselmo - "Vó Rosa" era muito autoritária, até mais exigente que a missionária Odete e o esposo, Eurico, que era considerado bispo pelos adeptos. Rosa tinha o costume de vigiar a vida alheia e literalmente carregava uma fita métrica para medir as saias das irmãs. Se alguma irmã usasse uma saia com menos de dois dedos abaixo da 'batata-da-perna' , ela punia. Ela se mostrava desequilibrada e exigia que as pessoas ao redor pensassem como ela. Realmente, sua morte foi um alívio para muita gente, pois muitos não mais suportavam sua atitude mesquinha.
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DF - Quando foi que surgiu a idéia que "Vó Rosa" era o novo Consolador?

Anselmo - "Vó Rosa" morreu num acidente de trânsito na cidade de Poá, São Paulo, em 26 de outubro de 1970, quando tinha 76 anos de idade. Já na década de 60 ela havia recebido uma 'revelação', onde dizia que Jesus lhe havia constituído para abrir uma igreja, a Igreja Apostólica, esta igreja seria a restauração do Evangelho.

Seu corpo foi embalsamado e ficou exposto na igreja, sendo velado durante uma semana. Com certeza, isso foi de grande impacto para os membros, e houve clamor para que seu corpo ressuscitasse. A IA ensina que a alma somente deixa o corpo no sepultamento. Evidentemente, ela não ressuscitou, daí os líderes da IA interpretaram sua morte como um arrebatamento. Então, começou a formar-se uma idolatria ao redor de sua pessoa.
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DF - Quando "Vó Rosa" ainda era viva, ela apregoava alguma revelação?

Anselmo - Sim, durante os 16 anos de sua vida na IA, ela constantemente dizia ser arrebatada ao Céu. Ela era reconhecida como um porta-voz de Deus. De fato, as doutrinas e regulamentos da igreja eram todos relacionados com tais arrebatamentos.
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DF - A IA desenvolveu algum ensinamento no campo escatológico (Doutrina sobre a Consumação do Tempo)? Eles fizeram alguma previsão quanto ao Arrebatamento?

Anselmo - Sim, a missionária Odete, que ainda está viva, e tem mais de 80 anos, tem afirmado com autoridade profética que não morrerá, mas será arrebatada com a igreja. Em diversas reuniões ela tem declarado que verá o Arrebatamento. Isso tem causado muita expectativa nos membros.
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DF - Como é a liturgia dos cultos da IA?

Anselmo - O culto é bem diferente das igrejas evangélicas e existem alguns aspectos que demonstram que o culto deles é realmente direcionado aos seus líderes. As orações são feitas em nome da "Santa Vó Rosa" e os hinos sempre mencionam o primaz Aldo. Seus ensinos são baseados nas revelações de "Vó Rosa", quando usam a Bíblia, simplesmente lêem algum versículo e lhe dão o crédito de oráculo, mas não têm a Bíblia como regra de fé e conduta.
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DF - Será que os membros da IA não ponderam quanto ao abismo que existe entre suas crenças e a doutrina evangélica?

Anselmo - A IA tem um Regimento Interno (RI) muito restrito. Esse RI, para eles, é semelhante à Bíblia, em autoridade. Os membros sabem exatamente o que devem fazer, sobre cada detalhe do dia-a-dia. Isso lhes transmite uma sensação de santidade e uma segurança. Inclusive a IA é comparada à Arca de Noé, o atual lugar de salvação.

O que os identifica como igreja verdadeira é seu conjunto de regras que advém de suas comunicações com o bispo primaz, Aldo Bertoni. Contudo, não percebem que estão consultando espíritos por meio da mediunidade do primaz, ou seja, tendo condutores cegos estão coando um mosquito e engolindo um camelo (Mt 23.24).
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DF - Como o irmão conseguiu sair dessa seita?

