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quinta-feira, 27 de março de 2008

O que estão fazendo com o Evangelho de Cristo?

quarta-feira, 26 de março de 2008

O que estão fazendo com o Evangelho de Cristo?




terça-feira, 25 de março de 2008

Homens se travestem em ritual para deusa na Índia


Centenas de homens travestidos de mulher participam de um ritual religioso único em Kerala, na Índia. O objetivo da curiosa cerimônia é realizar os desejos dos devotos.

Eles visitam o templo da deusa Kottankulangara em procissão, com velas acesas e vestindo roupas femininas que incluem saris e um tradicional robe local chamado settu mundu.
Carregar uma lanterna com cinco velas montadas sobre um pedaço de madeira também faz parte da tradição. Elas são usadas para acender as outras velas do templo.
A tradição de se vestir de mulher teria começado com um grupo de pastores que costumava imitar meninas tímidas e oferecer flores e cocos para a entidade. Um dos rapazes teria tido uma visão da deusa e, então, construído um templo aberto.

Fonte: BBCBrasil/Notícias Cristãs

RESPOSTAS A VÁRIAS SUPOSTAS CONTRADIÇÕES DA BÍBLIA. ACOMPANHE-AS, TENDO ACESSO TAMBÉM A FOTOS E GRÁFICOS EM NOTAS RELACIONADAS. UM SUPLEMENTO VALIOSO

[Fragmento da Septuaginta. Séc. I d.C. À propósito, os "Manuscritos do Mar Morto", achados em 1947 em Qumram, demitificaram a idéia oriunda da Alta Crítica Bíblica de que as cópias que existiam do A.T. haviam sido adulteradas pela Igreja, ao longo da Era Cristã. As diferenças entre os textos do Mar Morto e as cópias mais antigas que tinha-se emmãos (de 900 d.C.) mostraram que não houve adulterações. O valor da descoberta de manuscritos antigos é sem precedentes para a Arqueologia Bíblica.]

O
trabalho apologético cristão está ficando cada vez mais necessário, atualmente. As confrontações à consciência cristã transcendem meras discordâncias de ponto de vista. Ataca-se, hoje, a essência da crença cristã: A Bíblia. É por isso que discordo do pensamento que valoriza demais a experiência mística, em detrimento do que conhecemos, e consequentemente cremos, por meio da fé. Ora, mas a "fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus". (Rm. 10:17). Esta Palavra, portanto, está revelada no que conhecemos hoje como as Sagradas Escrituras. Todo tipo de pensamento, portanto, que vitupera a verdade do que ali está contido, fere a essência da crença cristã. O diálogo inter e transreligioso procura, em nome da tolerância, sufocar ou tornar periférico esta premissa da fé e prática cristãs. Logo, o conhecimento e a defesa da Palavra de Deus, a Bíblia sagrada, é de vital importância para a permanência do cristianismo, com a sua essência intocada.

É justamente por causa do desconhecimento, ou melhor, da falta de intimidade com a Palavra de Deus, que vemos tantas aberrações no ocidental pós cristão. Recentemente, em uma lista de discussão, alguém apresentou algumas supostas contradições da Bíblia. Estas, por mais simples ou complexas que possam parecer, devem ter sua motivação compreendida pela Igreja Cristã, não apenas como o reflexo histórico de tentativas de se tentar perscrutar o símbolo e o veículo mais poderoso da fé cristã, mas como sinal de uma era, a era da apatia, da insegurança, da descrença, do relativismo, do paradoxal, do ilógico. Coloquei, aqui no blog, estas perguntas e as suas respostas, por dois motivos: O primeiro é uma tentativa de fazer com que os leitores percebam as implicações do que disse, transcendendo qualquer tipo de surpresa por causa de meras dúvidas. O segundo é tentar inspirar o quantos puder a terem uma reação pró-ativa em relação ao seu papel como cristãos em uma sociedade cada vez menos cristã. Que a Palavra de Cristo, portanto, inunde nossos corações; e que estes estejam sempre certos de que a mesma é infalível, inerrante e tem as respostas que o homem precisa, independentemente das épocas pelas quais passe.

A seguir, as "contradições" bíblicas, em negrito. Abaixo, algumas ilustrações com eventuais notas e, em vermelho, algumas respostas:

- Os Gigantes existiam antes da inundação (Gênesis 6:4). Somente Noé, sua família, e os animais da Arca sobreviveram à inundação (Gênesis 7:23).
- Mesmo depois da Inundação os gigantes continuaram existindo (Números 13:33).

[Pegadas encontradas no leito do rio Paluxy, perto de Green Rose, Texas (EUA). A pegada, em questão, mede 58 cm. Ao lado, uma pegada de um dinossauro. Supõe-se que, se a pegada for de um ser humano, o mesmo deveria medir 3,97 metros de altura. (A petrificação do leito do rio foi datada de fins Era Mesozóica, ceca 140 milhões de anos [sic]. Fonte: http://www.geocities.com/ CollegePark/Field/8825/gigantes.htm]

A Bíblia diz isso também. Se você ler Gn. 6:4, verá que está escrito assim: "Ora, naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes, varões de renome, na antiguidade.". A ótica do escritor é enfatizar o dilúvio (contexto). Se é assim, o termo "naquele tempo" refere-se ao período pré-diluviano. O advérbio "achar", portanto, significando "depois" deve-se referir ao período pós-diluviano. Logo, o autor deixa claro que houve gigantes antes e depois de dilúvio.


- Toda a terra tinha uma só língua e as mesmas palavras, até que Deus criou vários idiomas diferentes, fazendo com que ninguém entendesse um ao outro (Gênesis 11:1,6-9).
- Anterior a isto, a Bíblia fala de diversas nações, cada um com sua própria língua (Gênesis 10:5).

O relato de Gênesis, assim como de vários outros livros da Bíblia, não é exatamente todo cronológico. Ver a Escritura assim é um erro. Observe que, em Gn. 10, o autor sagrado está falando da descendência dos filhos de Noé. Foi entre esta descendência que houve a construção da torre de Babel. A tradição aponta para Nimrode como o articulador de tal construção. Esta é a tradição semítica antiga. Observe que Nimrode está expresso no vers. 9, do cap. 10. O capítulo 11 é uma relato pormenorizado de como se deu a divisão das línguas, entende? Você não deve observá-lo cronologicamente posterior ao 10.


- Deus admitiu que Ele é a causa da surdez e da cegueira (Êxodo 4:11).
- Contudo, Deus não aflige os homens por vontade própria (Lamentações 3:33).

Você não observou o contexto dos textos. Veja o texto de Jeremias, por exmplo: "O Senhor não rejeitará para sempre;
32 pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias;
33 porque não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens.
34 Pisar debaixo dos pés a todos os presos da terra,
35 perverter o direito do homem perante o Altíssimo,
36 subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor?
37 Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande?
38 Acaso, não procede do Altíssimo tanto o mal como o bem?". O texto é um hino à misericórdia e, ao mesmo tempo, à soberania divina. Contudo, quando diz-se que Deus "fez" o surdo ou o mudo é porque o fez indiretamente. Há algo chamado de "mal natural", e aí se encontram os defeitos congênitos. Se Deus é o Criador e o provedor da vida, ele, em última análise, "fez" todas as coisas. Mas Deus não faz o pecado, por exemplo. Isto acontece com o arbítrio humano. No caso doa males natuarais, não. Não é errado você dizer que provém do Senhor Deus. Errado, porém, é você dizer que todos os males provém de Deus.


- Deus envia Moisés para o egito resgatar os filhos de Israel (Êxodo 3:10. 4:19-23). - No caminho, Deus ameaçou Moisés de morte. Não proveu de explicação (Êxodo 4:24-26).

[Impressionante imagem encontrada na tumba de Khnumhotep II (séc. XIX a.C.). Nela pode-se ver claramente semitas barbados em procissão, sendo guiados por egípcios (de pele mais escura). A data desta pintura coincide historicamente com a data do da entrada dos israelistas, nos dias de José. Fonte: http: // paginas.terra.com.br/ religiao/jezaga/O%20Exodo.htm]

Se você observar bem o texto, verá que a o filho de Moisés não havia sido circuncidado. Zípora, a esposa de Moisés, o circuncida, pois entende que Moisés não havia feito a prática, prescrita por Deus a Abraão, talvez porque sua mulher, ismaelista, fosse contrária à mesma. Esta provável desobediência de Moisés serviu-lhe de lição. Deus não quis matar Moisés, realmente. Isto é um antropomorfismo comum na Escritura. Se Deus tivesse quisto matá-lo, mesmo, o teria feito.


- Deus mata todos os animais dos egípcios com uma forte pestilência. Nenhum sobreviveu a pestilência (Êxodo 9:3-6).
- Deus mata todos os animais dos egípcios com uma chuva de granizo (Mas eles já não haviam morrido com a pestilência?) (Êxodo 9:19-21,25).

Duas considerações importantes: A primeira é que o rebanho a que se refere o primeiro texto, pode ser apenas de ovelhas e cabras, enquanto o segundo, gado. A segunda, refere-se às generalizações. Quando digo que "o jeitinho brasileiro é ruim", não estou dizendo que todos os brasileiros tem tal jeitinho, mas que muitos, a maioria o tem. Generalizações são comuns, inclusive em nossa linguagem, e servem para ressaltar a mensagem que estamos tentando transmitir. Não há problema algum nisto.


- Deus não foi conhecido por Abraão, Isaac e Jacó pelo nome de Javé (Êxodo 6:2-3).
- O nome do Senhor já era conhecido (Gênesis 4:26).

[O Chamado "Tetragrama Sagrado", com os símbolos vocálicos massoréticos. Da dir. para a esq. (como lêem os israelitas), leia-se: "YHWH". Os massoretas, eruditos judeus do século IV d.C., utilizaram símbolos vocálicos para que o nome fosse pronunciável. As "vogais" foram as da palavra "Adona" ("Senho", em hebraico). Assim, temos uma palavra híbrida, que deveria ser entendida assim: YaHoWaH. Não era para ser pronunciado "Yahowah", mas o leitor quando se deparasse com a mesma, no texto sagrado, saberia que era o nome impronunciável de Deus. Contudo, com o passar do tempo, a palavra começou a ser escritoa "YAHOWAH", depois "YEHOWAH", e por fim "JEOVAH" ou "JAVÉ". Este não é o nome de Deus. É um híbrido que foi copiado errado, pelos cristãos, e mal entendido como sendo um nome próprio, erroneamente.]

Outras duas considerações importantes: A primeira, é que o "nome" de Deus pode ter sido esquecido desde os dias de Enos (neto de Adão), aos dias de Abraão. A segunda, que para mim parece ser a mais correta, é que a palavra traduzida por "nome" em Gn. 4:26, seria melhor traduzido por "fama" ou "glória". O "nome" do Senhor, aqui, é sinônimo de "fama" do Senhor, ou o conhecimento de Deus, que ficou conhecido desde o início da religião, como demonstrado em Gn. 4:26. Em Êxodo, Deus diz especificamente que não fora conhecido pelo seu nome, que não é "Javé", mas "JHWH", o tetragrama sagrado. Javé, Jeová, Ieová, são imperfeições oriundas de um mal entendido feito pelos escribas cristãos do primeiro milênio de nossa era, em frutos de uma leitura errada da LXX (Septuaginta).


- Deus proibe que seja feito a escultura de qualquer ser (Êxodo 20:4).
- Deus ordenou a fabricação de estátuas de ouro (Êxodo 25:18).

[Representação artística de um "querubim". Objeto "do" culto e não "de" culto, o querubim é revelado em Ezequiel 1:5-10 e 10:12-15. Compare as referências. Veja que o "boi", da primeira, é trocado por "querubi", na segunda. Talvez a melhor tradução para a palavra seja, de fato, "boi alad", do assírio semítico antigo, "kirub". Fonte da foto: http://www.jesusnet.org.br/tabernaculo/sdsantos.htm]

A ordenança de Deus nos textos não é contraditória. Deus proibiu a idolatria, no primeiro texto que você apresentou. No segundo, os objetos não eram de culto, mas do culto. Faziam parte do culto, mas, em hipótese alguma, poderiam ser adorados.


- Proibição do assassinato (Êxodo 20:13).
- Deus manda Moisés matar todos os homens de Madiã (Números 31:7).

A palavra em Êxodo é "ratasch" (assassinar), e em Números é "harag", que pode ser destruir. Isto, porque em Números, as mortes acontecem numa guerra e, pelo contexto, entendemos que a destruíção dos midianitas se deu pelo juízo divino.


- Proibição do roubo (Êxodo 20:15).
- Deus manda roubar os egípcios (Êxodo 3:21-22).

Houve um equívoco, aqui: Deus não mandou roubar os egípcios!


- Proibição da mentira (Êxodo 20:16).
- Deus permite a mentira (I Reis 22:22)
- Deus não pode mentir (Números 23:19)
- Deus deliberadamente enviou um "espírito" mentiroso (I Reis 22:20-30) (II Crônicas 18:19-22). - Deus faz pessoas acreditarem em mentiras (II Tessalonicenses 2:11-12). - O Senhor engana os profetas (Ezequiel 14:9).

Este é um texto curioso, realmente. O contexto, como sempre, não pode ser negligenciado. Observe que Acabe manda chamar o profeta Micaías e este, por sua vez, afirma o que vira. Deus permitiu a mentira (daquele espírito na boca dos profetas de Baal), pois queria desmascará-los. Note que o Senhor Deus permitiu que Micaías visse aquela "reunião secreta", na qual o profeta teve todo o vislumbre necessário para que pudesse ser uma testemunha fiel de que os profetas de Baal não falavam a verdade, quando diziam que o rei seria vitorioso na guerra. Se Deus não quisesse que ninguém visse o que acontecia, ninguém teria visto coisa alguma. A ação descritra em Tessalonicenses é indireta. Deus "lhes manda a operação do erro", por que, observe, os homens "se deleitaram na mentira" (vs. 12), no engano e rebeldia contra Deus. A "ação" de Deus é sua permissão: a permissão da operação do erro para homens que são classificados como réprobos.


- Aarão morreu no monte Hor. Imediatamente depois disso, os israelitas foram para Salmona e Finon (Números 33:38).
- Aarão morreu em Mosera. Depois disso, os isralelitas foram para Gadgad e Jetebata (Deuteronômio 10:6-7).
- Deus diz a Moisés que Aarão morreu no monte Hor (Deuteronômio 32:50).

Apesar destas regiões serem pouco conhecidas atualmente, sabe-se que o monte Hor ficava na região de Mosera (um monte menor - Hor - sobre outro maior, no qual ficava a região de Mosera). Não há contradição. Os destinos subsequentes não precisam ser "imediatos". Houve destinos "mediatos".


- Nós temos que amar Deus (Deuteronômio 6:5) (Mateus 22:37).
- Nós temos que temer Deus (Deuteronômio 6:13) (I Pedro 2:17).

Não há amor a Deus sem a devida reverência, pelo que Ele é.


- Deus escreveu nas tábuas as dez palavras da aliança (Deuteronômio 10:1-2,4).
- Deus ditou e Moisés escreveu (Êxodo 34:27-28).

[Deus escrevera sobrenaturalmente as primeiras tábuas da Lei. Moisés as quebrou quando desceu do Monte do Senhor e viu os israelitas adorando o bezerro de ouro. Foto do filme "Os Dez Mandamentos", que registra esta cena em particular.]

As pedras que Moisés lavrou, e sobre o que Moisés escreveu as palavras ditadas por Deus foram as segundas tábuas da Lei, pois as primeiras haviam sido destruídas quando Moisés desceu do Monte Sinai. Observe que, no texto de Deuteronômio, Deus 10:1, Deus manda Moisés lavrar duas pedras "como as primeiras" (as primeiras foram lavradas pelo próprio Deus).


Fonte: Pastor Artur Eduardo

sábado, 22 de março de 2008

As mais diversas heresias de Kenneth Hagin

Autor: Robson T. Fernandes

“Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”
1 Timóteo 4:1

Infelizmente tem se tornado cada vez maior o número de pessoas que dizem seguir a Cristo esquecendo-se de fazê-lo de acordo com a Sagrada Escritura. Observamos que toda sorte de misticismo, emocionalismo e deturpação doutrinária tem penetrado no seio da igreja.
Os falsos profetas têm iludido milhares, ou talvez milhões, de pessoas através de suas práticas heréticas e costumes irreverentes, apesar da Bíblia Sagrada há muito já alertar sobre tais fatos.
O que mais me chama a atenção é o fato dessas pessoas possuírem Bíblias e não atentarem para as Suas advertências. O texto Bíblico é claro acerca da necessidade de se atentar para o ensino Escriturístico, procurando não cair nas garras do erro. Vejamos:

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (2 Timóteo 2:15)

“O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.” (Oséias 4:6)

“Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” (Mateus 22:29)

John Ankerberg e John Weldon resumiram essa falha, ao afirmarem:

“Muitos cristãos têm hoje a infeliz noção de que não necessitam estudar a Bíblia por si mesmos. Essa idéia é espiritualmente prejudicial, pois impede os cristãos de amadurecerem na fé e os torna suscetíveis a falsos ensinamentos e estilos de vida mundanos. Não obstante, a Bíblia está repleta de admoestações para os crentes estudarem as verdades da sua fé.”
(ANKERBERG, John & WELDON, John. Os Fatos sobre o Movimento da Fé. Chamada da Meia-Noite, 1996. p. 21)

É preciso, todavia, entendermos que muitas pessoas o têm feito por inexperiência ou por uma orientação deturpada de seu líder. Esse é o caso dos neófitos, os novos convertidos. Hank Hanegraaff explica da seguinte maneira:

“Tenho encontrado pessoalmente diversas pessoas queridas que se enquadram nessa categoria. Não questiono sua fé nem sua devoção a Cristo. Eles integram aquele segmento do Movimento da Fé que, por alguma razão, não compreenderam nem internalizaram os ensinamentos heréticos apresentados pela liderança de seus respectivos grupos. Em muitas instâncias, são novos convertidos ao cristianismo que ainda não se firmaram bem na fé. Mas nem sempre é esse o caso.”
(HANEGRAAFF, Hank. Cristianismo em Crise. CPAD, 1996. p.43)

A Sagrada Escritura nos fala acerca das pessoas que apresentam falsos ensinos, denominando- as de ‘falsos profetas’. A definição apresentada pela Wikipédia é que:

“Falso profeta é a rotulação dada a uma pessoa que ilegitimamente se proclama detentora de dons do Espírito Santo. Tal rotulação pode tanto decorrer de um falso dom carismático, como do uso do mesmo para fins demagógicos ou demoníacos.”
(Fonte: Wikipédia)

Tais pessoas têm suas práticas em comum com outros em outras partes do globo e em outros períodos da história. Por isso, podemos ver falsos profetas com práticas semelhantes em locais e (ou) períodos de tempo distintos.