Anselmo - Inicialmente, comecei a ficar decepcionado com o policiamento, que era constante. Também havia alguns familiares que não tinham negado a fé cristã, e os confrontos que seguiam sempre me faziam pensar. A minha esposa é presbiteriana, e sempre conversava com o pastor da igreja que também era meu cunhado.

Mas, ainda assim, havia muitas dúvidas. Não conhecia a Palavra de Deus, pois nós não éramos incentivados a ler a Bíblia. Geralmente, o pastor ou bispo da IA apenas lia dois ou três versículos e expunha sua opinião, sempre levando em conta alguma revelação da "Vó Rosa", ou aplicando o texto em sua vida.

Não tínhamos nenhuma liberdade quanto à leitura da Bíblia. Nem mesmo podíamos estudar livros evangélicos. Apenas o que era publicado pela seita. Quando saí da IA ainda conservava alguma preocupação quanto aos ensinamentos, principalmente se o Arrebatamento realmente ocorrerá antes da morte da Odete.

Seu corpo foi embalsamado e ficou exposto na igreja, sendo velado durante uma semana. Com certeza,isso foi de grande impacto para os membros, e houve clamor para que seu corpo ressuscitasse.
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DF - O irmão tem ainda problemas com a doutrina anterior da seita?

Anselmo - Quando uma pessoa está envolvida numa seita ela fica cega, crê em tudo o que lhe dizem sem fazer nenhuma objeção. Ao sair da IA, estando livre para ler a Palavra de Deus, comecei a ver que os ensinos deles não eram encontrados na Bíblia. Além disso, adquiri um exemplar da revista Defesa da Fé, que estava explicando as implicações dos ensinos dessa seita.
Agora, sem a cegueira da credulidade, comecei a verificar os pontos que a revista Defesa da Fé estava esclarecendo. Realmente, a IA estava comprometida com o espiritismo, pois até hoje consulta a "Vó Rosa" para conduzir seu rebanho. Não somente este artigo específico, mas diversos outros artigos que me ajudaram a ver o perigo das seitas e suas características.

Realmente, as seitas condicionam a mente dos adeptos, e não permitem que usem suas faculdades para compreender a Palavra de Deus e coíbem qualquer idéia que pareça distanciar dos objetivos do grupo.

Fiquei impressionado com a clareza da revista Defesa da Fé, em abordar questões tão importantes.
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DF - Qual foi a reação dos seus familiares que ainda são adeptos da IA?

Anselmo - Eu tive problemas com alguns familiares, pois não aceitavam que deixasse a IA e freqüentasse outra igreja. Também procurei alertar alguns familiares sobre as implicações desses falsos ensinos, mas tive muitos problemas. Hoje não sou tão polêmico, mas sempre digo que estou à disposição para explicar-lhes a fé cristã. Tenho incentivado meus familiares a procurar averiguar se os ensinos da IA realmente estão à luz das Escrituras.
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DF - Como está hoje sua vida diante de Deus e das Escrituras?

Anselmo - Hoje posso estudar a Palavra de Deus e tenho crescido espiritualmente. Embora lamente a situação daqueles que ainda estão lá, sempre tenho orado por eles. Tenho dedicado minha vida a Deus e à minha família, criando meus filhos no Evangelho e juntos congregamos em uma igreja Presbiteriana. Também tenho o desejo de alertar quanto ao engano das seitas e enfatizar a importância de se ter um bom conhecimento das Escrituras.Os hinos da seita tributam louvores à Vó Rosa e ao primaz Aldo, crêem que são respectivamente o Espírito Santo e o Templo do Espírito Santo. Uma vez que crêem que Vó Rosa transmite pessoalmente suas instruções ao primaz Aldo.
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O Templo do Consolador

Ó, querido irmão Aldo,

Interceda a Deus por nós

Sabemos que o Senhor é Santo

Ele sempre ouve a sua voz.