“Os mestres do Movimento da Fé alegam que Deus opera por leis espirituais, e que é obrigado a obedecer aos comandos espirituais dos crentes cheios do Espírito. Ele não só revela a doutrina na prosperidade sobrenaturalmente aos mestres da fé, mas também confirma verbalmente e pessoalmente suas interpretações das Escrituras”
(Copeland, Laws of Prosperity, pp. 60–62. Fonte: AGIR – Agência de Informações Religiosas)

Deixemos, então, que o próprio Kennteh Hagin fale, mas a Bíblia também:

“E você sabe o que vai acontecer agora? Vou contar-lhe um segredo. Alguém vai me dar US$ 50.000,00. Porque você pode ter aquilo que diz”
Fonte: Fé que move montanhas, p. 21

“Vós tudo perverteis, como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Não me fez; e o vaso formado dissesse do seu oleiro: Nada sabe” (Is 29:16)

“Nosso problema é que oramos e confessamos muito, mas não mandamos. É gostoso mandar! ... Jesus pagou o preço para fazermos isso...”
Fonte: Commanding Power, p. 12-13

“Porque, quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? (Rm 11:34-35)
“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?” (Rm 9:20)
“O próprio Senhor me ensinou sobre a prosperidade. ..recebi isso diretamente do céu”
Fonte: How God Taught Me About Prosperity, p. 1

“Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?” (Mt 6:25)

“O Senhor falou comigo e disse: ‘Não ore mais pedindo dinheiro. Você tem autoridade através do meu nome para reivindicar a prosperidade”
Fonte: New Threshold of Faith, p. 55

“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” (2Co 12:9)

“O maior fato da palavra de Deus: poder de comando ... que todo ... Filho de Deus é capaz de operar ... Comandar é diferente de confessar ... Nosso problema é que temos orado e confessado muito, mas não temos dado muitas ordens”
Fonte: How God Taught Me About Prosperity, p.16-19

“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?” (Rm 9:20)
“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Pv 28:13)

“Deus” disse a Kenneth Hagin:
“Em primeiro lugar ... não ore mais sobre dinheiro ... Peça o que precisar.” ... O Senhor continuou: “Você diz: ‘Satanás, tire suas mãos do meu dinheiro’ ... Diga: ‘Ordeno...’, nomeando o que quer ou deseja.” Eu disse ao Senhor: “Senhor, não creio que queira que as nossas necessidades sejam satisfeitas – mas, sim, os nossos desejos?” Ele replicou... “no Salmo 23 está escrito... está escrito: ‘O Senhor é o meu pastor, nada me FALTARÁ’.” ... [Portanto, Deus continua] “Peça o que precisa ou deseja. Diga: ‘Satanás, tire as mãos das minhas finanças’. Depois diga: ‘Ide espíritos ministradores, e façam o dinheiro chegar’.”
Fonte: How God Taught Me About Prosperity, p.16-19

“Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor. Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção” (2Pe 2:11)
“Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente” (Mt 6:6)
“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome” (Mt 6:9)
“E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu” (Lc 11:2)

“O diabo é quem impede o dinheiro de chegar a você ... O Senhor me disse há anos quando eu me queixava de falta de verba: ‘Olhe, não posso fazer tudo a esse respeito. Depende de você. Ordene que ele venha em nome de Jesus ... Você pode até falar com os anjos”, Ele me disse “e eles vão trabalhar para você...”
Fonte: Paul’s Revelation: The Gospel of Reconciliation, p. 25-26

“Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (Tg 4:3)
“Eis que Deus é grande, e nós não o compreendemos, e o número dos seus anos não se pode esquadrinhar” (Jo 36:26)
“Disse-lhe mais Deus: Eu sou o Deus Todo-Poderoso. ..” (Gn 35:11)
“Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Ap 1:8)
“E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus...” (Lc 11:2)

“Em lugar algum a Bíblia ensina que se você apenas crer no coração obterá uma resposta”
Fontes: The Real Faith, p. 24
How to Turn Your Faith Loose, p. 20

“E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê” (Mc 9:23)
“Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido” (Rm 10:11)
“A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Rm 10:9)
“E, tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis” (Mt 21:22)

“A morte espiritual significa ter a natureza de Satanás”
Fonte: O Nome de Jesus, p. 26
“Jesus provou a morte – a morte espiritual – por todos os homens”
Fonte: O Nome de Jesus, p. 27

“Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim” (Jo 14:30)
“Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1:16)
“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14:6)
“Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse” (Cl 1:19)
“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2:9)

“Jesus se tornou aquilo que nós éramos, a fim de que nós nos tornássemos aquilo que Ele é.”
Fonte: O Nome de Jesus, p. 27

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3:23)
“E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (Gn 6:5)
“Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (1 Pe 2:21)
“Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse” (Cl 1:19)
“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2:9)

“A morte física não removeria os nossos pecados. Provou a morte por todo homem – a morte espiritual ... Jesus é a primeira pessoa que já nasceu de novo. Por que o Seu espírito precisava nascer de novo? Porque ficou alienado de Deus”
Fonte: O Nome de Jesus, p. 25

“Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras” (1Co 15:3)
“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8)
“Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.. .Mas ele falava do templo do seu corpo” (Jo 2:19,21)

“nem Jesus Cristo tem uma posição mais elevada do que nós diante de Deus”
Fonte: Zoe: a própria vida de Deus, p. 79

“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas” (Hb 1:3)
“Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade” (Hb 8:1)
“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?” (Rm 9:20)
“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10)

Das 127 vezes que a palavra ‘poder’ aparece no Novo Testamento está ligada em 100 vezes a Jesus Cristo, Espírito Santo ou Deus, significando, assim, algo que é outorgado diretamente por Deus. Das outras 27 vezes restantes em que ‘poder’ aparece, está relacionado apenas com força normal, ou autoridade, referindo-se a homens ou demônios.
Contudo, 11 vezes o Novo Testamento afirma que nós, crentes, temos poder. Só que, diferentemente do que muitos ensinam, não é aquele poder de colocar Satanás debaixo dos pés ou o poder de fulminar com uma palavra – que mais parece um crente nuclear – que com um simples estalo de dedos você já era, pois “eu sou o filho de DEUS”.
Quem usa esse tipo de frase, nesse contexto que estamos trabalhando, parece até que está querendo dizer: “eu sou deus”.

O Novo Testamento afirma que temos poder para:

Ser filho de Deus (Jo 1:12);
Dar testemunho de vida (At 4:33);
Poder para apresentar o Poder, que é o Evangelho (Rm 1:16);
Apresentar a Palavra da Cruz (1 Co 1:18);
Ser aperfeiçoado na fraqueza (2 Co 12:9);
Viver para os outros (2 Co 13:4);
Ser constituído ministro do Evangelho (Ef 3:7);
Fortalecer o amor, para ser tomado da plenitude de Deus (Ef 3:16-19);
Servir e glorificar a Deus (1 Pe 4:11);
Possuir tudo o que conduz à vida e à piedade (2 Pe 1:3);
Julgar as nações (só após o Milênio) (Ap 20:4 cf. Ap 3:21).

Recebemos, ainda, poder para:

Julgar os anjos (só após o Milênio) (1 Co 6:3);
Suportar aflições, fome, humilhações e escassez (Fp 4:11-13);
Pregar o Evangelho (1 Pe 1:12);
Resistir ao Diabo, desde que sujeitando-se a Deus (Tg 4:7).

Sabe o que é resistir? Não é atacar!!! Apenas suportar, agüentar, manter-se firme!!!

Outro problema ensinado quanto ao poder espiritual a nós investido por Deus, é que muitos se acham tão poderosos que desejam se comportar como um Rambo, como se saíssem por aí com uma metralhadora espiritual assustando o Diabo, fazendo-o correr, pisando-o, humilhando-o. Desconhecem assim a Palavra de Deus, achando que possuem certos atributos, quando, na verdade não possuem.
Se observarmos o que ensina a Bíblia, quanto aos anjos, veremos que são mais poderosos que os seres humanos, mesmo os crentes:

“ao passo que anjos, embora maiores em força e poder, não proferem contra elas juízo infamante na presença do Senhor.”
2 Pe 2:11
Note o que diz a Bíblia a respeito de anjos: “maiores em força e poder”.
E lembre-se que tanto Satanás quanto os demônios são anjos, decaídos, é claro, mas nem por isso deixam de ser uma espécie de anjos.

“Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda.”
Jd 9

Note que mesmo um anjo de hierarquia superior, arcanjo, como Miguel, não usou de autoridade própria, apesar de ser superior como está escrito em 2 Pe 2:11, mas disse: “O Senhor te repreenda”.
Mas, ao contrário do que ensina a Bíblia, muitos querem sair por aí afrontando o diabo e colocando-o debaixo dos pés. Se isso pudesse realmente acontecer, eu creio que quem terminaria debaixo dos pés não seria o diabo.
É claro que não devemos temer o diabo, pois somos Templo do Espírito Santo e o anjo do Senhor acampa ao nosso redor (Sl 34:7; Sl 91:11), mas é o Senhor que nos protege, e não nós mesmos.
Os defensores de tais ensinos posteriormente terminam em dois caminhos: ou ficam frustrados, ou enveredam por heresias maiores e mais comprometedoras, como é o caso de “ícones” nacionais e internacionais, igrejas e cursos bem conhecidos e muito freqüentados, mas que possuem uma fétida negridão doutrinária.
Que Deus nos abençoe, guie e proteja.

“Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”
(Lc 18:8)

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Robson Tavares Fernandes é casado com Maria José Fernandes e residem na cidade de Campina Grande. É membro da Igreja Batista da Graça (Campina Grande – PB) e bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional) . É diretor e professor do CBA (Curso Básico de Apologética), e pesquisador da VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã) e palestrante.

terça-feira, 18 de março de 2008

Pentecostais ou rodopiadores?




No Evangelho segundo escreveu São Lucas no capítulo 10, Jesus designa 70 de seus discípulos para a seara. No retorno dos enviados, todos demonstram alegria por tudo aquilo que haviam contemplado na breve missão missionária. Como são neófitos, sorriem à toa por tudo aquilo que presenciaram. Eles dizem: "Mestre, por teu nome, até os demônios se nos sujeitavam". Isto demonstra como a falta de raciocínio em relação as coisas espirituais nos atrapalham, nos distanciam de nossa missão. Com certeza todos os setenta, sem excessão, partilharam da mesma compreensão em tudo aquilo que passaram nesta obra evangelística. Ninguém, até por medo de ser ridicularizado, teve a ousadia de questionar o que criam ser obra divina.

Jesus então, sem perder tempo em explicações teológicas as quais os doutores da lei e os fariseus eram peritos, simplesmente disse: "Eu via Satanás como raio, cair do céu no meio de vós". Talvez nem todos se surpreenderam com a crítica de Jesus. Um até sussurra no ouvido de um dos enviados dizendo: "Eu sabia que era coisa do Diabo", entretanto, não teve a coragem de colocar seu pensamento, sua crítica, sua razão.

Jesus nunca disse aos setenta para fazer barulho, rodopiar, contorcionar, desmaiar, enfim, porém dá-lhes autoridade para curar, e levar a nova do Evangelho.

Que bom seria que a cada saída de um culto "fashion pentecostal" as pessoas fossem curadas, almas fossem salvas, houvessem revelações como a do profeta Natã para o rei Davi, não as profecias do tipo: "Receba, a vitória é sua, assim diz o Senhor...; A luta terá fim, assim diz...; Muitos já tentaram, mas tu és o escolhido, assim diz o ..." e etc, etc, etc...

Este vídeo mostra uma coisa corriqueira em nossas igrejas, e a explicação é que tudo é fruto do êxtase espiritual em função da canção. O comentarista esclarece sobre movimentos cíclicos, que levam ao êxtase. É emocional, será? Se for assim, somos emocionais também? Será que o deus Alá, que os muçulmanos servem, é o nosso também? Pois eles cantam, rodopiam, caem, choram, igual em nosso meio. Na umbanda também, fazemos em nossas igrejas o que eles fazem lá aos deuses africanos. Será que Adão vivia assim no jardim do Édem, fora de sua razão? Adão, como o pr Marco Feliciano prega, pelo Espírito Santo, vivia o dia inteiro fazendo barulho, rodando? Pois parece que Deus formou o homem, a sua imagem e semelhança, para viver em espírito de desligamento de sua mente racional, e o diabo o colocou em sua razão, fazendo-o pecar. Assim acho que crêem a maioria dos crente desta era.

Por que não apresentamos um culto racional a Deus, conforme Paulo escreve? Por que o Espírito Santo nos usa como fantoches, segundo ensinam vários pastores? Por que falamos, falamos, falamos, porém não praticamos o que falamos? É, parece que estamos como os gregos na caverna do filósofo Platão, vendo só o que está na ponta do nariz, devido ao medo de aumentar nossa visão panorâmica.

Graças a Deus que Jesus Cristo é o mesmo ontem, é hoje, e é eternamente, e Ele nunca ensinou nada disso que mais contemplamos em nossas congregações. Então, proceda em falar aquilo que a palavra de Deus o autoriza a falar, não o que a maioria crente gostaria de ouvir.

Blogado de Semente Transgênica do Evangelho

domingo, 16 de março de 2008

Menina nasce com duas faces na ìndia

Fonte: IBNLive/Notícias Cristãs

New Delhi: A baby girl was born with two faces and four eyes in Gautam Budh Nagar in the suburbs of Delhi.
Born to Vinod Singh and Sushma at Saifai Hospital in Dadri, the baby is being worshipped by the residents of the area who say she is an incarnation of god.
Neighbours of the couple are offering money and seeking blessings from the baby girl.
Vinod and wife feel it would be better if the government helped them for her treatment.
Doctor attending the baby said she is otherwise healthy.
"A patient was admitted to our hospital around 0600 hrs IST in the morning. An unusual girl child was delivered normally with two faces and four eyes. Both mother and the child are healthy and doing fine," Dr Aas Mohammad of Saifai Hospital said.

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Uma menina com duas faces nasceu na última segunda-feira em uma vila localizada a 50 km de distância de Nova Deli, capital da Índia.
Os moradores do local acreditam que o bebê seja a reencarnação de uma deusa e estão todos em festa, comemorando com muita música, dança e pedidos de benção o seu nascimento.
Os habitantes da pequena vila Gautam Buddha Nagar ficam em torno da casa entoando cânticos, oferecendo moedas e pedindo favores, segundo o site IBN Live.com.
Apesar da má-formação, a menina está em bom estado de saúde, afirmam os médicos.



Veja o Vídeo:

MORMONISMO


LEITURA DIÁRIA

Segunda – 2 Co 11:3 - Um Jesus estranho ao Novo Testamento.
Terça – 2 Pe 1:16 - O cristianismo se fundamenta em fatos.
Quarta – I Tm 4:7 - As fábulas profanas são nulas.
Quinta – Tt 1:14 - Devemos rejeitar as fábulas judaicas.
Sexta – I Co 8:5 - O equívoco da fé do paganismo politeísta.
Sábado – Gl 1:8,9. - O evangelho anátema.

TEXTO BASE: E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas’’. (2 Tm 4:4)”.

VERDADE PRÁTICA: O mormonismo é um movimento pagão disfarçado com roupagem cristã que baseia suas crenças em fábulas e falsas conjecturas.

LEITURA BÍBLICA: I Timóteo 1:3-6.

COMENTÁRIO

Um proeminente líder mórmon disse: ‘’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias declara-se, pelo seu nome, distinta da Igreja Primitiva estabelecida por Cristo e seus apóstolos’’. Essa é confissão de que eles não são cristãos e de que sua religião é outra. Disso todos nós já sabíamos pelas suas crenças e práticas, mas esta é uma declaração direta e textual do movimento. A estrutura do mormonismo está calcada em lendas e mitos pagãos.


1. ORIGEM DO MOVIMENTO

a) Primeiras aparições

Há duas versões contraditórias da origem do movimento na sua própria literatura. Uma diz que em 1820, Joseph Smith Jr., andava preocupado por causa de uma agitação anormal sobre questões religiosas que se generalizou envolvendo batistas, presbiterianos e metodistas. Quando numa visão o Pai e o Filho, teriam dito que todas as igrejas se apostataram e seus credos eram abomináveis. Em 1823, teria recebido a visita de um estranho anjo chamado Morôni, o qual teria revelado a existência das placas de ouro, que deram origem ao Livro de Mórmon.

b) Últimas aparições

Em 1829, teria recebido outra visão. Nesta, afirma-se que João Batista teria conferido a Joeph Smith Jr. E ao seu companheiro, Oliver Cowdery, o sacerdócio de Arão. Em seguida, os dois companheiros batizaram-se um ao outro, e um ao outro se ordenaram como sacerdotes, e, durante muito tempo, abençoaram-se mutuamente.
Pouco depois, os dois teriam recebido outra visão: João, Pedro e Tiago, os quais lhes conferiram o sacerdócio de Melquisedeque. Em 6 de abril de 1830, Joseph Smith Jr. inaugurou o seu movimento juntamente com cinco amigos.

c) Contradições internas

O breve relato de sua origem apresenta vários problemas e contradições. A agitação envolvendo questões religiosas, nunca aconteceu. A suposta revelação de 1820 só apareceu depois de 1842. Até então, os líderes mórmons afirmavam que a primeira ‘’visão’’ foi em 1823; contradição esta que envolve idade, local e conteúdo. Joseph Smith Jr foi condenado em 1826, por prática de cristalomancia. Em 1828, procurou se filiar à Igreja Metodista, mas foi recusado pela Igreja por causa do seu envolvimento com práticas ocultistas.

d) Testemunhos antibíblicos

Analisando essas ‘’visões’’ à luz da Bíblia, ficam evidentes os enganos do movimento. A suposta aparição do Pai contradiz o ensino bíblico, pois homem algum jamais viu a Deus (Jo 1:18; 6:16). Além disso o Senhor Jesus garantiu que Sua Igreja jamais se apostataria (Mt 16:16-18). Quanto aos sacerdócios, doutrina mórmon em prática ainda hoje, há distorções: a Bíblia ensina que o sacerdócio de Arão foi removido (Hb 7:11,12) e o de Melquisedeque pertence exclusivamente a Jesus (Hb 7:21-23), que ‘’tem um sacerdócio perpétuo “(Hb 7:24). A palavra original para “perpétuo” é aparabatos e significa: “imutável, inalterável, intransferível”.


2. FONTE DE AUTORIDADE

a) Escritos sagrados

Os mórmons consideram inspirados, com a mesma autoridade da Bíblia e, até acima dela, o Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios, e Pérola de Grande Valor. O oitavo artigo das Regras de Fé dos mórmons diz: “Cremos ser a Bíblia a Palavra de Deus, o quanto seja correta sua tradução; cremos também ser o Livro de Mórmon a Palavra de Deus”.

Essa restrição pra crer na Bíblia é uma maneira delicada de dizer que não se acredita nela, pois o mormonismo afirma que não pode haver tradução absolutamente fidedigna da Bíblia e chama de “néscios” os que nela crêem. Como os muçulmanos, procuram por todos os meios desacreditar a Bíblia.

b) O Livro de Mormón

O conteúdo do Livro de Mórmon nunca foi confirmado pela história e nem pela arqueologia. O texto está com 3.913 mudanças desde a edição de 1830; a maioria consiste em correção de erros gramaticais e mudanças doutrinárias.


3. TEOLOGIA MORMONISTA a) Conceitos mormonistas da divindade

Os mórmons são politeístas e, como no hinduismo, há espaço nesse movimento para inúmeros conceitos sobre a divindade. Há muitos conceitos contraditórios na literatura mórmon. Às vezes, usam o termo “trindade” para Deus, mas também afirmam, que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três deuses, e que o Pai tem corpo físico como o nosso. Ensinam, ainda: “como o homem é, Deus foi; como Deus é, o homem pode vir a ser”.

b) O Deus revelado na Bíblia

A Bíblia ensina a existência de um só Deus, sendo Deus um só (Dt 6:4; Mc 12:29-32) e que a Trindade não são três deuses, mas um Deus em três Pessoas. O Deus revelado na Bíblia é Espírito (Jo 4:24) e “espírito não tem carne e nem ossos” (Lc 24:39). Deus é Espírito Infinito e o Criador de todas as coisas nos céus e na terra e que além dEle não há outro (Sl 145:3; Is 44:6, 8, 24; 45:5-7). O homem entretanto, é limitado e criatura; não é, e nunca foi Deus (Ez 28:2); nem Deus é, e nunca foi homem (Os 11:9).

c) O outro Jesus

O Jesus do mormonismo é casado e polígamo, no nasceu de uma virgem e é irmão de Satanás. Os mórmons afirmam que as Bodas de Cana da Galiléia era o casamento de Jesus com as duas irmãs Maria e Marta; e que ele foi gerado de pai humano como qualquer homem.