Junto a Santa Vó Rosa,

O Santo Espírito Consolador

Passas horas e horas gloriosas

Junto a Deus, Pai nosso Criador.

Ó, bondoso irmão Aldo,

Nós te pedimos de coração

Que nas horas que vais ao Céu

Leva a Deus nossa oração.

Junto a anjos poderosos,

Junto a Jesus, nosso Salvador,

Passas momentos gloriosos

Junto ao Trono do Criador.

Ó, bondoso irmão Aldo,

Nós te pedimos com fé e amor

Porque sabemos que o Senhor é Santo

És o templo do Consolador.
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Por Márcio Souza

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Heinnn?

Labashurianderrá?

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

TOM CRUISE DEFENDE CIENTOLOGIA EM VÍDEO PROMOCIONAL

Fonte/Ansa/Notícias Cristãs

ROMA, 15 JAN - O ator norte-americano Tom Cruise lançou nesta terça-feira um vídeo promocional da sua religião, a Cientologia, que apareceu há poucas horas na Internet e já foi removido de vários sites por ordem da seita fundada por Ron Hubbard.
"Nós somos autoridades em fazer as pessoas largarem as drogas" e "em reabilitar criminosos", ou "podemos levar a paz e unificar as culturas", são algumas das declarações do ator no vídeo que tem uma duração de 9 minutos.
Poucos dias após as polêmicas suscitadas pelo lançamento da biografia do ator escrita por Andrew Morton, na qual se afirma que Cruise seria um dos dirigentes da Cientologia, o ator norte-americano volta a dar o que falar sobre sua fé no movimento religioso, com um vídeo no qual descreve a missão da Cientologia e os resultados obtidos.
"Acredito que é um privilégio poder dizer que sou membro da Cientologia porque temos a habilidade de criar novas e melhores realidades", expressa o ator no vídeo que usa a mesma trilha sonora do filme "Missão Impossível".
O ator, de cabelos curtos e vestindo uma blusa preta de gola alta, mantém no vídeo uma conversa em tom informal, onde afirma saber, como membro da Cientologia, que tem "uma oportunidade de ajudar de verdade, de mudar eficazmente a vida das pessoas". "Eu sou absolutamente, sem compromissos, dedicado a isto", afirmou.
Segundo o ator, "nós (membros da Cientologia) somos autoridades em fazer as pessoas largarem as drogas, somos autoridades em melhorar as condições de vida, podemos reabilitar os criminosos" e "podemos levar a paz e unificar as culturas".
Tom Cruise acrescenta que "viajando pelo mundo e encontrando tantas pessoas, falando com os líderes de diversos setores, sei que ele querem ajuda e que dependem das pessoas que sabem e que podem mudar as coisas e estas pessoas somos nós", concluindo que "este é o momento de agir".