Este, certamente, não é o Jesus que pregamos (2 Co 11:3). Eles, na verdade, querem sancionar suas práticas polígamas. Com isso, querem mostrar que são imitadores de Cristo. Todos esses conceitos mormonistas sobre o Senhor Jesus são uma afronta ao Cristianismo.

d) O Jesus que pregamos

A Bíblia diz que Jesus e Seus discípulos foram convidados para as bodas de Cana (Jo 2:2), e ninguém pode ser convidado para o seu próprio casamento. Isso, por si só, reduz a cinzas os argumentos dos mórmons. A Bíblia ensina explicitamente que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Mt 1:18, 20; Lc 1:34, 35). Nada há de Satanás em Jesus (Jo 16:30; Mt 12:22-32); pelo contrário, Jesus é o Deus verdadeiro (1 Jo 5:20), incomparável e singular! (Ef 3:21).


4. OUTRAS CRENÇAS E PRÁTICAS

a) A salvação mórmon

Crêem numa salvação geral onde os não-mórmons são castigados e depois liberados para a salvação; e numa individual, obtida pela fé em Jesus e pela obediência às leis e às ordenanças. Tais ordenanças consistem na fé em Jesus, no arrependimento, no batismo por imersão e a imposição de mãos, além de outros requisitos como aceitar Joseph Smith Jr. como porta-voz de Deus. Acreditam, ainda, na existência de pecados que o sangue de Jesus não pode purificar.

b) O verdadeiro Salvador do mundo

O Senhor Jesus não precisa de co-salvador. A Bíblia ensina que Ele é o único Salvador (Jo 14:6; At 4:12). A salvação não é por mérito humano; ninguém pode ser salvo pelas boas obras, mas somente pela graça, mediante a fé (Tt 3:5; Ef 2:8, 9). Existe apenas uma salvação, e ela está à disposição de todos os seres humanos (Tt 2:11; Jd 3).

c) Outras crenças e práticas exóticas

O batismo pelos mortos e o casamento para a eternidade. Trata-se de um batismo por preocupação, visto que sua crença exige o batismo para a salvação; assim, os mórmons batizam os entes queridos já falecidos. Eles têm interesse especial em genealogias para batizar seus antepassados. Realizam no templo a cerimônia de selamento para a eternidade, cujos conjugues prometem não casar de novo em caso de viuvez. Esse casamento é para o casal encontrar-se no céu com o propósito de gerarem filhos-deuses para povoarem os planetas. Similar à mitologia grega.

d) Resposta bíblica

A Bíblia nos ensina a rejeitar as fábulas e genealogias (1 Tm 1:4). O batismo pelos mortos é prática pagã (1 Co 15:29). O casamento foi estabelecido “para os filhos desse mundo”, disse Jesus (Lc 20:34), e no mundo vindouro não “hão de casar, nem ser dados em casamento”, porque não podem mais morrer; pois serão iguais aos anjos e filhos da ressurreição (Lc 20:35, 36).

e) A lei da Poligamia

Uma das doutrinas adotadas pelos mórmons ainda sob a liderança de Joseph Smith foi a lei da poligamia, pivô de muitos transtornos e perseguições contra os membros da Igreja naquela época.

Joseph Smith justificava a doutrina citando exemplos do Velho Testamento, onde Abraão e outros personagens tiveram muitas esposas. Porém, mais tarde uma revelação foi feita de que isso não deveria mais acontecer e que daquele momento em diante, todos deveriam amar e respeitar apenas uma esposa, sem direito a traição ou qualquer tipo de ato contrário a isso.

Contudo, algumas ramificações da igreja insistem em manter esse ato. Eles querem adequar o evangelho à sua forma de vida, modificando seus ensinamentos, o que é uma abominação aos olhos de Deus. Hoje em dia, a prática persiste apenas em grupos fundamentalistas dissidentes não filiados à igreja oficial.


CONCLUSÃO

Os fatos apresentados em nossa lição mostram que se trata de um movimento religioso alienado da Bíblia, com fontes de autoridade calcadas em fábulas e lendas. O Jesus apresentado não é o mesmo revelado no Novo Testamento. O mormonismo está, portanto, edificado sobre um fundamento falso. O ganhador de almas deve estar sempre preparado para a evangelização dessas pessoas, porque elas precisam conhecer o verdadeiro Jesus (Jo 17:3).

Blogado do Eu e Minhas Palavras

terça-feira, 11 de março de 2008

A História do Cristianismo (Livro para download)


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segunda-feira, 10 de março de 2008

Dois sauditas são condenados a 70 chicotadas por flertar com uma menina

Fonte: EFE/Folha Online

Dois homens sauditas foram condenados a 70 chicotadas cada e a decorar o Alcorão [livro sagrado do islamismo] após serem declarados culpados por flertar com uma menina, informou hoje o jornal local "Al Ekaz".
Segundo o jornal, a decisão foi emitida por um tribunal do oeste da cidade de Meca. Os dois homens, ambos na faixa dos trinta anos, foram surpreendidos flertando com a jovem em um shopping. Eles foram detidos por uma patrulha da polícia religiosa, disse o jornal.
Em novembro, um tribunal condenou a três anos de prisão e a 450 chicotadas cada uma das quatro pessoas julgadas por ter atacado um agente da polícia religiosa, informou o jornal saudita "Al Watan". Os condenados queriam defender dois jovens que o agente havia detido por paquerar uma menina em um shopping de Jubar, no nordeste do país.
A polícia religiosa conta com 4.000 homens encarregados de vigiar o respeito da população aos valores islâmicos, como o vestuário feminino, a venda de música ou filmes "imorais", as relações entre os dois sexos ou o fechamento dos comércios nos momentos da oração.

Aumento de evangélicos muda perfil religioso de Salvador

Catolicismo perde espaço na capital baiana desde 1970 para pentecostais e os sem-religião

Na capital considerada de todos os santos, as religiões evangélicas, que descartam a adoração de imagens, são as únicas que crescem em Salvador, principalmente entre as famílias com renda igual ou inferior a um salário mínimo. O contra-senso aparente é respaldado na comparação entre os censos demográficos de 1970 a 2000, que mostram a quadruplicação nesse segmento. Mesmo com uma defasagem de oito anos dos dados, a pesquisa aponta a força dos evangélicos nas classes de baixa renda e a migração de católicos para as religiões chamadas neopentecostais. No mesmo período, os católicos encolheram 33 pontos percentuais em Salvador, reduzidos de 93,1% para 60,5%.
O crescimento dos evangélicos só é inferior ao boom da categoria dos sem-religião, que aumentaram a participação na sociedade soteropolitana em quase 15 vezes, saindo de 1,3% para 18,1%. Outro dado surpreendente é a participação dos adeptos de candomblé e umbanda, que não alcançam 0,5% da população. Os estudiosos consideram que esse índice é mascarado pelo sincretismo religioso e pelo patrulhamento histórico contra religiões de matriz africana.
Uma análise da curva mostrada pelos censos de 1970 a 2000 (última contagem oficial, realizada a cada dez anos), feita pelo o engenheiro civil e professor de matemática Rubem Soares, mostra que o censo de 2010 deve apontar quase 600 mil evangélicos em Salvador. “Mantendo-se a tendência, tanto em termos percentuais como absolutos, a perspectiva é de que Salvador tenha 50% de católicos e 19% de evangélicos”, sugere Soares. Com a projeção de três milhões de habitantes em Salvador daqui a dois anos, os números absolutos seriam 1,5 milhão de católicos e 570 mil evangélicos. “Isso me parece muito claro porque as curvas são uniformes”.
A estimativa não leva em conta aspectos estritamente matemáticos e desconsidera fatores como o impacto da evangelização por meios de comunicação como emissoras de televisão e rádio, além de jornais. Em oito anos, a própria paisagem urbana da capital foi modificada de acordo com a mudança no perfil da fé dos soteropolitanos. A construção de catedrais evangélicas tão imponentes quanto as seculares igrejas católicas é o resultado arquitetônico mais à vista. Além disso, a massificação dos missionários e obreiros e um mercado próprio para atender a este público são apontados como resultados imediatos.
Candomblé - Os especialistas consideram os números que retratam a quantidade de fiéis do candomblé e da umbanda em Salvador como incógnitas, por fatores como o sincretismo religioso e o preconceito histórico. Há um consenso de que os resultados da pesquisa do IBGE retratam uma população que não se sente confortável em se declarar simpatizante do candomblé. Em Salvador, por exemplo, o censo do ano 2000 contabiliza 11.959 adeptos de religiões de origem africana, representando 0,48% da população da capital.
É um número incompatível com o mapeamento dos terreiros na capital, concluído em 2007, que encontrou 1.165 casas voltadas para o culto na cidade, número maior do que o de igrejas católicas. Seria como aceitar que cada terreiro em Salvador consegue atrair apenas dez praticantes do culto.
Uma das pistas para entender esses dados pode ser a dificuldade em falar abertamente sobre as crenças. “O tema religião não é de fácil resposta. No caso da Bahia, em particular, o fato de a umbanda ter se desenvolvido entre negros escravos tornou uma religião que as pessoas precisavam esconder. Esse patrulhamento gera preocupação por conta da memória histórica”, pondera o coordenador de disseminação de informações do IBGE na Bahia, Joilson Rodrigues de Souza. Para ele, a tendência é de que os números ligados ao candomblé aumentem em termos absolutos e relativos no próximo censo a ser realizado no ano de 2010.
A retrospectiva do perfil religioso na Bahia mostra que, a partir da década de 1980, a Igreja Católica apresentou uma queda no número de fiéis a índices próximos a 10% por década.
Em Salvador, a perda foi ainda mais acentuada. Em 1970, os católicos representavam 93,5% dos soteropolitanos. Dez anos depois, o percentual caiu para 88,8% e no censo seguinte, em 1991, chegou a 75,2%. No ano 2000, o percentual caiu 33 pontos em relação a 1970, para 60,3%. No mesmo período, os protestantes (denominação genérica usada na década de 70 para igrejas que não fossem católicas) saltaram de 3,5% para 13,3% na capital, já divididos em grupos como evangélicos de missão e neopentecostais.
O primeiro censo que mostra a presença de protestantes na Bahia data de 1896. Na época, o segmento representava apenas 0,09% da população, com 1642 fiéis no universo de 1.919.802 baianos. Em 1940, o número já tinha aumentado para 30.382 adeptos no estado, representando 0,76% da população.
O mais impressionante, no entanto, é a escalada dos que se autodenominam como os sem-religião. Os agnósticos, que representavam tímidos 1,2% da população de Salvador, em 1970, chegaram ao ano 2000 somando 18,1% dos moradores da capital, cuja imagem é associada a uma terra de misticismo. Em números absolutos, são nada menos do que 445 mil pessoas – mais do que todo o estado de Roraima – sem esboçar qualquer tipo de crença religiosa.

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CURIOSIDADES

No censo de 1950, dos 417.235 habitantes de Salvador, apenas sete se declararam budistas. Em 2000, 1.778 budistas no universo de 2.443.107 soteropolitanos.
Entre 1991 e 2000, os adeptos de religiões orientais (xintoísmo, budismo) triplicaram em números absolutos e percentuais na Bahia, de 5.998 para 18.499, representando 0,05% e 0,14% da população, respectivamente.
Só a partir do censo de 1970, o nome evangélicos aparece em substituição a protestantes.
O primeiro recenseamento do Brasil, em 1872, mostrava que 99,98% da população baiana era católica. Apenas 212 dos 1.397.616 habitantes declaravam ter outra religião.

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Números revelam migração

A comparação entre os censos de 1991 e 2000 mostra que os dez pontos percentuais perdidos pela Igreja Católica Apostólica Romana (85,9% em 1991, 75,4% em 2000) migraram, equitativamente, para os 10,2% dos sem-religião (com 1.335.341 pessoas) e para os 11,6% de evangélicos (com 1.516.494 adeptos).
Entre eles, o crescimento maior é das igrejas rotuladas como neopentecostais pelos historiadores religiosos.
De acordo com os dados do último censo, eles reúnem o maior percentual de adeptos “sem rendimento” – que incluem fiéis que não são remunerados ou que sobrevivem com benefícios. Metade dos 677 mil baianos que se declararam pentecostais afirmar não ter fonte de renda. Se incluídos na conta aqueles que ganham até um salário mínimo, o número é de 75% dos integrantes.
O estudo Retratos da Religião no Brasil, feito pela Fundação Getúlio Vargas, em 2005, mostra que, em termos nacionais, a adesão ao catolicismo tem os menores índices nas periferias das regiões metropolitanas (65,18%), enquanto nesse nicho os evangélicos garantem a melhor performance (20,72%). Nos meios rurais, o percentual de evangélicos fica em 10,15%.
Com os resultados dos censos de 1991 e 2000, foi calculada a taxa média geométrica de crescimento anual segundo as religiões. No Brasil, apenas a Bahia, Pernambuco e Paraíba apresentaram taxas de declínio do contingente de católicos, enquanto os outros estados mostraram um índice tímido de crescimento.
Na Bahia, o contingente de católicos é de 74%, mas em Salvador o número cai para 60,5%.
A participação de baianos adeptos das religiões de origem africana é mínima em termos nacionais. Salvador não aparece sequer na lista dos 50 municípios de maior incidência de seguidores do candomblé, apesar de ter 1.168 terreiros catalogados e mapeados.

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Fé na solução de problemas

A instauração da chamada “teologia da prosperidade” é uma das tentativas que os estudiosos utilizam para explicar a ascensão das igrejas pentecostais nas últimas décadas. Para eles, o discurso das religiões passa a valorizar a idéia de desenvolvimento financeiro e solução dos problemas “aqui e agora”. “O discurso teológico tradicional vai em cima do ser. Na teologia da prosperidade, é em cima do ter”, sugere o pastor da religião Batista, sociólogo, mestre em teologia e pós-graduado em história e cultura da África, Djalma Torres.
O religioso considera que esse modelo tem muita eficácia no sistema neoliberal, principalmente com a influência de elementos como taxa de desemprego e consumismo. Já a doutora em sociologia pela Ufba, Sueli Ribeiro, defende que o sucesso dos pentecostais está na capacidade de utilizar a linguagem do público e suprir as demandas oferecidas pelos fiéis. “Os resultados têm a ver com a comunicação, com a capacidade de conceber um Deus que não se pode pegar e nem alcançar em alguma coisa concreta, palpável, que pode ser até um martelo para quebrar uma maldição”, analisa a pesquisadora. “O neopentecostalismo tem uma coisa camaleônica, capaz de se adequar a ambientes diferentes como a África, a Europa e o Brasil”.
Autora de uma tese sobre a construção da identidade das mulheres pentecostais, Sueli concluiu que as adeptas terminam se tornando personagens ativas na comunidade, com o trabalho de evangelização. “Elas se tornam especialistas leigas do sagrado, porque deixam de ser ninguém. São convidadas a proferir orações, jejuar por alguém, isso cria desejos e dá vida”, aponta ela, que baseou a pesquisa de gênero nos benefícios que a religião oferece e interpretou a igreja como uma espécie de âncora de identidade.
A busca por rituais de cura instantâneos é uma forma rápida de conseguir seguidores, na opinião da doutora em história pela Universidade Estadual Paulista e professora de história das religiões na Ufba, Edilece Couto. “A dinâmica de exorcismos é sedutora e foi bastante usada pela Igreja Católica na Idade Média, no processo de combater a heresia. Além disso, o apelo midiático tem uma grande força em determinadas camadas da sociedade”.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Especial da Veja sobre Islamismo


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HINDUÍSMO

A VERDADE ETERNA

SÉRIE DE ESTUDOS SOBRE AS MATRIZES RELIGIOSAS

O nome Hinduísmo foi dado no século XIX ao conjunto de religiões existentes na índia. A palavra provém do persa hindu, em sânscrito, shindhu, significa rio, e refere-se às pessoas que viviam no vale do Indo. Também significa Indiano. Segundo a visão que tem de si, o hinduísmo não possui origem: É o caminho eterno que segue as regras e exigências básicas da ordem cósmicas à medida que passa por ciclos infinitos.
A casta social onde o indivíduo nasce é, portanto, indicação de seu status espiritual. Almeja-se a libertação do ciclo de reencarnações em várias formas, animais e humanas. Sua posição é determinada pelo Karma.O ascetismo e a disciplina da ioga são praticados com o intuito de atingir essa libertação.
Não existe um cânone definido de livros sagrados. Os quatro Vedas, são os mais antigos textos literários sânscritos conhecidos do período bramânico, são 1.200 hinos e magias sacrificiais compilados de uma antiga tradição oral e dirigidos a várias divindades, como as do fogo e do vento.
Para o homem comum, o hinduísmo significa também a observação cuidadosa de regras quanto ao casamento, alimentação, peregrinação a rios e lugares sagrados, participação e adoração nos templos sagrados em cada aldeia.
Em muitos séculos o Hinduísmo produziu várias reformas que produziram outros movimentos como é o caso do Budismo. As modernas condições sociais e culturais trouxeram mudanças no sistema de castas e ainda no status social das mulheres.
O mais velho deles, O Rig Veda, remonta 1.200 a.C.; O quarto livro, o Atharva Veda, data de 900 a.C. e consiste principalmente em fórmulas e encantamentos; os Brahmanas, associados aos Vedas, são instruções rituais. Em outro momento deu-se origem a trabalhos filosóficos como os Aranyakas, ou livros da floresta e mais tarde, os Upanixades. Entre esses existe um poema famoso que é o mahabharata, um relato das guerras da casa de Bharata. Nele há uma seção chamada Bhagavad Gita, “ A canção do Senhor”, poema famoso pelo diálogo de Krishna, um dos avatares de Vishnu, e seu auriga, Arjuna.
1 – Deuses e Castas
A sociedade foi dividida em quatro grandes grupos, denominados varnas (castas), com direitos, deveres, previlégios e práticas religiosas diferenciados. De acordo com o hinduísmo os Varnas passaram existir na criação do mundo.

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BRAHMA

É o primeiro deus da trindade Hindu.

Para os Hindus, o universo vive sendo destruído para ser reconstruído novamente por Brahma, eternamente.
Sem ele nada existiria. É o primeiro deus da Trindade Hindu: Brahma, Vishnu e Shiva.

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SHIVA – O destruidor

Shiva é o terceiro deus da trindade Hindu; ou trimirti, junto com Vishnu e Brahma. Ele é tudo, logo, aparece de muitas formas diferentes. Tem mais de mil nomes, como (Maheshvara) Senhor do conhecimento, (Mahakala) Senhor do Tempo. Ele é o criador e é o destruidor e preservador, e normalmente é retratado em três faces: Duas opostas, como machoe fêmea, grande iogue e chefe de família diligente, ou Bhairava, o destruidor, e a terceira, serena e pacífica, as reconcilia.

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MAHADEVI - A deusa mãe

Manifesta-se tanto como consorte das principais divindaes masculinas hindus como de uma forma genérica, várias deuses e mulheres, que podem ser benignas e frutuosas, como Laskshmi ou Parvati, ou poderosas e destrutivas, como kali e Durga. Por toda a India a muitos templos erguidos a essas deusas.