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Fé que move a Bahia

Fonte: Bons Fluidos

Se existe um povo de fé, esse é o baiano. A religiosidade faz parte de sua identidade cultural e é comum ele levar no peito guias e crucifixo. Bate cabeça para orixás e ajoelha diante da Virgem. Reza e dança. E a Bahia conquista assim o direito de falar com todos os santos!
Texto: Simone Serpa
Fotos: Marcos Lima
Praia espetacular é Bahia, Carnaval e timbalada também, mas logo a memória desperta para outras delícias: o sabor quente do acarajé, o cheirinho de dendê, o som do berimbau, a brisa em céu azul-profundo. As artes que brotam lá todo brasileiro conhece um tanto. Agora, não há como aterrissar nesse pedaço de Nordeste sem se deixar tocar por sua característica maior: a Bahia é a mais pura celebração da fé.
O dia de São João é mais festejado do que Natal. E não inclui apenas comidas típicas e fogueiras, não. Para o santo, se faz novena, que é encerrada minutos antes do início da festa. Todo primeiro de junho há a trezena de santo Antônio, uma delas realizada ao ar livre, bem ali, em frente ao elevador Lacerda, a entrada do Pelourinho. A festa de Iemanjá só perde para o Carnaval...
E a fé não se manifesta apenas na rua, ela também está nas casas. Basta entrar em um típico lar baiano que logo se vê um oratório, ou simplesmente um nicho na parede, repleto de santos. Sem falar nos colares do candomblé pendurados na cabeceira da cama, nas esculturas de orixás na decoração, nas fitas do Senhor do Bonfim por todos os lados. Cabe a pergunta: de onde vem tanto fervor, que não se limita às fronteiras de tempo nem ao pragmatismo da vida de hoje?
Há quem veja a origem da fé baiana na fusão de elementos de diferentes culturas, que permitiu que códigos do candomblé, trazidos da África, fossem assimilados pelas igrejas católicas e vice-versa. Para o culto africano, isso não representa um problema, seus freqüentadores podem seguir outras religiões, embora haja casas de santo com postura não sincrética. “É muito comum, portanto, que os afro-descendentes no Brasil atendam os dois lados – santos e orixás -, aumentando assim as possibilidades de fé”, diz Roberval Marinho, professor da Universidade Católica de Brasília e pesquisador das religiões afro-brasileiras, com três livros publicados sobre o assunto.

A FORÇA DO SINCRETISMO
Uma das muitas festas que mostram o sincretismo é a de santa Bárbara, em 4 de dezembro. Nesse dia, a população se veste de branco e ver melho e acompanha o trajeto do caminhão de bombeiros. No alto, ele leva a estátua da santa, que, no candomblé, é Iansã. Enquanto o carro passa, com a sirene ligada, muitas pessoas recebem o santo na rua.
“O sincretismo aconteceu em função de características mais ou menos comuns de orixás e santos. Mas essa correspondência é frágil porque eles são, na verdade, absolutamente diferentes”, ressalta Edilece Couto, professora de História das Religiões da UFBA (Universidade Federal da Bahia). Ela cita como exemplo a própria santa Bárbara: o que podem ter em comum santa Bárbara, mártir e virgem cristã do século 3, e Iansã, orixá do fogo, cujo arquétipo é de uma mulher impetuosa e sensual? A semelhança entre as duas está nas funções que desempenham. Ambas são capazes de provocar relâmpagos, trovões, raios e tempestades.
O ATABAQUE ENTRA NA IGREJA
Na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que fica no Pelourinho, as missas são realizadas com atabaques e cantos afros. “Há pessoas que recebem o santo aqui dentro”, garante uma freqüentadora da igreja e que também é filha-de-santo. Em outubro, mês em que se comemora o aniversário da construção da igreja e da fundação da irmandade, há uma procissão em que a comunidade caminha com as contas do candomblé e os símbolos do catolicismo. O sociólogo Reginaldo Prandi, da Universidade de São Paulo, estudioso das religiões africanas, enfatiza que o sincretismo na Bahia é oficial. Está im pregnado na literatura de Jorge Amado, nas artes plásticas, com Carybé, no cinema de Glauber Rocha, no teatro de Dias Gomes e na música de Dorival Caymmi, Caetano Veloso e tantos outros.
Para Roberval Marinho, uma das explicações para essa religiosidade é a mistura de filosofia e cultura: “Os negros trouxeram a filosofia das culturas ágrafas, ou seja, que não dominavam a escrita. Seu conhecimento estava na cabeça e precisava ser passado adiante através de festas e outras manifestações culturais. Assim, para os africanos, o presente era o único tempo existente. Ser religioso para eles significava viver o momento em plenitude, celebrar a vida e usufruir dela da melhor maneira possível. Já as culturas gráficas, no caso o catolicismo, vindo da Europa, podiam ter seu conhecimento guardado em livros e recuperado depois. Elas aprenderam, então, a viver um tempo futuro, adiaram a alegria e até mesmo a vida para depois da morte”.
Em conseqüência dessa maneira de pensar, os negros que chegaram ao Brasil sobreviveram como puderam e ajustaram seus hábitos, inclusive os religiosos, aos do mundo que encontraram aqui. “Se para eles não havia vida após a morte, então era preciso viver a qualquer preço”, afirma o pesquisador de Brasília.