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VISHNU – O preservador

“Aquele que toma muitas formas”, não era proeminente nos Vedas, mas tornou-se uma importante divindade e um membro da trindade Hindu. Ele preserva o universo.
Além das divindades principais, Shiva, Brahma e as deusas, há numerosas outras que ocupam importantes posições no panteão hindu.
Surya (o deus do sol), Agni (o deus do fogo), Indra (o deus da guerra), Vayu (o deus do vento), Duas reencarnações do deus Vishnu (Narasinha, o leão, e Varaha, o javali, provavelmente remontam sua origem aos cultos locais de animais. Três dos deuses importantes: Hanuman (o deus macaco) e os dois filhos de Shiva e Parvati: Ganeshi (o deus da cabeça de elefante e o jovial Kartkeyya.

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GANESH

Filho de Shiva, Com cabeça de elefante, É talvez o Deus mais popular. É sábio, ponderado e bem versado nas escrituras. É invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar o seu êxito.

Matsia: O Peixe de Chifres que representa a intercessão de Vishnu no tempo do Dilúvio Universal. O peixe avisou Manu (que é o Noé Hindu) e salvou-o com o barco preso aos seus chifres.
Curma: A tartaruga. È o segundo avatar de Vishnu que apareceu na Terra depois doDilúvio para recuperar os tesouros.
Varaa: O Javali. Originalmente o Porco Sagrado de um culto primitivo, tornou-se num avatar de Vishnu depois de um segundo Dilúvio. Cavando sob a água com as presas, ele fez subir a terra e reestabeleceu a terra firme.
Narasima: O Leão-Homem que foi um avatar de Vishnu. Brahma tinha dado invulnerabilidade a um Demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou o demônio até ao crespúsculo.
Vamana: O Anão, É outro avatar que se tornou num gigante para frustrar um Demônio que procurava controlar o Universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário.
Parasurama: Foi Vishnu como filho de um Brâmane roubado pelo rei Kshatryia. Parasurama matou o rei, cujos os filhos por sua vez mataram o Brâmane. Então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21 gerações.
Rama: O Herói da epopéia literário-religiosa “O Ramaiana”, Foi um outro avatar de Vishnu que venceu Ravana, o mais terrível Demônio do Mundo. Rama representa o Hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a opressão.
Krishna: O avatar mais importante de Vishnu, Foi um Deus-Herói amado pelos seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do “Bagavad Gita”. Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes: árias, dravídicas e talvez cristãs.
Lacshimi: Mulher de Vishnu. Muitas vezes aparece sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, Representa a Boa Sorte. Os seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante Deusa.
Sita: Mulher de Rama que é um avatar de Vishnu. Ela é uma encarnação de Lacshimi. Representa a esposa Hindu ideal. Foi rapatada pelo Demônio Ravana e levada para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido.
Hanuman: O Rei dos Macacos que emprestou a sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman tornou-se imortal.
Garuda: Vishnu aparece montado em Garuda, É uma ave mítica de cara branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem. Transporta o Deus no seu cintilante dorso dourado. Muitas vezes era confudida com o Deus do fogo, Ágni.

OS QUATRO ESTÁGIOS DA VIDA:

Segundo a tradição hindu,a vida do homem está dividida em quatro estágios, denominados Ashramas.
Bramacarya: É o estágio da juventude.
Gnhastha: Fase adulta, em que assume o papel de chefe de família.
Vanaprastha: É o estágio do homem idoso
Samnyasin: nesta fase, indivíduo deve renunciar ao mundo.
Esses, são aspectos importantes na doutrina Hindu. Evidentemente, ainda há tantos outros aspectos doutrinários filosóficos. Dentro do Hinduísmo surgem muitas outras religiões como o Jainismo, é importante uma pesquisa sobre esse aspecto para que as informações não fiquem superficiais.

DERIVAÇÕES DO HINDUÍSMO

MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL: Fundada na índia, em 1958, por Maharishi Meheresh Yogi, conta hoje com uns 3 milhões de adeptos no mundo. É uma técnica de relaxamento que visa a eliminar o stress e a tensão atingindo-se o chamado estado de consciência pura. Repetindo mentalmente um mantra (fórmula ritual). O mediante esvazia a mente de forma a atingir o nível mais abstrato da atividade mental.
HARE KRISHNA: Fundada na ìndia em 1986 por Caitanya Mahapraphu e trazida para o Ocidente em 1966 por Bhaktivedanta Suami Prabhupada, considerada Krishina como deus único, criador universal e última morada do espírito, propondo técnicas de Bhakti-ioga (ioga da devoção) como o caminho que permitirá ao fiel integrar-se em sua verdade absoluta.
Teosofia: Fundada em 1875, em Nova Iorque, por Madame Helena Petrovna Blavatsky e Henry Steel Olcott e levada adiante por Besant – Propõe um tipo de meditação que faz a síntese de ensinamentos hinduístas e budistas, em 1913, a seção alemã da Sociedade Teósofica, dirigida por Rudolf Steiner, rompeu com Besant, por não concordar com a atribuição de um papel fundamental a Jesus Cristo na evolução espiritual da humanidade, e criou a Sociedade Antroposófica.

OUTROS GRUPOS

Missão Ramakrishina:
Krishnamurti:
Rajnish:


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ISLAMISMO

ASHHADU AN LÁ ILAHÁ ILLALLÁH

Lá Iláha Il`Allah Muhammad Raçul Allah

“NENHUM DEUS SENÃO ALLAH, E MAOMÉ SEU MENSAGEIRO”.

Esta é uma série de estudos sobre as matrizes religiosas mundiais. Não há objetivo de crítica ou análise mas tão somente alguns breves relatos sobre o grupo religioso para efeito de complemento de estudos.

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O Islão, Islã, Islame ou Islamismo (em árabe: الإسلام) é uma religião monoteísta que surgiu no século VII, baseada nos ensinamentos religiosos de Maomé (Muhammad). Os seguidores do Islão são conhecidos como Muçulmanos. Em textos mais antigos, eram conhecidos como “maometanos”, mas este termo tem vindo a cair em desuso porque implica, incorretamente, que os muçulmanos adoram Maomé, o que torna o termo ofensivo para muitos muçulmanos. A palavra Islão significa “submissão”. Durante a Idade Média e, por extensão, nas lendas e narrativas populares cristãs, os muçulmanos eram também designados como mouros ou sarracenos.
Os ensinamentos de Maomé estão contidos no Corão, ou Alcorão (Qur’an, a palavra árabe para livro). Os muçulmanos acreditam que Maomé recebeu estes ensinamentos de Alá (a palavra árabe para Deus), por intermédio do anjo Jibreel (Gabriel) que Maomé depois recitou para que outros passassem a escrito, visto que o profeta era analfabeto. Além do Corão, as crenças e práticas do Islã baseiam-se na literatura Hadith, que para os muçulmanos clarifica e explica os ensinamentos de Maomé.
Uma vez que o Islã, à semelhança do judaísmo e do cristianismo, descende da tradição religiosa do patriarca bíblico Abraão, é classificado como uma religião abraâmica.

MAOMÉ: Maomé, nasceu em 570, na cidade de Meca. Orfão muito cedo começou por trabalhar como pastor. Aos doze anos começa a conduzir caravanas de camelos. Aos vinte dirige as as caravanas de uma viuva rica, sua prima, com quem acabará por casar cinco anos depois. Por volta de 610, na caverna de Hira, perto de Meca, terá sido visitado pelo anjo Gabriel, que lhe ordenou a sua missão e ditou os primeiros versículos do Alcorão. Maomé abandona a sua profissão de mercador e começou a pregar.

Devido ás perseguições que era vítima, em 622, foi obrigado a refugiar-se em Medina. Maomé era então um famoso chefe religioso, mas também num poderoso de chefe político-militar. Em 63O conquista Meca, tornando-a no centro da nova religião. Funda então um Estado teocrático, que alargou rapidamente o seu domínio a um crescente número de tribos árabes. Quando morre, a 8 de Junho de 632, nos braços da sua mulher preferida, deixa unificadas política e religiosamente um grande número de tribos árabes, mobilizadas para uma guerra santa que as levará de conquista em conquista até à Península Ibérica.

Islão e Islã são aportuguesamentos (segundo as normas, portuguesa e brasileira, respectivamente) da palavra árabe Islam, que significa “submissão (a Deus)” e que é descrita em árabe como um “Deen”, o que significa “modo de vida” e/ou “religião”. Possui uma relação etimológica com outras palavras árabes como Salaam, que significa “paz”. Muçulmano, por sua vez, é aportuguesamento da palavra árabe Muslim, relacionada com islam, que significa “vassalo” de Deus, e “aquele que se rendeu” ou se submeteu (a Deus). Os muçulmanos vêem a homenagem a Deus como sinal de distinção, e o termo não tem conotações negativas. Homenagear significa servir a vontade de Deus acima e para além dos objetivos pessoais de cada um.

2 - Crenças

O Islã ensina aos seus aderentes um certo número de crenças.

2.1 - Deus

A pedra basilar da fé islâmica é a crença estrita no monoteísmo. Deus é considerado único e sem igual. Cada capítulo do Corão (excepto dois capítulos) começa com “Em nome de Deus, o beneficente, o misericordioso”. Deus descreve-se na Sura al-Ikhlas, (capítulo 112): diz: “Ele é Deus o único, Deus o eterno. Ele nunca causou nem foi causado. Não há nenhum que se lhe compare.”

2.2 - Profetas

O Islã ensina que Deus pode revelar a sua vontade à humanidade através de um anjo; esses recipiente da revelação são os chamados profetas. O Islão faz uma distinção entre “profetas” e “mensageiros”. Apesar de todos os mensageiros serem profetas, nem todos os profetas são mensageiros.
Para os muçulmanos a lista dos profetas inclui Adão, Noé, Abraão, Moisés, Jesus e Maomé, todos eles pertencentes a uma sucessão de homens guiados por Deus. Maomé é visto como o ‘Último Mensageiro’, trazendo a mensagem final de Deus a toda a humanidade sob a forma do Corão. Mensageiros e profetas foram enviados a todas as nações e civilizações, e a cada mensageiro foi dado um livro para essas pessoas. Estes indivíduos eram humanos mortais comuns; o Islã exige que o crente aceite todos os profetas, não fazendo distinção entre eles. No Corão é feita menção a vinte e cinco profetas específicos. Os muçulmanos acreditam que Maomé foi um homem leal, como todos os profetas, e que os profetas são incapazes de ações erradas (ou mesmo testemunhar ações erradas sem falar contra elas), por vontade de Alá.

2.3 - O dia do julgamento

Outras crenças chave incluem o Dia do Julgamento, Céu e Inferno, os Anjos, os Jins (uma espécie de seres invisíveis), a existência de magia (a sua prática é estritamente proibida), o perigo do mau olhado (também proibido), e a misericórdia, a sabedoria e a força do todo-poderoso Deus. Céu, inferno e juízo final: Deus é soberano juiz, manda os bons para os céus (jardim de delícias, onde há leitos, bebidas que embriagam, carnes de pássaros, virgens adolescentes apaixonadas…) e os maus para o inferno (onde existe vento que queima, escuridão e fumaça).

2.4 - Práticas Pré-Islâmicas

Algumas crenças e comportamentos islâmicos são semelhantes a práticas pré-islâmicas nativas da Península Arábica - em particular a hajj e três de suas práticas associadas: circundar a Kaaba, beijar a Pedra Negra (conhecida também como Hajar el Aswad), e o apedrejamento do Diabo nas proximidades de Meca.

2.5 - Revelações do Corão

Os muçulmanos acreditam que o Corão foi revelado a Maomé quando Alá (Deus) enviou um anjo para lhe ditar uma série de revelações. Então, Maomé recitou isto aos seus companheiros, muitos dos quais se diz terem memorizado e escrito no material que tinham à disposição. De acordo com a tradição islâmica, Maomé era analfabeto, as revelações a Maomé foram mais tarde reunidas pelos seus companheiros e seguidores em forma de livro. Maomé é considerado o profeta final, enviado para pregar a mesma mensagem que os profetas do Cristianismo Jesus e do Judaísmo Moisés (e possivelmente o Zoroastrianismo) e outras religiões antigas.

3 - Os seis elementos da crença

Há várias crenças partilhadas por todos os muçulmanos:
1 - Deus (em Árabe, Alá)
2 - Anjos
3 - Livros (enviados por Deus)
4 - Mensageiros (enviados por Deus)
5 - Dia do julgamento
6 - Autoridade Religiosa
Não há uma autoridade oficial que decide se uma pessoa é aceite ou excluída da comunidade de crentes. O Islã é aberto a todos, independentemente de raça, idade, género, ou crenças prévias. É suficiente acreditar na doutrina central do Islã. Isto é formalizado pela recitação da chahada, o enunciado de crença do Islã, sem o qual uma pessoa não pode ser considerada um muçulmano. Como ninguém pode abrir o coração do próximo para ver o que há dentro, é suficiente acreditar e dizer que você é muçulmano e comportar-se de modo apropriado a um muçulmano para ser aceite na comunidade do Islã.
4- Os cinco deveres de cada muçulmano

Os cinco pilares do Islã são 5 deveres básicos de cada muçulmano:
1 - a recitação e aceitação do credo (Chahada)
2 - Reza diária (Salat ou Salah)
3 - pagar dádivas rituais (Zakat ou Zakah)
4 - observar o jejum no Ramadão (Saum ou Siyam)
5 - azer a peregrinação a Meca (Hajj ou Haj)
Pelo menos uma seita de muçulmanos acredita que a Jihad, significando luta interior contra Satanás (jihad maior) ou luta externa (jihad menor), é o “sexto pilar do Islã”. Outros grupos consideram “A fidelidade ao Imam” o chamado sexto pilar do Islã.
Os seguintes grupos acham-se muçulmanos, mas não são considerados como tal pelos outros:
Os Ahmaddiya
Os Druzos
A Nação do Islão
Os Zikris
As seguintes religiões são de certa forma uma evolução do Islão, mas consideram-se religiões independentes com leis e instituições distintas:

Fé Bahá’í
Sikhismo
Yazidi

Outros aspectos importantes da crença Islâmica não foram abordadas aqui, como é o caso do mês de Ramada,, a perigrinação a Meca, a questão dos jejuns, a questão da lei Islâmica para problemas nacionais. A questão do homem e mulher na cultura Islâmica, tal qual o judaísmo, deriva do respeito a seus livros sagrados. Sugiro uma leitura desses aspectos para um entendimento maior dessa religião.

terça-feira, 4 de março de 2008

Devotos de Shiva festejam deus hindu nesta semana em SP

Fonte: G1

Ritual do Shivaratri envolve recitação de mantras em sânscrito e oferendas.
Uma das principais datas do hinduísmo ganha adeptos em São Paulo.

Foto: Silvia Ribeiro/G1
Silvia Ribeiro/G1
Imagem de uma das personalidades de Shiva (Foto: Reprodução/G1)

A celebração ao deus hindu Shiva, uma das festas mais tradicionais da Índia, que ocorre todos os anos entre fevereiro e março, também será seguida por paulistanos. Os devotos já começaram os preparativos para o Shivaratri, ritual pouco conhecido no maior país católico do mundo, que acontece nesta semana.
Em São Paulo, a “noite de Shiva” é comemorada em centros de estudos de hinduísmo e escolas de ioga – Shiva é o criador do ioga e compõe a tríade de deuses indianos ao lado de Brahma (o criador) e Vishnu (o preservador) –, com a participação de alunos e dos chamados shivaístas, os discípulos de Shiva. Os fiéis passam a noite em vigília, recitando mantras em homenagem ao deus e ouvindo a leitura de seus ensinamentos.
“Durante o Shivaratri, as orações têm mais potência. Shiva concede mais bênçãos. O êxtase é saber que as pessoas fazem isso a milênios, e você está lá, fazendo também”, conta o professor de sânscrito Orlando Alves, de 38 anos.
Todos os anos, o shivaísta conduz o ritual no Instituto Shaivagama, voltado aos estudos de sânscrito, antiga língua da Índia, e de filosofia hindu, na Zona Sul da capital. Os seguidores acreditam que cada recitação dos mantras – o mais popular é o “Ohm Nama Shivaya” – tem 100 mil vezes mais força durante o Shivaratri.

Foto: Silvia Ribeiro/G1
Silvia Ribeiro/G1
Representação de Shiva Natarája, o 'Shiva dançarino' (Foto: Silvia Ribeiro/G1)

Uma das principais datas do calendário hindu, a festa de Shiva varia conforme cálculos astrológicos e astronômicos. A data é marcada levando em conta o aumento do volume do Rio Sarasvati que provoca o chamado “triveni”, o encontro dos rios sagrados Ganges, Yamuna e Sarasvati.
Neste período, milhões de seguidores de Shiva migram para esse local, ao Norte da Índia. Entre os peregrinos, estão os nagas, ascetas indianos que vivem nus nas montanhas do Himalaia com o corpo coberto de cinzas. “Aparecem para o Shivaratri pessoas de 200 anos que ninguém sabe onde vivem na Índia”, acredita Orlando, que é mestre em filosofia hindu e bacharel em religiões pela Universidade de Rochville, nos Estados Unidos.
O principal dia do Shivaratri, que dura 25 dias na Índia, é o último, a ser comemorado nesta semana em São Paulo. O professor Orlando, que planeja construir em São Paulo um templo para Shiva com arquitetura indiana, vai celebrar a cerimônia na quinta-feira (6) com o ritual do fogo em que os devotos recitam mantras ao redor de uma fogueira. O fogo é um dos símbolos de Shiva.

Foto: Silvia Ribeiro/G1
Silvia Ribeiro/G1
O professor de sânscrito e devoto de Shiva Orlando Alves vai celebrar o Shivaratri (Foto: Silvia Ribeiro/G1)

Na ocasião, preparam-se oferendas ao deus hindu, como flores, frutas, incensos e até dinheiro. Os discípulos mais avançados oferecem mantras em sânscrito pronunciados com perfeição. O ritual costuma ser dividido em duas partes. No intervalo, é oferecida uma refeição - o ato de servir simboliza desenvolver humildade -, quando os devotos se alimentam após o dia de jejum.
Depois do jantar, de culinária indiana, o Shivaratri se estende até de manhã. Não é preciso ser hindu ou um seguidor para participar da cerimônia. E atenção aos menos experientes: não se deve pedir nada a Shiva. “Pedir para um deus fazer algo é tratá-lo como empregado. Nós somos servos de deus”, explica Orlando, acrescentando que Shiva é onipresente.

Renovação

Apesar de não ser um shivaísta, o professor de ioga Anderson Allegro, de 44 anos, celebra Shiva em sua escola na Vila Mariana (Zona Sul) e enfatiza aos alunos o aspecto renovador do deus. “A gente comemora o Maha Shivaratri procurando trazer a noção de que há momentos que precisamos abandonar coisas antigas para que algo novo possa acontecer em nossas vidas”, disse ele, que participou do festival na Índia em 2001.
Anderson Allegro explica que Maha Shivaratri significa a “grande noite de Shiva”. Em sua escola, a celebração acontece na quarta-feira (5), um dia antes da festa na Índia. “A grande noite de Shiva acontece no 14º dia da lua escura. A lua especial para Shiva entra no final da tarde do dia 5, às 16h”, relata.
Já o professor de ioga Mohan Deva, de 39 anos, que toca harmônio (instrumentos de teclados e foles acionados por pedais) em uma banda, planeja celebrar o Shivaratri sozinho em sua casa na Mooca, na Zona Leste. Além da recitação dos mantras, seu ritual inclui o banho do Shiva Lingam, símbolo da criação e a mais importante representação de Shiva. “Depois de recitar mantras com pétalas no peito, se inicia o banho do Shiva Lingam com água, leite, iogurte, mel e estrume de vaca, animal sagrado na Índia.”

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