MOMENTOS DE ENCONTRO
Assim, os orixás, depois de reprimidos pelo catolicismo, receberam nomes de santos e continuaram cultuados. “Foi com esse jeitinho que, aos poucos, se estabeleceu essa grande religiosidade”, diz Roberval.
Some-se a isso a repressão. Quanto mais a Igreja, a elite branca e a polícia tentavam coibir os festejos religiosos, mais eles cresciam em entusiasmo e pompa. Edilece Couto destaca que até o século 19 não existiam muitos divertimentos em Salvador. As festas ligadas à religião eram uma oportunidade para encontros familiares, namoros, fortalecimento de identidades étnicas. “No século 20, com o aparecimento de cinema, teatro, Carnaval, elas perderam parte da função social, mas permaneceram como a afirmação da identidade, principalmente da população afrodescendente”, ressalta Edilece, que pesquisou festas religiosas da Bahia em seu doutorado na Universidade do Estado de São Paulo (Unesp).

OGUM MAIOR QUE TUDO
O sociólogo Reginaldo Prandi sugere outras explicações para as manifestações religiosas na Bahia: “Os elementos da religiosidade são intencionalmente expostos, usados para desenhar o perfil sui generis da cidade de Salvador”. Assim, esculturas de orixás do artista plástico Tatti Moreno decoram, imponentes, o dique do Tororó. As festas, como a de Iemanjá, lavagem do Bonfim, Nossa Senhora da Conceição da Praia e muitas outras, fazem parte do calendário turístico da cidade. “Na Bahia, a fé foi assumida do ponto de vista turístico e permitiu a perpetuação de muitas festas públicas que se perderam em outros lugares do Brasil”, observa Prandi. Como diz o povo do candomblé: Ogum é maior do que tudo isso!

NOTA:

Este artigo foi retirado do site da Revista Bons Fluidos, notadamente mistica. Portanto ao fazer suas considerações tenham em mente este fato.

Chefes da Cientologia podem ter incentivado Tom Cruise a se divorciar de Nicole Kidman

ReproduçãoFonte: Ego/Notícias Cristãs
Afirmação é de Andrew Morton, autor da mais nova biografia sobre o ator
Andrew Morton afirma em seu livro que os líderes da cientologia tem a ver com o fim do casamento de Tom Cruise e Nicole Kidman
Andrew Morton promete esquentar os bastidores do showbusiness com o seu novo livro, "An Unauthorised Biography", a biografia não-autorizada do astro Tom Cruise, que será lançada em 15 de janeiro.
Entre os fatos reveladores que constam nas páginas do seu livro, está o episódio que narra o fim do casamento do ator com Nicole Kidman em 2001.
De acordo com o autor, Tom Cruise foi incentivado pelos chefes da Cientologia, crença seguida por ele, a por um ponto final na relação depois que a atriz deu uma entrevista à revista "Newsweek", em 1999, se definindo como católica. A declaração de Nicole Kidman irritou os membros superiores da Cientologia, que acharam que o ator poderia ter sua fé corrompida pela mulher.
"Logo depois da entrevista, líderes da Cientologia discutiram uma estratégia para manter Tom em foco. O medo era de que a declaração de Nicole pudesse pôr em risco o comprometimento do ator com a sua fé", afirma Morton.
O escritor diz ainda que Nicole ficou sabendo do fim do casamento através de uma carta entregue pelo advogado do marido, em janeiro de 2001.
Bert Fields, a advogado de Tom Cruise, classifica o livro como "um punhado de mentiras". As informações são da agência de notícias "Wenn".

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